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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Cine Dica: Streaming - 'Taylor Swift The Eras Tour'

Sinopse: A cantora e ícone pop Taylor Swift faz um show que mostra por que ela é um fenômeno cultural. No espetáculo, a artista apresenta canções de todas as fases de sua carreira.  

Embora o cinema seja algo essencial para a minha vida a música não fica muito atrás. Curiosamente, a sétima arte me faz até mesmo conhecer certos cantores da música pop, pois muitos sucessos que eu apreciava na rádio eu nunca sabia ao certo de quem era, mas o cinema sempre estava lá para fazer conhecê-los plenamente. É o caso de "Taylor Swift The Eras Tour" (2023), filme que documenta a grande turnê da cantora pelos EUA e fazendo eu ter uma dimensão maior do seu sucesso.

Dirigido por Sam Wrench, o filme é uma gravação dos shows da The Eras Tour, em que apresenta fenômeno da música Taylor Swift. A cantora lançou seu primeiro álbum em 2006, enquanto ainda estava associada à gravadora Big Machine Records. O filme documenta três apresentações de Swift no SoFi Stadium, durante a turnê mundial de 2023/2024 - sexta na carreira de Taylor.

Antes de assistir ao filme eu não tinha ideia de quem era Taylor Swift, mesmo gostando de músicas como "Blank Space", "long Live" e principalmente "Shake It Off". Se acha isso absurdo imagine eu conhecer Lady Gaga somente quando ela começou atuar em filmes como "Homens de Preto 3" (2012) para somente assim saber que ela era uma cantora e dona de músicas que eu até mesmo gostava, mas não sabia de quem pertencia. Assim é o cinema, me abrindo novas janelas e enlaçando outras mídias para conhecer grandes talentos que não pertencem exclusivamente a sétima arte.

Voltando ao filme, são mais de três horas de duração onde vemos Taylor Swift cantando os seus maiores sucessos, mas tudo envolvido com um verdadeiro show de luz e cores e fazendo os fãs vibrarem cada vez mais nas arquibancadas. É preciso destacar como é impressionante o uso de efeitos visuais no palco, fazendo que determinados momentos se tornem surpreendentes e não havendo limites para cada apresentação da cantora. Portanto, não se surpreenda se surgir uma serpente enorme saindo do palco para logo surgir em cena Taylor Swift cantar "Shake It Off".

Além das diversas músicas, danças e efeitos visuais em abundância, o verdadeiro efeito é a própria artista que esbanja simpatia e conversa com o seu público no decorrer da apresentação. Vale destacar que cada passagem do show não é somente uma apresentação de suas músicas, como também uma forma da cantora expressar a sua pessoa e um pouco de sua história, seja dos seus sonhos ou até mesmo do lado mais duro de sua vida para dizer o mínimo. O que mais me deixou ainda encantando é a forma como rapidamente ela troca de roupa e nos dando a entender que tudo é cronometrado, encenado e que para que tudo saia perfeito.

Portanto, a obra vem para eu reconhecer com certa vergonha que não conhecia Taylor Swift, mas sim suas músicas que embalaram e ainda embalam certas baladas ao redor do globo. Mas, se suas músicas vieram para mim antes de conhecer a sua pessoa, é sinal então que a sua obra será sempre lembrada, pois é exatamente isso que a arte nos ensina. Em suma, agradeço novamente ao cinema em corrigir essa minha falha de conhecer antes as músicas do que o seu próprio artista, mas acredito eu que não será a última vez, mas a sétima arte sempre estará para me informar.

"Taylor Swift The Eras Tour" é um verdadeiro show de luz e cores de uma grande performance de um grande talento da música pop atualmente. 

Onde Assistir: Disney+ 

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Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (13/06/24)

 A SEMENTE DO MAL


Sinopse: Ao lado de sua namorada (Brigette Lundy-Paine), Edward (Carloto Cotta) decide desvendar os segredos a respeito de sua família biológica, com quem nunca teve contato. No entanto, o que parecia ser uma jornada de descobertas pelo Norte de Portugal rapidamente se transforma em um pesadelo indescritível.

A ESTAÇÃO

Sinopse: A Estação conta a história de Sofia, uma mulher misteriosa que chega caminhando à “Vila Clemência” na esperança de pegar um trem, pois o comboio no qual estava quebrou.

