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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e Diretor de Comunicação e Informática do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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domingo, 21 de abril de 2024

Cine Especial: Próximo Cine Debate - ‘Lendas da Paixão’

Sobre o Filme: 

A primeira vez que eu assisti a esse filme foi nos tempos em que passava bons filmes na tv aberta, mais precisamente na Band e que acabei gravando em VHS. A história de três irmãos que se apaixonam pela mesma mulher pode soar meio que noveleiro para alguns, mas o filme fala também de questões que vai sobre o papel do ser humano com relação ao mundo e onde ele se questiona até onde se pode servir para o mundo civilizado como um todo. É trama se passa no início do século, sobre tempos de transformação, o início da primeira Grande Guerra e levando os três irmãos para um caminho sem volta.

O filme é baseado em um dos livros do Escritor Jim Harrison. Grande parte da escrita de Harrison retrata regiões da América do Norte escassamente povoada com muitas histórias ambientadas em locais como Nebraska Sand Hills, Península superior de Michigan, Montanhas de Montana, e ao longo da fronteira Arizona-México. Um dos pontos fortes de "Lendas da Paixão" é o elenco talentoso, que entrega performances marcantes. Brad Pitt se destaca no papel de Tristan, um homem atormentado por seus demônios internos e suas escolhas amorosas controversas. Sua atuação intensa e carismática ajuda a criar empatia com o personagem e a transmitir suas emoções de forma visceral.

A cinematografia do filme também merece elogios, com cenas magníficas que retratam a paisagem deslumbrante das montanhas e dos campos. A fotografia exuberante e os enquadramentos cuidadosamente escolhidos contribuem para criar uma atmosfera poética e melancólica, intensificando a experiência emocional do espectador. No entanto, apesar de seus pontos positivos, o filme apresenta algumas falhas em sua narrativa. A história, embora repleta de paixão e emoção, pode parecer excessivamente melodramática e clichê em certos momentos.

Além disso, o desenvolvimento dos personagens secundários é insuficiente, pois eles não recebem a mesma profundidade e exploração que os protagonistas. Outro aspecto que pode ser criticado é o ritmo do filme, que em determinados momentos se arrasta e torna-se lento. Algumas cenas poderiam ter sido encurtadas ou mais bem trabalhadas para evitar a sensação de que a história se estende além do necessário.

No entanto, apesar de suas falhas, "Lendas da Paixão" é um filme que consegue emocionar e tocar o público. Sua temática central, que aborda temas como amor, lealdade, perda e redenção, é universal e atinge as emoções mais profundas dos espectadores. A trilha sonora envolvente e as performances cativantes dos atores principais ajudam a criar uma conexão emocional com a história.

Em suma, "Lendas da Paixão" é um filme que mescla drama, romance e tragédia de forma intensa e apaixonante. 

Onde Assistir: Netflix. 

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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Cine Especial: 'Matrix - 25 Anos Depois'

A primeira lembrança que eu tenho com relação ao clássico "Matrix" (1999) foi um vislumbre do filme em um noticiário de tv, onde ela ligou o filme ao massacre de Columbine e dizendo que os dois jovens que cometeram o ataque se inspiraram no longa. No final das contas não passava de um jornal sensacionalista e do qual nem me lembro o nome, mas cuja cena fiquei bastante curioso, já que mostravam homens e mulheres vestidos de preto e cujo visual costumava usá-lo nos tempos de escola antes mesmo de assistir a obra. O filme estreou em 21 de maio de 1999 no Brasil e o resto é história.

Me lembro que convidei uma amiga minha para assisti-lo na saudosa sala do Cine Imperial na rua da Andradas de Porto Alegre. O bom é que eu fui assistir ao filme sem saber sobre o que realmente se tratava a trama, pois os próprios críticos da época falavam somente por cima sobre isso e fazendo com que a verdadeira revelação sobre o que era a Matrix se tornasse bombástica. Bons tempos em que a internet da época só estava engatinhando e cuja palavra “spoiler” era desconhecida por todos.

"Matrix" também faz parte de uma época que os estúdios se arriscavam um pouco mais na hora de investir em uma ideia nova e que difere muito de tempos atuais em que tudo é moldado por franquias intermináveis. As irmãs Lana e Lily Wachowski eram carne nova nesta dança das cadeiras pelos estúdios, pois elas tinham uma ideia criativa para um filme, mas colocá-lo em prática era algo muito distante. O cenário mudou quando ambas dirigiram e lançaram o filme "Ligadas Pelo Desejo" (1996), um filme contemporâneo com uma pegada bem noir e que acabou conquistando o público e a crítica especializada tão exigente.

