Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Sinopse: Cinebiografia do Rei do Pop, Michael Jackson. O longa traz uma representação de sua vida e do legado, contando sua história além da música, traçando sua jornada desde a descoberta de seu talento até se tornar o artista visionário, cuja ambição criativa alimentou uma busca incansável para se tornar o maior artista do mundo.
BOA SORTE, DIVIRTA-SE, NÃO MORRA
Sinopse: Um homem, que afirma ser do futuro, faz reféns, os clientes de uma icônica lanchonete de Los Angeles, em busca de recrutas improváveis para uma missão de salvar o mundo.
UM PAI EM APUROS
Sinopse: No limite da tensão, uma mãe cansada de cuidar sozinha da casa e dos filhos decide se dar férias e deixa tudo sob os cuidados do marido.
Últimos dias do Fantaspoa na Cinemateca Capitólio, em semana que tem ainda a estreia de dois filmes.
A Cinemateca Capitólio recebe até 26 de abril, domingo, as últimas sessões do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre – FANTASPOA, um dos eventos mais importantes do gênero na América Latina, que encerra com êxito sua 22ª edição.
Realizado anualmente em Porto Alegre desde 2005, o Fantaspoa consolidou-se como o maior festival da região dedicado exclusivamente ao cinema fantástico, reunindo produções de fantasia, ficção científica, horror e thriller. Tendo mais uma vez a Cinemateca Capitólio como sua sala principal, com cinco sessões diárias e local do ponto de encontro do festival, o Fantaspoa 2026 contou com 210 filmes em sua programação, entre curtas e longas-metragens, a grande maioria inédita no Brasil. No domingo, 26 de abril, às 20:30, a Capitólio recebe a cerimônia de premiação do festival, seguida da exibição do filme Remanente: Voltagem, em sessão comentada pelo diretor Kapel Furman e membros da equipe.
A partir de terça-feira, 28 de abril, a Cinemateca Capitólio realiza a estreia de dois filmes muito aguardados, a cópia restaurada em 4K do clássico italiano Suspiria, de Dario Argento, e o documentário pernambucano Mangue Bit, de Jura Capella, sobre o movimento liderado por Chico Science que revolucionou a cena musical brasileira na década de 90. A sessão de Mangue Bit na terça-feira, dia 28, às 19h, será seguida de debate com o diretor Jura Capella e o professor e crítico de cinema Milton do Prado.
Finalmente, na quarta-feira, dia 29, a Cinemateca Capitólio volta a receber a Sessão Abraccine, projeto da Associação Brasileira de Críticos de Cinema que acontece simultaneamente em vários estados do país, exibindo produções independentes brasileiras ainda sem distribuição comercial. Na estreia da edição 2026 do projeto, será exibido Jamex e o Fim do Medo, produção baiana de 2024, com direção de Ramon Coutinho. A sessão tem entrada franca.
Confira a programação completa da cinemateca no site oficial clicandoaqui.
Sinopse: Acompanhamos uma enfermeira viúva enfrentando conflitos familiares e dilemas emocionais após um acidente marcante.
Com a guerra contra o Irã, fica difícil prever qual será o futuro do cinema local, ou se veremos outros longas-metragens que tenham tanto a dizer sobre o país. Até lá, é necessário aproveitar ao máximo as obras produzidas sob restrições de um governo, por vezes, totalitário, mas cujos realizadores sabem transmitir mensagens poderosas nas entrelinhas. "Mãe e Filho" (2025) é um desses casos: um filme que diz muito sobre sua nação, mesmo sob o olhar onipresente da censura.
Sob a direção de Saeed Roustaee, acompanhamos uma enfermeira viúva em meio a conflitos familiares e dilemas emocionais. Ela está prestes a se casar com um colega de trabalho, mas teme contar a verdade aos filhos. No entanto, o desenrolar dos fatos traz acontecimentos terríveis e revelações surpreendentes.
Roustaee nos conduz por uma trama em que os olhares dos personagens comunicam muito mais do que meras ações. Inicialmente, o movimento parte principalmente do filho da protagonista — um jovem rebelde diante de uma realidade repleta de regras que, contudo, não conseguem conter seu ímpeto destrutivo. A mãe, por sua vez, tenta contornar a situação; para isso, omite certas verdades que acabam se acumulando até transbordar.
Parinaz Izadyar entrega uma interpretação magistral, dando vida a uma personagem que se "descasca" gradualmente, revelando alguém que vai muito além do que o entorno imagina. Sua figura é uma representação da força de vontade das mulheres iranianas contemporâneas, que não se deixam intimidar pelo autoritarismo, mesmo quando a justiça opta pela cegueira em vez da verdade. Nesse aspecto, o filme expõe uma justiça viciada por leis que tendem a ser sistematicamente menos severas com os homens.
O filme aborda a união feminina perante uma realidade patriarcal, mesmo quando algumas sucumbem por acreditarem não haver alternativa. A protagonista encarna a mulher que "cai atirando": pode ser rotulada como louca, mas não se calará até obter justiça. Se em "Dez" (2002), do mestre Abbas Kiarostami, esse sentimento já era pressentido, aqui Roustaee nos diz que sempre haverá um meio de sobrevivência. Mesmo que o papel da mulher seja colocado em xeque, ela acaba surpreendendo a todos — e a si mesma — por sua resiliência.