AVASSALADORAS 2.0

Sinopse: Avassaladoras 2.0 apresenta Bebel (Fefe Schneider), uma adolescente apaixonada pelo influenciador ativista ambiental J-Crush (Murilo Bispo). De sua casa em Hollywood, ela troca mensagens com J se passando por uma atriz em ascensão.



MALLANDRO, O ERRADO QUE DEU CERTO

Sinopse: Sérgio Mallandro está afundado em dívidas e precisa se reinventar. Recém eliminado de um reality show, ele aceita participar de um piloto para um novo programa de auditório

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quarta-feira, 12 de junho de 2024

Cine Dica: CINEMATECA CAPITÓLIO PROGRAMAÇÃO 13 a 19 de junho de 2024

 PRODUÇÕES DO RS NO ENCERRAMENTO DA MOSTRA AO SENTIDO COMUNITÁRIO

A Transformação de Canuto

O último final de semana da mostra Ao Sentido Comunitário destaca uma programação especial com produções do Rio Grande do Sul. No sábado, 15 de junho, às 19h, o longa-metragem Campo Grande é o Céu, de Bruna Giuliatti, Jhonatan Gomes e Sérgio Guidoux, documenta a tradição de cantos e heranças ancestrais de comunidades quilombolas de Mostardas. No domingo, 16 de julho, às 18h30, será exibido A Transformação de Canuto, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho, que narra a criação de um filme sobre a história de um homem que virou onça na Comunidade Mbyá-Guarani. O valor do ingresso é R$ 10,00. A renda da mostra será destinada ao projeto Futuro Audiovisual RS.


Mais informações: https://www.capitolio.org.br/novidades/7311/ao-sentido-comunitario/


SESSÃO ESPECIAL DE FILME SOBRE GRUPO FALOS & STERCUS

Na sexta-feira, 14 de junho, às 19h30, a Cinemateca Capitólio apresenta uma sessão especial do filme Falos, de Nós Para Vocês, de André Arieta, que documenta processo de criação do grupo Falos e Stercus no espetáculo Hibrys. O valor do ingresso é R$ 16,00.


Mais informações: https://www.capitolio.org.br/eventos/7266/falos-de-nos-para-voces/


GRADE DE HORÁRIOS

13 a 19 de junho de 2024


13 de junho (quinta-feira)

15h – As Linhas da Minha Mão 

17h – Nós

19h – Sobre L'Adamant 


14 de junho (sexta-feira)

15h – As Linhas da Minha Mão 

17h – Os Anos do Super 8

19h30 – Falos, de Nós Para Vocês


15 de junho (sábado)

15h – As Linhas da Minha Mão 

17h – Sobre L'Adamant

19h – Campo Grande é o Céu


16 de junho (domingo)

15h – Nós 

17h – Os Anos do Super 8

18h30 – A Transformação de Canuto


18 de junho (terça-feira)

15h – Sobre L'Adamant 

17h – As Linhas da Minha Mão

19h – Os Anos do Super 8


19 de junho (quarta-feira)

15h – Os Anos do Super 8

17h – As Linhas da Minha Mão

19h – Nós

Cine Dica: Sessão Clube de Cinema 15/06: "Grande Sertão"

Neste sábado, o Clube de Cinema de Porto Alegre te convida para mais uma sessão no Espaço de Cinema. Às vésperas do Dia do Cinema Brasileiro, vamos conferir o mais recente trabalho do aclamado diretor Guel Arraes, que está recebendo grande destaque na mídia.

Confira as informações abaixo!


SESSÃO CLUBE DE CINEMA

Local: Espaço de Cinema, Sala 3, Bourbon Shopping Country (Av. Túlio de Rose, 80 - Passo d'Areia)

Data: 15/06/2024, sábado, às 10:15 da manhã

"Grande Sertão"

Brasil, 2024, 115 min, 18 anos


Direção: Guel Arraes

Elenco: Caio Blat, Luisa Arraes, Rodrigo Lombardi

Sinopse: "Grande Sertão" adapta o clássico romance da literatura brasileira, "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, para a realidade da periferia urbana. Na trama, a comunidade "Grande Sertão" é dominada por facções criminosas, onde a luta entre policiais e bandidos se assemelha a uma guerra. Nesse cenário, Riobaldo (Caio Blat) se envolve com uma dessas facções para seguir Diadorim (Luisa Arraes), cuja identidade e o amor que sente são enigmas que o atormentam. Em meio a um ambiente hostil e violento, Riobaldo enfrenta dilemas éticos, morais e existenciais, enquanto busca compreender seu lugar no mundo e a sua própria essência.