Com um orçamento de R$ 70 Milhões de Dólares, as cineastas obtiveram carta branca pelo estúdio Warner que viu no roteiro o potencial para se transformar em um grande filme. A trama mostra um jovem chamado Neo (Keanu Reeves), um nerd especialista em informática e que começa a ser perseguido por homens que se dizem agentes e que são liderados por Smith (Hugo Weaving). Não demora muito para que Neo seja acolhido por uma misteriosa equipe liderada por Morpheus (Laurence Fishburne) e Trinity (Carrie-Anne Moss) e que através deles ele descobre a surpreendente verdade sobre a nossa realidade.

Por mais original que nos passe a trama é notório que as cineastas beberam da fonte de inúmeras ideias já vistas por outras mídias. Uma realidade virtual, onde os seres humanos vivem em um eterno sonho enquanto as máquinas se alimentam de suas energias, é inspirado nas ideais extraídas de "O mito da caverna, onde existe um diálogo platônico apresentado no livro VII da República e tem como interlocutores Sócrates e Glauco. Sócrates apresenta uma situação na qual escravos se encontram presos no fundo de uma caverna com os olhos voltados apenas para o fundo dela."

É através do fogo que os escravos começam a enxergar sombras de pessoas que não se encontram no local e fazendo entender que existe uma realidade que está além daquele local. Além disso, as irmãs Wachowski são fãs da cultura japonesa, sendo que o visual do filme foi inspirado no subgênero ciberpunk e cujo mesmo sempre é adaptado em animes japoneses. Mas se há um anime que as irmãs cineastas realmente se inspiraram foi no clássico "Fantasmas do Futuro" (1995), sendo que sua abertura serviu claramente de inspiração para a realização de Matrix.

Com diálogos afiados e puramente filosóficos, o filme explora um pensamento que as vezes cutuca as nossas vidas sobre a possibilidade de vivermos em um mundo falso, ou que somos controlados por cordas invisíveis e fazendo a gente não ter realmente o controle de nossas próprias vidas. Era o final do século vinte, onde as pessoas cada vez mais estavam se questionando sobre o amanhã e o prelúdio de tempos em que começaríamos a ficar cada vez mais conectados através da internet, suas redes sociais e fazendo com que as pessoas não tirassem mais os seus olhos dos seus celulares viciantes. A meu ver não precisamos estar presos em uma Matrix como é vista no filme, pois já nos encontramos presos em um sistema que nos faz cada vez mais estarmos longe da realidade.

Além de uma trilha sonora eletrônica revolucionária, o filme possui efeitos visuais inéditos para época, sendo que o famoso "bullet time", entrou para a história. Em câmera lenta, há cenas em que vemos os personagens sendo focados, porém, em um giro de 360 graus e nos dando uma sensação dimensional, como se não houvesse limitações para a cena se expandir mesmo com as limitações das telas daquela época. Um efeito visual criativo, mas que foi copiado tanto que acabou sendo aos poucos esquecidos.

Curiosamente, as irmãs Wachowski parecem ser grandes fãs do mestre Alfred Hitchcock, pois o filme foi todo pensado visualmente através do storyboard e sendo um artificio que o mestre do suspense usava em praticamente todos os seus filmes. Isso é notado em alguns planos fechados, como na cena inicial onde vemos Trinity sendo emboscada pelos agentes e a polícia e como se cada cena tivesse sido extraída de uma HQ. Neste último caso, há quem diga que as realizadoras se inspiraram na HQ “Os Invisíveis” de Grant Morrison e sendo que o mesmo até chegou a dizer que o filme é um verdadeiro plágio de sua obra.

Polêmicas à parte, na época do seu lançamento, o filme se tornou um verdadeiro sucesso, arrecadando mais de R$ 400 milhões pelo mundo, sendo vencedor de diversos prêmios e incluindo quatro Oscar. Logicamente, o clássico renderia mais três filmes, além de animações, vídeo game, livros e HQs. Revisto hoje, é uma obra que não somente representou uma geração questionadora sobre o mundo em que vivemos, como também não deixa de ser algo profético, sendo que alienação do ser humano está cada vez mais aumentando e fazendo com que os mesmos nem mais enxerguem a grandeza do mundo real como um todo.

