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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Cine Clássicos: ESPECIAL MÊS DAS BRUXAS: NOSFERATU

Continuando com os especiais que vou falando referente ao mês das bruxas decidi falar sobre três filmes interligados num unico mito: Nosferatu. Apertem os sintos e não fumem.

NOSFERATU (1922)
O melhor representante do expressionismo Alemão


sinopse:

Hutter (Gustav von Wangenheim), agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock (Max Schreck), que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen (Greta Schröder), a esposa de Hutter, pois Orlock está atraído por ela.


Adaptação não autorizada do livro Drácula, de Bran Stoker (o mesmo serviu de base para as versões de Werner Herzog e de Francis Ford Coppola). A força perene deste classico do expressionismo está no seu belo visual sombrio, apoiado em incrivel cenografia gótica. Grandes momentos: a chegada ao porto de Bremem, o povo carregando caixões e o antológico encontro entre o conde (Shreck, extraordinário e sinistro) e Ellen (Schroeder).

O filme é do tempo do expressionismo alemão um dos melhores filmes que representam o que foi essa época. Dirigido por F.W Murnau, um dos grandes gênios desse tempo que infelismente morreu precosemente em um acidente de carro na decada de trinta. Nosferatu é mais do que um clássico, é o seu testamento para o mundo.



Curiosidades:
Originalmente o título de Nosferatu seria “Drácula”, assim como o livro de Bram Stoker em que foi inspirado. Porém, como o próprio Bram Stoker não autorizou o uso do nome, o diretor F.W. Murnau resolveu alterálo para o título atual.
Nosferatu é a primeira versão da clássica história do Conde Drácula nos cinemas.

NOSFERATU: O VAMPIRO DA NOITE (1979)
Refilmagem consegue ainda ser mais marcante que o filme original


Sinopse:
Baseando-se no livro ''Drácula'', de Bram Stoker, Herzog conta a jornada de Jonathan Harker (Bruno Ganz) pelo reino de horror do Conde Drácula (Klaus Kinski), um maligno vampiro obcecado pela esposa de Harker, a bela Lucy (Isabelle Adjani).


Nosferatu - O Vampiro da Noite" (1979) é um excelente remake do clássico expressionista do mestre W. F. Murnau. Uma obra-prima do horror dirigida com maestria pelo grande cineasta alemão Werner Herzog ("O Enigma de Kaspar Hauser")

Curiosidades:
 Já lançado pela Warner o DVD Edição de Colecionador, apresentando o filme em versão restaurada e remasterizada, com muitos extras, incluindo um especial sobre a produção e os comentários em áudio do diretor.

A cena onde Nosferatu chega à cidade exigiu milhares de ratos cinzas. Como não havia ratos disponíveis na cor cinza, usaram ratos brancos pintados...

A Sombra de um Vampiro (2001)
Idéia criativa sobre "o que aconteceria-se o ator de Nosferatu fosse realmente um vampiro?  



sinopse:
Na Checoslováquia, F. W. Murnau (John Malkovich) está filmando "Nosferatu". Na verdade é o Drácula de Bram Stoker, mas como não foi autorizado pela família do autor Murnau mudou alguns nomes e detalhes e continuou seu projeto. Desejando fortemente fazer seu filme mais autêntico, ele contrata um vampiro de verdade para o papel principal. O elenco está curioso, pois ninguém conhece Max Schreck (Willem Dafoe), mas Murnau explica que Schreck estudou com Stanislavsky e se entrega totalmente ao papel, assim nunca deixa de ser o personagem, nem mesmo fora dos horários de filmagem. Quando Max Schreck surge, não se revela um ator estranho ou temperamental, mas totalmente bizarro, pois sempre está maquiado, só filma à noite e fica bastante descontrolado quando vê sangue. Além disto após filmá-lo, Wolfgang Müller (Ronan Vilbert), o diretor de fotografia, fica muito doente e logo fica claro que Schreck colocou seus caninos no pescoço de Müller. O diretor o pressiona para que o acordo entre os dois seja cumprido, na qual ele tem de se controlar para ganhar seu "prêmio": o pescoço de Greta Schroeder (Catherine McCormack), a estrela do filme. Mas enquanto as filmagens transcorrem, Schreck não dá importância para as ameaças de Murnau e fica cada vez mais incontrolável. O diretor vai até Berlim internar Müller e voltar para à Checoslováquia com Fritz Arno Wagner (Cary Elwes), o novo diretor de fotografia, mas enquanto isto ocorre Albin Grau (Udo Kier), o produtor, e Henrick Galeen, o roteirista, tentam descobrir quem é realmente Max Schreck.




Essa curiosa fantasia metalinguistica versa sobre a possibilidade de o diretor Murnau, notorio perfeccionista ter usado um vampiro de verdade para interpretar o papel titulodo seu filme, caso o ator Max Schreck (sobrenome que significa "susto" em alemão). O cineasta estrante Merhige realizou uma ode ao cinema, ao mesmo tempo que questiona a genialidade e verdadeira autoria de um clássico. Ele promove um verdadeiro duelo de interpretações entre Malkovich (Ligações Perigosas) na pele de Murnau Dafoe (A Ultima tentação de Cristo), perfeito como o suposto vampiro, indicado ao Oscar de melhor ator Coadjuvante. Destaque para os créditos de abertura, magnificos.     


Curiosidades:
Os personagens principais de A Sombra do Vampiro, como o diretor F.W. Murnau e os atores Max Schreck e Greta Schroeder existiram realmente e trabalharam nas filmagens de Nosferatu, também citado no filme.
Na verdade, o roteiro parte do pressuposto do que poderia ocorrer durante as filmagens de Nosferatu
caso Max Schreck, o ator principal, fosse um vampiro de verdade.

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