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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 6 de março de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'O Falcão Maltês'

Nota: Filme exibido para os associados no dia 31/01/26

Adaptação do romance "O Falcão Maltês", de Dashiell Hammett, traz Sam Spade (Humphrey Borgart) como um detetive solitário, implacável, preconceituoso e, no geral, vitorioso a cada novo combate. Não se trata de um corrupto. Ele tem seu próprio código de honra. Quanto aos criminosos, a violência e a ganância são tão exageradas que despertam comicidade. Assim, mesmo brutos e ambiciosos, não chegam a ser opor a Spade.

O público é levado a escolhê-lo como mocinho por razões mais sutis que por uma conduta exemplar, complexidade que fortalece o filme. O detetive tem sua manias, é homofóbico declarado e vivendo batendo sem motivos razoáveis no impostor Joel Cairo (Peter Lorre). Spade é frio.

Quando violento, cumpre sua missão rapidamente. O sócio é assassinado e ele não se abala. Respeita as formalidades, mantém as aparências e beija a viúva em segredo. O herói assim construído levou Bogart e Huston a carreiras de sucesso em Hollywood. Pode-se argumentar que a personalidade do detetive já estava construída no romance de Hammett. A história, no entanto, já tinha sido filmada duas vezes com personagens mais amenos e final feliz. A manutenção dos aspectos mais sórdidos do romance foi mérito de Huston e Bogart.

Quanto ao estilo, Huston também foi cuidadoso. Montou um storyboard detalhado para planejar as cenas e tomadas. Uma das mais marcantes é a sequência de sete minutos (ensaiada por dois dias) em que Spade e Kasper Gutman (Sydney Greenstreet) entram e saem de diversas salas. "O falcão Maltês" é considerado como o longa que inaugura o gênero noir americano. Durante os anos de 1940, o noir se constituiu como estilo dominante nos filmes policiais e de mistério.

Entre as suas características, estão as ruas escuras, perigosas e seus habitantes, homicidas em potencial, mulheres fortes cujo apelo sexual é utilizado para desviar os homens de sua conduta moral e enfraquecê-los. No centro, o herói Spade luta em duas frentes. Contra bandidos e contra sua agressividade latente. "O Falcão Maltês" é adaptação de romance policial que inaugura o gênero noir e concede a Bogart o status de ícone.         


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Cine Dica: Sessão de sábado no Clube de Cinema: "O detetive e a morte" (07/03) na Cinemateca Capitólio

Neste sábado, dia 7 de março, às 10h15 da manhã, nos reunimos na Cinemateca Capitólio para a exibição de O Detetive e a Morte, obra do cineasta espanhol Gonzalo Suárez.

Livremente inspirado em um conto de Hans Christian Andersen, o filme combina fábula moral, cinema noir e distopia futurista para construir uma narrativa ao mesmo tempo alegórica e inquietante. Em uma cidade europeia marcada por tensões raciais e por um poder econômico que parece absoluto, um detetive atravessa um universo artificial e hostil enquanto investiga um caso que o conduz a figuras arquetípicas: a mãe em luto, o magnata que acredita poder tudo controlar e a própria morte — a única instância que não se deixa corromper.


Confira os detalhes da sessão:


SESSÃO DE SÁBADO NO CLUBE DE CINEMA

📅 Data: Sábado, 07/03, às 10h15 da manhã

📍 Local: Cinemateca Capitólio

Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico – Porto Alegre


O Detetive e a Morte (El detective y la muerte)

Espanha, 1994, 108 min

Direção e roteiro: Gonzalo Suárez

Elenco: Javier Bardem, María de Medeiros, Carmelo Gómez

Sinopse: Em uma cidade europeia agitada por tensões raciais, um poderoso magnata precisa enfrentar a única coisa que não pode enganar nem corromper: a morte. Enquanto isso, um detetive tenta encontrar a mulher que ama e uma jovem mãe o segue na esperança insana de trazer de volta à vida o filho morto.

Até sábado!

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Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (06/03/26)

KILL BILL – THE WHOLE BLOODY AFFAIR

Sinopse: KILL BILL – THE WHOLE BLOODY AFFAIR, a versão completa, inédita e mais sangrenta da icônica saga de vingança - reunindo Kill Bill Vol. 1 e Kill Bill Vol. 2 em uma única e poderosa experiência cinematográfica. 


A NOIVA!