Já se passaram 25 anos, mas "Matrix" é o melhor que soube profetizar uma humanidade cada vez mais presa em suas redes sociais e prestes a ser engolida por uma realidade virtual e que fará muitos esquecerem de olhar para o céu.  



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quinta-feira, 18 de abril de 2024

Cine Especial: Sessão Clube de Cinema 20/04: "Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor"

 Segue a programação do Clube de Cinema do próximo final de semana!


SESSÃO CLUBE DE CINEMA DE PORTO ALEGRE

Local: Sala Eduardo Hirtz, Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana

Data: 20/04/2024, sábado, às 10:15 da manhã


"Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor"

Brasil, 2022, 96 min, 12 anos

Direção: Alfredo Manevy

Elenco: Lupicínio Rodrigues 

Sinopse: Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) transformou em canções todo o sofrimento e as angústias das desilusões amorosas. Sua trajetória está intimamente ligada com a boêmia e a boa música brasileira, em lembranças de amigos e admiradores como Nelson Coelho de Castro, Arthur de Faria, Ney Matogrosso, Gal Costa, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte e seu próprio filho, o Lupinho O filme também traz imagens de arquivo em que o próprio Lupicínio relata episódios de sua carreira e interpreta suas composições.

Sobre o Filme: Em alguns casos um grande talento não é reconhecido de imediato, mas  é ao longo do tempo que ele ganha o seu merecido reconhecimento. Lupicíano Rodrigues foi um desses grandes talentos da nossa música que sabia dançar conforme o que era tocado, ou seja, sabendo jogar para assim continuar fazendo o que melhor fazia em sua vida.  "Lupicínio Rodrigues: Confissões de Um Sofredor" (2024) destrincha não somente sobre a sua pessoa e carreira, como também nos mostra como o artista fazia parte da nossa cultura porto-alegrense como um todo.

Dirigido por Alfredo Manevy, o documentário conta sobre Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974), do qual moldou as músicas amorosas em outro patamar para a época. Sua formação como músico está próxima com a boêmia e o lado mais lírico da música brasileira. O documentário nos passa todas as lembranças através de amigos como Nelson Coelho de Castro, Arthur de Faria, Ney Matogrosso, Gal Costa, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte e seu próprio filho, o Lupinho.

Confira a minha crítica completa já publicada clicando aqui. 

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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 18 A 24 DE ABRIL DE 2024

 ESTREIAS:

SEM CORAÇÃO

Brasil/Drama/ 2023 / 91min

Direção:Nara Normande,Tião

Sinopse:Sem Coração se passa durante o verão de 1996, no litoral de Alagoas. Tamara (Maya de Vicq) está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Um dia, ela ouve falar de uma adolescente apelidada de "Sem Coração" por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa.

Elenco:Maya de Vicq,Eduarda Samara,Alaylson Emanuel


UMA BAÍA

Brasil/Documentário/ 2021 / 110min.

Direção: Murilo Salles

Sinopse: Uma Baía observa a Baía de Guanabara no que tem de mais bela, e naquilo que ela oculta, criando fábulas visuais sobe oito personagens que habitam no seu entorno, durante suas lutas diárias pela sobrevivência que são o sentido às suas existências. Vivem em plena tensão ente a beleza e a crueldade.

EM CARTAZ:

A PAIXÃO SEGUNDO GH

Brasil/ Drama/ 20 /

Direção: Luiz Fernando Carvalho:

Sinopse:Rio de Janeiro, 1964. Após o fim de uma paixão, G.H., escultora da elite de Copacabana, decide arrumar seu apartamento, começando pelo quarto de serviço. No dia anterior, a empregada pediu demissão. No quarto, G.H. se depara com uma enorme barata que revela seu próprio horror diante do mundo, reflexo de uma sociedade repleta de preconceitos contra os seres que elege como subalternos. Diante do inseto, G.H. vive sua via-crúcis existencial. A experiência narra a perda de sua identidade e a faz questionar todas as convenções sociais que aprisionam o feminino até hoje. Baseado no romance de Clarice Lispector.

Elenco: Maria Fernanda Cândido, Samira Nancassa


HORÁRIOS DE 18 A 24 DE ABRIL (não há sessões nas segundas-feiras):

14h45m: A PAIXÃO SEGUNDO GH

17h: UMA BAÍA

19h: SEM CORAÇÃO – Dia 18, às 19h, haverá sessão especial comentada pelos diretores Nara e Tião e mediação de Daniela Strack.


Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 12 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 6. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Na quinta-feira, a meia-entrada é para todos e todas.

