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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Cine Dica: Em Cartaz — ‘Nosso Segredo’

Sinopse: Uma família negra tenta reconstruir sua rotina após uma perda recente. Enquanto cada um foge do luto à sua maneira, o filho caçula guarda um segredo capaz de encarar as raízes de suas dores e, juntos, descobrirem um novo caminho.

Grace Passô é um daqueles grandes talentos brasileiros que chamam atenção aos poucos e logo conquistam o público e a crítica. Foi a partir de atuações marcantes em "Temporada" (2018) e, principalmente, "Praça Paris" (2017) que ela me chamou atenção, já revelando potencial para atuar em outros setores da indústria. Essa expectativa se confirma em "Nosso Segredo" (2026), longa em que ela assume a direção com maestria, explorando o lado psicológico dos personagens e transformando a própria casa em uma peça fundamental da narrativa.

Na trama, acompanhamos o cotidiano dessa família no momento em que o silêncio e a dificuldade de expressar a dor acabam ampliando as distâncias entre seus membros. No centro da história está o filho caçula, detentor de um segredo capaz de transformar a forma como todos enxergam a ausência que os marcou.

Ao assistir ao filme, é inevitável recordar o clássico literário "A Queda da Casa de Usher" (1839), de Edgar Allan Poe — adaptado para o cinema em 1960 por Roger Corman. Em ambas as obras, o cenário principal é uma estrutura que dá sinais de deterioração e colapso iminente, enquanto os personagens agem como se estivessem doentes ou amaldiçoados, sugerindo que as manifestações do espaço físico espelham a condição mental e física de seus moradores. Grace Passô estabelece uma dinâmica semelhante com rara sensibilidade.

Gradualmente, conhecemos cada integrante da família: desde o irmão mais velho, que trabalha como motorista de aplicativo, até o caçula que, mesmo pequeno, demonstra astúcia suficiente para notar que há algo estranho naquela casa. A residência ganha o status de personagem primordial já na sequência em que o irmão mais velho entra no imóvel e a diretora mostra a que veio. Nota-se a mão firme nos planos-sequência: mesmo em um espaço reduzido, a câmera nos dá a exata dimensão do cenário e da posição que cada um ocupa naquele núcleo.

As reações diante do luto são distintas e multifacetadas. O irmão do meio não sabe ao certo como se inserir no mundo; a irmã não enxerga em seu relacionamento afetivo algo sólido para o futuro; já o mais velho transita entre a lucidez do presente e as memórias de um passado dourado ao lado do pai — memórias que, contudo, não escondem a sombra da perda. É por meio desses devaneios que compreendemos melhor a origem do caçula e a real dimensão da figura paterna.

Passô constrói uma parábola sobre os tempos de medo: aquela família opta pelo isolamento como forma de se proteger de uma realidade ainda profundamente preconceituosa, mas esse mesmo isolamento faz com que o medo se fortaleça e se manifeste na própria casa. Nesse contexto, a interpretação sobre o "coração" daquele cenário surge de forma inesperada e instigante, momento em que o elenco brilha intensamente — com destaque para Robert Frank, o jovem Efraim Santos e a veterana Ju Colombo.

Curiosamente, a diretora não apenas traça uma síntese do medo no presente, como expressa certo temor quanto ao nosso futuro. Se em A Frente Fria Que a Chuva Traz (2016), de Neville d'Almeida, já se liam nas entrelinhas mensagens proféticas sobre o destino do país, o cinema de Grace Passô não fica atrás. Resta-nos torcer para que não sejamos varridos pela intolerância daqueles que se julgam poderosos.

Vencedor do Kikito de Ouro de Melhor Filme no último Festival de Gramado, "Nosso Segredo" é uma obra poderosa em sua mensagem, mostrando que o medo pode se manifestar não apenas dentro de nós, mas também no espaço e na realidade em que vivemos.

