Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte.
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Sinopse: O protagonista Overman (Caco Ciocler) é um super-herói em decadência, desempregado, endividado e vivendo escondido em uma pensão de terceira categoria, preso a uma profunda crise existencial e aos seus próprios excessos.
Quando o público geral pensa em quadrinhos brasileiros, imediatamente vem à mente a "Turma da Mônica". Porém, há HQs mais corajosas, cuja linguagem sintetiza os altos e baixos de um país sempre em conflito com governos, com o sistema capitalista e com uma luta de classes que até hoje não tem fim. Neste cenário, é preciso dar destaque à obra de Laerte Coutinho.
Criadora de tiras icônicas como "Piratas do Tietê", a cartunista teve seu universo levado ao cinema na animação "A Cidade dos Piratas" (2018), de Otto Guerra — filme que, revisto hoje, parece quase profético quanto ao que o Brasil enfrentaria nos anos seguintes. Entre suas criações mais memoráveis está o Overman, um super-ser repleto de problemas cotidianos com os quais qualquer brasileiro se identifica, o que fez da tirinha um sucesso cult imediato. Eis que chega agora aos cinemas "Overman" (2026), uma adaptação que vai na contramão das convenções do gênero.
Dirigido por Tomás Portella, o longa nos apresenta Overman (Caco Ciocler), um super-herói desempregado à beira de um colapso emocional e financeiro, buscando com todas as forças um propósito de vida. Tudo muda quando ele recebe uma proposta para trabalhar na Secretaria de Segurança Pública e enxerga ali a chance de colocar a vida nos eixos. Contudo, quando Pâmela, sua fiel ajudante, começa a se tornar tão famosa quanto ele, Overman precisa lidar com as crises de ego, além de descobrir que uma alta figura de autoridade pode estar prejudicando a cidade.
É fácil comparar o protagonista a outros personagens que fogem à regra básica do gênero, como o Deadpool. Em ambos os casos, são figuras que subvertem o heroísmo tradicional, mesmo quando se veem forçadas a se alinhar ao sistema para obter alguma redenção no meio do caminho. No caso de Overman, ele tenta colocar em prática seu lado heroico, mas sem alcançar no íntimo a realidade que desejava.
Tomás Portella constrói uma trama que coloca o personagem diante de um dilema existencial curioso e com o qual qualquer brasileiro se identificará. A veia criativa de Laerte está pulsante na tela, a ponto de certas situações absurdas se tornarem metáforas perfeitas daquilo que ouvimos em tempos turbulentos de um Brasil fragmentado. A ideia de retratar o vilão como o próprio sistema capitalista pode soar caricata à primeira vista, mas faz todo o sentido dentro do embate enfrentado pelo protagonista.
Caco Ciocler se destaca ao interpretar um personagem que poderia facilmente parecer ridículo em uma versão em live-action. O ator captou com perfeição o tom da obra: visualmente e em sua personalidade sarcástica, o Overman da tela é extremamente fiel às tiras, sem deixar de lado pontuais momentos de ousadia. Claro que o espectador habituado ao lado mais comercial e higienizado do gênero achará o longa estranho, mas é justamente esse estranhamento que o torna um ponto fora da curva em uma época em que os filmes de super-heróis já tiveram dias mais gloriosos.
"Overman" é uma ótima adaptação da obra de Laerte Coutinho, provando que também temos nossos próprios heróis nos quadrinhos — mas com um tempero e um caldo genuinamente brasileiros.
