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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Hora do Recreio'

Sinopse: Fala sobre temas paralelos à educação básica no Brasil e que refletem a realidade de adolescentes de 14 a 19 anos que estudam em quatro colégios espalhados por diferentes bairros e comunidades do Rio de Janeiro.

O tipo de documentários que mais me chama atenção são aqueles que não há uma intervenção do realizador, mas sim permitindo que as pessoas filmadas agem de acordo com a sua própria natureza. O documentário "A Vizinhança do Tigre" (2014), por exemplo, não tinha uma interação entre diretor e protagonista, mas sim somente a câmera captando a real  ação e reação dos personagens em cena. "Hora do Recreio" (2026) caminha por um caminho parecido, mas transitando com a interação com os realizadores e dando espaço para outros elementos que moldam uma história como um todo.

Dirigido por Lucia Murat, o documentário discute a educação brasileira a partir do ponto de vista dos próprios estudantes. O longa-metragem mistura documentário e encenação ficcional para falar sobre temas paralelos à educação básica no Brasil e que refletem a realidade de adolescentes de 14 a 19 anos que estudam em quatro colégios espalhados por diferentes bairros e comunidades do Rio de Janeiro. O  longa une debates com os alunos em sala de aula sobre os temas evasão escolar, racismo, tráfico de drogas, bala perdida, feminicídio e gravidez na adolescência.

No primeiro ato do longa nós vemos uma professora falando com os seus alunos sobre a violência contra a mulher. Imediatamente a câmera foca os alunos em que cada um conta a sua história com relação a violência que já sofreram no passado, seja dentro da realidade familiar, ou com relação ao preconceito. Logo em seguida o quadro se abre e constatamos que os alunos foram chamados para serem eles mesmos em uma filmagem de Lúcia Murat.

Há, portanto, uma mistura curiosa entre a realidade e a ficção, já que as histórias contadas pelos alunos são verdadeiras, mas sendo também ensaiadas para que fossem melhor apresentadas para o público que for assistir. O documentário ganha pontos ao fazer com que os alunos captados pela câmera  sejam eles mesmos, mas também não escondendo os seus contornos romantizados a partir da direção da cineasta e fazendo com que em alguns momentos a gente se pergunte onde começa a ficção e onde começa a realidade. Porém, as cenas de tiroteio nos morros captadas pela câmera são uma fórmula criativa para constatarmos que nem tudo estava no roteiro e fazendo com que o imprevisto se torne também um elemento dramático.

Diante disso, o documentário se envereda também para o universo do teatro, onde os jovens das comunidades extravasam as suas dores através da atuação e construindo uma representação sobre o preconceito e diferença de classes que perdura até nos dias de hoje. Lúcia Murat, portanto, escancara o fato que basta uma pessoa ser negra, para que ela seja perseguida ou excluída de uma elite que se acha dominante, quando na verdade somente escancara o lado atrasado da sociedade. Além disso, não faltam depoimentos de jovens que sofrem preconceito ao ficarem gravidas precocemente, ou pelo fato que o estado não está nem aí para ajuda-las e não deixando um espaço para que questão sobre o aborto serem debatidas.

O documentário, portanto, entra em um vespeiro que vai desde ao preconceito, separação de classes, o poder patriarcado escondido em um país que se diz democrático e a falta de recursos para a cultura. Essa última, por sua vez, é o único elemento com que faz a futura geração não cair em certas armadilhas da vida, pois através do estudo, escrita e conhecimento são os únicos pilares que constroem uma sociedade em equilíbrio. Infelizmente não serão todos que ouviram essa ideia que sempre deveria ser colocada em prática.

"Hora do Recreio"  é um mosaico de informações sobre a geração atual brasileira que luta contra o preconceito, violência e a busca pelo equilíbrio e manter a sua própria cultura intacta. 