Contamos com sua presença, até lá!

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terça-feira, 11 de junho de 2024

Cine Dica: Streaming - 'Está Tudo Bem Comigo?'

Sinopse: Lucy (Dakota Johnson) e Jane (Sonoya Mizuno) são amigas inseparáveis e de longa data. Elas fazem tudo juntas, sabem cada segredo e cada parte da vida uma da outra. Porém... 

Através do Clube de Cinema de Porto Alegre eu assisti por um ano inteiro clássicos da comédia romântica, sendo que cada filme representou um passo à frente para que o gênero se mantivesse vivo ao longo dos anos. O problema é como sustentar um gênero que sempre sustenta um final feliz quando a vida real não é bem assim que as coisas acontecem em um relacionamento. "Está Tudo Bem Comigo?" (2024) é uma comédia romântica que se difere das outras, onde a protagonista busca o seu par perfeito, mas que não é exatamente o que ela está esperando.

Dirigido por  Tig Notaro e Stephanie Allynne, o filme conta a história de Lucy (Dakota Johnson) e Jane (Sonoya Mizuno) amigas inseparáveis por vários anos.  Porém, Jane é promovida e muito em breve irá se mudar para outro país. Isso desestabiliza Lucy, principalmente quando finalmente sai do armário e tenta se relacionar com outras mulheres.

A comédia romântica se sustentava com velhas fórmulas de sucesso, tipo o casal se conhece, se apaixona, briga e somente na reta final reatam e vivem felizes para sempre. Em tempos em que a realidade bate cada vez mais a porta é muito difícil esse tipo de enredo se sustentar hoje em dia e cabe os roteiristas serem criativos antes que o gênero morra como um todo. No caso aqui, a trama fala sobre relacionamentos não resolvidos, descobertas sobre si mesmo e cuja amizades valem muito mais do que qualquer namoro eterno.

A história como um todo não revoluciona o gênero, mas somente nos mostra o que já devia ter sido feito com ele há bastante tempo, principalmente em tempos em que as pessoas não se conhecem somente na realidade, como também em redes sociais, mas que também mais atrapalha do que ajuda. O humor aqui se encaixa nos dilemas entre as duas protagonistas, sendo que cada uma tem os seus respectivos planos, mas cujo mesmos podem acabar prejudicando amizade delas mesmo quando não estão percebendo. No final das contas sempre é preciso acontecer algo de ruim para nos darmos conta sobre o que realmente nós prezamos na vida.

Dakota Johnson e Sonoya Mizuno estão ótimas em seus respectivos papeis, sendo que elas são realmente o casal central da trama mesmo sendo somente amigas. Talvez a mensagem que o filme realmente queira nos passar é que o amor e a felicidade não se encontrem somente na relação carnal, como também em uma amizade duradoura e que se torna difícil imaginar ela desfeita. Ambas aprendem nos melhores e piores momentos da história e fazendo com que a gente torça para que elas terminem juntas.

Em um mundo conectado e cada vez mais confuso é sempre bom termos um ombro realmente amigo e cujo esse amor é ainda mais verdadeiro do que qualquer relação duradoura que cruzamos por aí hoje em dia. Talvez não dê um passo à frente para o gênero se revitalizar, mas chegou perto. "Está Tudo Bem Comigo?"  é uma comédia romântica fora do padrão e é por isso mesmo que deu tão certo.  

Onde Assistir: Max 

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segunda-feira, 10 de junho de 2024

Cine Dica: Streaming - 'Abigail'

Sinopse: Sequestradores raptam uma menina de um famoso milionário e pedindo resgate. O problema é que mal sabem o que eles aguardam.   