Dia 29 de outubro estreia MEDLEY no CineBancários, que terá também sessões de pré-estreia do premiado FEITO PIPA
Mel Maia vive jovem nadadora em novo longa de Ana Luiza Azevedo que estreia na sessão das 19h; Feito Pipa, filme premiado no Festival de Gramado com Lázaro Ramos, ganha duas sessões de pré-estreia no final de semana
O universo da adolescência volta a cruzar o caminho de Ana Luiza Azevedo em Medley, novo filme da cineasta que estreia em 29 de outubro no CineBancários. O reencontro da diretora gaúcha com o tema acontece mais de 15 anos depois de Antes que o Mundo Acabe, seu primeiro e premiado longa-metragem. Desta vez, ela traz Mel Maia no papel de Lola, uma jovem e talentosa nadadora que vive em conflito com a mãe e precisa mergulhar no próprio passado para lidar com um trauma familiar.
Um coming of age sobre superação e autodescoberta, a história de Medley se passa no interior do estado do Rio de Janeiro, nos anos 90. Na trama, é ali que os pais da protagonista se conheceram e onde estão algumas das pistas que ajudam a explicar segredos do passado da família. O filme é uma adaptação do livro Medley ou Os Dias em Que Aprendi a Voar, da escritora Keka Reis, nome de destaque da literatura infantojuvenil brasileira. A própria autora assina o roteiro, com consultoria de Carolina Kotscho. Inspirada na história pessoal de sua vida, Keka teve a ideia de escrever o livro depois que o projeto do filme avançou e entrou em desenvolvimento.
O filme foi selecionado para o LA FEMME International Film Festival 2026, um dos mais tradicionais festivais de cinema feminino do mundo, que acontece no mês de outubro em Los Angeles.
Como a personagem que interpreta, Mel também começou a carreira bem cedo. “Mel atua desde criança e tem uma sensibilidade incrível. É um talento que fala pelo olhar”, afirma a diretora. A atriz cresceu diante das câmeras e viveu papéis de destaque desde os primeiros trabalhos, como Rita, de Avenida Brasil. Sobre a experiência de viver Lola, Mel destaca o que aprendeu com a personagem: “A Lola me ensinou muita coisa. Me ensinou a ter mais dedicação, a encarar os medos e principalmente a lidar com os sentimentos mais difíceis”, conta.
O filme ainda traz no elenco Mariana Lima, André Ramiro e Leona Cavalli, além de Guthierry Sotero e Alana Cabral.
FEITO PIPA tem pré-estreia no Bancários
“Feito Pipa”, longa-metragem dirigido por Allan Deberton, ganha duas sessões de pré-estreia no CineBancários, às 19h dos dias 31 de outubro, sábado, e 1º de novembro, domingo. Estrelado por Yuri Gomes, Teca Pereira e Lázaro Ramos, o filme estreou na Berlinale 2026, onde conquistou dois prêmios, e passou por importantes festivais internacionais, entre eles o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México e o Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), na Colômbia, onde também foi premiado.
"Feito Pipa" acompanha Gugu (Yuri Gomes), um menino de quase 12 anos apaixonado por futebol que vive ao lado da avó Dilma (Teca Pereira), responsável por criá-lo de maneira livre e afetuosa. Ele vive seu primeiro desafio quando precisa encarar a possibilidade de morar com o pai (Lázaro Ramos), um homem incapaz de expressar seus sentimentos. Rodado em Quixadá, no sertão do Ceará, o filme constrói uma narrativa delicada sobre amadurecimento, pertencimento, afeto e liberdade. O elenco conta também com Carlos Francisco (O Agente Secreto) e Georgina Castro (O Céu de Suely).
Desde sua estreia mundial em Berlim, em fevereiro deste ano, "Feito Pipa" vem construindo uma das mais expressivas trajetórias internacionais do cinema brasileiro em 2026. O longa conquistou os dois principais prêmios da mostra Generation Kplus, o Crystal Bear (Urso de Cristal), concedido pelo Júri Jovem, e o Grande Prêmio do Júri Internacional, tornando-se um dos grandes destaques do festival alemão. Na sequência, o filme abriu o Festival Internacional de Cinema de Cartagena das Índias (FICCI), na Colômbia, onde também recebeu o prêmio de Melhor Interpretação para o jovem ator Yuri Gomes. Logo depois, conquistou mais dois importantes reconhecimentos no Festival Internacional de Cinema de Guadalajara, no México: Prêmios Maguey de Melhor Filme e Melhor Interpretação para Yuri Gomes e Teca Pereira. Ao todo, "Feito Pipa" já soma cinco prêmios internacionais e passou por importantes festivais na Suíça, China, Itália, Estados Unidos e Israel.
PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 29 DE OUTUBRO A 4 DE NOVEMBRO
ESTREIA:
MEDLEY
Brasil/Ficção/2025/ 96min.
Direção: Ana Luiza Azevedo
Sinopse: A jovem Lola vive em conflito com a mãe e carrega o trauma da ausência do pai, de quem guarda poucas lembranças. Ao viajar sozinha nas férias para uma cidade do interior, ela entra para uma equipe de natação competitiva e, enquanto tenta vencer o bloqueio que a impede de nadar no estilo borboleta, embarca em uma jornada de autodescoberta que revela segredos do passado de sua família.
Elenco: Mel Maia, Guthierry Sotero, André Ramiro, Alana Cabral, Mariana Lima
PRÉ-ESTREIA:
FEITO PIPA
Brasil/Ficção/2026/ 93min.
Direção: Allan Deberton
Sinopse: Gugu é um menino de quase 12 anos, sonhador e apaixonado por futebol, que vive com a avó Dilma, uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa, sem se preocupar com os julgamentos dos moradores da cidade. A relação do garoto com o pai Batista é difícil, feita de ausências, expectativas e afetos não ditos. Avó e neto moram sozinhos ao lado da barragem de Araújo Lima que, após anos de seca, começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa, trazendo à tona lembranças que mudaram a vida da família.
Elenco: Yuri Gomes (Gugu), Lázaro Ramos (Batista), Teca Pereira (Dilma), Georgina Castro, Castro Francisco, e apresentando as crianças Luan Vasconcelos, Beatriz Carwile, Nathyel Martins, Manuela Paulino, Pablo Vinícios e Enzo Uejo.
EM CARTAZ:
MESTRE ZU
Brasil/Documentário/2026/70min.
Direção: Zelito Viana
Sinopse: Em um encontro na casa do cineasta Zelito Viana, jornalistas, familiares e amigos que conviveram e trabalharam com Zuenir Ventura revisitam memórias e episódios que marcaram sua trajetória. Entre lembranças, histórias de redação, bastidores da imprensa e discussões sobre sua obra literária, o documentário traça um retrato de um dos nomes mais respeitados do jornalismo brasileiro, cuja trajetória se confunde com a própria história recente do país.
ROSEBUSH PRUNING
Reino Unido/ Drama/ 2025/94min.
Direção: Karin Ainouz
Sinopse: Sob o sol da Catalunha, quatro irmãos norte-americanos vivem com o pai cego em uma mansão, entregues ao isolamento, à fortuna herdada, às roupas de grife e a uma relação de dependência mútua. Quando Jack, o irmão mais velho e pilar da família, anuncia que vai morar com a namorada Martha, o frágil equilíbrio começa a ruir. Enquanto Ed investiga a verdade sobre a morte da mãe, antigos segredos e mentiras vêm à tona, desintegrando os laços familiares. Estreia mundial na Competição Oficial do Festival de Berlim 2026.
Elenco: Pamela Anderson, Elle Faning, Callum Turner, Riley Keough, Jamie Bell, Lukas Gage, Elena Anaya e Tracy Letts.
HORÁRIOS DIAS 29 e 30 de OUTUBRO e 03 e 04 de NOVEMBRO:
15h: ROSEBUSH PRUNING
17h: MESTRE ZU
19h: MEDLEY
HORÁRIOS DIAS 31 de OUTUBRO e 01 de NOVEMBRO (sábado e domingo):
15h: MESTRE ZU
17h: MEDLEY
19h: FEITO PIPA (Pré-estreia)
Ingressos
Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.
CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br
Sinopse: Um ator desfigurado se transforma em uma entidade mutante cujo corpo é feito inteiramente de argila.
Batman é um dos heróis mais complexos das histórias em quadrinhos. Por conta disso, era preciso ter uma galeria de vilões que representasse um verdadeiro desafio para o Homem-Morcego e o fizesse encarar os seus próprios limites. Não à toa, o personagem possui uma das melhores galerias do gênero, composta por figuras trágicas e densas que nos levam à reflexão.
Nomes ilustres como Coringa, Pinguim e Duas-Caras nasceram de tragédias que beiram o realismo, fazendo com que o leitor compreenda os motivos que os levaram ao lado sombrio da condição humana. Há também os vilões do chamado segundo escalão, mas que ganharam enorme reconhecimento ao longo dos anos. "Cara-de-Barro" (2026) é talvez o maior "estranho no ninho" desta nova leva de filmes da Warner/DC, mas prova que esses personagens merecem ser explorados, desde que a adaptação vá muito além do convencional.
Dirigido por James Watkins ("Não Fale Mal", 2024), o longa conta a história de Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator em ascensão que tem seu rosto brutalmente desfigurado por um chefão de Gotham City. Abandonado por empresários e sem nada a perder, Matt busca um tratamento estético radical e clandestino. A substância restaura sua antiga aparência, mas o procedimento traz efeitos colaterais devastadores, fazendo com que seu rosto e corpo mudem de forma como se fossem feitos de argila.
Embora o personagem tenha tido quatro versões diferentes nos quadrinhos, o Cara-de-Barro se tornou popular mesmo na clássica série animada "Batman: A Série Animada" (1992), cujos efeitos impressionam até hoje. Essa versão com certeza serviu de inspiração para a nova adaptação, ainda que James Watkins tenha bebido da fonte do recente sucesso "A Substância" (2024) — ambos os filmes exploram o horror corporal e nos brindam com cenas de puro gore. Em ambos os casos, a trama aborda o lado tóxico do estrelato, onde a aparência perfeita dita as cartas e cobra um preço alto.
Matt Hagen é uma representação dos astros contemporâneos, cujo talento acaba ofuscado pela beleza — o que torna sua mutilação pela máfia uma verdadeira tragédia grega. Porém, é interessante observar a ambiguidade apresentada já no primeiro ato, sugerindo que sua ruína pessoal já estava em curso há muito tempo. Ponto para Tom Rhys Harries: o intérprete, que vinha atuando como coadjuvante em títulos recentes como "O Retorno" (2024), aqui carrega o filme nas costas com elegância e grande intensidade nas cenas mais exigentes.
As sequências em que ele aos poucos vai se transformando em algo que inicialmente não compreende promovem um belo casamento entre atuação e recursos de maquiagem de ponta — que seria uma injustiça não ver lembrados no Oscar. No aspecto técnico, é impressionante como Watkins constrói o personagem sem depender excessivamente de efeitos digitais. O CGI pode até ter sido usado em pontas, mas o que salta aos olhos é o bom e velho cinema artesanal: jogos de câmera, truques de sombra e uma edição digna de nota. A cena da boate, onde acontece o ápice do filme, é um belo exemplo de como filmar ação entrelaçada com suspense e horror.
Haverá, com certeza, quem se incomode pelo fato de os coadjuvantes não se destacarem tanto em cena, sendo a Dra. Caitlyn Corr (Naomi Ackie) o único ponto de apoio dessa ala. Sua personagem não apenas desenvolve a fórmula que muda radicalmente a vida do protagonista, como também se torna seu interesse amoroso, ganhando passagens que remetem ao clássico "A Mosca" (1986). Embora a relação não seja profundamente explorada, os minutos finais da dupla compensam essa lacuna.
