Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Cine Dica: Streaming - 'Um Cabra Bom de Bola'

Sinopse: Zeca Brito (ou Will/Cam em algumas versões), um pequeno bode com grandes sonhos no "berrobol", um esporte intenso dominado por animais fortes.

O cineasta Tyree Dillihay parece confiar tanto na estética de animação com toques de CGI, animação 2D e influências de anime, quanto no seu roteiro, e não força a barra para encher a projeção com momentos desnecessários. "Um Cabra Bom de Bola" (2025) é divertido e tem várias gags medianas, capazes de agradar tanto os pequenos quanto os mais velhos. Mas o ponto principal é que Zeca é um protagonista doce e sincero, e é particularmente bom ver um longa-metragem onde um jovem admira abertamente uma estrela feminina. As mensagens são boas e a película fala sobre a importância do elenco em equipe e de acreditar em si mesmo, ainda que explore muito os dispositivos de celulares, curtidas online e viralização, o que pode ser um pouco cansativo, ainda mais quando nos utilizamos da sala escura para fugir um pouco desses vícios modernos.

"Um Cabra Bom de Bola entrega" uma produção carismática, visualmente inventiva e com uma trama honesta sobre pertencimento, persistência e colaboração em equipe. Mesmo sem reinventar o clássico clichê do azarão, a fita se destaca pelo cuidado com seus papéis, pela mistura criativa de estilos de animação e pela sensibilidade ao retratar um personagem que vence mais pela empatia do que pela força. Apesar do uso excessivo de referências à viralização e às redes sociais, o que pode soar repetitivo, o título encontra equilíbrio ao apostar no coração da narrativa: a alma de uma trupe e o poder de acreditar em si mesmo. No fim das contas, é uma exibição divertida, calorosa e inspiradora, capaz de agradar crianças e adultos, e que deixa uma moral positiva.


Onde Assistir: Prime Vídeo 

 Faça parte:

 


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.co m/ccpa1948

twitter: @ccpa1948 

Cine Dica: Cinesemana de 16 a 22 de abril de 2026

A cinesemana de 16 a 22 de abril destaca a estreia de O ESTRANGEIRO, novo filme do diretor francês François Ozon e que traz uma adaptação do cultuado romance de Albert Camus. A semana também dá sequência à programação do Fantaspoa, o festival dedicado ao gênero fantástico e que traz dezenas de filmes inéditos de cinematografias do mundo todo.

Confira a programação completa da cinemateca no site oficial clicando aqui. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Cine Dica: Em Cartaz – 'A Graça'

Sinopse: Um presidente italiano viúvo enfrenta crises morais sobre a legislação da eutanásia e o indulto a assassinos, enquanto lida com a infidelidade da falecida esposa em seus últimos meses de mandato.

Quando "A Grande Beleza" (2013) levou o Oscar de Melhor Filme Internacional, muitos começaram a apontar o diretor italiano Paolo Sorrentino como um novo Federico Fellini. Embora, em um primeiro momento, a comparação soe exagerada, por outro lado, é preciso reconhecer que o realizador constrói tramas reflexivas e alinhadas com a cultura pop contemporânea. "A Graça" (2025) é um caso curioso em que a seriedade da história transita entre pitadas de humor que surgem na surdina.

Na trama, acompanhamos os últimos dias do presidente italiano Mariano De Santis (Toni Servillo). Viúvo e católico, ele tem uma filha chamada Dorotea, que trabalha como orientadora para o pai. No decorrer do tempo, o presidente precisa decidir sobre dois indultos, ao mesmo tempo em que tem de enfrentar as dores do passado.

Paolo Sorrentino segue a mesma cartilha que havia sido usada no seu grande sucesso, A Grande Beleza. Se naquele filme víamos o protagonista sendo apresentado em um número musical, aqui o personagem nos é revelado através de músicas que não parecem condizer com a sua personalidade, mas que atraem o olhar curioso de quem assiste. Além disso, é surpreendente o que o realizador faz com a câmera quando o assunto é o uso do slow motion.

Se Zack Snyder usou esse artifício até saturá-lo nos filmes de super-heróis, aqui Sorrentino procura usá-lo nos momentos mais banais, mas que, ao mesmo tempo, têm algo a dizer. Na cena, por exemplo, em que o protagonista aguarda a chegada de um grande aliado, nota-se cada detalhe deste último sendo apresentado, mas sendo sucumbido por uma tempestade repentina, onde vemos cada gota de água cair sobre ele. Se, por um lado, isso pode parecer gratuito, por outro, há de se analisar que possa ser uma representação do olhar daqueles que testemunham aquele momento, gerando certa aflição, para dizer o mínimo.