EM TODAS AS QUINTAS TEMOS A PROMOÇÃO QUE REDUZ O VALOR DO INGRESSO PARA TODOS E EM TODAS AS SESSÕES PARA R$ 6,00.


CineBancários

Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre

Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br


C i n e B a n c á r i o s 

Rua General Câmara, 424, Centro 

Porto Alegre - RS - CEP 90010-230 

Fone: 51- 30309405

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (19/04/24)

 GUERRA CIVIL

Sinopse: Na superprodução GUERRA CIVIL, em um futuro distópico, um grupo de jornalistas percorre os Estados Unidos durante um intenso conflito que envolve toda a nação. Com roteiro e direção de Alex Garland, o filme é estrelado por Kirsten Dunst e Wagner Moura.

20.000 ESPÉCIE DE ABELHAS

Sinopse: Uma criança de oito anos luta com o fato de que as pessoas continuam se dirigindo a ela de maneiras confusas. Durante um verão no País Basco, entre as colmeias e as abelhas, ela explora sua feminilidade ao lado das mulheres de sua família, que ao mesmo tempo refletem sobre suas próprias vidas e desejos.

ABIGAIL

Sinopse: Em Abigail, um peculiar grupo de criminosos aceita mais um típico trabalho. Dessa vez, a proposta é sequestrar uma bailarina de doze anos, que também é filha de um dos mais poderosos homens do submundo. 



UM GATO DE SORTE

Sinopse: Nesta animação, Beckett (Mo Gilligan) é um gato mimado que não reconhece a sorte que ao ser resgatado e acolhido por Rose (Simone Ashley), uma estudante apaixonada e de bom coração. Mas sua rotina sofre mudanças quando ele perde sua nona vida e o destino entra em cena para colocá-lo em uma jornada transformadora.


UMA BAIA

Sinopse: À partir do modo observacional do documentário, Uma baía tece oito fábulas visuais que fazem pulsar o que dá sentido às jornadas pela sobrevivência de cada um de seus personagens. São investigações sobre os conflitos entre vida e história, entre a beleza da baía com o espanto de seus personagens no entorno da Baía de Guanabara.

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Cine Dica: CINEMATECA PAULO AMORIM - PROGRAMAÇÃO DE 18 A 24 DE ABRIL DE 2024

SEGUNDA-FEIRA NÃO HÁ SESSÕES

ATÉ O CAIR DA NOITE

Nossa nova cinesemana segue com a programação do Fantaspoa, o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, que nesta edição exibe 200 filmes inéditos. A programação está em cartaz nas salas Paulo Amorim e Eduardo Hirtz. A principal estreia da semana é o longa alemão ATÉ O CAIR DA NOITE, de Christoph Hochhäusler, destaque no Festival de Berlim de 2023. Seguem em cartaz dois títulos muito prestigiados pelo público: A PAIXÃO SEGUNDO G.H. do diretor Luiz Fernando Carvalho, e DIAS PERFEITOS, de Wim Wenders. Esta será a última semana para conferir os títulos brasileiros SAUDOSA MALOCA, LUPICÍNIO RODRIGUES e NADA SERÁ COMO ANTES.


Confira nossa programação completa e portal do cinema gaúcho em www.cinematecapauloamorim.com.br


SALA PAULO AMORIM

FANTASPOA NOS HORÁRIOS DAS 14h, 15h30, 17h30 e 19h30


SALA EDUARDO HIRTZ


14h30 – DIAS PERFEITOS Assista o trailer aqui.

(Perfect Days – Japão/Alemanha, 2023, 125min). Direção de Wim Wenders, com Koji Yakusho, Min Tanaka, Arisa Nakano, Tokio Emoto. O2 Play/Mubi, 14 anos. Drama.

Sinopse: Hirayama vive em Tóquio e é responsável pela limpeza de vários banheiros públicos. Além do trabalho modesto, ele preenche seus dias com a paixão pela música, pelos livros e pela fotografia de árvores. Hirayama parece perfeitamente feliz com sua rotina metódica, mas alguns encontros inesperados trazem revelações surpreendentes sobre o passado do protagonista. O filme estreou no Festival de Cannes, onde recebeu os prêmios do júri ecumênico e melhor ator para Koji Yakusho, e foi um dos cinco indicados ao Oscar de filme internacional.


17h – FANTASPOA


19h – A PAIXÃO SEGUNDO G.H. 