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Cine Dica: Do Cáucaso à Sibéria, Sala Redenção promove mostra dedicada às paisagens russas

De 24 a 28 de agosto, a mostra gratuita “Paragens do cinema russo: sessões Mosfilm” da Sala Redenção apresenta um panorama de paisagens russas no cinema, percorrendo regiões que vão do Cáucaso à Sibéria. Os filmes foram produzidos entre as décadas de 1960 e 1980 pelo Mosfilm, estúdio russo centenário e um dos maiores do mundo.

A programação inicia no dia 24, segunda-feira, com “Asas” (1966), de Larisa Shepitko. O drama apresenta a história de Nadezhda Petrukhina, uma ex-pilota de caça da Segunda Grande Guerra que enfrenta dificuldades para se adaptar à nova vida como diretora escolar em uma província russa. A sessão é seguida de conversa com Daniela Rosso, bacharel em Letras pela UFRGS.

Vencedor da categoria “Melhor filme internacional” do Oscar de 1976, “Dersu Uzala” (1975), de Akira Kurosawa, tem exibição no dia 26, quarta-feira. O filme soviético-japonês, adaptação do livro de Vladimir Arsenyev, retrata a amizade de um explorador e cartógrafo com um caçador nas montanhas da Sibéria. A sessão é seguida de conversa com Denise Regina Sales, professora de Língua e Literatura Russas do Instituto de Letras.

“Noites brancas” (1959), de Ivan Pyriev, encerra a programação no dia 28, sexta-feira. O romance, adaptação da obra homônima de Fiódor Dostoiévski, se passa em cinco noites de verão, nas quais o Sonhador se apaixona pela jovem Nastenka enquanto compartilham suas dores e desejos pelas ruas de São Petersburgo. Após a exibição, Daniela Mountian, docente do Setor de Russo do Instituto de Letras da UFRGS, conversa com o público sobre o filme.

A Sala Redenção está localizada no Campus Centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333. A mostra tem apoio de Mosfilm, CPC-UMES Filmes e Setor de Russo do Departamento de Línguas Modernas da UFRGS.

Confira a programação completa no site oficial da sala clicando aqui. 

domingo, 23 de agosto de 2026

Cine Dica: Streaming – 'X-Men '97: 2ª Temporada'

Sinopse: Após salvarem o mundo, os membros restantes dos X-Men estão espalhados pelo tempo e tentam desesperadamente se reunir no presente.

Beau DeMayo é o verdadeiro responsável por revitalizar a clássica animação dos anos 1990. Criando uma narrativa ambientada um ano após o encerramento da série original, o showrunner deu um salto à frente dentro do gênero ao conceber episódios marcantes como "Lembre-se Disso", conquistando público e crítica. Infelizmente, nem tudo foram flores.

Beau DeMayo acabou sendo demitido pela Disney após denúncias de conduta inadequada dentro e fora do estúdio. Revisitando a excelente primeira temporada, fica a sensação de perda criativa: sem a visão do realizador, o futuro do segundo ano tornou-se incerto. A nova temporada até tenta manter as principais ideias do criador, mas nota-se no decorrer dos capítulos que o ritmo mudou.

A trama acompanha a equipe dividida por diferentes épocas após os eventos catastróficos do ano anterior. Enquanto tentam retornar para casa, o vilão Apocalipse e a ameaça temporal de Rama-Tut/Kang emergem no Egito Antigo, ao passo que a década de 1990 lida com o vazio político e novas formas de intolerância extrema.

Nos episódios em que os mutantes estão perdidos no tempo, a qualidade do roteiro se mantém, trazendo uma carga dramática caprichada que honra o peso das vitórias e perdas anteriores. Porém, em outros momentos, surge a impressão de tramas "enxertadas" — como a solução apressada para o adamantium de Wolverine ou o capítulo em que a Sala de Perigo perde o controle. São arcos que, se fossem cortados, não fariam a menor falta.

