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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Nas Garras do Vício'

 Nota: Filme Exibido para os associados no dia 02/07/26.

Sinopse: Depois de 12 anos, François (Jean-Claude Brialy) retorna à sua vila, na França, onde passou toda a infância. Ele percebe que a localidade não sofreu grandes mudanças, ao contrário das pessoas, que nem mais reconhece. François dedica especial atenção ao seu problemático amigo Serge (Gérard Blain), que passa o dia inteiro às voltas com a bebida, sem dar qualquer atenção à esposa grávida.

A partir de meados da década de 1950, Chabrol e os seus colegas críticos - Eric Rohmer, François Truffaut, Jean-Luc Godard e Jacques Rivette - foram veementes na condenação do cinema francês contemporâneo, expressando a insatisfação com a tradição, enquanto que foram simultaneamente chamados para uma revisão radical da forma em que os filmes eram feitos e o que seria mais relevantes para um público moderno. Na década que se seguiu, todos estes cinco cinéfilos tiveram a sua oportunidade de pegar numa câmera e mostrar a sua própria visão do cinema. Claude Chabrol foi o primeiro a fazê-lo, mas, ironicamente, seria o último a encontrar o sucesso neste novo trabalho.

Os primeiros filmes de Chabrol são muito diferentes dos filmes com os quais ele é mais conhecido hoje, dramas psicológicos com um toque hitchcockiano, sombrios e um pouco bem-humorados. Estes filmes parecem ser obra de um realizador completamente diferente - mais experimental, mais ousado, mais disposto a chocar o público. "Nas Garras do Vício" (1958) não é o mais ilustre dos trabalhos iniciais de Chabrol, mas é um dos seus filmes mais interessantes, em que já podemos ver os temas que predominam nos últimos anos, nomeadamente um desgosto para a moralidade burguesa falhada. Estilisticamente, o filme parece ter sido influenciado por obras italianas neo-realistas da década anterior. Chabrol rodou o filme inteiro em exteriores, empregando atores não profissionais para todos os papéis secundários e autores bastante inexperientes para os papéis principais. O local é sombrio, fotografia de baixo contraste a preto e branco com ausência de iluminação artificial dão ao filme um sentido austero da realidade que não poderia ser mais diferente da elegância polida de filmes posteriores de Chabrol.

"Nas Garras do Vício"reúne três dos atores que viriam a ser estreitamente associados à Nouvelle Vague francesa: Jean-Claude Brialy, Gérard Blain e Bernadette Lafont. Muitos especialistas consideram este, verdadeiramente, o primeiro filme da Nouvelle Vague.



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Cine Dica: Sessão dupla no Clube de Cinema: "Os Peixes Dourados" (11/07) e "Uma mulher sob influência"

No sábado (11/07), nos reunimos no Instituto Goethe às 10h15 da manhã para assistir Os Peixes Dourados, de Alireza Golafshan. Partindo de uma premissa inusitada, a comédia utiliza elementos do gênero road movie para desmontar estereótipos sobre deficiência e expor, com ironia, os preconceitos e constrangimentos presentes nas relações cotidianas.

Já no domingo (12/07), às 10h da manhã, exibiremos o clássico Uma Mulher Sob Influência, de John Cassavetes, na Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim. Um dos grandes marcos do cinema independente norte-americano, o filme acompanha a crise de uma família para investigar os limites entre afeto, sofrimento psíquico e as pressões sociais que moldam as relações humanas, sustentado pelas interpretações memoráveis de Gena Rowlands e Peter Falk.

Confira os detalhes da programação:


SÁBADO (11/07, 10h15)

Os Peixes Dourados (Goldfische)

Alemanha, 2019, 112min

Direção e roteiro: Alireza Golafshan

Elenco: Tom Schilling, Jella Haase, Birgit Minichmayr, Axel Stein, Luisa Wöllisch

Sinopse: Após ficar paraplégico em um acidente, um ambicioso gestor financeiro organiza uma viagem à Suíça ao lado dos moradores de uma residência para pessoas com deficiência, usando a excursão como pretexto para recuperar dinheiro escondido. A inesperada convivência transforma a jornada em uma divertida aventura que confronta preconceitos e redefine o significado de normalidade.

