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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 3 de março de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Sirât'

Sinopse: Luis está viajando pelo sul do Marrocos com seu filho, Esteban. Eles estão à procura de sua filha, que está desaparecida há cinco meses, vista pela última vez em um festival de dança no deserto. 

No momento que eu estou escrevendo esse texto os EUA estão bombardeando o Irã e provocando a morte de centenas de pessoas. Não importa qual as motivações do início de uma guerra, pois quem sai perdendo são pessoas inocentes que não tinham envolvimento algum com relação a esse conflito. "Sirât" (2025) é uma ficção, mas que sintetiza o calor desse momento em que não há escapatória diante de um conflito global inevitável.

Dirigido por Oliver Laxe, o filme conta a história de um pai (Sergi López) e um filho (Bruno Núñez) que viajam até o Marrocos atrás de uma rave no meio das áridas montanhas do deserto onde acreditam que possa estar a filha e a irmã Marina. Movidos pela esperança, os dois decidem seguir um grupo que está à procura de uma última festa que acontecerá no meio do deserto. O que eles não sabem é que através dessa encruzilhada eles irão enfrentar diversos obstáculos.

Embora a trama se passe no Marrocos, ela poderia facilmente se passar em qualquer ponto do globo, pois nunca saberemos qual será o próximo país que entrará em conflito e fazendo de sua população refém de um filme de horror anunciado. Oliver Laxe faz da dança e da música uma forma para os personagens extravasar os seus medos diante a desconstrução de um mundo que eles conheciam, mas que agora não é mais reconhecido em meio aos escombros. Portanto, a busca pela jovem que o pai e filho fazem se torna uma mera desculpa, pois adversidades que ocorrem em sua jornada é o que sintetiza a ideia principal da obra.

Oliver Laxe cria elementos em que não há saída, pois os protagonistas enfrentam diversos obstáculos, desde soldados como também os próprios desafios criados por uma natureza implacável. Não há como negar que o roteiro guarda momentos imprevisíveis e que fará com que o espectador saia de sua zona de conforto e fazendo a gente aguardar sobre qual será o próximo elemento mortal e inevitável. Atenção para a cena da subida do morro e culminando em um dos momentos mais angustiantes do longa como um todo.

Verdade seja dita, o filme se assemelha ao clássico "O Comboio do Medo" (1977), de  William Friedkin. Porém, se lá havia uma missão para uma entrega, aqui a busca pela jovem se torna uma cruzada pela sobrevivência diante da possibilidade de qualquer passo em falso pode lhe causar a morte a qualquer momento. Quando os personagens se veem diante de um cenário que mais parece o fim do mundo eles, enfim, se dão conta que já estava acontecendo a muito tempo.

De um típico road movies, o filme se encaminha para uma jornada espiritual, onde os protagonistas se entregam para o inevitável, para só assim obterem a possibilidade de saírem vivos. O final talvez seja um dos mais pessimistas que eu já assisti no cinema recente, onde vemos uma população abandonar o seu mundo já em pedaços, mas cujo destino talvez não haja nenhum, pois tudo estará destruído. Após a sessão concluo que o ser humano está a beira da extinção há muito tempo.

"Sirât" é um verdadeiro soco no estômago para aqueles que ainda tem fé pela humanidade, mas cuja própria não está se ajudando atualmente. 

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Cine Dica: Clube de Cinema de Porto Alegre: "Hiroshima, Meu Amor" (05/03, qui) na Sala Redenção

Nesta quinta-feira, dia 5 de março, às 19h, o Clube de Cinema de Porto Alegre, em parceria com a Sala Redenção da UFRGS, inicia o ciclo temático "Nouvelle Vague e suas influências", com uma sessão especial do clássico Hiroshima, Meu Amor.

Dirigido por Alain Resnais e roteirizado por Marguerite Duras, o filme é uma das obras centrais da Nouvelle Vague. Partindo inicialmente da ideia de realizar um documentário sobre Hiroshima e Nagasaki, Resnais encontrou na ficção o caminho para investigar algo ainda mais complexo: a memória e suas transformações ao longo do tempo.

A narrativa acompanha o breve encontro entre uma atriz francesa e um arquiteto japonês, em Hiroshima. Ao longo de um único dia, passado e presente se entrelaçam por meio de lembranças fragmentadas, imagens documentais e um uso inovador do flashback. Amor, esquecimento, trauma e reconstrução tornam-se dimensões indissociáveis, tanto na intimidade dos personagens quanto na história das cidades que carregam.

Após a sessão, haverá um bate-papo sobre o filme com os associados do Clube de Cinema.