Apesar de a visão autoral do diretor chamar bastante atenção, é preciso reconhecer que o filme é carregado nas costas pelo ator Toni Servillo. "Queridinho" do cineasta em sete de suas obras, o ator constrói um político que busca a lógica ao lado do viés emocional e conservador que molda o seu governo, tendo que analisar com cuidado as suas decisões ao longo do percurso. Ao mesmo tempo, o seu conflito ao não saber quem foi o amante de sua falecida esposa gera momentos tanto tensos quanto de um humor refinado, algo raro de se ver hoje em dia.

Curiosamente, talvez esse seja o ponto em que o filme vá dividir a opinião do público, principalmente daqueles que apontam que o longa teria sido feito para agradar a todos a todo custo. Ao meu ver, o filme toca em assuntos espinhosos quando o tema é política, mas, ao mesmo tempo, faz um convite para acompanharmos um protagonista digno de nota, cujo maior inimigo é ele mesmo, enquanto se sente assombrado pelas dores vindas do passado. Quando ele esboça um único sorriso durante o filme todo, é então que nos damos conta de que a sua redenção finalmente foi obtida.

"A Graça" é um filme elegante, dramático e bem-humorado de Paolo Sorrentino, mesmo não sendo o "novo Federico Fellini", como muitos dizem.


  Faça parte:

 


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.co m/ccpa1948

twitter: @ccpa1948 

Cine Dica: Newsletter FANTASPOA de 16 a 22 de abril de 2026

 Segunda semana de Fantaspoa na Cinemateca Capitólio tem como destaque o já tradicional Madrugadão

Depois de uma primeira semana bastante movimentada, com a presença de convidados de diferentes países e um público de mais de 1.500 espectadores, a partir de quinta-feira, 16 de abril, a Cinemateca Capitólio entra na segunda semana de programação da 22ª edição do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre – FANTASPOA, um dos eventos mais importantes do gênero na América Latina.

Realizado anualmente em Porto Alegre desde 2005, o Fantaspoa consolidou-se como o maior festival da região dedicado exclusivamente ao cinema fantástico, reunindo produções de fantasia, ficção científica, horror e thriller. Nesta 22ª edição, que ocorre entre 8 a 26 de abril de 2026 em diversos espaços culturais da cidade, o festival apresenta uma programação robusta com 210 filmes, entre curtas e longas-metragens, a grande maioria inédita no Brasil.

Nesta segunda semana, o público poderá acompanhar uma intensa agenda com cinco sessões diárias, e no sábado, 18 de abril, a atração é o sempre muito aguardado Madrugadão Fantaspoa, com uma maratona de quatro filmes, com início às 23h.

Confira a programação completa no site oficial clicando aqui. 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema e Fantaspoa – 'Virtuosas'

Sinopse: Acompanha um retiro VIP para mulheres cristãs em busca da "melhor versão" de sua feminilidade. Liderado pela coach Virgínia (Bruna Linzmeyer), o grupo mergulha em um cenário de controle e isolamento, onde a busca pela perfeição se torna uma perigosa descida à loucura.

Em tempos atuais, nos quais os assuntos sobre política e religião estão cada vez mais acalorados em território brasileiro, é sempre interessante ver o cinema nacional explorar esses temas. Ao mesmo tempo, assim como ocorre em outros países, o nosso cinema tem explorado cada vez mais o horror psicológico em detrimento do tradicional, pois o mundo real parece estar se tornando mais assustador do que qualquer ficção. "Virtuosas" (2025) é aquele caso de filme pequeno em escopo, porém grande em impacto, que retrata uma história situada em um único cenário, mas que sintetiza o que o país está vivendo.

Dirigido por Cíntia Domit Bittar, a trama acompanha um grupo de mulheres cristãs selecionadas por sorteio para participarem de uma imersão exclusiva com o objetivo de "aumentar a feminilidade", explorando a ótica das coaches de comportamento. O que algumas não sabem é que esse isolamento se transformará em um verdadeiro inferno.

