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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Cine Dica: Em Cartaz: 'Doutor Gama'

Sinopse: Confira a biografia de Luiz Gama, homem negro que usou leis e tribunais para libertar mais de 500 escravos. Um abolicionista e republicano que inspirou o país. 

O fim da escravidão no Brasil ocorreu em 13 de maio de 1888, porém, sendo um dos últimos países do mundo a decretar o fim dessa vergonha dentro de nossa história da humanidade. Porém, em tempos atuais em que o fascismo impera no Palácio do Planalto, parece que surgiu de uns tempos para cá homens brancos que se acham no direito de calar a voz de pessoas negras e tendo o desejo de colocar as mesmas novamente nas senzalas. "Doutor Gama" (2021) vem para nos dizer que essa luta pela liberdade já existia muito antes do fim da escravatura e que essas vozes não foram caladas ontem e tão pouco serão caladas hoje.

Dirigido por Jeferson De, Doutor Gama é um filme biográfico sobre a vida do escritor, advogado, jornalista e abolicionista Luiz Gama, uma das figuras mais relevantes da história brasileira. Ele utilizou todo seu conhecimento sobre as leis e os tribunais para libertar mais de 500 escravos durante sua vida. Nascido de ventre livre, Gama foi vendido como escravo aos 10 anos para pagar dívidas de jogo de seu pai, um homem branco. Mesmo escravizado, ele conseguiu se alfabetizar, assim conquistou sua liberdade, se tornando um dos mais respeitados advogados de sua época.

Infelizmente é preciso eu dar um puxão de orelha com relação a essa produção de Jeferson De, pois o primeiro ato não retrata exatamente passo a passo sobre a origem do protagonista. Embora testemunhemos Gama ainda como criança sendo vendido de forma ilegal como escravo, por outro lado, o realizador agilizou por demais as passagens da história, onde não demora muito para vermos Gama já adulto e defendendo os homens livres sendo vendidos como escravos ilegalmente. Em tempos em que a nossa história é sempre jogada de forma mastigada por essa geração presa as redes sociais e Fake News, não seria por demais passar com mais detalhes as raízes desse personagem histórico que nós tivemos.

Porém, embora com poucos recursos, os realizadores criaram uma ótima reconstituição de época, cuja a fotografia de cores quentes sintetiza um Brasil em transição com relação as mudanças, mesmo quando ali ainda havia homens brancos, ricos e conservadores que não queriam em Hipótese alguma as ondas da mudança: a cena em que vemos um escravocrata sorrindo ao vermos o conhecimento em chamas sintetiza muito bem isso.

Cesar Mello se sai bem ao interpretar Luís Gama, cuja a sua caracterização se assemelha e muito ao personagem histórico. Porém, é em seus discursos que o interprete sai de cena, dando lugar ao Luís Gama e fazendo nos lembrar que nem todas as leis criadas por um país que se diz livre são realmente válidas para todas as pessoas. Isso é ainda aumentado em potência máxima em um julgamento que pode decretar a morte de um escravo por ter matado um escravocrata estuprador.

Em tempos em que policiais fascistas praticam asfixia contra pessoas negras que foram unicamente para o mercado comprar comida, o filme vem no momento certo, mesmo ele não sendo perfeito em alguns pontos como eu citei acima. O importante é a mensagem que nos passa e o esforço para que ela seja ouvida, seja para todas classes, origens e credo. E caso a mensagem não seja passada e praticada aí sim estaremos todos perdidos.

"Doutor Gama" é uma produção simples, mas de suma importância para ser ouvida e discutida em tempos de declínio e retrocessos. 

NOTA: O filme também se encontra no GloboPlay. 

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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Cine Dica: Em Cartaz: 'A Nuvem Rosa'

Sinopse: O mundo enfrenta um fenômeno assustador: uma nuvem rosa e mortal tomou conta do planeta, obrigando todos a ficarem em casa. Presa ao lado de Yago, Giovana luta para se adaptar à nova realidade. 

Não é de hoje que o cinema prevê diversos momentos que aconteceriam posteriormente em nossa história. No filme "Contágio" (2011), por exemplo, Steven Soderbergh havia criado de forma assombrosa um cenário muito semelhante com o nosso atualmente, em que o mundo é assolado por um vírus mortal e cujo o distanciamento e o isolamento seriam formas que usaríamos para nos defendermos do coronavírus. "A Nuvem Rosa" (2021) é um filme criado antes dos eventos do início da pandemia e nos surpreendendo por usar alguns elementos que antecipam o que seria o nosso dia a dia.

Dirigido por  Iuli Gerbase, o filme conta a história de Giovana (Renata de Lélis), que fica presa em um apartamento com Yago (Eduardo Mendonça), um cara que havia recém conhecido em uma festa, após a chegada de um gás tóxico. Enquanto esperam a situação passar, eles precisam viver como um casal. Ao longo dos anos, Yago vive sua própria utopia, enquanto Giovana sente-se cada vez mais aprisionada.

Rodado em Porto Alegre, Luli Gerbase cria um filme claustrofóbico, já que toda a trama se passa unicamente em um único apartamento, enquanto o mundo de fora a gente somente tem pequenos vislumbres através da tv ou das redes sociais. Aos poucos testemunhamos os dois protagonistas tentando se reinventarem e se organizarem para sobreviver perante a nova realidade, mesmo tendo a fé que logo tudo isso irá passar. Por conta disso temos um cenário similar ao nosso, desde a interação das pessoas através das lives como também da distribuição de alimentos através dos drones.