(Brasil, 2023, 126min). Direção de Luiz Fernando Carvalho, com Maria Fernanda Candido e Samira Nancassa. Paris Filmes, 14 anos. Drama.

Sinopse: Lançado há 60 anos e considerado um marco na trajetória da escritora Clarice Lispector (1920 - 1977), o romance traz as reflexões de uma mulher sobre amor, solidão, arte e morte. Transposto para o cinema, o monólogo ganha a força das imagens e dá um rosto e uma voz para esta personagem madura, linda e rica que resolve arrumar o quarto da empregada e se desespera diante de uma barata. A experiência mostra a perda de sua identidade e a faz questionar todas as convenções sociais que aprisionam, até hoje, o feminino.


SALA NORBERTO LUBISCO


14h15 – LUPICÍNIO RODRIGUES: CONFISSÕES DE UM SOFREDOR Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2022, 96min). Documentário de Alfredo Manevy. O2 Play Filmes, 12 anos.

Sinopse: Lupicínio Rodrigues (1914 – 1974) transformou em canções todo o sofrimento e as angústias das desilusões amorosas. Sua trajetória está intimamente ligada com a boêmia e a boa música brasileira, em lembranças de amigos e admiradores como Nelson Coelho de Castro, Arthur de Faria, Ney Matogrosso, Gal Costa, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte e seu próprio filho, o Lupinho O filme também traz imagens de arquivo em que o próprio Lupicínio relata episódios de sua carreira e interpreta suas composições.


16h – NADA SERÁ COMO ANTES Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2023, 78min). Documentário de Ana Rieper. Sessão Vitrine Petrobrás, Livre.

Sinopse: O filme mostra o momento da criação de "Clube da Esquina", um dos discos mais importantes da MPB e que foi lançado no início dos anos 1970. Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta e outros artistas falam sobre suas trajetórias e as influências de paisagens, histórias e poesias que resultaram em músicas inesquecíveis.


17h30 – ATÉ O CAIR DA NOITE - ESTREIA Assista o trailer aqui.

(Bis ans Ende der Nacht - Alemanha, 2023, 120min). Direção de Christoph Hochhäusler, com Timocin Ziegler, Thea Ehre, Michael Sideris. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: O filme combina elementos de tramas policiais com drama romântico para contar a história do investigador Robert e Leni, sua namorada trans. Eles têm uma relação complicada, mas precisam se unir para prender Victor, um traficante perigoso. A produção rendeu a Thea Ehre o prêmio de melhor interpretação coadjuvante no Festival de Berlim 2023.


19h40 – SAUDOSA MALOCA Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2023, 110min). Direção de Pedro Serrano, com Paulo Miklos, Leilah Moreno, Gero Camilo, Gustavo Machado. Elo Studios, 14 anos. Drama.

Sinopse: Inspirado no samba “Saudosa Maloca”, uma das músicas mais conhecidas de Adoniran Barbosa, o filme recupera episódios da vida do compositor tendo como cenário uma São Paulo que não existe mais. Entre botequins e rodas de samba, aparecem seus amigos, suas paixões e outros personagens eternizados pelo músico.


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 14,00 (R$ 7,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 16,00 (R$ 8,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). CLIENTE BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES MEDIANTE PAGAMENTO COM O CARTÃO DO BANCO.

Estudantes devem apresentar Carteira de Identidade Estudantil.

Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013.

A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos. Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


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quarta-feira, 17 de abril de 2024

Cine Dica: Em Cartaz - 'Jorge da Capadócia'

Sinopse: Jorge (Alexandre Machafer) recebe sua condecoração como o novo capitão do exército, período em que o Imperador Diocleciano (Roberto Bomtempo) dá início a sua última, derradeira, e sangrenta perseguição aos cristãos, no Império Romano.  

São Jorge, ou São Jorge da Capadócia, é um dos mais conhecidos Santos do catolicismo e de outras religiões e do qual é possui diversos seguidores pelo Brasil e no mundo. Até a pouco tempo eu ficava me perguntando por que não havia um longa-metragem sobre essa conhecida figura histórica, já que até onde eu me lembro nem nos tempos dourados dos épicos norte-americanos houve um filme retratando esse conto conhecido por muitos. Mas eis que surge do nada "Jorge da Capadócia" (2024) produção brasileira com as suas limitações, mas até que nos convence pelo esforço de seus realizadores.

