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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Cine Especial:MARIO BAVA:Maestro do Macabro:Parte 2



Nos dias 10 e 11 de Outubro,  eu estarei no Cine Capitólio,  participando do curso Mario Bava: Maestro do Macabro, criado pelo Cine Um e ministrado pelo doutor em Literatura Inglesa pela Universidade de São Paulo, com especialização em romance gótico, Fernando Brito. Enquanto atividade não chega, irei falar dos principais filmes desse diretor que foi fonte de influência para inúmeros outros diretores como Francis Ford Coppola e Tim Burton. 



As Três Máscaras do Terror (1963)

Sinopse: Nesta obra inesquecível, Mario Bava nos brinda com seu talento em três pequenos clássicos do cinema de horror.
 
Clássico do terror italiano que influenciou as temáticas e o nome da banda britânica Black Sabbath. O longa une dois ícones do gênero: o diretor Mario Bava e o ator Boris Karloff, conhecido mundialmente por sua atuação em Frankenstein de 1931. As Três Máscaras do Terror é um filme de episódios. O primeiro, O Telefone, é uma típica história de suspense, onde Bava cria grande tensão utilizando o ambiente claustrofóbico de um pequeno apartamento. O Wurdalak é o segundo, baseado em uma lenda do folclore russo adaptada pelo escritor Aleksei Tolstoy. Os Wurdalaks são vampiros que sugam o sangue apenas daqueles que amam. O longa é finalizado com o episódio A Gota D’água, um aterrorizante conto envolvendo uma enfermeira gananciosa e uma velha paranormal recém falecida. Destaque para a emblemática caracterização de maquiagem, algo inovador e medonho para os padrões da época. Um filme onde Mario Bava mostra toda sua genialidade utilizando jogos de luz e sombra, cores vivas e enquadramentos minuciosos, garantindo uma sofisticação visual única.
De brinde, é muito divertido da maneira como o filme é finalizado, onde Boris Karloff surge para falar com a gente e enxergamos aonde realmente ele está naquele momento. 
 

Planeta dos Vampiros (1965) 

Sinopse: A trama gira em torno da luta pela sobrevivência dos tripulantes de duas naves que acabam caindo em um planeta insólito e tem que lutar contra uma espécie de parasita invisível capaz de controlar mentalmente os humanos.
 
Estilosa ficção de horror dirigida por Mario Bava em 1965 com atuação da brasileira Norma Bengell (1935-2013), atriz que alcançou sucesso internacional com sua atuação no filme O Pagador de Promessas (1962), filme premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1962. Após o prestígio alcançado Norma recebeu então convites para atuar em produções italianas, sendo uma delas este Planeta dos Vampiros, ficção que inspirou nada mais nada menos do que o Alien (1979) de Ridley Scott. O melhor do filme é a atmosfera de tensão criada, além do figurino estiloso e o cenário sombrio. Belo filme, um clássico da ficção de horror. 


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Cine Curiosidade: Fox Film do Brasil divulga novo trailer e imagens de "O Regresso"

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A Fox Film do Brasil divulga o novo trailer de “O Regresso”, filme dirigido por Alejandro González Iñárritu e protagonizado por Leonardo DiCaprio.
 
Inspirado em eventos reais, O REGRESSO é uma experiência cinematográfica imersiva e visceral, capturando a épica aventura de sobrevivência de um homem e o extraordinário poder do espírito humano. Numa expedição pelas florestas norte-americanas selvagens, o lendário explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é brutalmente atacado por um urso e abandonado à morte pelos companheiros de sua própria equipe de caçadores. Para sobreviver, Glass resiste ao sofrimento inimaginável, bem como a traição de seu confidente John Fitzgerald (Tom Hardy). Guiado por pura força de vontade e amor à sua família, Glass deve enfrentar um inverno cruel e uma busca incessante para sobreviver e encontrar a redenção. O REGRESSO é dirigido e escrito pelo renomado cineasta, ganhador do Oscar® Alejandro González Iñárritu (Birdman, Babel).

O download das imagens pode ser feito através deste link:

O filme estreia dia 4 de fevereiro de 2016.
 À disposição,
assinaturaEZ-poa-lisi
 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Cine Especial:MARIO BAVA:Maestro do Macabro:Parte 1



Nos dias 10 e 11 de Outubro,  eu estarei no Cine Capitólio,  participando do curso Mario Bava: Maestro do Macabro, criado pelo Cine Um e ministrado pelo doutor em Literatura Inglesa pela Universidade de São Paulo, com especialização em romance gótico, Fernando Brito. Enquanto atividade não chega, irei falar dos principais filmes desse diretor que foi fonte de influência para inúmeros outros diretores como Francis Ford Coppola e Tim Burton.  