Por outro lado, Apocalipse ganha aqui uma construção narrativa infinitamente superior à vista nos cinemas em "X-Men: Apocalipse" (2016). É um personagem trágico e imponente, cujas ações afetaram a linha temporal de todos os mutantes. O embate entre ele e Magneto se destaca não apenas como um dos pontos altos da série, mas como um exemplo de coragem criativa sem medo da reação dos fãs.

Infelizmente, a solução encontrada para o retorno de Gambit não convence, chegando a esvaziar o peso do sacrifício visto na temporada passada. Tudo é muito apressado: há muita ação, mas que por vezes perde o impacto por falta de emoção nas entrelinhas. Ao menos os minutos finais garantem o gancho necessário para nos deixar ansiosos por novos capítulos.

"X-Men '97: 2ª Temporada" perde o fôlego em comparação ao ano de estreia, mas ainda preserva o interesse e prende a nossa atenção.

Onde Assistir: Disney+

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Corra Lola, Corra'

 Nota: Filme exibido para os associados no dia 15/08/26.

Os anos noventa foram a era de ouro para aqueles que curtiam a MTV, canal que exibia os mais diversos videoclipes que entraram para a história. Foi através desse período que muitos diretores começaram a carreira na direção musical, como David Fincher e Spike Jonze. Porém, além daqueles que migraram dessa área, houve também cineastas que buscavam inspiração na estética dos videoclipes para realizar seus longas-metragens para o cinema.

Vale salientar que isso não se restringiu aos EUA, espalhando-se pelo mundo. Na Alemanha, por exemplo, surgiram realizadores que começaram a fazer filmes experimentais, explorando não só a linguagem rápida ao estilo MTV, mas também utilizando as primeiras câmeras digitais em um período de transição entre o analógico e o digital. Nessa época surgiu Tom Tykwer, cineasta que filmava curtas-metragens desde os onze anos de idade e que, em 1998, lançou "Corra Lola, Corra" — um dos filmes que melhor sintetizou a fusão da linguagem do videoclipe com o universo da sétima arte.

Na trama, Manni (Moritz Bleibtreu), o coletor de uma quadrilha de contrabandistas, esquece no metrô uma sacola com 100.000 marcos e acaba sendo roubado por um mendigo. Ele tem apenas 20 minutos para recuperar o dinheiro ou será morto pelo seu chefe, Ronnie. Sem opção, Manni telefona para Lola (Franka Potente), sua namorada, que vê como única solução pedir ajuda ao pai (Herbert Knaup), presidente de um banco. Assim, Lola corre pelas ruas de Berlim, mas algo inesperado acontece em sua jornada.

O loop temporal (ou laço temporal) é um recurso da ficção em que um período específico de tempo se repete. Quando um limite de tempo é atingido, tudo reinicia e volta ao ponto de partida. No cinema, esse recurso narrativo já foi usado em diversos longas, do drama à comédia. "Feitiço do Tempo" (1993) foi um dos precursores desse formato e serviu de grande influência ao longo da década de noventa.

Embora parta de uma premissa similar, Tom Tykwer faz um trabalho completamente diferente aqui: ele pega apenas vinte minutos de história e os apresenta de três formas distintas, mostrando como qualquer passo em falso faz com que Lola e as pessoas com quem ela cruza tenham destinos completamente diferentes. Vemos Lola correndo em direção ao pai em três ocasiões; quando algo dá errado, o tempo "reseta" para recomeçar tudo do zero em uma nova chance. É como um jogo de videogame em que o personagem morre, ocorre o game over, mas logo se ganha uma nova vida para tentar novamente.

É curioso notar o que acontece quando Lola cruza com determinados personagens — seja uma senhora conservadora irritada ou um rapaz de bicicleta querendo vendê-la. Dependendo de como se dá esse encontro, os destinos dessas pessoas mudam drasticamente em cada versão, mostrando que basta uma pequena ação para alterar os rumos de uma vida. Isso nos é apresentado por meio de fotografias em flash-forward inseridas rapidamente, com uma edição frenética.