Eu nunca me esqueço a minha surpresa quando eu assisti pela primeira vez "Um Drink No Inferno" (1996), de Robert Rodriguez e com roteiro de Quentin Tarantino. À primeira vista parecia um filme de assalto, para logo se tornar um verdadeiro banho de sangue quando os protagonistas encaram um bando de vampiros em uma boate no fim do mundo. Quem for assistir desinformado "Abigail" (2024) pode realmente se surpreender, o que é uma pena pelo fato de a grande revelação ter sido exposta nos trailers.

Dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, o filme conta a história de um grupo de criminosos que aceita um curioso trabalho, ao raptar a filha única de um grande milionário enquanto ela está voltando de suas aulas de bailarina. O grupo pede um resgate de R$ 50 milhões de dólares enquanto aguardam isolados em uma mansão. Porém, algo de estranho acontece aos poucos com os envolvidos e a garota não é o que aparenta ser.

O início do filme até engana em um primeiro momento, já que mais parece uma trama policial que envolve um sequestro. É interessante observar, por exemplo, que cada personagem ali tem a sua motivação em querer participar desse crime, seja por questões de dinheiro, ou até mesmo por buscar alguma redenção. Não demora muito para já termos uma noção de quem vai viver e morrer na trama, mas isso é mais sentido quando toda a loucura transborda.

Para começar, é preciso reconhecer o talento da pequena Alisha Weir ao dar vida Abigail, pois em um primeiro momento ela se apresenta como uma singela menina, para logo depois virar um verdadeiro monstro sangue suga. Curiosamente, ela consegue até mesmo construir um teor sarcástico para a sua personagem e fazendo com que ela brinque com as custas dos demais sequestradores e fazendo deles apenas peças para a sua sangrenta brincadeira. Atenção para as cenas em que ela dança um balé e que presta uma bela homenagem ao ótimo "Cisne Negro" (2009).

Misturando elementos de horror com pitadas de humor sombrio, o filme é uma espécie de retorno ao subgênero "terrir" que começou a mais ou menos nos anos oitenta quando Sam Raimi lançou a trilogia "Uma Noite Alucinante", onde você fica horrorizado pelo grau de violência, mas ao mesmo tempo ri das situações absurdas. O resultado é um filme cheio de litros de sangue, onde praticamente os personagens ficam vermelhos de tanto líquido vermelho espalhado pelos cenários e com direito a corpos explodindo, cabeças rolando e muitos sustos.

Do elenco principal destaque para Melissa Barrera, protagonista dos últimos filmes da franquia "Pânico" e que aqui faz a típica protagonista que busca uma redenção devido um passado complexo, mas direcionando as suas intenções pelo caminho errado. Já Giancarlo Esposito, por mais talentoso que seja, ao que tudo indica ele está em uma fase na carreira em que ele faz tudo no piloto automático, atuando nos mais diversos gêneros, mas nunca indo além disso e sempre fazendo a gente se lembrar do seu melhor momento da carreira que foi na série "Breaking Bad". Ou seja, um filme que reúne grandes talentos, mas deixando isso de lado e fazendo eles escorregarem em litros de sangue para todos os lados.

"Abigail" é diversão garantida para aqueles que desejam ver muito sangue escorrendo na tela. 


Onde Assistir: Google Play Filmes e Amazon Prime   

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Cine Dica: Cartaz de Cinema

 A ARTE E A COMUNICAÇÃO DOS CARTAZES DE CINEMA

O cartaz dos filmes é uma arte tão antiga quanto o próprio Cinema. As primeiras sessões nos bulevares, cafés e parques de diversões de Paris, no final do século 19, eram sempre promovidas com os pioneiros affiches (posteres, cartazes) que divulgavam a atração para os eventuais pedestres nas calçadas. O processo de comunicação promocional dos filmes foi evoluindo ao longo do tempo – em termos de técnica e design - até atingir o status de Arte. Todas as cinematografias mundiais fazem uso desta prática imbatível de divulgação, ainda válida nos tempos digitais de exibição por streaming. O conceito original permanece: o poder insuperável de uma imagem síntese para “vender” a produção cinematográfica.

Objetivos

O curso O Filme: Um Estudo do Design do Cartaz de Cinema, ministrado por Ricardo Sastre, fará uma abordagem do processo criativo para o desenvolvimento de capas de filmes, transitando pelas mudanças de plataforma de comunicação e os elementos de análise (morfologia) do design gráfico. O curso fará estudos de caso com apresentação de técnicas de comunicação para transmitir conceitos e sensações através da apreciação de cartazes e capas de filmes.