Ainda sobre os coadjuvantes, é fascinante notar que eles só sobressaem de fato quando deixam de ser eles mesmos — ou seja, quando Matt Hagen os mata e assume suas identidades. O grande destaque fica novamente para a sequência da boate, na qual diversos intérpretes emulam Hagen em cena com impecável precisão. São momentos que também remetem ao clássico "Darkman: Vingança Sem Rosto" (1990), de Sam Raimi, com o qual a premissa guarda visíveis similaridades.
No saldo geral, o filme não é apenas mais uma adaptação de HQ, mas um belo exemplar do horror à moda antiga, no qual simpatizamos com o lado trágico do personagem enquanto nos damos conta de que sua queda para a escuridão é um caminho sem volta. Resta saber se a Warner/DC continuará com a coragem de ousar sem se refazer em fórmulas desgastadas. "Cara-de-Barro" nos dá a exata dimensão do potencial que certos personagens podem alcançar quando transpostos para a grande tela com autoria.
De 26 a 30 de outubro, a Sala Redenção celebra uma das atrizes e diretoras mais importantes do país, Helena Ignez, e a filha, Djin Sganzerla, com a minimostra “Atoras” — neologismo criado por Helena para definir as mulheres que, assim como ela e Djin, transitam entre a atuação e a direção, no cinema e no teatro. A entrada é gratuita e aberta à comunidade em geral. A minimostra inicia no dia 26, às 16h, com “Ralé” (2015), dirigido por Helena Ignez. Simultaneamente filosófica e musical, a produção — que conta com Ney Matogrosso no elenco — atualiza o espírito do cinema marginal dos anos 1970 para celebrar a liberdade e a individualidade sexuais.
Já em “A mulher de todos” (1969), Helena interpreta a protagonista Ângela Carne-e-Osso, uma ninfomaníaca que devora ferozmente os homens. A sessão do dia 26 de outubro, às 19h, é seguida de conversa com Daniela Strack, pesquisadora da obra de Ignez, e Juliana Costa, membro-fundadora do Cineclube Academia das Musas, dedicado à pesquisa e difusão de cinematografias de cineastas mulheres. Completa a programação “Eclipse” (2025), segundo longa-metragem de Djin Sganzerla. O filme parte da convivência transformadora entre duas irmãs para refletir sobre as marcas da violência patriarcal e colonial.
A Sala Redenção está localizada no Campus Centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333. A minimostra “Atoras” tem apoio de Mercúrio Produções.
Confira a programação completa no site oficial da sala clicando aqui.
Neste sábado (24/10), às 10h15 da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne no auditório do Instituto Goethe para assistir ao clássico do cinema mudo "A Caixa de Pandora".
Dirigido por Georg Wilhelm Pabst e protagonizado por Louise Brooks, o filme acompanha a trajetória de Lulu, uma mulher cuja liberdade e capacidade de despertar desejo nos que a cercam acabam desencadeando uma sequência de conflitos e tragédias. A atuação de Brooks, marcada pela combinação de espontaneidade, sensualidade e ambiguidade, combina-se com um narrativa que se distingue pela representação de uma personagem feminina que foge aos padrões sociais de sua época, razões pelas quais o filme é hoje considerado uma das obras fundamentais do cinema mudo alemão.
Confira os detalhes da sessão:
SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA
📅 Data: Sábado, 24/10, às 10h15 da manhã
📍 Local: Instituto Goethe – Rua 24 de Outubro, 112 – Moinhos de Vento, Porto Alegre
🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade
A Caixa de Pandora (Die Büchse der Pandora)
Alemanha, 1929, 133min
Direção: Georg Wilhelm Pabst
Roteiro: Ladislaus Vajda
Elenco: Louise Brooks, Fritz Kortner, Francis Lederer, Carl Goetz, Krafft-Raschig, Alice Roberts, Daisy D’ora, Gustav Diessl, Michael von Newlinsky, Sigfried Arno
Sinopse: Lulu, uma jovem sedutora e independente, mantém relações com homens de diferentes posições sociais. Quando seu amante, o influente editor Ludwig Schön, decide se casar com outra mulher, uma série de acontecimentos leva os dois a uma situação trágica. A partir daí, Lulu enfrenta as consequências de suas escolhas e da atração que exerce sobre aqueles que a cercam.