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Cine Dica: Cinemateca Capitólio - 5 a 11 de março de 2026

 Mostra na Cinemateca Capitólio destaca obra do cineasta espanhol Gonzalo Suárez, homenageado com o Goya de Honra em 2026

Na 40.ª edição dos Prêmios Goya deste ano, principal premiação do cinema espanhol, realizada no último sábado, dia 28 de fevereiro, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha concedeu o Goya de Honra a Gonzalo Suárez, reconhecendo o trabalho deste cineasta insólito e imprescindível na história do cinema da Espanha. Em função desta homenagem, a Cinemateca Capitólio, em parceria com o Instituto Cervantes, realiza uma mostra com quatro dos mais importantes filmes do veterano realizador espanhol, que é pouco conhecido no Brasil.

Gonzalo Suárez (Oviedo, 1934) é um dos criadores mais singulares e inclassificáveis do cinema espanhol. Sua obra transita entre a fantasia, a reflexão metacinematográfica e o humor irônico, desafiando as convenções narrativas e estéticas do cinema contemporâneo. Jornalista, romancista e cineasta, Suárez construiu um universo próprio em que a identidade é fragmentária, os personagens se desdobram e a realidade se mistura com a ficção de forma inquietante e poética. Sua filmografía, de Ditirambo (1967) a A Verdadeira História de Frankenstein (1988) e além – demonstra um empenho constante em explorar a imaginação como motor criativo, sem se submeter a modas, correntes ou gêneros pré-estabelecidos. Seu cinema é um espaço de jogo e reflexão, um labirinto de referências literárias e culturais, no qual o humor convive com a melancolia e o olhar crítico se manifesta com sutileza. Suárez tem sido celebrado tanto na Espanha quanto internacionalmente. Sua filmografia reúne mais de 20 longas, nos quais a experimentação e o interesse pelo cinema narrativo caminham juntos. Seu legado é o de um artista livre, que concebeu o cinema como um ato de invenção constante e uma exploração dos limites da percepção e da narrativa.

A mostra de Gonzalo Suárez tem entrada franca, com distribuição de ingressos meia hora antes de cada sessão.


Grade de horários Semana de 5 a 11 de março de 2026


5 de março (quinta-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:15 – Mostra Gonzalo Suárez (A Verdadeira História de Frankenstein) – entrada franca – 95 minutos


6 de março (sexta-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos


7 de março (sábado)

15:00 – Sessão Vagalume: O Rei Leão (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 88 minutos

17:00 – Manas, sessão seguida de debate (entrada franca) – 101 minutos


8 de março (domingo)

15:00 – Sessão Vagalume: O Rei Leão (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 88 minutos

17:00 – Mostra Gonzalo Suárez (O Detetive e a Morte) – entrada franca – 108 minutos

19:00 – Selva + Terra das Cinzas, sessão seguida de debate com a diretora costa-riquenha Sofia Quirós – entrada franca


10 de março (terça-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:15 – Mostra Gonzalo Suárez (Epílogo) – entrada franca – 92 minutos


11 de março (quarta-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:15 – Mostra Gonzalo Suárez (O Goleiro) – entrada franca – 88 minutos.

Confira a programação completa no site oficial da sala https://www.capitolio.org.br/

terça-feira, 3 de março de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Sirât'

Sinopse: Luis está viajando pelo sul do Marrocos com seu filho, Esteban. Eles estão à procura de sua filha, que está desaparecida há cinco meses, vista pela última vez em um festival de dança no deserto. 

No momento que eu estou escrevendo esse texto os EUA estão bombardeando o Irã e provocando a morte de centenas de pessoas. Não importa qual as motivações do início de uma guerra, pois quem sai perdendo são pessoas inocentes que não tinham envolvimento algum com relação a esse conflito. "Sirât" (2025) é uma ficção, mas que sintetiza o calor desse momento em que não há escapatória diante de um conflito global inevitável.