📍 Local: Instituto Goethe Rua –  24 de Outubro, 112 – Moinhos de Vento, Porto Alegre

🎟️ Entrada franca e aberta à comunidade


DOMINGO (12/07, 10h)

Uma Mulher Sob Influência (A Woman Under the Influence)

Estados Unidos, 1974, 146min

Direção e roteiro: John Cassavetes

Elenco: Peter Falk, Gena Rowlands, Fred Draper, Lady Rowlands

Sinopse: Mabel e Nick tentam preservar o equilíbrio de sua vida familiar enquanto enfrentam o desgaste da rotina, dificuldades de comunicação e o crescente sofrimento emocional da protagonista, retratando a fragilidade dos vínculos afetivos e as pressões exercidas pelas expectativas sociais sobre a vida doméstica.

📍 Local: Sala Eduardo Hirtz da Cinemateca Paulo Amorim – Casa de Cultura Mário Quintana – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre

Nos vemos no final de semana!

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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (09/07/26)

 A Morte do Demônio: Em Chamas

Sinopse: Após a perda do marido, uma mulher enlutada busca consolo com seus sogros na isolada casa de campo da família. No entanto, o reencontro logo se transforma em um inferno na Terra quando o Livro dos Mortos liberta forças demoníacas que os transformam em Deadites um por um.


Moana

Sinopse: Moana acompanha Moana Waialiki, uma jovem corajosa que vive em uma ilha e sonha em explorar o oceano além das margens que cercam seu lar.

Primavera 

Sinopse: Cecilia, uma violinista talentosa confinada em um orfanato, conhece Vivaldi, que se torna seu professor. Sob a mentoria dele e por meio de sua música, ela ganha coragem para se libertar do destino que lhe foi imposto e seguir sua verdadeira paixão.

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Cine Dica: Newsletter de 2 a 8 de julho de 2026

 Últimos dias da mostra itinerante da Cinemateca Brasileira e retrospectiva de indicados ao Prêmio Grande Otelo em cartaz na Cinemateca Capitólio

A Cinemateca Capitólio segue com uma programação que coloca em destaque o cinema brasileiro. Entre os dias 9 e 12 de julho acontecem as últimas exibições da mostra A Cinemateca é Brasileira – Da Comédia ao Drama, em cartaz desde 16 de junho. Nestes últimos dias, serão exibidos os longas Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, de Roberto Farias, Los Silencios, de Beatriz Seigner, Últimas Conversas, de Eduardo Coutinho, Morto não Fala, de Dennison Ramalho, Abrigo Nuclear, de Roberto Pires, A Hora e Vez de Augusto Matraga, de Roberto Santos, Candinho, de Abílio Pereira de Almeida, O Homem do Pau-Brasil, de Joaquim Pedro de Andrade, São Bernardo, de Leon Hirszman, O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós, e O Estranho Mundo de Zé do Caixão, de José Mojica Marins, e os curtas Escasso, de Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles, A Entrevista, de Helena Solberg, O Pedestre, de Otoniel Santos Pereira, A Velha a Fiar, de Humberto Mauro, Lé com Cré, de Cassandra Reis, e O Duplo, de Juliana Rojas. Todas as sessões da mostra têm entrada franca.

A partir de terça-feira, dia 14 de julho, a Cinemateca Capitólio dá início à programação dedicada ao Prêmio Grande Otelo 2026, que este ano exibirá os 16 filmes indicados às categorias de melhor documentário, melhor drama e melhor comédia, nesta que é a mais importante premiação do cinema brasileiro. Nos dias 14 e 5 de julho, serão exibidos Velhos Bandidos, Sonhar com Leões, Ritas, Mambembe, Apocalipse nos Trópicos e Hora do Recreio (aguarde divulgação específica). Todas as exibições também terão entrada franca.

Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui. 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Cine Dica: Em Cartaz – 'Uma Infância Alemã'

Sinopse: Nanning é um menino de 12 anos que vive na remota ilha de Amrum durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial.

Fatih Akın é um realizador autoral, mesmo ao conduzir obras que aparentam ser muito distintas entre si. Se por um lado ele explora a degradação do ser humano em "O Bar Luva Dourada" (2019), por outro, investiga um país ainda assombrado pelo fascismo em "Em Pedaços" (2017). "Em Uma Infância Alemã" (2025), o diretor descortina os impactos da guerra pela perspectiva de uma criança e mostra como ela precisa aprender a lidar com os ventos da mudança.

A trama se passa nas semanas finais da Segunda Guerra Mundial e acompanha, na reclusa ilha de Amrum, a vida do jovem Nanning. Os dias do menino se resumem a caçar focas no mar traiçoeiro da região, pescar à noite e ajudar a mãe a alimentar a família, trabalhando em uma fazenda perto de casa. Apesar das dificuldades e da rotina exaustiva, a vida de Nanning se torna uma jornada de constante aprendizado sobre como encarar as adversidades trazidas pela queda iminente de seu próprio país.

Não é de hoje que o cinema retrata a Segunda Guerra através do olhar infantil. Basta lembrarmos de bons exemplos como o premiado "jojo Rabbit" (2019), de Taika Waititi, para termos uma síntese de como a ingenuidade pode ser desconstruída pela realidade nua e crua. Porém, se naquele longa havia toques de fantasia e humor satírico, aqui o lado cru e realista rodeia o jovem protagonista do começo ao fim, obrigando-o a amadurecer precocemente diante dos percalços cotidianos.

O filme não se limita aos acontecimentos do fim da guerra; ele também explora com propriedade o papel da família perante o conflito — dividida entre aqueles que escolhem lutar pela pátria e os que decidem recomeçar do zero em outro país. Isso acaba por revelar outra faceta do ser humano em tempos de hitlerismo. A mãe do protagonista, por exemplo,  tem interesse em denunciar traidores da causa e tampouco se imagina vivendo em uma nação derrotada. Essa atmosfera gera um conflito interno no jovem, que passa a acreditar piamente que, se conseguir um pão branco para a mãe, conseguirá reanimar suas forças.

Por conta disso, o jovem adentra uma verdadeira encruzilhada em busca dos ingredientes para o alimento. Nessa jornada, ele não apenas se depara com o estado de espírito do povo alemão naquele momento histórico, mas também descobre camadas ocultas do passado de sua própria família. Curiosamente, essa busca obstinada por ingredientes remete ao recente "O Bolo do Presidente" (2024), uma vez que ambos os longas exploram os reflexos do autoritarismo na vida comum, mesmo em épocas e países distintos.

Jasper Billerbeck entrega uma excelente atuação como o pequeno protagonista. Seu personagem muda gradativamente para melhor, demonstrando um altruísmo tocante até mesmo com aqueles que o perseguem no decorrer da história. Além disso, o longa discute a busca por um papel social diante de um mundo em profunda transformação, onde os indivíduos já não sabem ao certo onde se encaixar. Se por um lado a grande guerra finalmente caminha para o fim, por outro, há o desafio de se redescobrir perante a nova realidade que surge.

Fatih Akın ainda presta uma bela homenagem a um clássico literário de Herman Melville (Moby Dick), inserindo o livro na trama como uma pequena peça narrativa, mas que ganha um significado grandioso no desfecho. No fim das contas, o filme nos ensina que, mesmo nos tempos mais sombrios, a prática do bem é essencial para nos mantermos humanos e vivos, ainda que para isso seja necessário atravessar verdadeiros obstáculos. Vale salientar que a obra é baseada nas memórias de infância do renomado roteirista Hark Bohm, que de fato cresceu na ilha germânica de Amrum.

"Uma Infância Alemã" é, fundamentalmente, sobre o fim precoce da inocência em tempos de guerra e intolerância.

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Cine Dica: Cinesemana de 09 a 15 de julho de 2026

A cinesemana de 9 a 15 de julho traz três estreias na nossa programação. Um dos destaques é PRIMAVERA, primeiro longa-metragem do diretor de óperas Damiano Michieletto e baseado em um episódio da vida do compositor Antonio Vivaldi. Também entramos no circuito de O CONVITE, filme dirigido e protagonizado por Olivia Wilde e que coloca em cena dois casais que discutem as relações. Outra novidade é o longa brasileiro HERANÇA DE NARCISA, produção de gênero que competiu no Fantaspoa e tem a assinatura de Clarissa Appelt e Daniel Dias. 

Seguem em cartaz as cinebiografias FRANZ, a elogiada produção da polonesa Agnieszka Holland sobre o escritor Franz Kafka, e FANON, que destaca o trabalho do psiquiatra Franz Fanon na Argélia. A programação da semana mantém títulos bem recebidos pelo público, como UMA INFÂNCIA ALEMÃ, de Fatih Akin; a produção iraquiana O BOLO DO PRESIDENTE; e os romances UM TRISTE E BELO MUNDO, ambientado no Líbano, e 8 DÉCADAS DE AMOR, que tem como pano de fundo os conflitos na Espanha.