Sinopse: Na Chicago dos anos 30, Frankenstein pede ajuda ao Dr. Euphronius para criar uma companheira. Eles dão vida a uma mulher assassinada como a Noiva, provocando um romance, o interesse da polícia e uma mudança social radical.


CARA DE UM, FOCINHO DE OUTRO

Sinopse: Hoppers, nova animação da Pixar dirigida e escrita por Daniel Chong, vai abordar a trama de uma amante dos animais que usa uma tecnologia própria. Essa nova invenção consiste em colocar a sua consciência em um castor robótico, com a intenção de descobrir os mistérios do mundo animal, além de sua imaginação e seus sentimentos.


PUSH – NO LIMITE DO MEDO

Sinopse: Natalie Flores, uma corretora de imóveis grávida, está se preparando para um open house em uma propriedade com um passado sombrio. Quando um espírito maligno disfarçado de possível cliente aparece, ela entra em trabalho de parto prematuro e precisa encontrar uma maneira de escapar antes de dar à luz.

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Cine Dica: Cinesemana de 5 a 11 de março de 2026

A cinesemana de 5 a 11 de março traz quatro estreias na nossa programação, incluindo o longa japonês KOKUHO, que mostra a evolução do teatro kabuki no país e representou o Japão na corrida pelo Oscar Internacional. Outra novidade é o filme francês ME AME COM TERNURA, uma reflexão sobre a condição feminina a partir da história de uma mulher que é separada do próprio filho depois que assume o romance com uma pessoa do mesmo sexo. Também da França vem a animação MAYA, ME DÊ UM TÍULO, inspirada na relação do cineasta Michel Gondry com sua filha caçula. A lista de estreias se completa com o longa italiano HEY JOE, sobre um reencontro entre pai e filho depois de duas décadas.

Às vésperas da festa do Oscar, seguimos em cartaz com os cinco títulos que disputam a estatueta na categoria longa internacional: o espanhol SIRÂT, o brasileiro O AGENTE SECRETO, o norueguês VALOR SENTIMENTAL, o iraniano FOI APENAS UM ACIDENTE e o tunisiano A VOZ DE HIND RAJAB. Também da lista do Oscar o público pode conferir a animação ARCO, que compete pelo prêmio da categoria com uma história futurista.

Muito elogiado por público e crítica, segue em cartaz SÃO PAULO S/A, clássico brasileiro que estreou há 60 anos sob a direção de Luiz Sergio Person e relançado agora nos cinemas em versão 4K. Atendendo a pedidos, ganham mais uma semana de exibição os longas A ÚNICA SAÍDA, do diretor Park Chan-wook (de Oldboy), e ORWEL: 2+2=5, do diretor Raoul Peck.

Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Hora do Recreio'

Sinopse: Fala sobre temas paralelos à educação básica no Brasil e que refletem a realidade de adolescentes de 14 a 19 anos que estudam em quatro colégios espalhados por diferentes bairros e comunidades do Rio de Janeiro.

O tipo de documentários que mais me chama atenção são aqueles que não há uma intervenção do realizador, mas sim permitindo que as pessoas filmadas agem de acordo com a sua própria natureza. O documentário "A Vizinhança do Tigre" (2014), por exemplo, não tinha uma interação entre diretor e protagonista, mas sim somente a câmera captando a real  ação e reação dos personagens em cena. "Hora do Recreio" (2026) caminha por um caminho parecido, mas transitando com a interação com os realizadores e dando espaço para outros elementos que moldam uma história como um todo.

Dirigido por Lucia Murat, o documentário discute a educação brasileira a partir do ponto de vista dos próprios estudantes. O longa-metragem mistura documentário e encenação ficcional para falar sobre temas paralelos à educação básica no Brasil e que refletem a realidade de adolescentes de 14 a 19 anos que estudam em quatro colégios espalhados por diferentes bairros e comunidades do Rio de Janeiro. O  longa une debates com os alunos em sala de aula sobre os temas evasão escolar, racismo, tráfico de drogas, bala perdida, feminicídio e gravidez na adolescência.

No primeiro ato do longa nós vemos uma professora falando com os seus alunos sobre a violência contra a mulher. Imediatamente a câmera foca os alunos em que cada um conta a sua história com relação a violência que já sofreram no passado, seja dentro da realidade familiar, ou com relação ao preconceito. Logo em seguida o quadro se abre e constatamos que os alunos foram chamados para serem eles mesmos em uma filmagem de Lúcia Murat.