Nesta era em que a Geração Z cria influenciadores virtuais a todo momento, é curioso notar como isso se tornou banal; há um surgimento constante desse tipo de celebridade, embora muitas sejam esquecidas rapidamente. Ao fazer um retrato dessa mania atual, Cíntia Domit Bittar nos revela o lado falso e hipócrita desse universo, principalmente vindo daqueles que pregam "bons costumes" através de passagens bíblicas usadas como mera cortina de fumaça. Qualquer semelhança com a nossa realidade pré-eleições não é mera coincidência.

Com um orçamento enxuto, a diretora usa a criatividade para transmitir uma sensação claustrofóbica através do cenário principal, que aos poucos se revela um ambiente estranho. Com a câmera sempre em movimento, vemos quase sempre algo acontecendo em primeiro plano, enquanto detalhes ao fundo nos deixam apreensivos — algo semelhante ao que foi visto no já clássico "Hereditário"(2018), guardadas as devidas proporções.

Verdade seja dita, a câmera torna-se uma extensão do nosso olhar, adentrando aquele ambiente e fazendo-nos sentir impotentes perante os eventos orquestrados pela personagem Virgínia. Ela usa seu talento de persuasão para manipular o grupo de acordo com seus desejos. Bruna Linzmeyer nos brinda com uma atuação assombrosa; seu olhar de controle e fúria contida sintetiza um ser ambicioso que instrumentaliza a religião em benefício próprio.

Transitando entre crendices e lógica, o filme é um retrato de uma parcela de um Brasil "zumbificado", seja pela palavra de falsos profetas, de líderes políticos ou de influenciadores que se dizem detentores da verdade. Por conta disso, o longa termina de forma abrupta, deixando-nos a refletir sobre as consequências do descontrole no ato final. Ao meu ver, o final em aberto nada mais é do que o reflexo de um Brasil cujo futuro se encontra indefinido neste momento.

"Virtuosas" é um horror psicológico fictício, mas não muito distante do cenário atual brasileiro.


  Faça parte:

 


Mais informações através das redes sociais:

Facebook: www.facebook.co m/ccpa1948

twitter: @ccpa1948 

Cine Dica: Sala Redenção participa do 22º Fantaspoa



Até dia 24 de abril, o cinema da UFRGS recebe parte da programação do 22º Fantaspoa, o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, um dos eventos mais importantes do gênero na América Latina. São três sessões diárias de curtas-metragens, a maioria inédita no Brasil. A exibição desta segunda-feira, dia 13, às 19h, é seguida de conversa com representantes dos filmes apresentados. A entrada é franca, sem retirada de ingressos.

Confira a programação completa no site oficial clicando aqui.  

domingo, 12 de abril de 2026

Cine Dica: Próxima Atração do Cine Clube Torres - "Livros Restantes"

 O próximo filme do ciclo Ler do Cineclube Torres é o brasileiro "Livros Restantes" de Márcia Paraiso, na segunda-feira, dia 13, às 20h

O ciclo do mês dedicado à leitura continua na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo sempre com entrada franca. Ana Catarina, professora de literatura, está de mudança para Portugal. Ela consegue doar quase todos os seus livros, menos cinco, os mais especiais, com dedicatórias, cheiros e marcas, que ela decide devolvê-los para quem a presenteou. É mais um delicado filme da carioca, mas catarinense de adoção, Márcia Paraiso, que após anos de documentários de caráter etnográfico, abordando questões sociais, ambientais e culturais, desde 2017 se dedica, com sucesso de critica, à ficção.

"O filme dá vontade de ler. Dá vontade de revisitar os livros que foram importantes na nossa vida e lembrar das pessoas que estavam por trás deles, do momento em que os lemos. Os livros são um pano de fundo da nossa existência" (Denise Fraga, que interpreta a protagonista do filme). A sessão será realizada na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na rua Pedro Cincinato Borges 420, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres. Entrada franca até a lotação do espaço.

O Cineclube Torres é uma associação sem fins lucrativos, em atividade desde 2011; Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual; Ponto de Memória pelo IBRAM; Biblioteca Comunitária no Mapa da Cultura, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur); Selo Destaque no Turismo da Georrota Cânions do Sul.

Apoio cultural, Livraria Superlivros!


Serviço:

O que: Exibição do filme "Livros Restantes" (2025) de Márcia Paraiso - Brasil

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, junto à escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, 13/4, às 20h

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística - Cadastur


CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917