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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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domingo, 20 de setembro de 2026

Cine Dica: Em Cartaz – 'As Cores do Tempo'

Sinopse: Descendentes de uma jovem do final do século XIX herdam a sua casa e trazem à tona diversos segredos de família.

A cidade de Paris já serviu de cenário para inúmeros filmes, figurando com frequência em histórias que envolvem viagens no tempo. Em "Meia-Noite em Paris" (2011), por exemplo, Woody Allen nos convida a passear por uma época em que a Cidade Luz era impregnada por uma efervescência cultural que moldou o século XX de forma sem precedentes. "As Cores do Tempo" (2025) segue por uma cartilha parecida, mas constrói sua premissa de maneira verossímil e extremamente bem-vinda.

Dirigido por Cédric Klapisch, o longa acompanha quatro primos com vidas bastante distintas que descobrem compartilhar a mesma árvore genealógica. A partir daí, acompanhamos duas linhas narrativas paralelas: a dos primos no presente, buscando compreender o passado de sua antepassada Adele — que visitou Paris em 1895 em busca da mãe —, e a jornada desses mesmos jovens para se reencontrarem em meio a essa história recém-descoberta. Não demora para que pinturas e fotografias antigas comecem a revelar muito mais do que eles imaginavam.

Klapisch conduz esse trânsito entre passado e presente de forma muito fluida. Enquanto muitos diretores poderiam se atrapalhar com as idas e vindas temporais, o realizador demonstra a proeza de fazê-lo de modo simples e direto, valendo-se de soluções visuais inventivas que reforçam a verossimilhança da trama. Em determinado momento, por exemplo, Adele percebe alguém batendo à sua porta e, em uma transição elegante, vemos os primos do presente adentrando o mesmo espaço nos dias de hoje.

Curiosamente, embora ambientadas em épocas distantes, ambas as tramas giram em torno da busca pelas próprias raízes para encontrar um sentido para a vida. Se por um lado Seb e seus primos se veem perdidos em uma realidade contemporânea em que a aceleração da informação e a tecnologia sufocam o cotidiano, a trajetória de Adele tampouco foi fácil — marcada não apenas pela tentativa de compreender o abandono materno, mas também por viver em um período de transformações profundas no mundo.

É instigante observar o paralelo traçado entre a omnipresença da tecnologia atual e os primeiros passos da fotografia no final do século XIX, que acompanham a jornada de autodescoberta de Adele. Essa aproximação permite que o roteiro brinque com a presença de figuras históricas, desde menções a Victor Hugo até a participação marcante de Claude Monet. Vale destacar também a abordagem bem-humorada com que os primos tentam se "teletransportar" para a época de sua ancestral, rendendo algumas das sequências mais divertidas do filme.

Acima de tudo, "As Cores do Tempo" reflete sobre os dilemas humanos que atravessam gerações, separados por uma linha muito tênue entre o ontem e o hoje. O filme também insere uma crítica sutil ao capitalismo acelerado, que muitas vezes atropela a preservação histórica e o patrimônio da memória. Fica o lembrete de que nunca é tarde para olhar para trás, reconhecer o encanto do passado e perceber como ele ainda pode ressoar no nosso presente — desde que saibamos preservá-lo.

"As Cores do Tempo" é uma viagem emocionante e muito agradável por uma Paris do passado cativante, perfeita para tempos atuais tão carentes de boas ideias e sensibilidade.   

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Cine Dica: Próximo Cineclube Torres - 'La Chimera'

O filme italiano "La Chimera" (A quimera) de Alice Rohrwacher na segunda cineclubista do dia 21/9, às 20h na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo.

A sessão integra o evento nacional "Primavera dos Museus" no espaço do Ponto de Cultura e Ponto de Memória Cineclube Torres. No interior da Itália dos anos 1980, Arthur, um arqueólogo inglês, ajuda um grupo de ladrões locais a encontrar artefatos valiosos em túmulos antigos. Mas seu verdadeiro objetivo é procurar um portal mágico para reencontrar a esposa morta. Com elenco internacional (Josh O'Connor, Alba Rohrwacher, Isabella Rossellini e a brasileira Carol Duarte) o filme é uma fabula ao mesmo tempo sobre o amor e a mercantilização da arte, num delicado registro de realismo magico.