Há, portanto, uma mistura curiosa entre a realidade e a ficção, já que as histórias contadas pelos alunos são verdadeiras, mas sendo também ensaiadas para que fossem melhor apresentadas para o público que for assistir. O documentário ganha pontos ao fazer com que os alunos captados pela câmera  sejam eles mesmos, mas também não escondendo os seus contornos romantizados a partir da direção da cineasta e fazendo com que em alguns momentos a gente se pergunte onde começa a ficção e onde começa a realidade. Porém, as cenas de tiroteio nos morros captadas pela câmera são uma fórmula criativa para constatarmos que nem tudo estava no roteiro e fazendo com que o imprevisto se torne também um elemento dramático.

Diante disso, o documentário se envereda também para o universo do teatro, onde os jovens das comunidades extravasam as suas dores através da atuação e construindo uma representação sobre o preconceito e diferença de classes que perdura até nos dias de hoje. Lúcia Murat, portanto, escancara o fato que basta uma pessoa ser negra, para que ela seja perseguida ou excluída de uma elite que se acha dominante, quando na verdade somente escancara o lado atrasado da sociedade. Além disso, não faltam depoimentos de jovens que sofrem preconceito ao ficarem gravidas precocemente, ou pelo fato que o estado não está nem aí para ajuda-las e não deixando um espaço para que questão sobre o aborto serem debatidas.

O documentário, portanto, entra em um vespeiro que vai desde ao preconceito, separação de classes, o poder patriarcado escondido em um país que se diz democrático e a falta de recursos para a cultura. Essa última, por sua vez, é o único elemento com que faz a futura geração não cair em certas armadilhas da vida, pois através do estudo, escrita e conhecimento são os únicos pilares que constroem uma sociedade em equilíbrio. Infelizmente não serão todos que ouviram essa ideia que sempre deveria ser colocada em prática.

"Hora do Recreio"  é um mosaico de informações sobre a geração atual brasileira que luta contra o preconceito, violência e a busca pelo equilíbrio e manter a sua própria cultura intacta. 


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Cine Dica: Cinemateca Capitólio - 5 a 11 de março de 2026

 Mostra na Cinemateca Capitólio destaca obra do cineasta espanhol Gonzalo Suárez, homenageado com o Goya de Honra em 2026

Na 40.ª edição dos Prêmios Goya deste ano, principal premiação do cinema espanhol, realizada no último sábado, dia 28 de fevereiro, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha concedeu o Goya de Honra a Gonzalo Suárez, reconhecendo o trabalho deste cineasta insólito e imprescindível na história do cinema da Espanha. Em função desta homenagem, a Cinemateca Capitólio, em parceria com o Instituto Cervantes, realiza uma mostra com quatro dos mais importantes filmes do veterano realizador espanhol, que é pouco conhecido no Brasil.

Gonzalo Suárez (Oviedo, 1934) é um dos criadores mais singulares e inclassificáveis do cinema espanhol. Sua obra transita entre a fantasia, a reflexão metacinematográfica e o humor irônico, desafiando as convenções narrativas e estéticas do cinema contemporâneo. Jornalista, romancista e cineasta, Suárez construiu um universo próprio em que a identidade é fragmentária, os personagens se desdobram e a realidade se mistura com a ficção de forma inquietante e poética. Sua filmografía, de Ditirambo (1967) a A Verdadeira História de Frankenstein (1988) e além – demonstra um empenho constante em explorar a imaginação como motor criativo, sem se submeter a modas, correntes ou gêneros pré-estabelecidos. Seu cinema é um espaço de jogo e reflexão, um labirinto de referências literárias e culturais, no qual o humor convive com a melancolia e o olhar crítico se manifesta com sutileza. Suárez tem sido celebrado tanto na Espanha quanto internacionalmente. Sua filmografia reúne mais de 20 longas, nos quais a experimentação e o interesse pelo cinema narrativo caminham juntos. Seu legado é o de um artista livre, que concebeu o cinema como um ato de invenção constante e uma exploração dos limites da percepção e da narrativa.

A mostra de Gonzalo Suárez tem entrada franca, com distribuição de ingressos meia hora antes de cada sessão.