Público alvo

Cinéfilos em geral, estudantes de Arte, designers, ilustradores, publicitários, artistas gráficos e qualquer interessado no tema.Não é necessário nenhum pré-requisito de formação e/ou atuação profissional.

Ministrante: RICARDO SASTRE

Publicitário, especialista em expressão gráfica e gestão empresarial. Mestre em design e Doutor em Engenharia de produção e Pós-Doutor em Design Sustentável. Pesquisador, escritor, consultor e professor universitário. Consultor Ad hoc do Estado do Rio Grande do Sul, Presidente da Associação dos Profissionais de Design do RS – Apdesign e Diretor na Mudrá Design.

Curso

O FILME: UM ESTUDO DO DESIGN DO CARTAZ DE CINEMA 

de Ricardo Sastre


* Datas

29 e 30 de Junho

(sábado e domingo)


* Horário

14h30 às 17h30


* Local

Cinemateca Capitólio

(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro - Porto Alegre - RS)


INSCRIÇÕES / INFORMAÇÕES

https://cinemacineum.blogspot.com/2024/06/o-filme.html


Realização

Cine UM Produtora Cultural

Apoio

Cinemateca Capitólio


domingo, 9 de junho de 2024

Cine Dica: “Má Educação”, no próximo encontro do Cineclube Torres

O ciclo de junho dedicado à temática LGBTQIAPN+ continua com filme espanhol assinado por um dos maiores cineastas em atividade. 

Após o sucesso de crítica e público de “Tudo sobre Minha Mãe” (1999) e “Fala com ela” (2002), considerados por muitos o auge artístico do autor e já exibidos pelo Cineclube Torres em passado, Almodóvar apresentou em 2004 o filme “Má Educação”, cujos contornos autobiográficos do enredo nunca chegaram a ser confirmados plenamente: de qualquer modo, nas palavras do diretor, o filme representa um “acerto de contas com minha própria história”.

O filme abrange três décadas diferentes, desde o franquismo dos anos 60 até a época da movida da década de 80, já em período da redemocratização, acompanhando ao longo desse tempo uma amizade conturbada de seus protagonistas.

Um velho amigo entrega a um cineasta em crise criativa (Enrique Goded, interpretado por Fele Martinez) um roteiro baseado na adolescência dos dois, em um internato católico, onde eles descobriram a amizade, o amor e a arte cinematográfica, mas também a submissão e o abuso. Alternando passado e presente, o roteiro faz Enrique refletir sobre os efeitos em sua vida da repressão sexual sofrida enquanto criança e adolescente.

“É um film noir, ou, pelo menos, gostaria de considerá-lo assim. O gênero noir admite bem a mistura com outros gêneros, sempre que a narração respire esse ar fatal, sem o qual o negro seria cinza. No noir pode não haver polícia nem armas, nem sequer violência física, mas tem de haver mentiras e fatalidade, qualidades que normalmente uma mulher encarna: a femme fatale.” (P.Almodóvar)

Nesse caso, o papel de femme fatale cabe a um antológico e camaleônico Gael Garcia Bernal, que assume vários papeis ao longo da estória, muitas vezes deixando o público em dúvidas sobre sua real identidade e seu papel no complexo enredo.

A sessão, com entrada franca, integra o ciclo queer "O amor tem todas as cores" na programação continuada de segundas feiras na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, realizada pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.


Serviço:

O que: Exibição do filme “Má Educação”, integrado no ciclo  LGBTQIAPN+

Onde: Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, na escola Up Idiomas, Rua Cincinato Borges 420, Torres

Quando: Segunda-feira, dia 10/06, às 20h.

Ingressos: Entrada Franca, até lotação do local (aprox. 22 pessoas).