Com uma fotografia rosada da qual representa essa nova realidade, vemos o casal principal se conhecendo aos poucos, se apaixonarem, mas também tendo as típicas desavenças de um casal de hoje em dia. Porém, tudo gera uma certa tensão, pois nunca sabemos o que acontecerá posteriormente, já que ambos vivem uma situação que os impedem de praticarem o que faziam antes da nuvem. O ápice dessa relação está no fato de ambos acabarem tendo um filho e gerando assim maior responsabilidade e também a deterioração do casal aos poucos.

Renata de Lélis está ótima como Giovana, onde a sua personagem transita entre a razão e a loucura perante a possibilidade de nunca mais fazer o que fazia antes. Já Eduardo Mendonça cria para Yago uma personalidade ambígua, da qual deseja a realidade de volta, mas também abraçando a possibilidade de que essa nuvem opressora jamais passe. O filme, portanto, abre um grande leque em que é jogado no nosso colo diversos debates sobre o mesmo assunto e fazendo com que nos coloquemos no lugar dos protagonistas e fazendo a gente se perguntar como a gente agiria em uma situação como essa.

Acima de tudo, o filme fala sobre o que nos faz humanos atualmente, onde nos encontramos cada vez mais presos em redes sociais, lives jogos eletrônicos e diversos aplicativos que facilitam as nossas vidas. Porém, nada substitui a interação dos seres humanos uns com os outros, assim como também sentirmos areia da praia em nossas mãos e coisa que a realidade virtual de um óculo de última geração nunca irá nos dar. O epílogo, aliás, acaba sendo bastante corajoso, já que ele deixa em aberto sobre o destino daqueles personagens, assim como o nosso que não sabemos ao certo quando voltaremos a ter a realidade que tínhamos antes do coronavírus.

"A Nuvem Rosa" é sobre a humanidade sendo obrigada a se reinventar em uma realidade não muito diferente da nossa em tempos de pandemia e nos surpreendendo pela sua previsão assustadora. 


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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Cine Dica: Streaming: 'Val'

Sinopse: Val é um documentário sobre o grande astro norte-americano Val Kilmer. O filme se aprofunda na carreira e vida pessoal do ator, apresentando ao público um lado pouco visto da estrela.

Cinema é arte enquanto Hollywood é uma indústria e cujo o intuito é somente arrecadar milhões em bilheteria com as suas superproduções. Não que os grandes estúdios de lá não tenham criado grandes obras primas, pois basta estudar sobre história de cinema que irá conhecer, por exemplo, a "Nova Hollywood' e que para muitos é apontado como o melhor período do cinema norte americano. Hoje em dia, infelizmente, esse lado perfeccionista e autoral de diretores e interpretes anda se evaporando, sendo que é raro um profissional dessa área obter carta branca para adquirir qualquer projeto e fazer dele o que bem entender.

Por conta disso, ano após ano, sempre surgem cineastas ou interpretes que se tornam grandes promessas para a sétima arte, mas que acabam sendo mastigados e até em alguns casos cuspidos para a vala do esquecimento. Dentre os inúmeros casos está Val Kilmer, ator de grande talento, mas que viu os seus sonhos serem esmagados, seja pela indústria ou pelos próprios percalços que a vida nos dá. "Val" (2021) é um documentário revelador, onde mostra o lado humano de um grande astro e cujo o maior sonho era alcançar a liberdade para interpretar os mais diversos personagens do seu jeito.

Dirigido por Leo Scott e Ting Poo, o documentário é narrado pelo filho de Val Kilmer, enquanto esse último se revela o que ele é atualmente. Vítima de um câncer na garganta, o ator vive se recuperando aos poucos, usando um aparelho para poder falar enquanto viaja pelo país para divulgar os seus trabalhos do passado. Sem efeitos visuais, ou explosões, apenas um retrato de um homem comum, porém, de enorme talento que ainda quer nos brindar.

Antes de mais nada é preciso tirar o chapéu pelo farto material de vídeos caseiros que Val Kilmer havia guardado, pois as imagens revelam os primórdios de sua vida, de tempos que brincava de filmar diversas histórias ao lado do seu irmão que, infelizmente, acabou falecendo logo cedo. Embora sendo filho de pais bem sucedidos, Kilmer sempre procurou a sua independência, ao menos no ramo do cinema, mas para isso mal sabia o grande trabalho que teria ao longo desse percurso. Curiosamente, é impressionante ver ao lado do jovem Val Kilmer astros que mal sabiam que um dia ganhariam o estrelato, como no caso de Sean Penn e Kevin Bacon.

Começando como herói coadjuvante em filmes como "Willow - Na Terra da Magia" (1988) e Top Gun (1986) o ator obteria o papel que o consagraria em "The Doors" (1991), onde interpreta o vocalista Jim Morrison, dando um verdadeiro show de interpretação e encarnando o cantor com perfeição. Parecia que a partir desse papel o astro obteria qualquer papel quisesse, mas não escapando de certas armadilhas. Segundo o próprio ator, interpretar o Batman é realizar um sonho que tinha desde criança, mas mal sabendo que esse sonho viria a se tornar em um enorme pesadelo.

Em "Batman - Eternamente" (1995) o ator conheceu de perto o que é a verdadeira face da Hollywood, que ao menos naquele tempo enxergava os filmes baseados em HQ como um mero entretenimento para obter lucro, vender camisetas, refrigerantes e brinquedos. Por conta disso, os dotes de interpretação do astro ficaram de lado, se tornando um mero boneco emborrachado e se tornando uma marionete que somente se movia de um lado para o outro de acordo com as ordens do diretor. Embora tenha feito certo sucesso de bilheteria, não é à toa que Val Kilmer veio a desistir de uma continuação e embarcando em um filme que o desafiava que era "O Santo" (1997).