Confira os detalhes:

SESSÃO DO CLUBE DE CINEMA – QUINTA-FEIRA

📅 Data: Quinta-feira, 05/03, às 19h

📍 Local: Sala Redenção – UFRGS

R. Eng. Luiz Englert, 333 – Bairro Farroupilha, Porto Alegre


Hiroshima, Meu Amor (Hiroshima mon amour)

França, 1959, 90 min

Direção: Alain Resnais

Roteiro: Marguerite Duras

Elenco: Emmanuelle Riva, Eiji Okada, Stella Dassas, Pierre Barbaud, Bernard Fresson

Sinopse: Em Hiroshima, uma atriz francesa vive um breve romance com um arquiteto japonês enquanto revive memórias de um amor proibido durante a Segunda Guerra Mundial. Entre passado e presente, o filme explora as marcas da guerra e a persistência da memória.

Até lá!

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema -'Ato Noturno'

Sinopse: Um ator ambicioso e um político em ascensão vivem um caso em sigilo e descobrem compartilhar o fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que a fama se aproxima, cresce também o desejo de se colocarem em risco. 

Filipe Matzembacher e Marcio Reolon retrataram uma Porto Alegre pouco acolhedora no premiado "Tinta Bruta" (2018), onde o protagonista busca um significado de sua existência em meio a uma cidade em metamorfose. Nesta minha última observação, por exemplo, concluo que os cineastas gostam de colocar a capital do RS como uma  espécie de personagem que, tanto acolhe, como também oprime. "Ato Noturno" 2025) transita por essas duas linhas, ao não esconder os seus mais profundos desejos, mas ao mesmo tempo tendo que enfrentar olhos questionadores ao longo do tempo.

Na trama, Matias (Gabriel Faryas) é um ator de teatro que deseja crescer em sua carreira ao entrar em uma respeitada companhia teatral de Porto Alegre. Ele disputa o papel de protagonista de uma série de TV com o seu companheiro de quarto, criando assim certa rivalidade entre os dois. Além disso, os riscos na vida de Matias se aprofundam quando ele entra em um caso com um político local que está no armário e juntos, eles exploram o fetiche de fazer sexo em locais públicos.

Ao ter o teatro como um dos cenários principais da trama o filme vai de forma gradual apresentando uma cidade um tanto que acolhedora, mas que não esconde os seus segredos através das sombras. Matias não se esconde com relação ao que ele é e deseja, mas ao mesmo tempo contém dentro de si desejos que vão muito mais além do que se vê na tela. A partir do momento em que ele se envolve com o candidato a prefeito Rafael é então que ele percebe que não há exatamente uma liberdade que ele anseia, mas sim se vê rodeado de uma realidade cheia de regras e que o faz se esconder de sua própria pessoa.

Tanto Gabriel Faryas como Cirillo Luna brilham em cenas de sexo complexas, onde os cineastas exploram cada movimento dos seus corpos, assim como também construindo certa tensão, como se a qualquer momento eles fossem descobertos em um momento. Isso ocorre principalmente em cenas onde eles se encontram em lugares públicos, mas cujo o cenário é moldado pela escuridão de uma noite que é moldada por uma bela fotografia que destaca os protagonistas. Além disso, é sempre curioso testemunhar a cidade de Porto Alegre pelo olhar dos protagonistas, sobre como aquela realidade em que os protagonistas enxergam se diferencia da nossa.

Oscilando por elementos dramáticos e com alguns toques de humor, o filme também se envereda para um belo conto de suspense, já que a relação entre os dois se torna cada vez mais perigosa e tudo magistralmente bem casado com uma trilha sonora caprichada. Destaco principalmente a cena em que os dois praticam sexo ao lado de um carro, enquanto uma família tradicional se encontra ao lado desembarcando e ao mesmo tempo parece que alguém está filmando os acontecimentos. Esse Voyeurismo rapidamente fez me lembrar dos melhores momentos de Alfred Hitchcock principalmente em sua maior realização que foi "Janela Indiscreta" (1954).

Falando sobre o mestre do suspense, é preciso parabenizar os dois cineastas já que eles  fizeram o seu dever de casa em momentos em que a tensão cada vez aumenta. A cena de um determinado crime na trama, alinhado com a já citada trilha sonora, comprova que o lado criativo e muito bem filmado fazem toda a diferença. A tensão somente aumenta quando temos uma noção do real algoz, o que faz com que o desconforto aumenta ainda mais.

Acima de tudo, é um filme que prega o sistema das aparências, seja ele do mundo político ou artístico e que qualquer passo em falso pode gerar conflito. Porém, os desejos retratados na trama são uma forma de diz que não adianta deixar engaiolados, pois a qualquer momento será transbordado e cabe cada um saber administrar os seus sentimentos com relação a isso. Em tempos de luta pelos direitos iguais, o filme vem nos dizer que boa parcela da sociedade ainda se encontra sufocada e que a qualquer momento não dará a mínima com relação às consequências.

"Ato Noturno" é um retrato de uma Porto Alegre que aparenta ser acolhedora, mas que esconde uma parcela da sociedade que se esconde nas sombras devido o olhar preconceituoso de certas pessoas. 

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Cine Dica: Sala Redenção celebra narrativas femininas na mostra “Insubmissas”

Em março, mês das mulheres, a Sala Redenção retoma suas atividades com a mostra “Insubmissas”. A programação inicia na próxima segunda-feira, dia 2, com uma série de títulos que contam histórias de grandes mulheres. As sessões acontecem em dois horários, às 16h e às 19h, com entrada franca e aberta à comunidade em geral.

A mostra começa com a exibição de “Xica da Silva” (1976), dirigido por Cacá Diegues e considerado o primeiro filme nacional protagonizado por uma mulher negra, Zezé Motta. A narrativa ficcional marcou debates importantes sobre questões raciais e de gênero desde seu lançamento. Na sequência da programação, “Incompatível com a vida” (2023), documentário de Eliza Capai, reflete sobre o luto gestacional e os direitos reprodutivos no Brasil a partir das vivências da diretora.

Já “As bruxas do Oriente” (2021) combina imagens de arquivo e animações para contar a história de um time de vôlei feminino que, sob a alcunha que dá nome ao filme, conquistou um ouro olímpico em 1964; enquanto “Chá preto – o aroma do amor” (2024) acompanha Aya, jovem costa marfinense que, após romper com o noivo no dia do casamento, se muda para a China.

Por sua vez, “O último azul” (2025) traça um cenário distópico em que o Brasil exila seus idosos em retiros habitacionais. Nesse contexto, a protagonista, Teresa, foge em busca de seu maior desejo. No ano de sua estreia, o longa-metragem conquistou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim.

“Todas as estradas têm gosto de sal” (2023), de Raven Jackson, é o filme que encerra a mostra, no dia 11, às 19h. A obra acompanha 40 anos da vida de Mackenzie, em uma narrativa não-linear e carregada de poesia. 

A Sala Redenção está localizada na Rua Eng. Luiz Englert, 333, campus centro da UFRGS.  

Confira a programação completa no site oficial da sala clicando aqui. 

domingo, 1 de março de 2026

Cine Dica: Próxima Atração do Cine Clube Torres - "Entre Mulheres"

Com sessões na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo junto à UP Idiomas, o ciclo de março é inteiramente dedicado às mulheres com filmes de vários continentes. O filme da Sarah Poley, indicado ao Oscar em 2023, é baseado em livro homônimo sobre uma história real de abusos coletivos em uma colônia ultraconservadora menonita na Bolívia em 2009.

Em lugar de centrar a ação nas violências, o longa foca na conversa, livre do tracondicionamento masculino, em um celeiro, de um grupo de mulheres, interpretado por um extraordinário elenco: Rooney Mara, Claire Foy, Jessie Buckley, Judith Ivey, Sheila McCarthy, entre outras. "'Entre Mulheres' demonstra que uma sociedade só avança quando o debate de ideias é livre, igualitário e honesto, e quando as mulheres têm as ferramentas, informações e oportunidades necessárias para participar. (Luísa Pécora em Mulheres no cinema).

Na situação atual do estado do Rio Grande do Sul, com a calamidade crescente de casos de agressões e feminicídio, um filme como "Entre Mulheres" é mais do que necessário. A sessão será realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres. A entrada franca até a lotação do espaço.

O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.



Serviço:

O que: Exibição do filme "Entre Mulheres" (2022) de Sarah Poley

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 2/3, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Cine Especial: 'TAXI DRIVER - 50 ANOS DEPOIS'

"Eu sou o homem solitário de Deus"

Assim diz o protagonista Travis, ex - soldado do Vietnã que, com apenas 26 anos, sofre de insônia crônica e se ocupa assistindo filmes pornos em cinemas baratos. Para preencher o seu vazio existencial, ele decide trabalhar como taxista em qualquer horário e obtendo uma encruzilhada nas madrugadas escuras, sujas e violentas de uma Nova York decadente. Por conta disso algo desperta nele, ao desejar retirar das ruas os cafetões, prostitutas, drogados e todos aqueles que na sua visão são uma verdadeira escória dentro da sociedade.

Ao meu ver, Martin Scorsese faz aqui uma versão modernizada de "Memórias do Subsolo", do escritor russo Flódor Dostolêsvki, sendo que aqui se retira  o cenário de São Petersburgo e dando lugar a uma das cidades americanas mais conhecidas do mundo, mas que na visão do protagonista está apodrecendo.

Assim como clássicos do faroeste protagonizados por cavaleiros solitários, Travis se apaixona por uma secretária do comitê de campanha de um senador à presidência (Cybill Shepherd). Ambos saem para tomar um café no primeiro encontro, mas bastou no segundo para que o protagonista, da forma mais estúpida possível, a leva a um cinema pornô. A partir do momento em que ela se afasta ele decide arquitetar um atentado contra o senador, e ao mesmo tempo ajudar uma jovem prostituta chamada Iris (Jodie Foster) a sair das ruas e assim obter uma razão para a sua existência.

Em início de carreira Martin Scorsese cria aqui uma de suas maiores e mais polêmicas obras primas. "Taxi Driver" é aguçado ao se tratar de questões como o vazio existencial e sendo o suficiente para fazer com que o cineasta se tornasse uma das maiores revelações de um período em que o cinema rebelde da "Nova Hollywood" estava mais viva do que nunca. Robert De Niro é sem sombra de dúvida o coração pulsante do longa, que na época já tinha ganhado um Oscar pelo "Poderoso Chefão - Parte II" (1974).

Para as filmagens, o intérprete decidiu trabalhar de verdade como taxista em 12 horas por dia para, não somente entender essa profissão, como também sobre o que leva uma pessoa a agir de acordo com relação ao que ela enxerga no seu mundo real. Além disso, ele também estudou sobre pessoas com problemas mentais, desde elas possuírem tiques nervosos e paranoias de acordo com relação ao que eles acham ameaçador. De Niro é alguém que também gosta de improvisar nas cenas, sendo que o momento onde ele fala na frente do espelho, ao disparar a frase "você está falando comigo?", é algo que ele próprio havia inventado e entrando para a história do cinema de forma instantânea.

Revisto hoje é incrível pensar que "Taxi Driver" foi escrito em apenas cinco dias pelo roteirista Paul Schrader, mas sendo o suficiente para nos apresentar uma trama da qual melhor sintetiza a panela de pressão que Nova York estava passando naqueles tempos, onde a violência e a  degradação estava mais do que explícita, seja ela na noite ou no dia. Além disso é uma representação do estado de espírito  e mental do povo norte americano após a derrota no Vietnã, o lado escancarado do caso Watergate e uma crise financeira e da qual não se via desde os anos trinta. Tudo isso pincelado com o melhor do subgênero noir, mas com as cores de uma época de inúmeras metamorfoses, sejam elas comportamentais ou políticas.

O longa recebeu quatro indicações ao Oscar em 1977, de Melhor Filme, ator, atriz Coadjuvante e Trilha Sonora (de Bernard Hermann). Acabou não levando nada naquela cerimônia e se tornando mais uma de muitas injustiças da história da premiação, principalmente ao não conseguir enxergar em obras como essa o quanto ela fala sobre a sua própria realidade em que havia sido lançada. Ao menos os franceses sempre foram os mais espertos e deram ao filme a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

"Taxi Driver" é sobre a violência e a paranoia vinda das ruas de Nova York e encarnadas na mente perturbada de um protagonista ao buscar um significado pela sua existência. 


Onde Assistir: HBO Max, Amazon Prime. Apple TV.  

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Cine Dica: Sessão do Clube de Cinema: "Ato Noturno" (28/02) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste sábado, 28 de fevereiro, às 10h15 da manhã, nos reunimos na sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim para mais uma sessão do Clube de Cinema. Exibiremos Ato Noturno, novo longa de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, seguido de conversa com o ator Gabriel Faryas, um dos protagonistas do filme. Os diretores de Beira-Mar e Tinta Bruta retornam a Porto Alegre para construir um drama marcado por tensão, desejo e risco.


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 28/02, às 10h15

📍 Local: Cinemateca Paulo Amorim, sala Eduardo Hirtz

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre


Ato Noturno

Brasil, 2025, 119 min, 18 anos

Direção e roteiro: Marcio Reolon e Filipe Matzembacher

Elenco: Gabriel Faryas, Henrique Barreira, Cirillo Luna, Ivo Müller, Kaya Rodrigues, Larissa Sanguiné, Gabriela Grecco, Antônio Czamansky.

Sinopse: Um ator ambicioso e um político em ascensão vivem um caso em sigilo e descobrem compartilhar o fetiche por sexo em lugares públicos. À medida que a fama se aproxima, cresce também o desejo de se colocarem em risco. Após a exibição, promovida em parceria com as distribuidoras Vitrine Filmes e Vulcana Cinema, teremos um bate-papo com Gabriel Faryas, que interpreta Matias.


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