Dirigido, produzido e estrelado por Alexandre Machafer, a trama se passa em de 303 D. C.. Após conquistar mais uma grande batalha, Jorge (Alexandre Machafer) recebeu sua condecoração como o novo capitão do exército, período em que o Imperador Diocleciano (Roberto Bomtempo) dá início a sua última, derradeira, e sangrenta perseguição aos cristãos, no Império Romano. Porém, sendo devoto ao cristianismo, Jorge vai contra as ordens do Imperador e desencadeando uma jornada sem volta, mas que o levará para uma última e pessoal batalha.

Com um orçamento de pouco mais de R$ 3 Milhões de reais, o filme teve problemas de produção para acontecer, principalmente devido ao surgimento da pandemia e pelo corte de ajuda vinda do governo. Porém, Alexandre Machafer mostrou-se persistente na realização de seu sonho, ao reconstituir os fatos que moldaram a lenda sobre Jorge, mas tendo limitações que se tornaram visíveis na tela. É bem na verdade que abertura, por exemplo, até que se equipara ao que é visto em superproduções como "Gladiador" (2000), mas não o suficiente para chegar ao mesmo nível.

Para dizer a verdade, se o filme fosse rodado em um único cenário ainda seria válido, já que ele possui uma linguagem quase teatral, como os atores estivessem recitando um conto já muito conhecido e se limitando a não inventar muito em suas atuações. Quem se sai melhor é Ricardo Soares, interpretando o conselheiro do Imperador que procurar jogar em ambas as partes para melhor se satisfazer. Já Alexandre Machafer até que nos convence como Jorge, porém, se percebe que os seus esforços se debruçaram mais na realização do filme do que a própria atuação em si.

Apesar de suas limitações o filme pode ser sim bem acolhido para o público devoto e que não enxergara os defeitos da produção, mas sim o esforço de ter sido realizada em tempos de incerteza da economia e após a pandemia. Em tempos em que outras igrejas tentam ocupar as salas de cinema, mesmo com quase nenhuma poltrona ocupada, o filme vem em um momento para alertar a todos que vivemos sim em um país laico, onde cada um segue a sua religião e da qual precisa ser respeitada. Curiosamente é essa exatamente a mensagem que o filme nos passa e que desejamos que certos setores venham a compreender ela.

"Jorge da Capadócia" possui as suas limitações e defeitos, mas sua mensagem de respeitarmos as crenças de cada um neste país laico já vale o ingresso.


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Cine Dica: Clube de Cinema - Lançamento Zine Clube

O Clube de Cinema de Porto Alegre tem o prazer de convidar para o lançamento do ZineClube, nosso zine feito inteiramente por membros do CCPA. O evento de lançamento ocorre em abril, mês em que o Clube completa 76 anos. O evento é gratuito e aberto ao público. No local, haverá distribuição da primeira edição do zine. O bar conta com cardápio com comidas, inclusive opções veganas, e bebidas. Chama os amigos e amigas e vem com a gente!


DATA: 23 de abril, terça-feira

HORÁRIO: 19h30

LOCAL: Vesper Bar (R. Duque de Caxias, 1348)

ENTRADA GRATUITA

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terça-feira, 16 de abril de 2024

Cine Dica: Em Cartaz - 'O Sabor da Vida'

Sinopse: A cozinheira Eugenie e seu patrão Dodin se afeiçoam ao longo de 20 anos, e seu romance dá origem a pratos que impressionam até chefs ilustres.  

O universo da culinária levado ao cinema revela talento, arte e até mesmo obsessão. Em termos de arte e talento testemunhamos através de um ratinho no já clássico "Ratatouille" (2006) enquanto em termos de obsessão assistimos no recente pesado "Menu" (2022). "O Sabor da Vida" (2023) segue por essas linhas, mas com grande leveza e nos criando uma verdadeira água na boca.

Dirigido por Tran Anh Hung, e baseado no romance francês "The Passionate Epicure: La Vie et la Passion de Dodin-Bouffant", o filme é ambientado no final do século 19, onde acompanhamos a vida de Eugenie (Juliette Binoche), uma cozinheira expert, e sua relação com Dodin (Benoît Magimel) com quem trabalha há duas décadas. através de suas profissões ambos se apaixonam e fazendo com que suas tarefas na cozinha se tornem ainda mais prazerosas. Em certa ocasião eles são convidados a fazer um jantar especial para um grande príncipe, mas ao mesmo tempo terão que enfrentar uma adversidade que irá afetar as suas vidas para sempre.