"Fogo Contra Fogo" (1995) e "A Sombra e a Escuridão" (1997) deram certo alivio para o ator, mas não escapando da bomba que foi "A Ilha do Dr. Moreau" (1996), filme que somente aceitou para obter a chance de estrelar ao lado de Marlon Branco, mas sendo que o último mal aparecia nos sets filmagens. Neste enredo, o documentário revela os altos e baixos da carreira do ator, do qual o mesmo não se intimida de se revelar como ele está atualmente diante das câmeras e revelando um pouco do seu dia a dia ao lado dos filhos. Ao mesmo tempo é emocionante quando, por exemplo, vemos o ator passar mal em uma sessão de autógrafos, mas logo voltando ao local e agradecendo aos fãs pelo apoio.

Aos poucos, vemos em cena a sua carreira declinar, começando atuar em filmes cada vez mais duvidosos e somente para sustenta-lo e que pudesse dessa forma alcançar os seus objetivos. Curiosamente, o maior sonho do ator era levar para as telas uma atuação da qual ele dá vida ao comediante Mark Twain (1835-1910), que há quem diga foi um dos primeiros comediantes de stand-up de que se tem notícia. A ideia não foi levada para o cinema, mas ao menos o astro conseguiu levar o seu trabalho para uma peça de teatro e conseguindo realizar, enfim, o seu sonho.

Logo após isso vemos Val Kilmer enfrentar de forma inesperada o câncer que atingiu a sua garganta e tendo que usar desde então um aparelho que pudesse falar. Isso não o impediu de continuar como um artista, sendo que as suas pinturas que são jogadas na tela se tornam um aperitivo a mais para esse documentário tão revelador. Ao final, vemos um interprete alcançando a sua redenção, seja na vida pessoal, ou profissional e jamais desistindo mesmo quando o mundo deu todos os motivos para desistir ao longo do percurso.

O documentário em si é um verdadeiro tapa na cara contra a Hollywood, da qual a mesma vive das aparências, fabricam os seus grandes astros dos quais os mesmos são jogados a inesgotáveis franquias, mas sem se preocupar com o que pode vir em seguida. Val Kilmer é um de muitos exemplos de talentos que foram mastigados por essa indústria, mas que se viu ele próprio recomeçar do zero e sem ajuda dos grandes estúdios que sempre prometeram sonhos infinitos. O sonho acaba, mas a vida continua e não importa para qual tipo de pessoa.

"Val" é um documentário corajoso que fala não somente de um astro, mas sim de um homem que sobreviveu contra as engrenagens do mundo do entretenimento hollywoodiano.    

Onde Assistir: Amazon Prime.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (26/08/21)

 JOGO DO PODER

Sinopse: Um relato transparente sobre a agenda oculta da Europa expõe o que realmente acontece em seus corredores de poder. Revelando as razões para a crise na Grécia ter acontecido, foi travada uma das mais espetaculares e controversas batalhas na história política. Mas a verdadeira história do que aconteceu é quase inteiramente desconhecida, principalmente porque grande parte dos verdadeiros negócios da União Europeia ocorre a portas fechadas.



EDIFÍCIO GAGARINE

Sinopse: Youri, 16 anos, cresceu em Gagarine, enorme conjunto habitacional de tijolos vermelhos em Ivry-sur-Seine, onde sonha em se tornar um cosmonauta. Ao tomar conhecimento de que o lugar onde mora está ameaçado de demolição, Youri decide se somar a um movimento de resistência. Com a cumplicidade de Diana, Houssam e dos moradores, ele se atribui a missão de salvar o conjunto habitacional, transformado na sua “nave espacial”.



A Lenda de Candyman

Sinopse: Em A Lenda de Candyman, em um bairro pobre de Chicago, a lenda de um espírito assassino conhecido como Candyman (Tony Todd) assolou a população anos atrás, aterrorizando os moradores do complexo habitacional de Cabini Green. Agora, o local foi renovado e é lar de cidadãos de alta classe. O artista visual Anthony McCoy (Yahya Abdul-Mateen III) e sua namorada, diretora da galeria, Brianna Cartwright (Teyona Parris), se mudam para Cabrini, onde Anthony encontra uma nova fonte de inspiração. Mas quando o espírito retorna, os novos habitantes também serão obrigados a enfrentar a ira de Candyman.



Encarcerados

Sinopse: Oito prisões brasileiras e uma realidade que você não lê nas páginas de jornal. O documentário costura entrevistas de funcionários das penitenciárias de São Paulo e seus familiares para retratar a vida no sistema carcerário. Depoimentos de ex-detentos e carcereiros que testemunharam acontecimentos marcantes, como o Massacre de Carandiru, revelam a verdade por trás das grades.

Infiltrado

Sinopse: Em Infiltrado, um misterioso homem conhecido como Harry (Jason Statham) trabalha para uma empresa de carros-fortes e é responsável por transferir milhões de dólares em dinheiro todos os dias pela cidade de Los Angeles. Um dia, quando tentam assaltar seu caminhão, o homem consegue se livrar do assalto utilizando habilidades impressionantes. Seus companheiros passam questionar de onde ele veio e suas motivações para estar ali. Assim que o mistério envolvendo Harry se desenvolve, um plano maior é revelado.

Lamento

Sinopse: Sem perspectiva de uma vida melhor e no seu limite emocional, Elder enfrenta o período mais difícil de sua vida e as sérias consequências de suas decisões.