Cineclube Torres

Associação sem fins lucrativos

Ponto de Cultura – Lei Federal e Estadual Cultura Viva

Ponto de Memória – Instituto Brasileiro de Museus

CNPJ 15.324.175/0001-21

Registro ANCINE n. 33764

Produtor Cultural Estadual n. 4917

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Cine Especial: 'Pulp Fiction -30 Anos Depois'

Certos filmes são necessários uma segunda revisão, para então você compreendê-lo melhor, pois a obra pode possuir tantas camadas que muitas você não consegue digerir à primeira vista. "Pulp Fiction" (1994) é um dos meus filmes preferidos, mas que eu não havia capitado de imediato a sua total dimensão na primeira vez em que eu havia assistido, sendo que isso também vale para a minha mãe que detestou na primeira vez que ela viu. Após uma segunda revisão eis que o filme nos pegou de jeito, onde ele cresceu de tal maneira que comecei a me viciar em assisti-lo diversas vezes e chegando ao ponto de decorar diversas frases que ficariam na memória de qualquer cinéfilo.

Antes de tudo é preciso esclarecer como eu conheci Tarantino, sendo que na época eu era um adolescente que não tinha tanto conhecimento de cinema como agora. Quando eu assisti pela primeira vez o filme foi mais ou menos dois anos depois que a obra ganhou a Palma de Ouro de Cannes e foi exatamente assim que o SBT anunciava o filme quando ele seria exibido na saudosa Cine Belas Artes. Eu deixei o filme gravando em VHS, porém, tentei assisti-lo mesmo com sono, mas mal sabendo que a obra se tornaria uma das minhas favoritas até mesmo nos dias de hoje.

"Pulp Fiction" é o mais importante (e melhor) filme Americano da década de 90 e talvez de toda a história do cinema. O longa não somente se tornaria vencedor no festival de Cannes daqueles tempos, como também receberia um Oscar de melhor roteiro original para Tarantino mais do que merecido. Porém, eu ainda acho pouco para esse filme pop, nervoso, violento, mordaz, verborrágico e na maioria das vezes genial. Começa melhor e termina brilhantemente. Tem atuações perfeitas como de Samuel L. Jackson, Bruce Willis e marcando o retorno de Travolta em especial a uma cena de dança com Uma Thurman.

Vale destacar que nesta cena Tarantino buscou inspiração no clássico "O Bando a Parte" (1964) de Jean-Luc Godard, sendo que o realizador ganhou o carinho de muitos críticos franceses ao construir uma linguagem cinematográfica semelhante ao melhor período do cinema francês que foi Nouvelle Vague. Na mesma cena, o realizador buscou inspiração de outra figura do universo pop que foi o seriado de "Batman" (1966), ao fazer Travolta usar os mesmos gestos dos dedos que o homem morcego havia criado em uma dança no primeiro episódio. E o que dizer de Thurman desenhando um quadrado com os dedos e a forma geométrica é “riscada” na tela por uma caneta invisível, sendo que com certeza o realizador se inspirou em diversos desenhos animados neste momento como no caso o clássico "Os Flintstones" (1960).

Se muitos achavam que "Cães de Aluguel" (1992) era o máximo que poderia esperar de Quentin Tarantino, muitos desses devem ter ficado de queixo caído com a revolução na forma de filmar e contar uma história que foi neste longa. Assim como o filme anterior, a trama explora o mundo dos gangsteres, mas de uma forma similar do que já foi visto, onde os diálogos afiados e muito espertos dominam durante todo o filme de uma forma que não tem como cansar deles, pois eles são soberbos e viciantes.

Mas o mundo daquela época não estava preparado para "Pulp Fiction", tanto que muitos conhecidos e amigos meus da época não entenderam a ida e vinda da história, sendo que muitos ficaram confusos, quando um dos personagens centrais da trama, morre repentinamente no meio do filme, para depois surgir ainda vivo perto do final do longa. Essa forma de se contar uma narrativa foi sem sombra de dúvida uma fórmula que Tarantino fez ao fazer o cinéfilo prestar atenção 100% com relação ao que estava vendo, sendo que ao longo dos anos essa forma de apresentar um enredo foi ainda mais aprimorada e atingido o seu auge em filmes como "Amnésia" (2001) e "21 Gramas" (2003). Tarantino ainda por cima não deixa de focar em nenhum momento os seus personagens, onde vemos eles não só falando, mas vendo suas mudanças de expressões no rosto a cada momento de acordo com a situação em que eles estão passando e fazendo das sequências quase uma espécie de filme documentário.

Como sempre, a trilha sonora é outro grande trunfo da trama, sendo que cada seguimento da história (dividida em quatro partes, mais um prólogo e um epilogo) possui suas músicas que de uma forma bem redondinha faz um belo casamento com as cenas, em especial, dos momentos em que os personagens de John Travolta e Uma Thurman estão conversando juntos na mesa de uma boate enquanto a música fica tocando e se alinhando com diálogos afiados. Aliás o seguimento onde aparece os dois lados a lado, é sem sombra de dúvida o melhor de toda a produção, já que ambos estão à vontade em seus respectivos personagens, onde imediatamente se cria um laço de sintonia de ambas as partes, sendo que os seus diálogos, assim como restante de todo filme, são extraídos dos pensamentos do próprio Tarantino e fazendo dos seus personagens os seus avatares como um todo. Uma Thurman nos brinda aqui com a sua melhor atuação da carreira e que merecia realmente ter levado um Oscar para casa, pois sua imagem de Mia Wallace (dançando com Travolta) ficou registrada para sempre na mente das pessoas. Samuel L. Jackson é outro que saiu ganhando através do seu personagem magistral Jules e fazendo se transformar em um ícone da cultura pop cinematográfica.

As cenas em que ele dispara (literalmente) palavras da bíblia, ou quando tenta buscar redenção quando excita em não matar um casal de assaltantes, são momentos em que até hoje Jackson tenta se superar, muito embora tenha chegado perto em "Jackie Brown"(1997) também de Tarantino. Falando no casal de assaltantes, ambos são vividos por Tim Roth e Amanda Plummer, sendo que quando eu assisti pela primeira vez ao filme eu achava que a história de ambos continuaria a partir daquele ponto, mas somente retornariam no ato final da trama, no mesmo restaurante onde eles haviam sido apresentados e dando de encontro com Jules em um momento de transição após os eventos em que ele e Vincent (Travolta) haviam passado. Curiosamente, se nota nestes momentos finais que há uma mensagem subliminar com relação a fé e redenção para esses personagens, mesmo estando envolvidos em crimes e violência, mas dos quais eles podem obter uma reviravolta em suas vidas.

Vale destacar que ao longo dos anos os fãs do filme levantaram inúmeras teorias sobre as mensagens subliminares, ou até mesmo situações não explicáveis no decorrer da trama, como do porquê de não aparecer o que tem dentro da maleta, ou qual o significado do curativo na nuca Marcelos Wallace e que foi interpretado Ving Rhames. Isso e muito mais serviu para aumentar a aura pop e status de obra prima do cinema que Tarantino lançou com esse filme, fazendo do cinema independente algo tão importante quanto as superproduções, que das quais pipocavam nos anos 90 e que na maioria delas se tornaram dispensáveis. Nada mal para um filme com orçamento modesto (R$12 milhões de dólares), ou seja, vindo do cinema independente norte americano, mas com um grande conteúdo significativo e que merece ser sempre visto e revisto pelo grande público.

Falando no cinema independente, na época do seu lançamento "Pulp Fiction" foi exibido em poucas salas dos EUA, mesmo tendo já ganhado a Palma de Ouro naquele período. Porém, devido ao bate e boca após cada exibição, o filme acabou obtendo um número maior de salas e fazendo da obra se tornar um dos grandes sucessos da época, obtendo mais de R$ 200 milhões de dólares nas bilheterias mundiais e abrindo assim as portas para que o cinema independente obtivesse maior prestígio. A partir de "Pulp Fiction" sempre surgiram nomes que foram chamados como "novo Tarantino", como no caso de Paul Thomas Anderson e Guy Ritchie, pois a linguagem dos seus filmes fazia com que os críticos fizessem essa comparação, pois era inevitável.

"Pulp Fiction" influenciou uma geração inteira de cineastas, seja eles nos EUA ou do mundo a fora. Curiosamente, é interessante observar que Tarantino criou algo através de tudo o que ele havia apreciado ao longo de sua vida, seja através do cinema, da música, livros, HQ e tudo levado para os seus filmes e que revelam a sua visão com relação ao mundo em que vivemos e que até hoje somos envolvidos em uma cultura cinematográfica que começou a partir de 1994. Nada mal para um rato de locadora e que se formou assistindo diversos filmes em VHS enquanto trabalhava.

"Pulp Fiction" é um filme que quebrou as barreiras de sua época, ao levar para as telas diversas tramas interligadas e nos brindando com os melhores diálogos da cultura pop da história do cinema. 

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