Se nos primeiros quinze minutos de "Sangue Negro" (2007), do diretor Paul Thomas Anderson, nos foi apresentado uma narrativa sem nenhum diálogo, aqui vemos o diretor Tran Anh Hung criar quinze minutos onde ação se passa quase toda dentro de uma cozinha e onde vemos os principais protagonistas realizando pratos cujo sabores se tornam inesquecíveis. A sua câmera não desgruda das mãos dos personagens, focando cada pedaço de carne, vegetal e líquido que é usado para a realização dos pratos e chegando ao ponto de quase sentirmos o cheiro deles. Tudo embalado com uma edição caprichada e da qual sintetiza o perfeccionismo desses personagens com relação a realização dos pratos principais como se fosse uma arte das mais importantes.

Uma forma interessante em nos dizer que toda arte feita pelas mãos do ser humano é o que nos proporcionará a verdadeira magia e não algo feito ao toque de caixa e cujo sabor será sem vida alguma. O destaque, logicamente, vai para o casal central, interpretados por Juliette Binoche e Benoît Magimel e ambos em cena capricham na química ao criarem um vínculo mútuo e do qual é entrelaçado através de suas paixões e que formam um único coração pulsante no enredo. É claro que nem tudo são flores, já que acontece algo inesperado e fazendo um deles ter que seguir em frente para que as suas artes continuem vivas para as demais pessoas apreciarem.

Acima de tudo, é um filme que fala sobre como as pessoas são felizes com o que fazem, mesmo que para isso tenham que se tornarem cada vez menos sociáveis, mas não menos humanas diga-se de passagem. Pessoas partem, mas suas obras continuam vivas nas memorias de todos, pois os seus talentos fazem com que elas se tornem imortais e que servirão de modelo para a geração seguinte. Toda obra deve ser feita com paixão, pois do lado mecânico nada se aprende.

"O Sabor da Vida" é um delicioso filme que nos deixa maravilhado com relação ao universo da culinária que todo prato que for degustado merece ser criado com amor e carinho. 

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Cine Dica: Sala Redenção apresenta mostra em parceria com Instituto Confúcio

“As Montanhas se Separam”

Neste mês, o Instituto Confúcio na UFRGS comemora seu aniversário, completando 12 anos de difusão da língua e da cultura chinesas no Rio Grande do Sul. Para celebrar a data, o instituto apresenta uma mostra de cinema em parceria com a Sala Redenção, entre os dias 15 e 30 de abril. Intitulada “Não há razão para temer o vento”, a programação exibe seis filmes do cinema chinês da “sexta geração”, que focam na temática da família.

Contemplando filmes pós-1990, o cinema chinês da “sexta geração” é uma consequência das transformações políticas, econômicas e sociais que o país enfrentou nas últimas décadas. Em oposição a um cinema puramente comercial, os realizadores deste movimento focam em um cinema social de propostas mais críticas e esteticamente inovadoras. Como resultado, as obras ressaltam o dilema entre o crescimento econômico e seus custos sociais, como por exemplo, a  dificuldade da preservação de patrimônios culturais diante da globalização.

“Não há razão para temer o vento” foca especialmente na temática da família. Dessa forma, a programação busca demonstrar a centralidade da instituição familiar na sociedade chinesa, mesmo diante dos intensos ventos das mudanças políticas, econômicas e sociais. O título da mostra homenageia essa característica, fazendo alusão ao provérbio chinês “Quando as raízes são fortes, não há razão para temer o vento”.

A seleção de filmes inclui “Banhos”, “Três Gerações e Um Destino”, “Voltando para Casa”, “Raio de Sol na Ponta dos Dedos”, “As Montanhas se Separam”, e a animação “Lanterna de Lótus”. A fim de proporcionar uma maior reflexão sobre as obras, a mostra apresenta exibições seguidas de bate-papo às terças e quintas-feiras, às 19h. Além disso, no dia do aniversário do Instituto Confúcio na UFRGS (26 de abril), a partir das 17h, a Sala Redenção recebe um evento especial, com decoração temática e apresentações culturais.  

Todas as sessões têm entrada franca e são abertas à comunidade em geral. O cinema da UFRGS está localizado no campus central da Universidade, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333.

Confira a programação completa no site oficial da sala clicando aqui. 

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Cine Dica: Em Cartaz - 'Ervas Secas'

Sinopse: Num local remoto um professor de meia-idade, que anseia por uma transferência para Istambul, desenvolve um comportamento um tanto que incomum.  