"Mãe e Filho" é o retrato contundente da mulher iraniana que, apesar das limitações impostas pelo patriarcado, luta contra um olhar conservador e injusto.
A última cinesemana de abril traz uma novidade muito aguardada pelo público cinéfilo: a reestreia de BETTY BLUE, drama erótico francês que volta aos cinemas em versão restaurada para comemorar seus 40 anos de lançamento. A outra estreia é CASO 137, filme que rendeu a Léa Drucker o prêmio César de melhor atriz. Também teremos duas sessões de pré-estreia na nossa programação da semana. Uma delas é A SOMBRA DO MEU PAI, elogiado filme nigeriano que estreou no Festival de Cannes, junto com NINO DE SEXTA A SEGUNDA, sobre a jornada de um jovem diante da notícia de uma doença terminal.
Seguem em cartaz filmes elogiados pela crítica e prestigiados pelo público, com destaque para PAI MÃE IRMÃ IRMÃO, vencedor do Festival de Veneza, e O ESTRANGEIRO, baseado na obra de Albert Camus. Em última semana, o público pode conferir A CRONOLOGIA DA ÁGUA, com a atriz Imogen Poots dando vida às memórias da escritora Lidia Yuknavitch, e CINCO TIPOS DE MEDO, grande vencedor do Festival de Gramado em 2025.
Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui.
Depois de ser premiado no Festival de Cannes e terminar em 5º lugar na lista da Cahiers du Cinéma de melhores filmes do ano passado, O RISO E A FACA ganha duas sessões de pré-estreia no CineBancários, nos dias 28 e 29 de abril, às 18h. O longa-metragem estreia dia 30 de abril, às 18h30. Lançado pela Vitrine Filmes, a coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil reúne diversos profissionais brasileiros na equipe.
O novo filme do português Pedro Pinho lança um olhar sobre a complexa relação entre Europa e África, marcada por invasões territoriais e dominação econômica. Pinho mostra que, hoje, essa história ganhou gestos, tons e formatos diferentes.
O longa é inspirado na letra da música de mesmo título composta pelo baiano Tom Zé. Na trama, acompanhamos Sergio, engenheiro português enviado por uma ONG a uma metrópole africana. Sua missão é fazer um estudo sobre o impacto ambiental da construção de uma estrada. Lá, ele se envolve com dois moradores locais, Diára e Gui. O trio é vivido por Sergio Coragem, conhecido por filmes como Verão Danado e Fogo-Fátuo; Cleo Diára, que venceu o prêmio de Melhor Atriz na mostra Un Certain Regard, em Cannes, por este filme; e Jonathan Guilherme, brasileiro que estreia no cinema.
Pinho diz que o filme parte “da ideia central da relação entre o poder e os corpos dos ‘outros’” e afirma que o longa “mergulha no calor sufocante, nos escritórios climatizados das ONGs, nos jipes brancos, nas ruas empoeiradas, nas buzinas dos carros e nas festas glamourosas — todos, símbolos da presença da comunidade expatriada num cenário de capitalismo pós-colonial”. Segundo ele, “no coração do filme está o eterno ‘encontro’ entre a Europa e África, em contraste com uma batalha furtiva por um devir queer, que se desenha nas discotecas e nas ruas de uma cidade da África Ocidental”.
O DIRETOR
Pedro Pinho nasceu em Lisboa e viveu em Paris, Barcelona, Maputo (Moçambique) e Mindelo (Cabo Verde). Em 2009, fundou, com outros cinco cineastas, a produtora Terratreme. O seu primeiro documentário, Bab Sebta (co-realizado com Frederico Lobo), estreou no FIDMarseille em 2008, onde ganhou o Prêmio Espérance de Marselha.
O média-metragem de ficção Um Fim do Mundo participou da seção Generation, da Berlinale, em 2013. Em 2014, o documentário As Cidades e as Trocas (co-realizado com Luísa Homem) estreou no FIDMarseille e no Art of the Real no Lincoln Center, em Nova York. Em 2017, sua estreia em longas-metragens de ficção, A Fábrica de Nada, estreou na Quinzena de Cineastas de Cannes, onde ganhou o Prêmio FIPRESCI da Crítica Internacional e recebeu outros 20 prêmios em festivais em todo o mundo. O filme recebeu ainda dois prêmios Sophia, o Oscar do cinema português e foi lançado comercialmente em países da Europa, Ásia e América Latina, entre eles o Brasil.
FILMOGRAFIA
2025 – O Riso e a Faca (longa)
2017 - A Fábrica de Nada (longa)
2017 - Cidade (série de TV)
2014 - As Cidades e As Trocas (longa), co-dirigido com Luísa Homem
2013 - Um Fim do Mundo (média)
2008 - Bab Sebta (longa), co-dirigido com Frederico Lobo
2008 - Zone d’Attente #00 (curta), co-dirigido com Frederico Lobo e Luísa Homem
2005 - No Ínicio (curta)
2004 - Perto (curta)
Assista aqui ao trailer de O Riso e a Faca
SESSÕES DE PRÉ-ESTREIA
28 e 29 de Abril – 18h
ESTREIA
30 de abril a 06 de maio – 18h30
O RISO E A FACA
Portugal / Brasil / Romênia / França/2025/212 min
Direção: Pedro Pinho
Sinopse: Sérgio viaja para uma metrópole da África Ocidental. Vai trabalhar como engenheiro ambiental para uma ONG, na construção de uma estrada entre o deserto e a selva. Ali, envolve-se numa relação íntima mas desequilibrada com dois habitantes da cidade, Diára e Gui. À medida que adentra nas dinâmicas neocoloniais da comunidade de expatriados, esse laço frágil torna-se o seu último refúgio perante a solidão ou a barbárie.
Elenco:
Sérgio Coragem | Sérgio
Cleo Diára | Diára
Jonathan Guilherme | Gui
Renato Sztutman | ele mesmo
Jorge Biague | Borjan
Nástio Mosquito | Horatio
Bruno Zhu
Kody McCree
Everton Dalman
Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.
CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br
Sobre o Filme: A reconciliação entre pais e filhos não é um tema novo na história do cinema, mas continua gerando longas que levantam debates profundos sobre até onde se pode perdoar um passado cujas cicatrizes emocionais ainda não fecharam. Saber ouvir é, muitas vezes, uma questão de tempo — mesmo quando a raiva ofusca o olhar que deveria acolher a versão do outro. "O Último Gigante" (2025) não é apenas sobre o reencontro familiar, mas também sobre a busca por uma redenção quase sempre inalcançável.
Dirigido por Marcos Carnevale, o filme narra a história de Boris (Matías Mayer), um guia turístico em Puerto Iguazú que vê sua vida virar de cabeça para baixo com o aparecimento inesperado de Julián (Oscar Martínez), o pai que o abandonou na infância. Aos 28 anos, Boris terá que lidar com o retorno de um homem que deseja, tardiamente, reconquistar o tempo perdido.
Carnevale construiu uma carreira transitando habilmente entre o humor e o drama. Aqui não é diferente: ele conduz um roteiro em que os personagens lidam com situações delicadas por meio de pinceladas de um humor refinado, prendendo a atenção do espectador do início ao fim. O encontro dos protagonistas já nos dá a dimensão do conflito, mas é nessa transição orgânica de gêneros que o filme ganha fôlego.
O veterano Oscar Martínez brilha ao interpretar um homem no limiar do fim, buscando forças para encarar os próprios erros e obter um perdão ainda não conquistado. Já Matías Mayer constrói um personagem que, inicialmente, não sabe processar seus sentimentos, usando a raiva para expressar uma dor guardada por anos. O embate verbal entre os dois rende momentos de tensão que, aos poucos, dão lugar à razão, facilitando a identificação do público com suas trajetórias.
Além disso, o longa toca em um assunto espinhoso e recorrente no cinema: a eutanásia. Curiosamente, esse ponto acaba ficando em segundo plano. Isso ocorre não apenas porque o foco primordial recai na reconciliação, mas também porque o tema já foi exaustivamente debatido em títulos anteriores. Embora a iniciativa seja válida, o filme talvez chegue um pouco tarde a uma discussão que já possui marcos cinematográficos muito consolidados.
Ao final, as questões levantadas são sanadas, permitindo que cada personagem siga sua própria jornada. "O Último Gigante" pode não mudar a vida do espectador, mas é um título que se destaca pelo lado humano e reflexivo. É, em última análise, um filme sobre a busca pela redenção enquanto ainda resta tempo.
"Minhas Tardes com Margueritte", um hino à amizade e à leitura, na próxima sessão do Cineclube Torres, segunda-feira, dia 20, às 20h,
O filme francês integra o ciclo dedicado à leitura na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo sempre com entrada franca. Minhas Tardes com Margueritte é um filme francês de 2010 dirigido por Jean Becker, baseado num livro homônimo, sobre a magia da leitura. Germain, um homem solitário e com pouca instrução que trabalha com serviços gerais, cria um laço especial com uma mulher muito mais velha e culta, descobrindo uma nova forma de conexão e aprendizado.
Quem gosta de livros e filmes, não pode perder “Minhas Tardes com Margueritte”: nas palavras dodiretor Jean Becker, que é filho de cineasta e iniciou sua carreira como assistente do pai “É uma coisa que eu aprendi com meu pai. A cultura e o cinema podem tornar nossas vidas melhores.”A sessão será realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres. Entrada franca até a lotação do espaço.
O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.
Apoio cultural Livraria Superlivros
Serviço:
O que: Exibição do filme "Minhas Tardes com Margueritte" (2010) de Jean Becker - França
Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres
Quando: Segunda-feira, 20/4, às 20h
Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).
Cineclube Torres
Associação sem fins lucrativos
Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva
Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus
Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur