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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 15 de junho de 2021

Cine Dica: Diversidade e identidade no Cinema

Apresentação

Desde o início do século XXI acompanhamos a emergência de novos e diversos "enquadramentos" (BUTLER, 1993/2004) das dissidências sexuais e de gênero no cinema latino-americano, que culminou com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro para Uma Mulher Fantástica (2017), de Sebastián Lelio.

Prenunciado pelo sucesso crescente de produções latino-americanas em certames cinematográficos dedicados à diversidade sexual e de gênero, como o Teddy Award, do Festival Internacional de Berlim, que nesse período foi concedido a produções do México (2003 e 2009), Argentina (2005, 2011 e 2019), Brasil (2014 e 2018) e Chile (2017).

Objetivos

O Curso online O CINEMA LGBTI+ E O QUEER NA AMÉRICA LATINA, ministrado pela Drª Rosângela Fachel de Medeiros, tem a proposta de abordar e discutir essas duas perspectivas, LGBTI+ e Queer-Cuir, por meio de uma cartografia de produções cinematográficas emblemáticas na abordagem das dissidências sexual e de gênero, na região - América Latina e Caribe, buscando desvelar tanto os repertórios recorrentes quanto os insurgentes.

Conteúdos

- Contextualização territorial da cartografia fílmica e abordagem teórico-crítica. 

- Reflexão acerca das noções de cinema gay, lésbico, trans* e queer/cuir.

- Países de maior produção cinematográfica regional: México, Brasil e Argentina. E mais: América Latina e Caribe. 

Repertórios estético-narrativos recorrentes e insurgentes acerca das dissidências sexual e de gênero, obras e realizadores em destaque.

Curso online

O CINEMA LGBTI+ E O QUEER NA AMÉRICA LATINA

de Rosângela Fachel de Medeiros


Datas 

26 e 27 / Junho 

(sábado e domingo)


Horário

14h às 16h30 


Duração

2 encontros online 

(carga horária: 5 horas / aula) 


Material

Certificado de participação 


PROMOÇÃO

Valor Especial para as primeiras 10 inscrições c/ 18% de desconto: 

Apenas R$ 70,00


Informações

cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714 

,,,Inscrições...

https://cinemacineum.blogspot.com/2021/06/lgbti-queer.html


...ATENÇÃO...

Últimos dias para se inscrever no curso "GIALLO: SUSPENSE À ITALIANA", que acontece no próximo final de semana (19 e 20/Junho)

..Acesse aqui..

https://cinemacineum.blogspot.com/2021/06/giallo.html


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Cine Dica: Próximo Cine Debate: Sinfonia Inacabada


NOTA: Infelizmente por falta de tempo não pude assistir a esse filme dirigido por Pablo Larrain. Porém, recomendo que participem quem puder da próxima live do Cine Debate que irá debater sobre esse filme de sua autoria realizado em 2006. 

Sobre Pablo Larrain: 

Pablo Larraín (Santiago, 19 de agosto de 1976) é um diretor, produtor e roteirista de cinema, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2013 pelo filme No e ao Globo de Ouro em 2015 pelo filme O Clube.

É co-fundador da produtora Fábula, empresa na qual desenvolve seus projetos cinematográficos e publicitários. Dirigiu seu primeiro longa-metragem em 2005, que foi lançado oficialmente em março de 2006 e ganhou aclamação internacional depois de ganhar vários prêmios em festivais de cinema internacionais, especialmente em Cartagena e Málaga. Seus seguintes filmes consolidaram seu sucesso internacional. Em 2011 começou a dirigir uma série de televisão, Prófugos.

Seu quarto longa-metragem é No, no qual Gael García Bernal desempenha o papel de proprietário de uma empresa de publicidade que dirige uma campanha para votar "Não" no plebiscito de 1988 que foi projetado para manter Augusto Pinochet no poder. No foi selecionado na seção da Quinzena dos Diretores no Festival de Cannes em 2012 onde ganhou o Prêmio C.I.C.A.E. O filme também foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro na 85ª edição da premiação.

Em 2011 Larraín co-dirigiu a série de televisão Prófugos, distribuída pela HBO América Latina.

Apesar de seus laços familiares com a direita chilena, seu trabalho como diretor de cinema não tem nada em comum com a direita política e o próprio Larraín é anti-Pinochet. "No Chile, a direita, como parte do governo Pinochet, é diretamente responsável pelo que aconteceu com a cultura nesses anos, não só destruindo-a ou restringindo sua propagação, mas também através da perseguição de escritores e artistas", declarou Larraín em 2008. Ele afirmou que "o Chile se viu incapaz de se expressar artisticamente por quase vinte anos" e também sentiu que "a direita em todo o mundo não está muito interessada na cultura e isso revela a ignorância que provavelmente é deles, porque é difícil para que alguém possa aproveitar ao máximo algo ou apreciá-lo se não tiver conhecimento dele."

Em 2013, foi nomeado como membro do júri no 70º Festival Internacional de Cinema de Veneza. Em 24 de março de 2014, o portal de entretenimento The Wrap informou que Larraín está em negociações para dirigir uma nova versão cinematográfica de Scarface para Universal Studios, com Paul Attanasio escrevendo o roteiro e produtor de 1983, Martin Bregman, dirigindo o projeto. A nova versão será ambientada no moderno Los Angeles e giraria em torno de um imigrante mexicano subindo no submundo criminoso.

Em 2015 estreia outro premiado filme do diretor, O Clube, vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Berlim. Em 2016 são lançados dois filmes sob sua direção, Neruda, representante do Chile na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017, e, Jackie, que narra a vida de Jacqueline Kennedy nos dias após o assassinato de seu marido.


Filmografia: 

DIREÇÃO

2021 Lisey's Story - Temporada 1

2021 Spencer

2020 The True American

2019 Ema

216 Jackie

2016 Neruda

2015 O Clube 

2013 Venice 70: Future Reloaded

2012 No

2010 Post Mortem

2008 Tony Manero

2005 Fuga

Fonte: Wikipédia.

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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Cine Dica: Cine Dica: Streaming: 'Sweet Tooth - 1ª Temporada'

Sinopse: A trama é centrada em Gus (Christian Convery), um menino-cervo que vive uma década em segurança em sua casa na floresta. ... Ao passar dos limites de sua cerca, logo o menino descobre que a jornada à frente é mais difícil e perigosa do que imaginava. 

O maior erro de uma adaptação cinematográfica, ou série de tv, de uma HQ ou livro é tentar ser sempre fiel a sua fonte, quando na verdade isso pode causar a perda de sua própria identidade. "O Código Da Vinci" (2006) talvez seja o exemplo genuíno que fidelidade ao extremo pode sim gerar uma adaptação medíocre e não sabendo responder para que veio ao mundo. Felizmente "Sweet Tooth" (2021) não sofre desse mal, ao ser fiel a essência de sua fonte original, mas caminhando de forma independente e até mesmo surpreendendo aqueles que  já leram a HQ.

Produzido por Robert Downey Junior, a série é baseada na elogiada HQ escrita e ilustrada pelo escritor canadense Jeff Lemire, cuja a trama se passa em um mundo pós-pandêmico, onde híbridos entre humanos e animais começaram a nascer. O protagonista Gus, ou Bico Doce (Sweet Tooth), é metade humano, metade cervo, e embarca em uma aventura nesse novo e hostil mundo ao lado do Sr Jepperd (Nonso Anozie).

Em um primeiro momento, os fãs mais ferrenhos podem estranhar o visual da série, já que ela se difere e muito do visual mais sujo e cru criado por Jeff Lemire e sendo apresentado como algo mais colorido e esperançoso. Porém, essa estranheza logo passa no momento em que nos damos conta que a trama é a mesma, porém, menos violenta do que foi vista nas HQ. A violência acontece sim, mas não de uma forma explicita, mas sim tendo consequências e das quais se tornam muito mais chocantes do que qualquer sangue sendo espirrado na tela.

Nos primeiros capítulos vemos o pequeno Gus, aos poucos, dar um passo de cada vez para descobrir, não somente as suas raízes, como também explorar o mundo do qual ele ainda desconhece. A partir do momento que surge Jepperd é que o filme ganha o seu verdadeiro coração pulsante, que é a união desses dois e o início de uma jornada cheia de descobertas. Vale destacar o bom desempenho de Nonso Anozie como Jepperd e cuja sua interpretação e visual acabam se tornando até mesmo superiores de sua fonte original.

Curiosamente, as subtramas são jogadas na tela sem aviso algum, mas logo vamos entendendo que esses personagens que protagonizam elas se tornarão peças fundamentais para o desenvolvimento da jornada de Gus e do qual o mesmo terá que enfrentar trágicas revelações. Falando nisso, é curioso destacar que as verdadeiras raízes de Gus são logo reveladas nesta primeira temporada, sendo que nas HQ isso algo que aconteceu mais para frente. Porém, a série termina exatamente como terminou o primeiro arco de sua fonte original e fazendo a gente esperar com ansiedade pela próxima temporada.

Vale salientar que a série vem justamente em um momento em que o mundo todo vive de uma terrível pandemia e a trama toca exatamente nesta situação. Portanto, tanto nas HQ como na série Gus é uma espécie de entidade pura, sempre pensando para frente, positivamente e quase nunca se desanimando mesmo perante os horrores que estão lhe esperando. Talvez, futuramente, o personagem seja lembrado como uma força de vontade perante as adversidades destes tempos nebulosos que nunca acabam e que nunca é demais ser um pouco esperançoso.

"Sweet Tooth" é uma agradável surpresa, que irá agradar tantos fãs da HQ, como também para aqueles que buscam algo original e que sintetize um pouco esses tempos em que vivemos. 

Onde Assistir: Netflix. 


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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (10/06/21)

Espiral - O Legado de Jogos Mortais

Sinopse: Em Espiral – O Legado de Jogos Mortais, o detetive Ezekiel "Zeke" Banks (Chris Rock) se une ao seu parceiro novato Willem (Max Minghella) para desvendar uma série de assassinatos terríveis que estão acontecendo na cidade. Durante as investigações, Zeke acaba se envolvendo no mórbido jogo do assassino.


Alice e o Prefeito

Sinopse: Depois de 30 anos na política, o presidente da Câmara de Lyon, Paul Théraneau está a passar por uma situação complicada. As ideias acabaram e a sua popularidade começa a diminuir, o que o leva a um grande vazio existencial. Para resolver o problema, a sua equipa decide contratar uma jovem filósofa brilhante, Alice Heimann. 


Missão Cupido

Sinopse: Miguel (Lucas Salles) é o atrapalhado anjo da guarda de Rita (Isabella Santoni). Sem saber do nível de seus poderes, ele profetiza que a moça jamais encontrará um amor. Porém, quando a Morte (Agatha Moreira) fica sabendo de sua audácia, vem à Terra seduzir Rita. Agora, por ordem do Todo Poderoso (Rafael Infante), Miguel terá que enfrentar a Morte e os problemas que causou à sua protegida.


Quem Vai Ficar Com Mário?

Sinopse: Quando Mário (Daniel Rocha) viaja para sua terra natal para visitar a familia, ele decide se assumir para o pai conservador e contar que mora com o namorado, Fernando (Felipe Abib). Porém seu irmão mais velho, Vicente (Rômulo Arantes Neto), acaba estragando seus planos trazendo outras novidades para a ocasião. Para piorar a situação, o pai de Mário quer que ele assuma a liderança da cervejaria da família, onde acaba se envolvendo com Ana (Letícia Lima), a coach que seu irmão contratou para modernizar a empresa.


Spirit - O Indomável

Sinopse: Em Spirit - O Indomável, acompanhamos a vida da pequena Lucky Prescott. Quando ela se muda para uma pequena cidade fronteiriça, junto com o seu pai, Lucky acaba fazendo amizade com um cavalo selvagem chamado Spirit. Com o objetivo de levá-lo até a sua família, ela embarca em altas aventuras.


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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO DE 10 A 16 DE JUNHO DE 2021 na Cinemateca Paulo Amorim

 PROGRAMAÇÃO DE 10 A 16 DE JUNHO DE 2021

SEGUNDAS-FEIRAS NÃO HÁ SESSÕES

Acossado

SALA 1 / PAULO AMORIM

15h30 – ACOSSADO

(A Bout de Soufle – França, 1960, 90min). Direção de Jean-Luc Godard, com Jean-Paul Belmondo, Jean Seberg, Daniel Boulanger. Zeta Filmes. Comédia dramática, 14 anos.

Sinopse: Considerado o marco da Nouvelle Vague francesa, o filme volta aos cinemas em cópia restaurada para comemorar os 60 anos do movimento cinematográfico. Na trama, Michel Poiccard, um criminoso obcecado por Humphrey Bogart, rouba um carro, mata um policial e vai para Paris. Na capital francesa, Poiccard conhece e se apaixona por Patricia Franchini, uma garota americana, e tenta convencê-la a fugir com ele para a Itália.


17h30 – ALICE GUY-BLACHÉ: A HISTÓRIA NÃO CONTADA DA PRIMEIRA CINEASTA DO MUNDO

(Be Natural: The Untold Story of Alice Guy-Blaché - Estados Unidos, 2020, 104min). Documentário biográfico de Rachel Wood. Arteplex Filmes, 10 anos.

Sinopse:  A francesa Alice Guy-Blaché tinha apenas 23 anos quando fez seu primeiro filme, encantada pela invenção dos Irmãos Lumiére.  Na Paris do final dos anos 1800, ela foi não apenas a primeira cineasta mulher, mas também pioneira do cinema com narrativa. O documentário segue sua trajetória, desde os tempos em que trabalhava como secretária na Gaumont até uma carreira de sucesso que começou na França e seguiu para os Estados Unidos, se dividindo nas funções de roteirista, diretora e produtora de cerca de mil filmes – até ser completamente esquecida.


SALA 2 / EDUARDO HIRTZ


14h30 – PACARRETE

(Brasil, 2020, 100min). Direção de Allan Deberton, com Marcélia Cartaxo, João Miguel, Zezita Mattos. Vitrine Filmes. Comédia dramática, 12 anos.

Sinopse: Pacarrete vive com a irmã no pequeno município de Russas, no interior do Ceará. Personagem folclórica da cidade, ela tem um passado como bailarina e professora de dança na capital – e seu sonho é mostrar sua arte no aniversário de 200 anos de Russas. Mas, apesar de toda a dedicação, parece que ninguém se importa com a velha dançarina. Inspirado em uma história verídica da infância do diretor, “Pacarrete” foi um dos títulos mais premiados da última temporada e acumula mais de 20 prêmios em festivais, incluindo melhor filme, atriz, roteiro, direção e ator coadjuvante em Gramado/2019.


16h30 – PORTUÑOL

(Brasil, 2020, 70 min). Documentário de Thais Fernandes. Lança Filmes, 14 anos.

Sinopse: A equipe do filme viajou pelas fronteiras do Brasil com Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia para investigar a cultura que nasce da convivência entre estes vizinhos hispanohablantes. Trata-se de um filme de estrada que, no percurso, vai desfazendo limites físicos e desvendando a latinidade de personagens tão diversos quanto crianças, professores, estudantes ou músicos. O que une todos eles é o portuñol, essa língua que também é uma síntese da América Latina. O documentário venceu a Mostra Gaúcha de Longas do Festival de Gramado em 2020.


18h – DRUK MAIS UMA RODADA

(Druk - Dinamarca/Holanda/Suécia, 2021, 120min). Direção de Thomas Vinterberg, com Mads Mikkelsen e Thomas Bo Larsen. Vitrine Filmes. Comédia dramática, 16 anos.

Sinopse: Para ajudar um colega que entrou em depressão, um grupo de professores de ensino médio decide testar uma teoria ousada: a de que as pessoas podem ser mais felizes e bem-sucedidas se tiverem um pouco de álcool no sangue. Parece a solução perfeita para quebrar o marasmo das vidas destes quatro amigos – mas nem tudo sai como eles imaginavam. O filme foi o vencedor do Oscar de melhor filme internacional e do prêmio Bafta de produção estrangeira.


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS).

CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES. 

Professores tem direito a meia-entrada mediante apresentação de identificação profissional.

Estudantes devem apresentar carteira de identidade estudantil. Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013.

Brigadianos e Policiais Civis Estaduais tem direito a entrada franca mediante apresentação de carteirinha de identificação profissional.

*Quantidades estão limitadas à disponibilidade de vagas na sala.

A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos.

Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Cine Dica: Em Cartaz: ‘O Protocolo de Auschwitz'

Sinopse: Dois jovens judeus eslovacos conseguem escapar de Auschwitz. Eles voltam para a Eslováquia e tentam relatar às autoridades o genocídio sistemático no campo de concentração.

Em "Bacurau" (2019) vemos os protagonistas enterrando o fascismo, mas ele é enterrado vivo. A cena serve como metáfora, pois mesmo derrotando o fascismo ele continua vivo, aparecendo aos poucos e dominando poderosos governos em tempos contemporâneos. "O Protocolo de Auschwitz" (2021) não é somente um retrato de uma época de puro horror vindo da loucura do ser humano, como também serve de alerta para essa geração atual que ainda dúvida sobre o holocausto.

Dirigido por Peter Bebjak, acompanhamos a história de Freddy e Walter - dois jovens judeus eslovacos que foram deportados para Auschwitz em 1942. Em 10 de abril de 1944, após um planejamento meticuloso e com a ajuda e a resiliência de seus internos, eles conseguiram escapar, tentando cruzar a fronteira para assim encontrar a liberdade. Porém, um novo desafio veio pela frente.

Assim como o poderoso "O Filho de Saul" (2015), Peter Bebjak usa a sua câmera em movimento constante, para nos passar um tom quase documental da história e nos dando a sensação de estarmos em meio ao inferno do campo de concentração. O cenário, aliás, não poupa os nossos olhos, que vai desde ao vermos judeus sendo despidos de suas próprias vestimentas, como também vermos os mesmos sendo mortos e empilhadores em locais obscuros. Ao mesmo tempo vemos os dois protagonistas usando todos métodos disponíveis para saírem daquele local, mas mal sabendo do horror que provocariam dali em diante.

Curiosamente, vemos um retrato um pouco mais verossímil de como agiam os nazistas daqueles tempos nebulosos. Sempre sendo retratados como monstros no cinema norte americano, vemos aqui os mesmos sendo retratados como pessoas transitando entre a maldade e a loucura da qual foram obrigados em praticar, ao ponto de vermos alguns se drogarem para continuar a cometer crimes contra a humanidade. Em determinado momento, por exemplo, vemos um amaldiçoando o próprio governo por ter feito perder o seu filho e sendo ainda obrigado a continuar sendo um monstro.

Com uma fotografia de cores pálidas, sintetizando o cenário de morte do local, o filme ganha certa esperança quando vemos os dois protagonistas obtendo a chance de relatar o que ocorre realmente nos campos de concentração. Porém, se percebe que o horror é tão explicito que parece até mesmo impossível de acreditar que realmente tenha acontecido. O ato final nos mostra bem isso, onde vemos um determinado personagem horrorizado e incrédulo ao ouvir histórias que mais parecem terem sido copiadas de um conto de horror.

Os minutos finais servem de alerta para todos nós atualmente, onde testemunhamos discursos discriminatórios, racistas e homofóbicos de pessoas que dizem cidadãos do bem, mas que logo mostram os monstros que são uma vez eleitos pelo povo iludido. São palavras que poderiam ter sido ditas facilmente por Hitler ou Pinochet, mas são dos líderes de hoje e que lideram esse fascismo trajado de Direita e que não mede esforços para se manter no poder a todo custo.  "O Protocolo de Auschwitz" é um retrato de um passado tenebroso e que serve de alerta para o presente e o nosso futuro.

NOTA: O filme pode ser visto por locação no Youtube. 

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terça-feira, 8 de junho de 2021

Cine Dica: Em Cartaz: 'Alvorada'

Sinopse: O dia a dia de um chefe de estado em sua residência oficial. A presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada no período mais tenso e dramático da história recente do Brasil: o processo de impeachment que acabou por afastar a primeira mulher eleita presidente do país.

É difícil a gente prever na hora as consequências de determinados acontecimentos, pois ainda não temos a capacidade de prevermos o nosso próprio futuro. Os documentários, por exemplo, são em alguns casos registros históricos de determinadas épocas e são por essas obras que encontramos sinais do que viria a se tornar o nosso presente. “Alvorada” (2021) é um de muitos registros cinematográficos sobre o cenário político brasileiro de 2016, mas que agora revisto concluímos que as sementes que foram plantadas dali em diante dariam péssimos frutos para o nosso futuro.

Dirigido por Anna Muylaert, Lô Politi, o documentário "Alvorada' desvenda o cotidiano da presidente Dilma Rousseff, primeira e única mulher a governar o Brasil, durante o desenrolar dramático do impeachment. Rodado entre julho e setembro de 2016, o documentário testemunha a tensão e a perplexidade que imperavam no círculo da presidente, em reuniões, telefonemas intermináveis e sussurros ouvidos do Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, revela uma personalidade surpreendente nas conversas informais em que Dilma fala de política, história, literatura – e de si própria.

Diferente de outros documentários como “O Processo” (2018), ou "Excelentíssimos" (2018), esse procura não retratar de forma minuciosa todos eventos daquela época, pois quem viveu ou assistiu as obras sitadas  já sabe o que ocorreu. Porém, assistimos pela perspectiva mais pessoal, mais precisamente através de pessoas em volta de Dilma, como no caso de sua assessoria, e dela própria. Ao vermos Dilma pela primeira vez, vemos uma mulher frágil fisicamente, mas cuja as suas palavras e olhar sintetizam uma pessoa que carrega um pesado fardo, mas que não se cansa em trabalhar  para provar o quanto estavam errados sobre o que estavam fazendo contra ela e contra a própria Democracia.

Raramente sendo parados para serem entrevistados, os personagens centrais em cena somente ficam fazendo os seus respectivos deveres no Palácio do Alvorada, desde ao vermos os funcionários locais limpando ou cozinhando no local, como também vermos assessoria trabalhar sem pausa ao acompanhar o raciocínio da Presidente sobre o que ela quer passar para a posteridade. É nestes momentos, por exemplo, que vemos uma Dilma dura com a sua assessoria, principalmente no que ela quer passar nos seus textos e provando que sempre estava um passo a frente com relação as pessoas que queriam ajuda-la. Verdade seja dita, Dilma sempre esteve sozinha neste embate contra os políticos que queriam afasta-la do poder a todo custo.

O documentário procura sempre retratar essa mulher lutando, mesmo em uma situação em que a causa já se tornou perdida, mas não se rebaixando perante os seus algozes. O que se vê, não é uma luta ali para se virar o jogo da situação, mas sim somente para concluir os seus serviços prestados pelo o país e que foram interrompidos por uma oposição que não soube perder nas últimas eleições, culminando em um processo cheio de falhas e que fará muitos historiadores futuros tentar entender como isso acabou acontecendo. Dilma foi até o fim no julgamento do Senado e cumprindo o seu dever em deixar registrado na história o quanto a oposição estava errada e sendo afogados em suas próprias ambições cegamente.

O documentário começa com a voz do Presidente atual Jair Bolsonaro votando contra a Presidente na Sessão da Câmara que desencadeou o impeachment. Isso é proposital, já que ali estava a peça fundamental que se tornaria o estopim do nosso cenário atual nebuloso e dos quais os golpistas da direita nem estavam prevendo. Tiraram uma Presidente do poder sem prova concreta, prenderam posteriormente Lula e abrindo caminho para um autoritarismo disfarçado de Democracia. Como Dilma disse em seu último dia como Presidente: “A história será implacável com os que hoje se julgam vencedores”.

Verdade seja dita, a vinda do coronavírus serviu para escancarar de uma vez por todas a cilada que todos nós os brasileiros haviam caído e provando cada vez mais que somos um país hoje dividido entre a razão e a insanidade do fascismo. "Alvorada” é um pequeno, porém, poderoso registro histórico e que serve de prelúdio para o cenário nebuloso e genocida em que todos nós atualmente estamos enfrentando.  


Nota: O filme pode ser visto também por locação no Google Play Filmes.

 

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