"É uma obra sobre a História, sobre a arqueologia e, acima de tudo, sobre a mitologia e a poesia, um filme que faz do mundano uma ode ao divino e transforma essa divindade quase em uma comédia." (Liv Altman)A sessão é realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, em parceria com a Up Idiomas Torres e com entrada franca até a lotação do espaço.

O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde agosto 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.

Serviço:

O que: Exibição do filme "La chimera" (2023) de Alice Rohrwacher (Itália) 

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 21/9, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Cine Especial: 'Trainspotting - 30 Anos Depois'

O tempo passa e fica cada vez mais notório que, durante os anos 1990, foram lançados filmes que serviriam de base para o que o cinema se tornaria posteriormente. Obras como "Clube da Luta" e "Matrix", ambas de 1999, sintetizam com maestria o espírito daquela época, na qual a sociedade se tornava progressivamente alienada, consumista e refém do sistema capitalista. Porém, antes disso, em 1996, um pequeno filme britânico tomou o mundo cinematográfico de assalto: "Trainspotting - Sem Limites" (1996), que se tornou rapidamente um dos grandes marcos de um período em que a juventude buscava se definir.

Dirigido por Danny Boyle — que na época já chamava a atenção pelo recente "Cova Rasa" (1994) —, o filme é baseado no livro do escritor escocês Irvine Welsh. A trama se passa em Edimburgo, onde vive Renton (Ewan McGregor), um jovem usuário de heroína que leva uma vida descompromissada, dividindo-se entre o envolvimento com a estudante colegial Diane (Kelly Macdonald) e os encontros com seu grupo de amigos: Sick Boy (Jonny Lee Miller), um imoral aficionado por HQs e fanático por Sean Connery; Tommy (Kevin McKidd), um atleta responsável; Spud (Ewen Bremner), um sujeito ingênuo e de bom coração; e Begbie (Robert Carlyle), um sociopata extremamente violento.

Vindo da linguagem de videoclipes e curtas-metragens, Danny Boyle se aproveita da liberdade técnica para brincar com a câmera, algo perceptível logo nos primeiros minutos. Vemos os protagonistas correndo sob a célebre narração em off, embalados por uma trilha sonora marcante e acelerada por uma montagem dinâmica. Tudo isso nos arremessa direto para aquele universo saturado de drogas e álcool, habitado por jovens desorientados que, paradoxalmente soterrados por opções de consumo, tornam-se ainda mais viciados.

O filme estabelece paralelos com outros grandes clássicos do cinema, como "Taxi Driver" (1976), por também abordar o indivíduo cercado por possibilidades de ascensão, mas aprisionado a escolhas autodestrutivas e ao vício. É justamente no retrato do uso de entorpecentes que Danny Boyle comprova por que se tornaria um dos cineastas mais influentes de sua geração.

"Trainspotting" reúne tantas sequências antológicas que se torna difícil escolher a favorita. Algumas cenas funcionam como símbolos quase surreais do estado psicológico do protagonista — como a cena em que Renton mergulha em um vaso sanitário imundo para recuperar seus supositórios. E, se isso não for o bastante, a sequência da crise de abstinência, com o bebê engatinhando pelo teto, traduz com maestria o delírio e a claustrofobia da privação.

O impacto da obra impulsionou não apenas a carreira do diretor, mas também a de seu protagonista. Após o sucesso do filme, Ewan McGregor alçou voos maiores, transitando entre blockbusters — como a trilogia prequel de "Star Wars" — e produções de perfil autoral, a exemplo de Peixe Grande (2003), de Tim Burton. Todo o elenco principal se reuniria duas décadas depois em "T2 Trainspotting" (2017), uma sequência honesta, mas incapaz de replicar o impacto revolucionário da obra original.