Um Animal Amarelo

Sinopse: Em Um Animal Amarelo, Fernando (Higor Campagnaro) é um cineasta brasileiro que está falido. Ele cresceu assombrado pelas lembranças de seu avô e também sempre foi assombrado por um espírito moçambicano que prometia grandes riquezas. Perseguido pelo estado político e cultural do Brasil, Fernando vai a fundo em sua jornada de aventuras e milagres para descobrir seu passado.


Rodantes

Sinopse: Tatiane é uma jovem garota que foge para tentar se reinventar após um passado traumático; Odair é fruto da explosão migratória rondoniense do início dos anos 90, e um rapaz que em meio a descobertas sexuais corre riscos ao se desprender da casa dos pais. Já Henry é um imigrante haitiano que, após a morte de sua mulher, luta com seus dois filhos pequenos para sobreviver em meio ao progresso e à miséria brasileira. Vidas em ebulição no caos, se esbarram por aí em momentos ocasionais sem envolvimento maior do que sua própria condição de ambulantes.


A Barqueira

Sinopse: Tati é uma menina de 14 anos que mora numa casa humilde junto de seu relapso pai. Instável e masculinizada, Tati não consegue se encaixar no ambiente que vive. Obcecada em se tornar barqueira, todo dia ela, sem sucesso, tenta andar de barco. Uma tarde, um trabalhador de 17 anos chega e começa a trabalhar no barco. Tati tenta o impedir, até que ele se oferece para ensiná-la, com a condição de que ela o deixe trabalhar em paz.


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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO DE 26 DE AGOSTO A 1º DE SETEMBRO DE 2021 na Cinemateca Paulo Amorim.

 SEGUNDAS-FEIRAS NÃO HÁ SESSÕES

A NUVEM ROSA


SALA 1 / PAULO AMORIM


15h30 – HAVA, MARYAM, AYESHA 

(Afeganistão, 2010, 90min). Direção de Sahraa Karimi, com Arezoo Ariapoor, Fereshta Afshar e Hasiba Ebrahimi. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: No momento em que o mundo assiste a retomada do Afeganistão pelos extremistas do Talibã, a situação das mulheres é uma das principais preocupações da comunidade internacional. Neste filme, que reflete sobre a condição feminina no país, as protagonistas são três mulheres grávidas que vivem em Cabul e são de diferentes origens sociais: Hava mora na casa dos sogros e é tratada com frieza pelo marido; Maryam é jornalista e estava prestes a se divorciar quando descobriu a gravidez; e Ayesha, que engravidou de um ex-namorado, agora precisa se casar com um primo. O longa foi indicado pelo Afeganistão ao Oscar de filme internacional.


17h30 – DOUTOR GAMA 

(Brasil, 2020, 90min). Direção de Jeferson De, com César Mello, Angelo Fernandes e Pedro Guilherme.  Elo Company, 14 anos. Drama histórico.

Sinopse: Filho de um português com uma escrava, Luiz Gama (1830-1882) nasceu de ventre livre – mas foi vendido como escravo pelo pai para pagar dívidas de jogo. Mesmo assim, aprendeu a ler e a escrever e seu enorme interesse pelo Direito fez com que ele se tornasse um advogado autodidata e também jornalista. Segundo documentos históricos, Luiz Gama foi responsável pela libertação de cerca de 500 escravos, sempre com base na lei, e se transformou em um dos principais nomes do movimento abolicionista no Brasil do século XIX. O cineasta Jeferson De é autor do manifesto Dogma Feijoada, lançado ainda no início dos anos 2000, em que defende uma escola de cinema negro brasileiro e se dedica a produção de filmes centrados na temática racial.

* Na terça, dia 31, às 17h30min, exibição do filme “Morangos Silvestres” (1958), de Ingmar Bergman, dentro do ciclo “Clássicos na Cinemateca – 35 anos”.


SALA 2 / EDUARDO HIRTZ


14h30 e 18h30 – A NUVEM ROSA *ESTREIA* 

(Brasil, 2021, 105min). Direção de Iuli Gerbase, com Renata de Lélis, Eduardo Mendonça, Kaya Rodrigues. O2 Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: E se o confinamento se tornasse essencial? Esta é a premissa do primeiro longa da diretora gaúcha, que ganhou o mundo pelo seu tom premonitório – mas foi realizado muito antes da pandemia da Covid 19. Na história, Giovana e Yago se conhecem em uma festa, passam a noite juntos e são surpreendidos no dia seguinte por uma misteriosa e mortal nuvem rosa, que obriga todos a ficarem dentro de casa. Enquanto esperam a nuvem passar, os dois têm que se inventar como um casal – à medida em que o tempo passa, Yago vive sua própria utopia, mas Giovana não se conforma com a situação. O filme já passou por vários festivais internacionais, incluindo Sundance, Munique e Sofia.


16h30 – O EMPREGADO E O PATRÃO 

(El Empleado Y El Patron – Uruguai-Argentina-Brasil-França, 2021, 105min). Direção de Manuel Nieto, com Cristian Borges, Nahuel Perez Biscayart, Jean Pierre Noher. Vitrine Filmes, 14 anos.

Sinopse: Rodrigo é o jovem herdeiro de uma estância na fronteira do Brasil com o Uruguai e divide seu tempo entre os negócios, que vão bem, e o hospital, onde seu bebê está internado. Carlos, que começa a trabalhar na fazenda, também tem seus problemas e uma família para cuidar – mas precisa urgentemente deste novo emprego.  Os dois homens são bem-intencionados e têm uma boa relação, mas um acidente trágico de trabalho vai colocar em xeque esta convivência pacífica. O filme foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES. 

Professores tem direito a meia-entrada mediante apresentação de identificação profissional.Estudantes devem apresentar carteira de identidade estudantil. Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013. Brigadianos e Policiais Civis Estaduais tem direito a entrada franca mediante apresentação de carteirinha de identificação profissional.