Grade de horários Semana de 5 a 11 de março de 2026


5 de março (quinta-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:15 – Mostra Gonzalo Suárez (A Verdadeira História de Frankenstein) – entrada franca – 95 minutos


6 de março (sexta-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos


7 de março (sábado)

15:00 – Sessão Vagalume: O Rei Leão (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 88 minutos

17:00 – Manas, sessão seguida de debate (entrada franca) – 101 minutos


8 de março (domingo)

15:00 – Sessão Vagalume: O Rei Leão (R$ 10,00 e R$ 5,00) – 88 minutos

17:00 – Mostra Gonzalo Suárez (O Detetive e a Morte) – entrada franca – 108 minutos

19:00 – Selva + Terra das Cinzas, sessão seguida de debate com a diretora costa-riquenha Sofia Quirós – entrada franca


10 de março (terça-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:15 – Mostra Gonzalo Suárez (Epílogo) – entrada franca – 92 minutos


11 de março (quarta-feira)

15:00 – Volveréis (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 114 minutos

17:00 – São Paulo Sociedade Anônima (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 107 minutos

19:15 – Mostra Gonzalo Suárez (O Goleiro) – entrada franca – 88 minutos.

Confira a programação completa no site oficial da sala https://www.capitolio.org.br/

terça-feira, 3 de março de 2026

Cine Dica: Em Cartaz - 'Sirât'

Sinopse: Luis está viajando pelo sul do Marrocos com seu filho, Esteban. Eles estão à procura de sua filha, que está desaparecida há cinco meses, vista pela última vez em um festival de dança no deserto. 

No momento que eu estou escrevendo esse texto os EUA estão bombardeando o Irã e provocando a morte de centenas de pessoas. Não importa qual as motivações do início de uma guerra, pois quem sai perdendo são pessoas inocentes que não tinham envolvimento algum com relação a esse conflito. "Sirât" (2025) é uma ficção, mas que sintetiza o calor desse momento em que não há escapatória diante de um conflito global inevitável.

Dirigido por Oliver Laxe, o filme conta a história de um pai (Sergi López) e um filho (Bruno Núñez) que viajam até o Marrocos atrás de uma rave no meio das áridas montanhas do deserto onde acreditam que possa estar a filha e a irmã Marina. Movidos pela esperança, os dois decidem seguir um grupo que está à procura de uma última festa que acontecerá no meio do deserto. O que eles não sabem é que através dessa encruzilhada eles irão enfrentar diversos obstáculos.

Embora a trama se passe no Marrocos, ela poderia facilmente se passar em qualquer ponto do globo, pois nunca saberemos qual será o próximo país que entrará em conflito e fazendo de sua população refém de um filme de horror anunciado. Oliver Laxe faz da dança e da música uma forma para os personagens extravasar os seus medos diante a desconstrução de um mundo que eles conheciam, mas que agora não é mais reconhecido em meio aos escombros. Portanto, a busca pela jovem que o pai e filho fazem se torna uma mera desculpa, pois adversidades que ocorrem em sua jornada é o que sintetiza a ideia principal da obra.

Oliver Laxe cria elementos em que não há saída, pois os protagonistas enfrentam diversos obstáculos, desde soldados como também os próprios desafios criados por uma natureza implacável. Não há como negar que o roteiro guarda momentos imprevisíveis e que fará com que o espectador saia de sua zona de conforto e fazendo a gente aguardar sobre qual será o próximo elemento mortal e inevitável. Atenção para a cena da subida do morro e culminando em um dos momentos mais angustiantes do longa como um todo.

Verdade seja dita, o filme se assemelha ao clássico "O Comboio do Medo" (1977), de  William Friedkin. Porém, se lá havia uma missão para uma entrega, aqui a busca pela jovem se torna uma cruzada pela sobrevivência diante da possibilidade de qualquer passo em falso pode lhe causar a morte a qualquer momento. Quando os personagens se veem diante de um cenário que mais parece o fim do mundo eles, enfim, se dão conta que já estava acontecendo a muito tempo.

De um típico road movies, o filme se encaminha para uma jornada espiritual, onde os protagonistas se entregam para o inevitável, para só assim obterem a possibilidade de saírem vivos. O final talvez seja um dos mais pessimistas que eu já assisti no cinema recente, onde vemos uma população abandonar o seu mundo já em pedaços, mas cujo destino talvez não haja nenhum, pois tudo estará destruído. Após a sessão concluo que o ser humano está a beira da extinção há muito tempo.

"Sirât" é um verdadeiro soco no estômago para aqueles que ainda tem fé pela humanidade, mas cuja própria não está se ajudando atualmente. 

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