Trinta anos após sua estreia, "Trainspotting" permanece como uma obra-prima de seu tempo e um modelo estilístico para cineastas que continuam buscando criar sua própria "Mona Lisa" cinematográfica.

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Clube de Cinema: "O Idiota" (19/09) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste sábado (19/09), às 10h da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre se reúne na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para uma exibição de O Idiota, de Akira Kurosawa. Adaptado a partir do romance homônimo de Fiódor Dostoiévski, o filme acompanha a trajetória de Kinji Kameda, um homem cuja pureza e ingenuidade entram em choque com um mundo marcado pela hostilidade, pelo desejo e pela disputa.

Preservando a dimensão trágica do obra original, o filme transforma a bondade e a aparente "idiotia" de seu protagonista em uma questão de olhar: Kameda percebe nos outros aquilo que passa despercebido para todos ao seu redor, mas não consegue compreender as regras que organizam esse mundo.


Confira os detalhes da sessão:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 19/09, às 10h da manhã

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre


O Idiota (Hakuchi)

Japão, 1951, 166min

Direção: Akira Kurosawa

Roteiro: Akira Kurosawa e Ejirô Hisaita (baseado no romance homônimo de Fiódor Dostoiévski)

Elenco: Setsuko Hara, Masayuki Mori, Toshirô Mifune, Yoshiko Kuga

Sinopse: Após ser injustamente condenado à morte e ter a sentença revogada no último instante, Kinji Kameda retorna ao norte do Japão. Sua maneira singular de perceber as pessoas e sua incapacidade de guardar rancor o colocam no centro de uma complexa rede de desejos, afetos e conflitos.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (17/09/26)

 RESIDENT EVIL

Sinopse: Chegou a nova era do mal.


PROCURANDO EMILY

Sinopse: Quando um músico apaixonado recebe o número errado de sua garota dos sonhos, ele se junta a uma determinada estudante de psicologia para encontrá-la. Juntos, eles provocam um frenesi hilário por todo o campus que coloca à prova seus próprios corações e ambições ao longo do caminho.


ANTÁRTIDA

Sinopse: Na estação de pesquisas brasileira na Antártida, a equipe formada por cientistas e militares se prepara para uma vigorosa temporada de inverno. Mas na primeira noite uma jovem cientista é violentada. Sem conseguir identificar seu agressor, ela será forçada a conviver com ele durante toda a temporada.


GATOS NO MUSEU 2: TESOUROS DO EGITO

Sinopse: Quando o rato Maurice descobre um mapa para o lendário Gênio do Egito, uma nova aventura começa, desta vez com destino às pirâmides! Mas o Gênio que todos buscam só realiza um único desejo a cada mil anos, e ninguém está disposto a abrir mão do seu. Entre paisagens deslumbrantes, novos amigos e muita confusão, a turma vai descobrir que o Egito tem muitos segredos escondidos nas areias.

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Cine Dica: Cinesemana de 17 a 23 de setembro de 2026

A cinesemana de 17 a 23 de setembro de 2026 conta com quatro estreias na nossa programação. Duas delas fizeram parte da 8½ Festa do Cinema Italiano 2025: TRÊS VEZES ADEUS, de Isabel Coixet, que mostra os impactos do fim de um relacionamento; e OS TRAPACEIROS DE GARIBALDI, de Roberto Andò, que reúne o trio formado por Toni Servillo e os comediantes Salvatore Ficarra e Valentino Picone. A semana ainda conta com MIRRORS NO. 3, o novo filme do diretor alemão Christian Petzold e mais um protagonizado pela atriz Paula Beer, além do documentário SANTIAGO, de Henrique de Freitas Lima, sobre a vida e obra de um dos maiores cartunistas do Rio Grande do Sul.

Seguem em cartaz os longas MUITO PRAZER, de Jorge Furtado, sobre três jovens que tentam reabrir um motel decadente, e o campeão de bilheteria ACAMPAMENTO MIASMA, de Jane Schoenbrun. Os fãs de documentários ainda têm essa semana para conferir GONZAGUINHA, DA MAIOR LIBERDADE, dirigido por Susanna Lira e vencedor do Festival de Gramado; VIVA MARÍLIA, de Zelito Vianna, em homenagem à atriz Marília Pêra; e DARCY FAGUNDES - MEU FAMOSO PAI DESCONHECIDO, de Luciane Fagundes.

