Sinopse: O Dr. Kelson se vê envolvido em um novo e chocante relacionamento com consequências que podem mudar o mundo como ele o conhece. Enquanto isso, o líder de uma seita Jimmy Crystal instiga medo e violência por onde passa.
"Extermínio: A Evolução" (2025) foi uma grata surpresa para aqueles que nem imaginavam que Danny Boyle retornaria para esse universo zumbi que o mesmo havia criado e surpreende pelo fato que foi o início de uma nova trilogia. No filme anterior foi colocado em prática novas regras de sobrevivência neste mundo, assim como também o surgimento de novas figuras surpreendentes, como no caso do gigante zumbi Alfa. Na segunda parte, "Extermínio: O Templo dos Ossos" (2026) não somente dá continuidade aos eventos do filme anterior,como também revela a faceta mais sombria do ser humano perante um mundo apocalíptico.
Dirigido agora por Nia DaCosta, acompanhamos as histórias de Dr. Kelson (Ralph Fiennes) e Jimmy Crystal (Jack O’Connell), líder de uma seita satanista e cujos os personagens irão se colidir em determinada passagem da trama. Enquanto Dr. Kelson arca com as consequências de sua relação com um zumbi Alfa, Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal se tornam um pesadelo inescapável para o Dr. O resultado acaba se tornando uma descida ao inferno de uma forma jamais vista.
Antes de mais nada é preciso deixar claro que Nia DaCosta não é que nem Danny Boyle e por conta disso a sua direção é mais econômica, mas não menos eficaz ao dar continuidade a história. O filme começa imediatamente após o jovem Spike dar de encontro com um grupo de jovens liderados por pelo fanático Jimmy Crystal e do qual se torna a vilania principal da trama. Verdade seja dita, os zumbis aqui ficam em segundo plano enquanto o horror é tudo orquestrado por Crystal e sendo magistralmente interpretado pelo ator Jack O’Connell.
Crystal nada mais é do que uma síntese sobre o falso profeta que surge aos montes no nosso mundo real e que obtém adoradores que são facilmente persuadidos e obedecendo às suas ordens. Curiosamente, sua figura faz um paralelo com a onda satanista que surgiu no final dos anos sessenta e início dos anos setenta e revelando a real faceta de determinados grupos religiosos que surgem cujo o único intuito é poder e seguidores de todas as partes do mundo. Qualquer semelhança com o assassino Charles Manson não é mera coincidência.
Em contrapartida, Dr. Kelson ganha mais espaço na sua busca por uma cura contra o vírus e cuja sua relação inusitada com o zumbi alfa acaba se tornando uma das maiores surpresas do longa. Ralph Fiennes brilha ao dar vida a um personagem que tinha tudo para dar errado nas mãos de outro, mas consegue obter aqui uma atuação eficaz e digna de nota. Vale destacar o encontro do seu personagem com Crystal e gerando uma das situações mais inusitadas da franquia até agora. Vale destacar também a presença do zumbi alfa, apelidado de Sanção pelo Dr. e nos brindando com um novo degrau com relação a esses zumbis deste universo criado por Danny Boyle.
Com a participação especial de um velho conhecido da franquia que surge do nata nos minutos finais do longa, "Extermínio: O Templo dos Ossos" é uma prova que o gênero zumbi não está com as ideias esgotadas, mas sim somente sendo mal conduzidas.
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