*Quantidades estão limitadas à disponibilidade de vagas na sala.

A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos. Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


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quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Cine Dica: Streaming: 'The Handmaid´stale' - 4ª Temporada'

Sinopse: Após conseguir retirar o máximo de crianças da República de Gilead, June se vonta para novamente escapar da opressão e conseguir uma forma de alcançar o solo canadense.  


A primeira temporada de "The Handmaid´stale" (2017) foi extremamente fiel ao clássico literário da Margaret Atwood. Já a segunda e a terceira temporada, ao meu ver, buscaram se inspirar nas poucas páginas do epilogo daquele livro e correndo o sério risco de fazer com que a série sempre voltasse ao mesmo ponto onde havia começado. Porém, a quarta temporada provoca reviravoltas inéditas e fazendo com que tenhamos um certo vislumbre do final da saga da aia.

A temporada começa com June (Elizabeth Moss) se recuperando de ferimentos graves após conseguir enviar inúmeras crianças ao governo do Canada. Ao lado de suas companheiras aias, ela tenta de alguma forma sair desse governo opressor, mas ao mesmo tempo sabota-lo. Porém, novos desafios surgem no caminho e fazendo com que o seu destino se torne cada vez mais incerto.

Diferente das temporadas anteriores, o quarto ano começa intenso, principalmente com a entrada de novas pedras do tabuleiro desse jogo de matar ou morrer, como no caso da atriz  McKenna Grace, de apenas 14 anos, que interpreta a esposa de um dos comandantes que está ajudando a refugiar as aias. Atuação da jovem é estupenda e roubando a cena nos primeiros capítulos e fazendo com que a gente queira revê-la posteriormente. Até lá, desdobramentos acontecem a todo momento e testando a força e o modo de pensar de June.

Elizabeth Moss novamente nos brinda com uma de suas melhores atuações de sua carreira. Graças a personagem June ela consegue nos brindar com expressões que nos dizem mais do que meras palavras e fazendo com que até tenhamos pena com relação ao futuro de seus opressores que tanto a perseguiam nos episódios anteriores. Atenção para alguns episódios, pois além de atuar Elizabeth também dirige alguns capítulos e provando o seu grande potencial tanto a frente como atrás das câmeras.

Embora seja uma série baseada em uma ficção dos anos oitenta, tanto o programa como a obra literária continuam mais atuais do que nunca, principalmente em tempos em que a extrema direita pelo mundo cada vez mais se sente seduzida em oprimir os seus povos. Não deixa de ser curioso, por exemplo, ao vermos seguidores de Serena Joy (Yvonne Strahovski) e Fred Waterford (Joseph Fiennes), principais autoridades da República de Gilead sendo idolatrados como mitos, mesmo quando já foram divulgadas pela mídia as atrocidades que eles haviam provocado contra June e inúmeras aias. A realidade influencia a ficção e que se torna uma representação perfeita desses tempos em que são idolatrados falsos líderes no que se dizem a serviço de Deus.

Ao menos, a reta final nos diz que a hora do opressor está chegando ao seu final, mesmo quando corremos sério risco de nos tornarmos animais animalescos quando colocarmos para fora toda a nossa dor e raiva acumulada ao longo do tempo. June tem total consciência disso, mas não lhe tira o prazer em seu rosto com a possibilidade de, enfim, eliminar aqueles que um dia transformaram a sua vida em um inferno. Torcemos para que ela se vingue, mas tememos que ela perca suas reais virtudes.

"The Handmaid´stale - 4ª Temporada" supera as nossas expectativas, fazendo com que a gente torça pela protagonista, mesmo quando ela corra o sério risco de se perder em meio a sua dor e ódio acumulados ao longo da história.   

Onde Assistir: Paramount+

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terça-feira, 24 de agosto de 2021

Cine Dica: Streaming: ‘Interrompemos a Programação’

Sinopse: Na véspera de ano novo da virada do milênio, rapaz armado chamado Sebastian invade um estúdio de televisão durante uma transmissão ao vivo, fazendo dois reféns. 

Jodie Foster me surpreendeu como atriz, mas não como diretora, sendo que o seu filme "Jogo do Dinheiro" (2016) se tornou uma mera promessa para um bom filme. A obra tinha a faca e o queijo na mão, já que a sua proposta traz uma crítica ácida ao sistema televisivo, mas que acabou não sendo bem feito. O que faltou naquele filme se encontra "Interrompemos a Programação" (2021), que nos prende na cadeira graças a tensão que cria em nós ao longo da projeção.

Dirigido por Jakub Piatek,  a trama se passa na Polônia, onde está ocorrendo a virada do milênio. Uma apresentadora de tv está apresentando o seu programa, quando de repente surge do nada um rapaz com uma arma e faz dela além de um segurança como reféns. Ele quer que o estúdio o exiba ao vivo, para que então ele possa declarar alguma coisa que está escrita em suas folhas de papel.

O grande atrativo desse filme é conseguir nos prender a cada minuto, pois ficamos apreensivos com as atitudes do rapaz e que pode desencadear um grande desastre. Além disso, o ritmo do longa nos cria uma sensação claustrofóbica, já que toda a trama gira em torno do palco do programa e se concentrando nos três personagens que se encontram ali com os nervos à flor da pele. Além disso, atuação do jovem ator Bartosz Bielenia é digna de nota, pois o seu personagem vai se revelando aos poucos e fazendo a gente até mesmo torcer por ele em diversos momentos.

Embora curto, o filme explora de forma engenhosa o sistema cheio de regras do universo televisivo e como ele, na maioria das vezes, é manipulador, seja ele nos bastidores ou ao vivo. Ao mesmo tempo o filme explora o conflito de classe social, além de percebermos que alguns personagens ali são solitários em suas vidas, independentemente de ser ou não afortunado, pois no final das contas todos estão no mesmo buraco. Quando o filme chega em sua reta final, logo percebemos o quanto é difícil lutar contra um sistema e cuja as nossas ideias acabam sendo facilmente levadas para a fogueira.

"Interrompemos a Programação" é pura tensão, reflexivo e criativo em sua curta duração. 

Onde Assistir: Netflix. 

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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Cine Dica: Próximo Cine Debate: 'Eu Me Importo'

Sobre o filme: 

Rosamund Pike se encaminha para ser uma espécie de representação da mulher que não leva desaforo para casa, nem que para isso vá até as últimas consequências. Talvez ela não venha ser isso na vida real, mas os seus personagens sintetizam esse meu pensamento e fazendo a gente amar e odiar as suas atuações ao mesmo tempo. Em "Garota Exemplar" (2014), por exemplo, ela interpretou uma personagem que não mediu esforços para fazer o seu marido comer na sua mão, pois ela não estava disposta a receber um não.
É claro que há aqueles que irão acusá-la de fazer o mesmo tipo de personagem, mas não há como negar que há uma aura de sedução em saber até onde as suas personagens chegam para obter certo lucro. Neste último caso, as suas personagens se tornam uma representação de tempos em que o mais forte sobrevive perante uma época em que quase todos são devorados pelo sistema capitalista e que para sobreviver é preciso dançar conforme a música. Neste caso, "Eu Me Importo" (2020) oscila entre o entretenimento e reflexão sobre tempos em que não se pode perder tempo em ser cordeiro, mas sim esperto como uma raposa e faminto como um lobo.
Dirigido por  J Blakeson, até então conhecido pelo fracasso "A 5ª Onda" (2016), o filme conta a história de Marla Grayson (Rosamund Pike) é uma renomada guardiã legal que gosta de ficar com pessoas idosas e ricas. Às custas da última, ela leva uma confortável vida de luxo. Quando ela pensa ter encontrado uma nova vítima perfeita, descobre que a mesma guarda segredos perigosos. Com base nisso, Marla vai ter que usar toda sua astúcia se quiser continuar viva.

Confira a minha crítica já publicada clicando aqui. 

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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Cine Especial: 'O Esquadrão Suicida - Do Desastre ao Triunfo'

Sinopse: O governo envia os supervilões mais perigosos do mundo para a remota ilha de Corto Maltese, repleta de inimigos. Armados com armas de alta tecnologia, eles viajam pela selva perigosa em uma missão de busca e destruição com o Coronel Rick Flag.  

No clássico "Os Doze Condenados" (1967) a trama se passa durante a 2ª Guerra Mundial. Reisman (Lee Marvin), um major americano, tem a missão de treinar 12 soldados, que estão sentenciados à morte ou com sentenças de no mínimo 20 anos. O objetivo do treinamento é uma missão quase suicida atrás das linhas inimigas, para destruir um QG nazista e provocar a maior destruição possível às vésperas do Dia D. Os sobreviventes serão perdoados e reintegrados.

A premissa serviu de base para inúmeros filmes de ação que viriam posteriormente ao longo das décadas, mas serviu também de base para a criação das HQ de "O Esquadrão Suicida". Ganhando popularidade nos anos oitenta a partir da saga "Lendas" (1987), a trama reunia um grupo formado por super vilões em missões suicidas e sendo liderados pela mão de ferro da personagem Amanda Waller. Com o sucesso das adaptações de HQ para o cinema o material renderia uma boa adaptação, porém, não foi isso que aconteceu em um primeiro momento.

Lançado em 2016, "Esquadrão Suicida" foi vítima dos produtores da Warner/DC, pois quando viram que o teor sombrio e violento de "Batman vs Superman" (2016) não agradou a todos eles decidiram mexer no que já havia sido filmado. O resultado é uma edição confusa, história desconecta e que não soube aproveitar o potencial máximo dos personagens. Quem acabou saindo mais prejudicado disso tudo foi Jared Leto e que viu sua participação no projeto como Coringa sendo reduzida em cena e sendo duramente criticada pelos fãs.

Após reconhecer que fizeram uma bagunça sem tamanha, os realizadores da Warner decidiram voltar atrás e não mexer em seus projetos seguintes e dando mais liberdade para os seus realizadores. O resultado é o lançamento da edição especial de "Liga da Justiça" de Zack Snyder, da qual temos total plenitude da visão autoral que o diretor fez para a produção de 2016. Por conta disso, muitos achavam que haveria um tratamento similar com o filme do esquadrão de 2016, mas ao invés disso os produtores chamam ninguém menos que James Gunn, realizador autoral dos filmes "Os Guardiões da Galáxia" para criar algo do zero e gerando assim um dos filmes mais malucos e imprevisíveis do ano.

A premissa é a mesma: Liderados por Sanguinário (Idris Elba), Pacificador (John Cena), Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman), e pela psicopata favorita de todos, Arlequina (Margot Robbie), o Esquadrão Suicida está disposto a fazer qualquer coisa para escapar da prisão. Armados até os dentes e rastreados pela equipe de Amanda Waller (Viola Davis), eles são jogados (literalmente) na remota ilha Corto Maltese, repleta de militantes adversários e forças de guerrilha. O grupo de super-vilões busca destruição, mas basta um movimento errado para que acabem mortos.