Esta é a última semana de exibições dos longas O CONVITE, de Olivia Wilde; A QUINTA PORTUGUESA, de Avelina Prat; AS CORES DO TEMPO, de Cédric Klapisch; e O APEGO, de Carine Tardieu.

Confira a programação completa no site oficial da Cinemateca clicando aqui. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Cine Dica: Streaming – 'A Pequena Amélie'

Sinopse: Uma garotinha vive seus primeiros anos em estado quase vegetativo no Japão pós-guerra. Quando prova chocolate pela primeira vez, seus sentidos despertam, iniciando uma jornada de puro deslumbramento.

Quando se é criança, o mundo se torna mágico e desperta a nossa atenção para cada detalhe que passa diante de nossos olhos. "Coraline" (2009), por exemplo, foi um longa com o qual me identifiquei bastante, pois a pequena protagonista vivia situações que até mesmo remetiam à minha infância. "A Pequena Amélie" (2025) caminha por uma trilha semelhante, na qual os primeiros anos de uma menina se transformam em uma experiência extraordinária, permitindo-lhe vivenciar tanto a felicidade quanto a tristeza.

Dirigido por Maïlys Vallade e Liane-Cho Han, o filme conta a história de Amélie, uma menina belga nascida no Japão em um estado praticamente inerte. Por volta dos seus dois anos, o contato com o sabor do chocolate — trazido por sua avó — e os estímulos ao seu redor fazem com que ela desperte e comece a se mover livremente pelo mundo. A partir daí, Amélie é confrontada com um senso de curiosidade único: ao perceber que o universo externo é repleto de novidades, ela parte em uma aventura para explorar tudo ao seu redor.

Embora seja uma animação feita de forma tradicional, é notório o uso de efeitos visuais digitais no decorrer da projeção. Tudo é colocado em prática para que o trabalho se consolide como um dos mais belos longas animados dos últimos anos — algo que merecia, inclusive, ser visto na tela grande. A curiosidade da protagonista perante o espaço transforma cada detalhe à sua volta em um verdadeiro mosaico de descobrimentos.

É instigante também a sua enigmática abertura, na qual surge uma reflexão teológica sobre Deus, sugerindo que Ele teria encarnado na menina para vivenciar a experiência humana. Embora essa perspectiva vá se transformando à medida que conhecemos a personalidade da pequena protagonista, a ideia sintetiza a noção filosófica de um olhar divino sobre as coisas cotidianas, conferindo ao longa um peso conceitual ainda maior. Se o filme se torna rico em conteúdo para os adultos, para os pequenos é um prato cheio por seu apelo visual e pelo carisma de Amélie.

Claro que não faltam elementos dramáticos. A personagem enfrenta perdas que a fazem quase perder o prazer de viver. O papel da morte, por exemplo, surge como uma representação de mudanças e mistérios que forçam a jovem a amadurecer. Ao mesmo tempo, a obra tangencia o impacto da guerra, que não provoca apenas perdas materiais, mas também fratura laços e visões de mundo que deveriam estar unidas.

Acima de tudo, é um filme meigo e afetuoso, cuja mensagem final nos exorta a viver ao máximo, lembrando que a vida é curta mesmo quando ignoramos essa verdade. Com apenas três anos, Amélie vivencia sentimentos que muitos adultos hoje já não conseguem enxergar, presos como estão em seus afazeres digitais e esquecendo-se do que nos torna humanos. Portanto, é sempre muito bem-vindo um longa como este, que nos relembra o quanto devemos agradecer pelo mundo fascinante em que vivemos.

"A Pequena Amélie" é uma obra que nos encanta por sua beleza estética e por sua reflexão genuína sobre o verdadeiro significado da existência.

Onde Assistir: Prime Vídeo 

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