Confira a programação completa no site oficial da cinemateca clicando aqui. 

terça-feira, 7 de julho de 2026

Cine Dica: Em Cartaz – 'Nós Acreditamos em Vocês'

Sinopse: Acompanha Alice em uma intensa batalha judicial pela guarda de seus filhos. Sob forte pressão, ela enfrenta uma juíza e precisa confrontar o pai das crianças, buscando provar as denúncias de violência e protegê-los antes que seja tarde demais.

O subgênero dos filmes de tribunal é muito apreciado ao longo da história do cinema. Se por um lado temos uma análise acalorada sobre o papel do júri no clássico "12 Homens e Uma Sentença" (1957), do outro, testemunhamos o peso da audiência na questão da separação no filme "Custódia" (2018). É nesse cenário que recebemos o belga "Nós Acreditamos em Vocês" (2026), no qual testemunhamos o relato de ambas as partes, mas onde fica notório quem diz a verdade.

Dirigido por Charlotte Devillers e Arnaud Dufeys, a trama acompanha Alice (Myriem Akheddiou) em uma audiência para decidir a guarda de seus filhos. Sob grande pressão, a mãe enfrenta a juíza com o desejo de não cometer erro algum, pois a segurança das crianças depende dela e de suas palavras. Acusando o pai (Laurent Capelluto) de um terrível crime, a sessão envereda por caminhos imprevisíveis.

No clássico do cinema mudo "A Paixão de Joana D'Arc" (1928), o diretor foca exclusivamente na atriz Renée Jeanne Falconetti que, ao interpretar a personagem histórica, se entrega de corpo e alma diante da câmera. Algo similar acontece em Nós Acreditamos em Vocês. A câmera foca quase exclusivamente na protagonista, que inicialmente não consegue domar o próprio filho para levá-lo à audiência, tornando os minutos iniciais angustiantes. Tudo é baseado na ação e reação da personagem central, cuja expressão tem mais a dizer do que meras palavras — mérito que se deve, principalmente, à incrível atuação de Myriem Akheddiou.

Gradativamente, começamos a entender o cenário: vemos essa mãe tentar proteger os filhos de um pai ausente e que as crianças não querem ver. Em poucos minutos de filme, compreendemos que os pequenos agem por um impulso quase destrutivo, cujas razões vão sendo esclarecidas à medida que a protagonista expõe as suas dores. É aí que o filme encontra a sua alma: na sequência da audiência.

Devillers e Dufeys procuram dar espaço para cada um dos personagens — a mãe, o pai e seus respectivos advogados —, permitindo que todos defendam suas versões. Em meio a isso, temos a noção de quão difícil é colocar em prática uma "justiça justa", para que não se cometa nenhuma injustiça. Isso é bem sintetizado na expressão da juíza, que não esconde o temor de tomar uma decisão da qual venha a se arrepender depois.

Porém, uma vez que a mãe e o pai apresentam seus depoimentos, tudo fica bastante claro, e a realidade daquela família nos puxa para o seu dia a dia. Através do relato de Alice, temos a dimensão do horror que ela ouviu e testemunhou no decorrer dos anos, que privou seus filhos de uma infância saudável e quase a levou a um colapso. A câmera dos realizadores, por sua vez, capta cada nuance do olhar da protagonista, fazendo com que fiquemos o tempo todo ao seu lado.

Os diretores acertam ao ambientar a audiência em um espaço pequeno, o que torna tudo ainda mais claustrofóbico e faz com que os ânimos fiquem à flor da pele. Curiosamente, todos ali têm um papel relevante, seja nas palavras ou no jogo de olhares que reage ao que está sendo dito. Portanto, a última cena com a juíza, na qual ela se vê esgotada, é a representação de nós mesmos diante daquele testemunho, desejando que ela tome a decisão mais correta.

Em tempos de denúncias cada vez mais frequentes de abusos no ambiente familiar, o filme surge como um alerta para que ninguém sofra em silêncio e para que o passo da denúncia seja dado. Assim, a cena final da mãe com os filhos, após uma montanha-russa de emoções, não é apenas um momento de paz rara, mas também de um peso extraído da própria consciência. Nunca é tarde para fazer o que é certo por si e por quem amamos.

"Nós Acreditamos em Vocês" é poderoso em suas cenas e cirúrgico em seu realismo ao tratar de um assunto que jamais pode ser banalizado em nosso mundo.


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