O grande acerto do filme é dele levar o título realmente a sério, já que ali não há nenhum personagem com garantia de chegar vivo até o final da trama. O prólogo, por exemplo, simboliza muito bem isso, já que o primeiro personagem que surge em cena é muito bem apresentado, ao ponto de achamos que ele será o protagonista da trama, mas para logo em seguida ter a sua cabeça explodida. O filme acerta por essa imprevisibilidade, acerta por não se levar a sério em nenhum momento e com isso nós saímos ganhando.

Sendo inadequado para menores de 18 anos, James Gunn aproveitou ao máximo tudo o que ele não havia feito no estúdio Marvel e, portanto, pode se preparar de tudo um pouco, desde a um humor ácido, como também muita violência, mortes explicitas e tudo moldado de uma forma muito cartunesca. A edição, alinhada com uma fotografia vibrante, faz com que o filme ganhe ares de uma HQ em movimento e sendo algo que estava sendo um pouco esquecido nas últimas produções do gênero. É neste ponto, aliás, que vemos a real visão de Arlequina no momento de pura ação e tendo uma dimensão do universo em que ela enxerga em sua volta.

Curiosamente, a premissa não é muito diferente de tantos filmes de ação dos anos oitenta que víamos naquela época, sendo que é uma verdadeira piada eles invadirem um país latino dominado pelo poder autoritário. Mas a intenção é exatamente essa, sendo que essa grande piada sobra até mesmo para o governo dos EUA e do qual é o verdadeiro responsável pelo grande conflito em cena. Atenção para o surgimento de um grande vilão clássico de uma época mais inocente das HQ, mas caindo como uma luva pelo olhar sarcástico de James Gunn.

Do elenco, nem preciso dizer que Margot Robbie rouba novamente as nossas atenções, já que atriz nasceu para ser Arlequina. Porém, a relação quase paternal entre Sanguinário (Idris Elba) e Caça-ratos 2 (Daniela Melchior) se torna o coração do filme, sendo que essa última possui uma origem absurda, mas nos convence graças a boa atuação da interprete. E se Tubarão Rei (voz de Silvester Stallone) se tornou apenas uma piada fofa ambulante em cena, Bolinhas (David Dastmalchiam) é uma piada pronta, trágica e absurdamente genial.

Dito isso, o filme tem começo, meio e fim bem definidos, cumprindo com louvor para o que veio e nos criando um largo sorriso. Porém, logicamente, estamos falando de um filme que pode gerar uma nova franquia lucrativa e, portanto, não saia da sessão até o final dos créditos, pois é revelado algumas surpresas. Resta saber se a Warner/DC realmente aprendeu com os seus erros e deixe os realizadores terem mais liberdade para nos brindar com pérolas como essa.

Com participação especial da nossa Alice Braga, "O Esquadrão Suicida" é um filme que faz jus ao seu nome e nos rendendo duas horas de pura diversão, humor ácido, violência extrema e pura criatividade na medida certa. 


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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (19/08/21)

Free Guy - Assumindo o Controle

Sinopse: Em Free Guy - Assumindo o Controle, um caixa de banco preso a uma entediante rotina tem sua vida virada de cabeça para baixo quando ele descobre que é personagem em um brutalmente realista vídeo game de mundo aberto. Agora ele precisa aceitar sua realidade e lidar com o fato de que é o único que pode salvar o mundo.


Nunca Mais Nevará

Sinopse: Um imigrante ucraniano que trabalha como massagista na Polônia se torna uma figura semelhante a um guru, em um condomínio fechado onde seus clientes moram. Tristes, os moradores encontram no massagista a cura para a dor em suas almas.


Caminhos da Memória

Sinopse: Em um futuro distópico no qual Miami sofreu severas consequências com o aquecimento global e tornou-se praticamente submersa, um investigador particular de Miami é uma das maiores referências quando se trata de recapturar memórias perdidas ou distantes e devolvê-las a seus contratantes. Mas quando ele percebe um conflito pessoal com uma de suas clientes, a situação torna-se complicada.


Eternos Companheiros

Sinopse: Em Eternos Companheiros, o amável labrador Little Q está treinando para se tornar um cão-guia para cegos. Quando termina seu treinamento, ele é enviado para auxliar um renomado chef recentemente cego, Lee Bo Ting. Amargurado, Bo Ting se recusa a confiar no cão e tenta afastá-lo várias vezes. Mas, por meio de sua lealdade e proteção, Little Q finalmente ensina Bo Ting a confiar novamente e o abre para uma nova vida de incríveis possibilidades.


Valentina

Sinopse: Valentina, uma menina trans de 17 anos, muda-se para uma pequena cidade mineira com sua mãe Márcia. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, a família começa a enfrentar problemas quando a diretoria da escola, despreparada, começa a exigir a assinatura do pai ausente para realizar a matrícula. Com o apoio de sua mãe e a ajuda de dois amigos inseparáveis, Valentina precisa enfrentar os haters de plantão e superar o maior desafio de sua vida.


Knives and Skin

Sinopse: Na área rural de Illinois, o desaparecimento da jovem Carolyn traumatiza os moradores de uma pequena cidade. Os segredos começam a ser revelados, algumas relações são destruídas e outras se fortalecem. Três meninas, Charlotte, Laurel e Joanna, criam fortes laços após a tragédia.


Limiar 

Sinopse: "Limiar” é um documentário autobiográfico realizado por uma mãe que acompanha a transição de gênero de seu filho adolescente: entre 2016 e 2019 ela o entrevista abordando os conflitos, certezas e incertezas que o perpassam numa busca profunda por sua identidade. Ao mesmo tempo a mãe, revelada por meio de uma narração em primeira pessoa e por sua voz que conversa com o filho por detrás da câmera, passa ela também por um processo de transformação que a obriga a romper velhos paradigmas, enfrentar medos e desmantelar preconceitos.



Três Realizadoras Portuguesas

Sinopse: Três histórias portuguesas (Dia de festa, Ruby e Cães que ladram aos pássaros) realizadas por jovens cineastas portuguesas e premiadas em festivais europeus, que se agregam em um único longa-metragem.


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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO DE 19 A 25 DE AGOSTO DE 2021 na Cinemateca Paulo Amorim

 SEGUNDAS-FEIRAS NÃO HÁ SESSÕES

DOUTOR GAMA 


SALA 1 / PAULO AMORIM


15h30 – DOUTOR GAMA *ESTREIA* Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2020, 90min). Direção de Jeferson De, com César Mello, Angelo Fernandes e Pedro Guilherme. Elo Company, 14 anos. Drama histórico.

Sinopse: Filho de um português com uma escrava, Luiz Gama (1830-1882) nasceu de ventre livre – mas foi vendido como escravo pelo pai para pagar dívidas de jogo. Mesmo assim, aprendeu a ler e a escrever e seu enorme interesse pelo Direito fez com que ele se tornasse um advogado autodidata e também jornalista. Segundo documentos históricos, Luiz Gama foi responsável pela libertação de cerca de 500 escravos, sempre com base na lei, e se transformou em um dos principais nomes do movimento abolicionista no Brasil do século XIX. O cineasta Jeferson De é autor do manifesto Dogma Feijoada, lançado ainda no início dos anos 2000, em que defende uma escola de cinema negro brasileiro e se dedica a produção de filmes centrados na temática racial.


17h30 – SLALOM: ATÉ O LIMITE Assista o trailer aqui.

(Slalom – França, 2020, 95min). Direção de Charlène Favier, com Noée Abita e Jérémie Renier. Vitrine Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: O debate sobre a pressão psicológica e os abusos físicos no mundo do esporte conduzem este drama, que foi selecionado para o Festival de Cannes do ano passado. A história gira em torno de Lyz, de 15 anos, que ingressa em uma consagrada equipe de esqui. Ela não é uma das melhores atletas, mas o treinador Fred decide apostar na novata. Entusiasmada com o reconhecimento, Lyz se entrega de corpo e alma ao seu objetivo – o sucesso vem, junto com o domínio de Fred sobre ela. O filme integrou o Festival Varilux de Cinema Francês 2020.

* Na terça, dia 24, às 17h30min, exibição do filme “Senhorita Julia” (1951), de Alf Sjoberg, dentro do ciclo “Clássicos na Cinemateca – 35 anos”. Assista o trailer aqui.


SALA 2 / EDUARDO HIRTZ

14h30 – PIEDADE Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2020, 90min). Direção de Claudio Assis, com Fernanda Montenegro, Irandhir Santos, Matheus Nachtergaele, Cauã Reymond. ArtHouse Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: O bar Paraíso do Mar, na Praia da Saudade, carrega a identidade da família Bezerra, que administra o lugar há 30 anos. A viúva dona Dona Carminha e seu filho mais velho, Omar, também representam um foco de resistência contra o avanço predatório da corporação petroleira Petrogreen. Quando o executivo paulista Aurélio chega, representando os interesses da empresa, o cotidiano da família é abalado, trazendo à tona segredos do passado e uma inusitada conexão com Sandro, dono de um cinema pornô do outro lado da cidade.


16h30 – O EMPREGADO E O PATRÃO Assista o trailer aqui.

(El Empleado Y El Patron – Uruguai-Argentina-Brasil-França, 2021, 105min). Direção de Manuel Nieto, com Cristian Borges, Nahuel Perez Biscayart, Jean Pierre Noher. Vitrine Filmes, 14 anos.

Sinopse: Rodrigo é o jovem herdeiro de uma estância na fronteira do Brasil com o Uruguai e divide seu tempo entre os negócios, que vão bem, e o hospital, onde seu bebê está internado. Carlos, que começa a trabalhar na fazenda, também tem seus problemas e uma família para cuidar – mas precisa urgentemente deste novo emprego. Os dois homens são bem-intencionados e têm uma boa relação, mas um acidente trágico de trabalho vai colocar em xeque esta convivência pacífica. O filme foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes.


18h30 – IRMÃOS À ITALIANA Assista o trailer aqui.

(Padrenostro – Itália, 2020, 120min). Direção de Claudio Noce, com Pierfrancesco Favino, Mattia Garacci, Francesco Gheghi. Pandora Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Inspirado em um trauma pessoal da infância do próprio diretor, o filme acompanha o amadurecimento de Valerio, de apenas 10 anos. Na capital da Itália, em 1976, ele presencia um atentado contra o pai, motivado por questões políticas. Em meio à insegurança e à tristeza do ambiente familiar, Valerio conhece Christian, um garoto mais velho e com espírito rebelde, que vai se tornar um outro referencial de masculinidade para o pequeno. O filme integrou o 15º Festival de Cinema Italiano, realizado on-line no final do ano passado.


* Na quarta, dia 25, às 18h30mim, sessão do ciclo “O Que é o Cinema Gaúcho?”, com exibição e debate sobre o documentário “Todos os Paulos do Mundo”, dos diretores Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira. Assista o trailer aqui.


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES. 

Professores tem direito a meia-entrada mediante apresentação de identificação profissional.

Estudantes devem apresentar carteira de identidade estudantil. Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013. Brigadianos e Policiais Civis Estaduais tem direito a entrada franca mediante apresentação de carteirinha de identificação profissional.

*Quantidades estão limitadas à disponibilidade de vagas na sala.

A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos. Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


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