Sobre o Filme: Muitos consideram o expressionismo alemão, como a semente que deu a origem a diversos gêneros, desde ficção, terror e filmes noir. Esse ultimo, aliás, é um gênero que ficou marcado por suas lindas, e fatais mulheres, sendo que uma das grandes precursoras desses maus caminhos é Louise Brooks.
Dona de uma incrível beleza, e um corte de cabelo inconfundível, Brooks viveria neste filme, um papel que muitos dizem que não era muito diferente de sua vida pessoal que era em volta de muitos homens. Se for verdade ou não, isso pouco importa, sendo que ao fazer a personagem Lulu, uma mulher que domina, e conquista os homens com um olhar, e um sorriso, foi o suficiente para ficar no imaginário de qualquer cinéfilo que se preze.
Como só isso não bastava, o cineasta Georg Wilhelm Pabst, cria um universo na trama, em que os personagens se vêem envolvidos em volta da protagonista, seja para lhe conquistar ou para se beneficiar de acordo com a situação em que ela está envolvida. Curiosamente, não foram somente os homens, que se viam envolta dela, sendo que a condessa Anna Geschwitz é considerada por muitos historiadores como sendo a 1ª personagem lésbica do cinema, mesmo no contra gosto da atriz Alice Roberts que fez a personagem.
Com um final que deixa os personagens a mercê dos resultados dos seus próprios erros, "A Caixa de Pandora" é uma verdadeira aula de sugestão e gestos dos personagens, em que basta um olhar para se dizer tudo o que o eles pensam e o que irão fazer.
Sinopse: “Cara-De-Barro” acompanha a aterradora descida de um homem — de estrela em ascensão em Hollywood a um monstro movido por vingança — em uma história que explora a perda da identidade e da humanidade, o amor corrosivo e o lado obscuro da ambição científica.
O OUTRO LADO DAS REDES
Sinopse: Frances Haugen é uma engenheira do Facebook que se une ao repórter Jeff Horwitz. Juntos, eles enfrentam uma trajetória de riscos para revelar ao mundo os segredos mais bem guardados do gigante da tecnologia.
SACRIFÍCIO
Sinopse: Em Sacrifice, um evento beneficente repleto de celebridades é ofuscado quando um grupo de ambientalistas radicais invade o local, liderado por Joan (Taylor Joy), um sequestro é realizado.
ZONA ZERO
Sinopse: Um vírus implacável. A história começa em uma Conferência de Biotecnologia onde tudo parece estar sob controle. De repente, um vírus que sofre mutações rápidas é liberado e o local é isolado. A contaminação se espalha. Os infectados não apenas atacam: eles evoluem de maneiras imprevisíveis. Nesse confinamento, um grupo de sobreviventes precisa lutar pela vida enquanto cada minuto reescreve as regras do jogo.
WILLOW E A FLORESTA ENCANTADA
Sinopse: Willow se muda com seu pai para uma grande floresta que herdou de sua tia-avó, Alwina. O que ela não esperava é que a floresta é encantada, corre perigo de desmatamento e Willow precisa encontrar outras três meninas com dons mágicos para salva-la.
SE EU FOSSE VOCÊ 3
Sinopse: Duas décadas depois da última troca de corpos, Cláudio e Helena vivem uma nova fase da vida ao lado da filha Bia, agora adulta e casada. Tudo parece em equilíbrio até que uma situação inesperada abala a dinâmica da família e coloca as relações à prova.