Dirigido por Oliver Laxe, o filme conta a história de um pai (Sergi López) e um filho (Bruno Núñez) que viajam até o Marrocos atrás de uma rave no meio das áridas montanhas do deserto onde acreditam que possa estar a filha e a irmã Marina. Movidos pela esperança, os dois decidem seguir um grupo que está à procura de uma última festa que acontecerá no meio do deserto. O que eles não sabem é que através dessa encruzilhada eles irão enfrentar diversos obstáculos.

Embora a trama se passe no Marrocos, ela poderia facilmente se passar em qualquer ponto do globo, pois nunca saberemos qual será o próximo país que entrará em conflito e fazendo de sua população refém de um filme de horror anunciado. Oliver Laxe faz da dança e da música uma forma para os personagens extravasar os seus medos diante a desconstrução de um mundo que eles conheciam, mas que agora não é mais reconhecido em meio aos escombros. Portanto, a busca pela jovem que o pai e filho fazem se torna uma mera desculpa, pois adversidades que ocorrem em sua jornada é o que sintetiza a ideia principal da obra.

Oliver Laxe cria elementos em que não há saída, pois os protagonistas enfrentam diversos obstáculos, desde soldados como também os próprios desafios criados por uma natureza implacável. Não há como negar que o roteiro guarda momentos imprevisíveis e que fará com que o espectador saia de sua zona de conforto e fazendo a gente aguardar sobre qual será o próximo elemento mortal e inevitável. Atenção para a cena da subida do morro e culminando em um dos momentos mais angustiantes do longa como um todo.

Verdade seja dita, o filme se assemelha ao clássico "O Comboio do Medo" (1977), de  William Friedkin. Porém, se lá havia uma missão para uma entrega, aqui a busca pela jovem se torna uma cruzada pela sobrevivência diante da possibilidade de qualquer passo em falso pode lhe causar a morte a qualquer momento. Quando os personagens se veem diante de um cenário que mais parece o fim do mundo eles, enfim, se dão conta que já estava acontecendo a muito tempo.

De um típico road movies, o filme se encaminha para uma jornada espiritual, onde os protagonistas se entregam para o inevitável, para só assim obterem a possibilidade de saírem vivos. O final talvez seja um dos mais pessimistas que eu já assisti no cinema recente, onde vemos uma população abandonar o seu mundo já em pedaços, mas cujo destino talvez não haja nenhum, pois tudo estará destruído. Após a sessão concluo que o ser humano está a beira da extinção há muito tempo.

"Sirât" é um verdadeiro soco no estômago para aqueles que ainda tem fé pela humanidade, mas cuja própria não está se ajudando atualmente. 

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Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Hiroshima, Meu Amor" (05/03, qui) na Sala Redenção

Nesta quinta-feira, dia 5 de março, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre, em parceria com a Sala Redenção da UFRGS, inicia o ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências", com uma sessão especial do clássico Hiroshima, Meu Amor.

Dirigido por Alain Resnais e roteirizado por Marguerite Duras, o filme é uma das obras centrais da Nouvelle Vague. Partindo inicialmente da ideia de realizar um documentário sobre Hiroshima e Nagasaki, Resnais encontrou na ficção o caminho para investigar algo ainda mais complexo: a memória e suas transformações ao longo do tempo.

A narrativa acompanha o breve encontro entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês, em Hiroshima. Ao longo de um único dia, passado e presente se entrelaçam por meio de lembranças fragmentadas, imagens documentais e um uso inovador do flashback. Amor, esquecimento, trauma e reconstrução tornam-se dimensões indissociáveis, tanto na intimidade dos personagens quanto na história das cidades que carregam.

Após a sessão, haverá um bate-papo sobre o filme com os associados do Clube de Cinema.


Confira os detalhes:

SESSÃO DO CLUBE DE CINEMA – QUINTA-FEIRA

📅 Data: Quinta-feira, 05/03, às 19h

📍 Local: Sala Redenção – UFRGS

R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre


Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima mon amour)

França, 1959, 90 min

Direção: Alain Resnais

Roteiro: Marguerite Duras

Elenco: Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud, Bernard Fresson

Sinopse: Em Hiroshima, uma atriz francesa vive um breve romance com um arquiteto japonês enquanto revive memórias de um amor proibido durante a Segunda Guerra Mundial. Entre passado e presente, o filme explora as marcas da guerra e a persistência da memória.

Até lá!

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema -'Ato Noturno'

Sinopse: Um ator ambicioso e um político em ascensão vivem um caso em sigilo e descobrem compartilhar o fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que a fama se aproxima, cresce também o desejo de se colocarem em risco. 

Filipe Matzembacher e Marcio Reolon retrataram uma Porto Alegre pouco acolhedora no premiado "Tinta Bruta" (2018), onde o protagonista busca um significado de sua existência em meio a uma cidade em metamorfose. Nesta minha última observação, por exemplo, concluo que os cineastas gostam de colocar a capital do RS como uma  espécie de personagem que, tanto acolhe, como também oprime. "Ato Noturno" 2025) transita por essas duas linhas, ao não esconder os seus mais profundos desejos, mas ao mesmo tempo tendo que enfrentar olhos questionadores ao longo do tempo.

Na trama, Matias (Gabriel Faryas) é um ator de teatro que deseja crescer em sua carreira ao entrar em uma respeitada companhia teatral de Porto Alegre. Ele disputa o papel de protagonista de uma série de TV com o seu companheiro de quarto, criando assim certa rivalidade entre os dois. Além disso, os riscos na vida de Matias se aprofundam quando ele entra em um caso com um político local que está no armário e juntos, eles exploram o fetiche de fazer sexo em locais públicos.

Ao ter o teatro como um dos cenários principais da trama o filme vai de forma gradual apresentando uma cidade um tanto que acolhedora, mas que não esconde os seus segredos através das sombras. Matias não se esconde com relação ao que ele é e deseja, mas ao mesmo tempo contém dentro de si desejos que vão muito mais além do que se vê na tela. A partir do momento em que ele se envolve com o candidato a prefeito Rafael é então que ele percebe que não há exatamente uma liberdade que ele anseia, mas sim se vê rodeado de uma realidade cheia de regras e que o faz se esconder de sua própria pessoa.

Tanto Gabriel Faryas como Cirillo Luna brilham em cenas de sexo complexas, onde os cineastas exploram cada movimento dos seus corpos, assim como também construindo certa tensão, como se a qualquer momento eles fossem descobertos em um momento. Isso ocorre principalmente em cenas onde eles se encontram em lugares públicos, mas cujo o cenário é moldado pela escuridão de uma noite que é moldada por uma bela fotografia que destaca os protagonistas. Além disso, é sempre curioso testemunhar a cidade de Porto Alegre pelo olhar dos protagonistas, sobre como aquela realidade em que os protagonistas enxergam se diferencia da nossa.

Oscilando por elementos dramáticos e com alguns toques de humor, o filme também se envereda para um belo conto de suspense, já que a relação entre os dois se torna cada vez mais perigosa e tudo magistralmente bem casado com uma trilha sonora caprichada. Destaco principalmente a cena em que os dois praticam sexo ao lado de um carro, enquanto uma família tradicional se encontra ao lado desembarcando e ao mesmo tempo parece que alguém está filmando os acontecimentos. Esse Voyeurismo rapidamente fez me lembrar dos melhores momentos de Alfred Hitchcock principalmente em sua maior realização que foi "Janela Indiscreta" (1954).

Falando sobre o mestre do suspense, é preciso parabenizar os dois cineastas já que eles  fizeram o seu dever de casa em momentos em que a tensão cada vez aumenta. A cena de um determinado crime na trama, alinhado com a já citada trilha sonora, comprova que o lado criativo e muito bem filmado fazem toda a diferença. A tensão somente aumenta quando temos uma noção do real algoz, o que faz com que o desconforto aumenta ainda mais.

Acima de tudo, é um filme que prega o sistema das aparências, seja ele do mundo político ou artístico e que qualquer passo em falso pode gerar conflito. Porém, os desejos retratados na trama são uma forma de diz que não adianta deixar engaiolados, pois a qualquer momento será transbordado e cabe cada um saber administrar os seus sentimentos com relação a isso. Em tempos de luta pelos direitos iguais, o filme vem nos dizer que boa parcela da sociedade ainda se encontra sufocada e que a qualquer momento não dará a mínima com relação às consequências.

"Ato Noturno" é um retrato de uma Porto Alegre que aparenta ser acolhedora, mas que esconde uma parcela da sociedade que se esconde nas sombras devido o olhar preconceituoso de certas pessoas. 

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Cine Dica: Sala Redenção celebra narrativas femininas na mostra “Insubmissas”

Em março, mês das mulheres, a Sala Redenção retoma suas atividades com a mostra “Insubmissas”. A programação inicia na próxima segunda-feira, dia 2, com uma série de títulos que contam histórias de grandes mulheres. As sessões acontecem em dois horários, às 16h e às 19h, com entrada franca e aberta à comunidade em geral.

A mostra começa com a exibição de “Xica da Silva” (1976), dirigido por Cacá Diegues e considerado o primeiro filme nacional protagonizado por uma mulher negra, Zezé Motta. A narrativa ficcional marcou debates importantes sobre questões raciais e de gênero desde seu lançamento. Na sequência da programação, “Incompatível com a vida” (2023), documentário de Eliza Capai, reflete sobre o luto gestacional e os direitos reprodutivos no Brasil a partir das vivências da diretora.

Já “As bruxas do Oriente” (2021) combina imagens de arquivo e animações para contar a história de um time de vôlei feminino que, sob a alcunha que dá nome ao filme, conquistou um ouro olímpico em 1964; enquanto “Chá preto – o aroma do amor” (2024) acompanha Aya, jovem costa marfinense que, após romper com o noivo no dia do casamento, se muda para a China.

Por sua vez, “O último azul” (2025) traça um cenário distópico em que o Brasil exila seus idosos em retiros habitacionais. Nesse contexto, a protagonista, Teresa, foge em busca de seu maior desejo. No ano de sua estreia, o longa-metragem conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim.

“Todas as estradas têm gosto de sal” (2023), de Raven Jackson, é o filme que encerra a mostra, no dia 11, às 19h. A obra acompanha 40 anos da vida de Mackenzie, em uma narrativa não-linear e carregada de poesia. 

A Sala Redenção está localizada na Rua Eng. Luiz Englert, 333, campus centro da UFRGS.  

Confira a programação completa no site oficial da sala clicando aqui. 

domingo, 1 de março de 2026

Cine Dica: Próxima Atração do Cine Clube Torres - "Entre Mulheres"

Com sessões na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo junto à UP Idiomas, o ciclo de março é inteiramente dedicado às mulheres com filmes de vários continentes. O filme da Sarah Poley, indicado ao Oscar em 2023, é baseado em livro homônimo sobre uma história real de abusos coletivos em uma colônia ultraconservadora menonita na Bolívia em 2009.

Em lugar de centrar a ação nas violências, o longa foca na conversa, livre do tracondicionamento masculino, em um celeiro, de um grupo de mulheres, interpretado por um extraordinário elenco: Rooney Mara, Claire Foy, Jessie Buckley, Judith Ivey, Sheila McCarthy, entre outras. "'Entre Mulheres' demonstra que uma sociedade só avança quando o debate de ideias é livre, igualitário e honesto, e quando as mulheres têm as ferramentas, informações e oportunidades necessárias para participar. (Luísa Pécora em Mulheres no cinema).

Na situação atual do estado do Rio Grande do Sul, com a calamidade crescente de casos de agressões e feminicídio, um filme como "Entre Mulheres" é mais do que necessário. A sessão será realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres. A entrada franca até a lotação do espaço.

O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.



Serviço:

O que: Exibição do filme "Entre Mulheres" (2022) de Sarah Poley

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 2/3, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917