A MÁSCARA DE SATÃ (1960)



Sinopse: Uma bruxa vingativa (Barbara Steele) e seu servo abandonam suas tumbas espalhando terror e sangue. Eles voltaram para possuir o corpo da bela e jovem descendente da feiticeira, mas antes terão de enfrentar o irmão da garota e um médico.

A Máscara de Satã é o primeiro filme dirigido pelo mestre Mario Bava (antes já havia completado Os Vampiros, para Ricardo Freda em 1956, que abandonou as filmagens por problemas com o estúdio), e isso quando ele já tinha 46 anos de idade. Bava anteriormente havia trabalhado como Diretor de Fotografia de diversas produções italianas. Mas foi seu debute na direção que colocou seu nome definitivamente no hall da fama do horror e inspiraria uma safra talentosíssima de diretores italianos que viriam a aparecer, como Dario Argento e Lucio Fulci. 
A história de bruxaria, possessão e satanismo é magistralmente conduzida por Bava, com todo seu cuidado nas nuâncias da fotografia preta e branca (parceria de Bava com Ubaldo Terzano). Um perfeito e magistral conto de horror sobrenatural, A Máscara de Satã é o primeiro grande filme de terror do cinema italiano, e só isso já seria o suficiente, dado sua importância histórica, se Bava não se tornasse, começando por este mesmo filme, o maior diretor italiano do gênero de todos os tempos.A sequência de abertura é uma das melhores da história do cinema de horror até hoje. 

 

A Garota que Sabia Demais 1965



Sinopse: A jovem norte-americana Nora Davis viaja para passar férias em Roma, onde testemunha um assassinato.


Mario Bava ataca novamente aqui no Hell Business, dessa vez com o último filme produzido em preto e branco pelo diretor e que fundou as bases daquilo que seria conhecido posteriormente como o subgênero Giallo. Apesar de partir de uma premissa simples, considerada fraca pelo próprio diretor, que preferiu se dedicar a parte técnica, o filme, além de pioneiro, é perfeito em técnica e estética, marca registrada de Mario Bava.

 

O Alerta Vermelho da Loucura 1970 


Sinopse: Um proprietário de loja de noivas mata vários jovens casados em uma tentativa de libertar um trauma de infância reprimida que está o levando a cometer assassinatos.


Assim como Hitchcock, Bava era um experimentador.Neste filme, ele usa ângulos estranhos, visões diferentes e observações de coisas cotidianas através de objetos. Magnificamente filmado, mostrando a qualidade deste gênio a ser descoberto por gerações por vir. Tim Lucas, autor da biografia crítica de Mario Bava: All the Colors of the Dark , chama o filme de "Mario Bava's most personal horror movie" , ou seja, seu filme mais pessoal. O filme foi inexplicavelmente considerado um filme menor de Bava.
Em alguns momentos parecemos estar na cabeça do assassino. O filme parece um longo sonho para ele... ou pesadelo, dependendo de como interpretar. A metalinguagem usada no filme é uma aula de cinema. Uma má compreensão que o tempo cuidou de consertar. O filme influenciou grandes filmes de psicopatia atuais como Psicopata Americano.
 


Cães Raivosos 1974



Sinopse: Após um violento assalto, ladrões fazem uma mulher de refém e obrigam um senhor de carro, que carrega uma criança doente no interior do veículo, a conduzí-los com segurança até o local onde vão dividir o dinheiro.


Último filme dirigido por Bava, Cães Raivosos foi rodado em 16mm, em 1978, apenas cinco anos antes de sua morte. Devido a problemas com os produtores, Bava não conseguiu concluir o projeto, que só seria finalizado em 1998, quando os negativos foram encontrados e o filme pode ser finalmente editado, tal como Bava o imaginou, a partir de anotações deixadas por ele. Lamberto Bava, filho do diretor e seu assistente no filme, acompanhou a edição final.
  

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Cine Curiosidade: JOHNNY DEPP MOSTRA A FÚRIA DE "WHITEY" BULGER EM NOVO VÍDEO DE ALIANÇA DO CRIME

O drama é dirigido por Scott Cooper e tem estreia prevista para 12 de novembro
A Warner Bros. Pictures divulga novo conteúdo do drama Aliança do Crime. No vídeo, James “Whitey” Bulger aparece jantando com um agente chefe do FBI, John Morris (David Harbour), e revela seu lado obscuro e persuasor.

O três vezes indicado ao Oscar Johnny Depp (“Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”, “Em Busca da Terra do Nunca” e os filmes da série “Piratas do Caribe”) interpreta o notório mafioso James “Whitey” Bulger no drama Aliança do Crime, digirido por Scott Cooper (“Coração Louco”).
O filme também é estrelado por Joel Edgerton (“O Grande Gatsby”, “A Hora Mais Escura”) como o agente do FBI John Connolly; pelo indicado ao Oscar Benedict Cumberbatch (“O Jogo da Imitação”) como o poderoso senador Billy Bulger, irmão de Whitey; Rory Cochrane (“Argo”) como Steve Flemmi, o parceiro mais próximo de Whitey no crime; Jesse Plemons (série de TV “Fargo”) como Kevin Weeks, o principal capanga de Whitey; e Kevin Bacon (“Amor a Toda Prova”, série de TV “The Following”) como o Agente Especial Encarregado do FBI, Charles McGuire.
Na região sul de Boston nos anos 1970, o agente especial do FBI John Connolly (Edgerton) convence o mafioso irlandês Jimmy Bulger (Depp) a colaborar com o FBI a fim de eliminar um inimigo em comum para as duas partes: a máfia italiana. O drama conta a história desta inusitada aliança que saiu do controle, permitindo que Whitey descumprisse leis impunemente enquanto consolidava seu poder, tornando-se um dos gângsteres mais cruéis e perigosos da história de Boston.
Cooper dirige Aliança do Crime a partir do roteiro de Mark Mallouk e Jez Butterworth, baseado no livro de Dick Lehr e Gerard O’Neill. John Lesher, Brian Oliver, Scott Cooper, Patrick McCormick e Tyler Thompson são os produtores do longa, com Brett Ratner, James Packer, Peter Mallouk, Ray Mallouk, Christopher Woodrow, Brett Granstaff, Gary Granstaff, Phil Hunt Compton Ross como os produtores executivos. 
O filme também conta com W Earl Brown (“A Grande Escolha”) como Johnny Martorano, o assassino comandado por Bulger; David Harbour (“Marcados para Morrer”) como o agente do FBI John Morris, que é cúmplice no acordo entre Bulger e Connolly; Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) como Lindsey Cyr, antiga namorada de Whitey e mãe do seu único filho; Julianne Nicholson (“Álbum de Família”) no papel da esposa de John Connolly, Marianne; Corey Stoll, (“O Legado Bourne”) como o promotor federal Fred Wyshak; Peter Sarsgaard (“Blue Jasmine”) como Brian Halloran; Adam Scott (da série “Parks and Recreation” da ABC) como o agente do FBI Robert Fitzpatrick; e Juno Temple (“Malévola”) como a jovem amante de Flemmi, que também é sua enteada, Deborah Hussey.
A equipe criativa por trás das câmeras inclui o diretor de fotografia Masanobu Takayanagi (“O Lado Bom da Vida”, “Tudo por Justiça”), a designer de produção Stefania Cella (“A Grande Beleza”), o editor indicado ao Oscar David Rosenbloom (“O Informante”) e a figurinista Kasia Walicka-Maimone (“Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo”). 
Aliança do Crime é uma apresentação da Warner Bros. Pictures em associação com a Cross Creek Pictures e a RatPac Entertainment, uma produção da Cross Creek em associação com a Le Grisbi Productions, Free State Pictures e Head Gear Films. O filme tem estreia prevista para 12 de novembro de 2015 no Brasil e será distribuído pela Warner Bros. Pictures, uma empresa da Warner Bros. Entertainment Company. 
Links para o vídeo:

Windows Media Player


QuickTime
  
http://pdl.warnerbros.com/wbol/movies/black_mass/first_look/bpo_sub/black_mass_intl_first_look_bpo_sub_z3g7b8_qt_1080.mov
http://pdl.warnerbros.com/wbol/movies/black_mass/first_look/bpo_sub/black_mass_intl_first_look_bpo_sub_z3g7b8_qt_480.mov
http://pdl.warnerbros.com/wbol/movies/black_mass/first_look/bpo_sub/black_mass_intl_first_look_bpo_sub_z3g7b8_qt_720.mov
  


 Para mais informações à imprensa:

assinaturaEZ-poa-amanda

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cine Dica: Em Blu-Ray, DVD, Netflix e locação via TV a Cabo: Cobain: Montage of Heck



Sinopse: Documentário sobre o vocalista, guitarrista e compositor Kurt Cobain, líder do Nirvana. Com acesso a arquivos pessoais e depoimentos de familiares de Cobain - inclusive com a participação da filha dele com Courtney Love, Frances -, o filme conta do início até a ascensão de sua carreira, apresentando diversas canções, algumas delas inéditas. O retrato íntimo de um artista que raramente se revelou para a mídia.


Não importa qual área, seja da música, cinema ou até mesmo da pintura, o artista de enorme talento que se preze possuí um dom tão retumbante que, por vezes, o seu corpo que veio ao mundo não consegue administrar tamanha energia, independente de onde ela venha. Com isso, é comum vermos cantores ou atores estarem sempre no auge, mas que, gradativamente, vão sucumbindo ao mundo das drogas, violência e por fim a sua morte. São muitos os exemplos de mestres da área que, tiveram vida curta, mas deixaram a sua marca na história e Kurt Cobain foi um desses deuses da música que fez história, mas que o seu corpo e mente não foram fortes o suficiente para mantê-lo na terra.
Dirigido por Brett Morgen (O Show Não Pode Parar) o documentário promove uma verdadeira analise sobre a vida e a obra de Kurt Cobain, vocalista, guitarrista e compositor da banda Nirvana, que se tornou um dos maiores sucessos da música entre os finais dos anos 80 e início dos anos 90. O filme vai desde o princípio, mais precisamente nos primeiros anos de vida de Kurt, num período (anos 60) em que os EUA e o mundo estavam mudando drasticamente, assim como os costumes das pessoas e na convivência um com o outro do dia a dia. Talvez, essas mudanças que vê vieram através do termo “paz e amor” daquele período, não tenham causado muito efeito nos primeiros anos de Kurt, pois ele buscava amor e atenção, mas seus pais nunca souberam como fazer isso exatamente.
Rebelde, cheio de energia e um desejo de dizer muitas poucas e boas ao mundo, Kurt sempre se expressava como ninguém pela sua guitarra, assim como em seus desenhos e poesias. Através deles, além de gravações de áudio que continham palavras do próprio, o documentário cria uma animação que melhor retratasse os seus anos rebeldes ao lado de seus amigos, mas que ao mesmo tempo, mostrava o quanto ele sofria por não ser compreendido e não conseguir saber expressar da forma que ele queria. Um dos momentos mais marcantes do início do filme, é quando Kurt confessa que, tentou se matar nos trilhos do trem e isso é retratado na animação de uma forma impactante.
Através de depoimentos de familiares, amigos e parceiros, conhecemos um pouco mais sobre Kurt, em momentos dos quais ele não havia deixado nenhum registro para ser ouvido ou retratado. É interessante observar que, embora todos tenham sido próximos ao cantor, nem mesmo eles sabiam com certeza o que se passava em sua mente. O documentário, por vezes, mostra o quanto Kurt era apreensivo com o seu verdadeiro “eu’ por dentro, através de imagens aonde mostram o interior do corpo humano, enlaçando com desenhos, pinturas, bonecos de argila e tudo aquilo do qual ele conseguia se expressar, ao invés de usar palavras saídas de sua própria boca. 
No auge do sucesso de Nirvana, parecia que ninguém poderia conter Kurt, ou saber pelo menos domar a fera que havia em seu interior. Mas coube atriz e cantora Courtney Love saber domar e corresponder tudo que vinha do cantor. Ambos se apaixonaram, casaram e tiveram uma filha, Frances Bean Cobain, (que aqui trabalhou como produtora executiva) e parecia que a vida e carreira ficariam nos eixos, se não fosse à mídia oportunista.
Durante a gravidez, e até mesmo após o nascimento de Frances, o casal era sempre fonte de fofocas que, por vezes, eram infundadas. O documentário faz questão de exibir vídeos caseiros do casal que, embora aparentem terem vivido uma vida da qual não existia nenhum freio para conter os seus desejos, não chegava nem perto das lendas urbanas das quais a imprensa somente aumentava para vender revistas. Isso fez com que Kurt se tornasse mais inquieto, melancólico e cada vez mais se acomodando em seu universo particular.
O final disso tudo talvez todo mundo já saiba, mas o documentário veio para mostrar um Kurt Cobain até então inédito aos olhos do público. Acima de tudo, ele era um gênio, mas ao mesmo tempo humano, com desejo de sempre ser acolhido, mas que infelizmente o mundo e as pessoas dentro dele não souberam como fazer isso. Com as melhores músicas de sucesso ao fundo no decorrer da projeção, Cobain: Montage of Heck é uma sincera e crua homenagem a um dos maiores cantores da história, mas ao mesmo tempo um cartão de visita para os fãs conhecerem quem era realmente o seu ídolo, seja ele por dentro ou por fora. 



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