Todo o filme segue esse ritmo acelerado, combinando uma montagem dinâmica a passagens em desenho animado e uma trilha sonora techno contagiante (da qual a própria Franka Potente cantou algumas faixas). O uso das primeiras câmeras digitais fica evidente em cenas como a conversa entre o pai da protagonista e sua amante no escritório. Nesses momentos, a imagem assume uma textura mais precária, revelando como os realizadores ainda estavam aprendendo a manejar essa nova ferramenta e a incorporá-la à linguagem cinematográfica.

Se por um lado esse aspecto do vídeo envelheceu com as marcas de seu tempo, por outro o filme continua mais fresco do que nunca. É um dos trabalhos mais dinâmicos do período ao equilibrar ação, ficção e boas doses de reflexão. Correndo quase sem parar, Franka Potente entrega uma atuação marcante na pele da personagem que percorre pontos conhecidos de uma Berlim ainda em metamorfose após a queda do muro. Lola cruza tanto com gerações acostumadas com o país dividido quanto com jovens que cresceram sob um novo mundo e promessas nem sempre cumpridas.

Sob uma ótica interpretativa, o longa oferece múltiplas leituras: desde a possibilidade de obter uma segunda chance na vida até a importância de tomar decisões para alcançar o nosso melhor. A cena em que Lola dá a mão a um homem sofrendo um ataque cardíaco dentro de uma ambulância não serve apenas para acalmá-lo, mas funciona como sua própria redenção particular nessa cruzada contra o tempo. Ao final, testemunhamos uma recompensa selada, deixando os personagens diante de um futuro aberto e indefinido.

"Corra Lola, Corra" permanece como um dos mais belos e autênticos representantes da geração MTV, tendo se tornado um clássico cult atemporal.

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Cine Dica: Clube de Cinema: "Sangue Ruim" (22/08) na Cinemateca Paulo Amorim

Neste sábado (22/08), às 10h15 da manhã, o Clube de Cinema de Porto Alegre promove uma sessão do filme Sangue Ruim, de Leos Carax, protagonizado por Denis Lavant e Juliette Binoche.

Segundo longa-metragem de Carax, Sangue Ruim combina elementos de ficção científica, cinema noir e referências à Nouvelle Vague para construir uma história de amor atravessada por uma epidemia peculiar: um vírus que atinge aqueles que se relacionam sem estar apaixonados. Celebrado por seu experimentalismo e momentos de grande impacto visual, o filme acompanha personagens movidos por desejos, hesitações e relações instáveis em um cenário marcado pela paixão, pelo crime e pelo desencanto.


Confira os detalhes da sessão:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 22/08, às 10h15 da manhã

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz – Cinemateca Paulo Amorim

Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Sangue Ruim (Mauvais sang)

França, 1986, 119min

Direção e roteiro: Leos Carax

Elenco: Denis Lavant, Juliette Binoche, Michel Piccoli, Julie Delpy

Sinopse: Em uma Paris afetada por uma epidemia que contamina aqueles que fazem sexo sem amor, Alex é procurado pelos antigos parceiros criminosos de seu pai para participar do roubo de um soro experimental. Ao abandonar a namorada Lise e se envolver no plano, ele conhece Anna, por quem se apaixona, enquanto a missão o conduz ao submundo do crime.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (20/08/26)

SÓ POR UMA NOITE

Sinopse: Owen, que acabou de ser abandonado em seu relacionamento, e a romântica e esperançosa Allie podem ser os únicos solteiros na cidade em busca de algo além de um encontro casual. Ambos sentem uma conexão especial quando se conhecem, mas uma série de desencontros e situações paralelas complicam a noite, mantendo-os separados.