Atualmente se diz que vivemos em uma sociedade mesquinha e de que cada cidadão pensa em si mesmo ao invés do seu próximo. Uma coisa é dizer isso e ser jogada ao vento, outra é analisarmos de perto determinado indivíduo e tentarmos, ao menos, procurar achar a causa desse tipo de posicionamento. "Ervas Secas" (2023) procura nos dar uma brecha sobre esse tipo de pessoa, muito embora as respostas não venham de forma facil, mas procurando que a gente levante certos questionamentos.

Dirigido por Nuri Bilge Ceylan, do filme "3 Macacos" (2009), o filme conta a história de um professor chamado Samet (Deniz Celiloğlu) que espera ser nomeado para Istambul após o dever obrigatório em uma pequena aldeia da Turquia. Depois de muito tempo esperando, ele perde toda a esperança de escapar dessa vida sombria. No entanto, seu colega Kenan (Musab Ekici) o ajuda a recuperar a perspectiva, mas ao mesmo tempo surgindo novos problemas que faz com que o protagonista se torne ainda mais complexo do que a gente imagina.

A história do filme é baseada no diário do escritor e professor Akin Aksu, mantido por ele durante seu serviço obrigatório de 3 anos na Anatólia. Com mais de três horas de duração, o diretor Nuri Bilge Caylan procura fazer com que a vastidão da neve vista na tela se torne um personagem primordial para o desenvolvimento da trama e fazendo com que os demais personagens se sintam isolados e fazendo com que alguns anseiam em sair de lá o mais rápido possível. Samet é um que deseja sair o quanto antes, mas cuja permanência faz com que ele se revele aos poucos e nos transmitindo alguém que faz com que a gente consiga questioná-lo facilmente ao longo da projeção.

Toda trama gira em seu entorno, seja através de suas ações, como também a forma como ele enxerga aquele mundo isolado e do qual ele obtém uma ideia de cada pedaço daquele lugar quando ele tira suas fotos e sendo que é através delas que tenhamos uma noção do que ele realmente enxerga sobre cada ponto e pessoa daquele território. Porém, é partir da sala de aula em que o protagonista revela a sua real faceta e fazendo a gente até mesmo temer pelas suas ações perante as crianças e cuja quais ainda estão ainda desenvolvendo os seus sentimentos perante o mundo em que estão vivendo.

É através delas, por exemplo, que questionamos as suas reais intenções sobre elas, principalmente quando determinada aluna o acusa de agir de forma inadequada. Ao mesmo tempo, o local não se revela também como um ambiente dos mais saudáveis, cuja regras de etiqueta nos soa de forma hipócrita, para não dizer quase autoritária. Esse ponto em questão me fez lembrar do recente filme alemão "A Sala dos Professores" (2023) e cujo questionamento com relação ação de determinados personagens em ambiente escolar pode gerar um efeito cascata surpreendente.

O filme ganha contornos ainda mais complexos quando se cria uma espécie de trindade, composta pelo protagonista, seu amigo Kenan e de uma recém-chegada professora chamada Nuray (Merve Dizdar). Através desse triangulo se nasce um jogo de interesses, onde o protagonista não deseja a professora por um certo momento, mas decide conquistá-la a partir do momento que Kenan se interessa por ela. Se nasce, portanto, um jogo psicológico, onde observamos o protagonista desejar a conquista e através de uma lábia que faz a gente questioná-lo devido a sua mesquinharia, mas o tornando um ser ainda mais interessante ao ser observado de perto mesmo com toda a nossa repulsa.

Com o trio, o cineasta Nuri Bilge Ceylan constrói algumas das melhores cenas do filme, onde uma conversa corriqueira se envereda para assuntos que vai desde a política, lado socialista e a hipocrisia que cada vez mais se alastra na vida humana. O protagonista, portanto, por mais que revele os seus verdadeiros defeitos, ele não se entrega para mudanças e se impondo perante aquele mundo que anseia abandoná-lo o quanto antes. Portanto, a cena final é simbólica, pois ele observa o mundo abaixo como se ele fosse microscópico e fazendo se sentir superior perante aquela realidade, mesmo correndo o risco de ficar cada vez mais isolado do mundo e do qual continuará seguindo em frente, independente das mudanças melhores ou piores que aconteceram ao longo dos anos.

"Ervas Secas" é um épico extremamente belo visualmente e ao mesmo tempo um estudo do comportamento humano que se encontra cada vez mais absorvido em seu mundo particular criado para si próprio. 


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