SOBRENATURAL - AGORA ENTRE NÓS

Sinopse: Gemma é uma jovem mãe que cria sua filha na casa onde cresceu e descobre que pode viajar para O Além. Quando algo maligno passa a persegui-la, Gemma descobre uma habilidade que muda tudo: ela não apenas entra em O Além — ela pode trazer o que vive lá de volta ao mundo real. 


AMIGAS SEM FILTRO

Sinopse: Três amigas planejam um fim de semana de descanso em um spa de luxo, mas tudo sai do controle quando a integrante mais imprevisível do grupo aparece sem avisar.


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Cine Dica: Newsletter Cinemateca Capitólio - 20 a 26 de agosto de 2026

Cinema brasileiro, memória e visibilidade lésbica em destaque na Cinemateca Capitólio

Após uma breve pausa, a Cinemateca Capitólio retoma sua programação nesta quinta-feira (20) com uma semana que reúne cinema brasileiro contemporâneo, debates, lançamentos e sessões especiais. Entre os destaques estão o retorno de Futuro Futuro, de Davi Pretto, e Os Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Cordeiro de Mello, além de uma programação especial dedicada à visibilidade lésbica, com os filmes Ferro’s Bar e The Watermelon Woman, e sessão gratuita de Solange seguida de debate com o diretor.


Futuro Futuro retorna à programação com sessão especial e debate

Vencedor do Troféu Candango de Melhor Longa-Metragem na Mostra Competitiva do Festival de Brasília em 2025, Futuro Futuro, de Davi Pretto, retorna à programação da Capitólio em novo horário, às 15h. Na quarta-feira (26), às 19h, o filme ganha uma sessão especial seguida de debate com o diretor e integrantes do elenco, que irão conversar sobre os processos criativos da obra e as relações entre direção e atuação.


Os Ruminantes revela uma história inédita do cinema brasileiro

Mais recente estreia da Capitólio, Os Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Cordeiro de Mello, recupera a história por trás do roteiro de A Hora dos Ruminantes, escrito em 1967 por Luiz Sergio Person e Jean-Claude Bernardet. O projeto, radical tanto em sua proposta estética quanto política, jamais chegou a ser filmado. Exibido em importantes festivais, como o É Tudo Verdade e a Mostra Competitiva do CineOP, o documentário apresenta documentos inéditos e confidenciais preservados no Arquivo Nacional, estabelecendo um diálogo entre a história do projeto cinematográfico, a Ditadura Militar brasileira e Hollywood.


Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e 12ª Jornada Lésbica Feminista

A programação desta semana também marca o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e integra a 12ª Jornada Lésbica Feminista, reafirmando a importância da ocupação dos espaços públicos e culturais como forma de preservar memórias e fortalecer a visibilidade lésbica. A programação presta homenagem à memória de Luana Barbosa, mulher negra, lésbica e periférica, assassinada há dez anos.

Na quinta-feira (20), às 19h, uma sessão especial de Ferro’s Bar, produzido pelo Cine Sapatão, será seguida pelo lançamento do livro Na Noite Lésbica: O Levante do Ferro’s Bar, de Julia Kumpera. O encontro contará com a presença da autora, de Rita Quadros, diretor do filme, e terá mediação de Nanni Rios e Leila Lopes.

Na sexta-feira (21), às 19h, a Capitólio recebe uma sessão gratuita de The Watermelon Woman, cultuado filme dirigido e protagonizado por Cheryl Dunye. O longa permanece em cartaz em mais três sessões, nos dias 22, 23 e 26, com ingressos pagos.

Solange tem sessão gratuita seguida de debate

Na terça-feira (26), às 19h, o premiado longa-metragem curitibano Solange, dirigido por Nathália Tereza e Tomás von der Osten, ganha uma sessão única e gratuita na Cinemateca Capitólio. O filme, que passou por importantes festivais internacionais, entre eles o New York African Film Festival, será seguido de debate com Tomás von der Osten, que estará em Porto Alegre especialmente para a sessão. Um dos destaques da produção é a atuação de Cássia Damasceno, que interpreta a protagonista.

Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui.