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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 70 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cine Dica: Em Cartaz: CONTÁGIO

VERDADES E MENTIRAS EM MEIO AO CAOS
Sinopse: A comunidade médica mundial inicia uma corrida contra o tempo no longa Contágio. Isso porque um vírus altamente transmissível se espalha pelo ar multiplicando rapidamente os contagiados que morrem em poucos dias, sem chances de cura. Mais rápido do que o vírus, o pânico toma conta de toda população que luta para sobreviver numa sociedade que está desmoronando.
A gripe suína parecia uma doença que ameaçava o mundo de uma forma indescritível. Passado o pânico, percebeu-se que a mortalidade dessa doença era igual a das outras gripes comuns. Com isso, esse cenário paranóico é muito bem visto em Contágio, mas de uma forma bem mais avassaladora, mas não menos realista. Ao mesmo tempo, Steven Soderbergh injeta inúmeras teorias de conspiração sobre a origem do vírus, tanto o lado bom e lado ruim de uma possível vacina e o que é mentira e o que é verdade sobre o assunto quando é posto na internet. O filme consegue equilibrar essas várias tramas, numa verdadeira montanha russa de acontecimentos, nas quais, o diretor jamais deixa sair dos trilhos. Isso graças se deve também a um elenco estelar, em que cada um, interpreta um personagem que acaba desencadeando inúmeros acontecimentos colocados na tela, para então, ambos as personagens com os seus dramas pessoas em meio ao caos, se entrelacem um com os outros. Algo semelhante que o diretor fez (e muito bem) em um dos seus  filmes clássicos, Traffic.
Uma das tramas, por exemplo, é muito bem representada por Matt Damon, que alias, prova que é versátil na forma física dos personagens, tanto aqui, como também foi visto em O Desinformante (também de Soderbergh). Contágio, também remete a outros filmes que se tornaram imediatamente clássicos do gênero catástrofe, ao explorar o lado sombrio do ser humano perante em situações limites. Imediatamente, muitos críticos têm comparado o filme à obra literária Ensaio sobre a cegueira, que já foi levado ao cinema por Fernando Meirelles, sendo que a comparação é mais do justificavel. Em ambos os casos, a fotografia ajuda o espectador a ter uma ligeira idéia do que os personagens passam. Se no filme de Meirelles a fotografia é bastante clara e estourada, para fazer espectador prove uma ligeira sensação da cegueira branca dos personagens, em Contágio, a luz deixa os personagens pálidos ou corados, dependendo do teor das cenas e da relação deles com a epidemia.
Por fim, Contagio é uma incrível aula de montagem onde o diretor passa em cada cena as inúmeras formas da pessoa pegar o vírus. O prólogo e o epilogo são um belo exemplo disso, onde faz também uma referencia explicita a teoria do caos ou simplesmente o efeito borboleta. Só por isso, o filme merece um reconhecimento na parte técnica no próximo Oscar. Que Steven Soderbergh não se aposente tão cedo como muitos meios de comunicação dizem por ai.

CINE MÊS DAS BRUXAS: CINE TRASH: FINAL

Enfim chegamos ao dia 31 de Outubro em que se comemora o dia das Bruxas. Comemoração que antes era mais nos EUA mas foi apartir de 2005, que gradualmente esse costume começou a se expandir em diversos paises e com isso, o Brasil não ficou para traz. Portanto, sempre neste mês de Outubro, eu venho fazendo especiais de filmes de terror para relembrar a data e neste ano decidi relembrar da sessão Cine Trash onde passou inumeros filmes de terror que se tornaram clássicos absolutos.
Por fim, deixo aqui um grande clássico, que fez escola e faz uma referencia (obvia) a essa data festiva.

Halloween: A noite do Terror
Sinopse: Na noite de halloween aos 6 anos de idade, Michael assassina brutalmente sua irmã, Judith Myers, após a mesma ter relações sexuais com o namorado na ausência dos pais. Por este ato, é enviado ao Sanatório Smith Groove, em Handonfield, onde permaneçe por exatos 15 anos. Fugindo do sanatório, Myers volta à sua cidade natal e na noite de halloween de 1978 persegue e mata os vizinhos de sua casa abandonada.
Violencia e sangue, na medida para quem procura sustos e arrepios em cada sequencia. Grande sucesso de bilheteria, que abriu caminho para a explosão do cinema de horror dos anos 70 aos anos 80. Gerou inuneras sequencias e várias imitações. Primeiro grande sucesso da carreira de Jamie Lee Curtis, que na época, era mais conhecida por ser filha de Tony Curtis e Janet Lee (Psicose)


Curiosidade: Por causa do baixo orçamento, não foi possível contratar um figurinista, por isso os atores vinham para as filmagens com as roupas de casa.

Relembre aqui todas as partes do especial: Parte 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11. 

sábado, 29 de outubro de 2011

NOTA: SEMANA QUE VEM NO MEU BLOG........

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CINE ESPECIAL: INGMAR BERGMAN: Parte 4

Nos dias 5 e 6 de novembro, estarei participando do curso, “INGMAR BERGMAN – O Cinema da Angústia Existencial”, no Museu da Comunicação (Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vêm, por aqui, estarei postando um pouco sobre cada filme pertencente, a uma filmografia incomum, de um diretor incomum.

Sonata de Outono
Sinopse: Depois de ser uma mãe negligente por anos, a famosa pianista Charlotte visita sua filha Eva em sua casa, onde descobre que Helena, outra filha sua, mentalmente deficiente, também lá mora. Aos poucos a tensão entre Charlotte e Eva vai crescendo.
Outro grande momento da carreira do diretor sueco, que obteve da sua compatriota Ingrid Bergman (na única vez que trabalharam juntos) e da sua atriz favorita Liv Ullmann desempenhos extraordinários, onde ouso dizer, estão entre os melhores desempenhos das duas atrizes. Pois chega a um momento, em que realmente da a entender, que elas podem ser mãe e filha realmente, e que chegaram a um momento da vida, em por o cartas na mesa. Bergman foi isso, arrancava o melhor de cada ator e atriz que trabalhava, doa o que doer.

A HORA DO LOBO
Sinopse: Pintor e sua esposa vão morar em uma ilha bastante afastada da sociedade. Lá, em meio a intensos conflitos psicológicos, o casal conhece um misterioso grupo de pessoas que passam a trazer angústias ainda maiores às suas vidas, levando-os a relembrar fatos passados e questionar a própria lucidez.
Uma historia de amor distorcido, um impressionante retrato da loucura vivida é o que salta os olhos neste trabalho, sombrio e instigante. Uma das melhores parcerias de Bergman com a sua dupla de atores fetiches, Max Von Sydow e Liv Ullmann. O filme já começa de uma forma completamente diferente da forma que os filmes naturais começam. Pois ouvimos, em uma imagem escura, o barulho dos bastidores do filme, sendo que até ouvimos Bergman falando por alguns momentos. O barulho para, e imediatamente surge à primeira cena, sendo Ullmann fazendo sua personagem, mas ela vai até nos e começa a conversar com a gente sobre acontecimentos do passado e que nos iremos assistir em seguida. É interessante essa cena, pois da uma sensação que personagem e atriz se misturam, pois na época das filmagens, Ullmann estava grávida de Bergman. Portanto, sinto uma ligeira influencia sobre isso na sua interpretação, que é sempre fenomenal.
São vários momentos antológicos como esse e de outros durante a projeção, que fazem desse filme o meu preferido de Bergman. Atenção para uma cena de Max Von Sydow com um jovem na praia, no qual podemos interpretar de varias formas, mas qualquer resposta seria inútil, pois é difícil descrever tal cena, assim com varias durante a projeção  dessa obra prima.

Cine Dica: Estréias no final de semana (28 10 11)

Para todos um ótimo final de semana e boas sessões de cinema. No meu caso estarei assistindo de manhã ao filme Contagio junto com um debate, organizado pelo Cine Clube Zero Hora. E a tarde irei assistir ao elogiado O Palhaço, que até agora, está se tornando uma dos melhores filmes brasileiros do ano.

Confiram as estréias:


O PALHAÇO
Sinopse: A narrativa traz a história de Benjamin (Selton Mello) e Valdemar (Paulo José), pai e filho conhecidos nos picadeiros como os palhaços Pangaré e Puro Sangue. Eles ganham a vida viajando pelo país com o Circo Esperança; sem endereço fixo, sem vizinhos, sem documentos.
O drama começa quando Pangaré, cansado da vida na estrada, começa a achar que já não é mais um palhaço engraçado, fazendo despertar um sonho antigo de ter um lugar para morar e um CPF, comprovando sua identidade.


Contágio
Sinopse: A comunidade médica mundial inicia uma corrida contra o tempo no longa Contágio. Isso porque um vírus altamente transmissível se espalha pelo ar multiplicando rapidamente os contagiados que morrem em poucos dias, sem chances de cura. Mais rápido do que o vírus, o pânico toma conta de toda população que luta para sobreviver numa sociedade que está desmoronando.


A Condenação
Sinopse: Condenado à prisão perpétua por assassinato, Kenny Waters (Sam Rockwell) é considerado causa perdida por todos, menos por sua irmã Betty Anne (Swank). Disposta a defendê-lo, a dona de casa e mãe de dois filhos abandona tudo, volta à faculdade e dedica todo seu tempo ao curso de direito, numa luta incansável para provar a inocência de Kenny.


Borboletas Negras
Sinopse: A poetisa sul-africana Ingrid Jonker lutou contra o Apartheid, na década de 60, usando a poesia como arma. Suas palavras resistiram à censura do governo vigente e tocaram corações ao redor do mundo. Sua mensagem chega agora a mais pessoas através do filme Borboletas Negras.A importância do trabalho desenvolvido pela escritora ficou evidente quando Nelson Mandela, em seu primeiro discurso como presidente da África do Sul, leu o poema A criança que foi assassinada pelos soldados de Nyanga. O texto de Ingrid foi usado como um símbolo da África livre.Sob direção da holandesa Paula van der Oest, o longa-metragem retrata o instável lado emocional da artista. Com espírito sensível e rebelde, ela se destacou entre os escritores da época, mas criou um difícil relacionamento com seu pai, que era o chefe do departamento de censura do governo. Os amores também tiveram papel importante na trajetória de Ingrid Jonker; entre eles o escritor Jack Cope.



O Retorno de Johnny English
Sinopse: Após o período de reclusão numa remota região da Ásia, o atrapalhado agente britânico Johnny English volta à ativa numa missão importantíssima: impedir o assassinato de um líder chinês e, de quebra, desmascarar uma rede de conspiração que inclui a KGB, a CIA e o MI7. Cabe agora ao mais improvável funcionário da inteligência do Serviço Secreto de Sua Majestade concluir o dever com sucesso e se redimir de suas últimas trapalhadas.

CINE MÊS DAS BRUXAS: CINE TRASH: Parte 11

Neste mês das bruxas, vamos relembrar de umas das sessões de filmes que agente assistia na TV que mais deixou saudades, o Cine Trash. O programa comandado pelo saudoso Zé do Caixão exibia filmes de terror de baixo orçamento, mas muitos se tornaram pequenos clássicos do gênero e que muitos se lembram com bastante saudosismo.

Sexta - Feira 13 parte III em 3D

SINOPSE: Após a matança no Acampamento Crystal Lake,a ocupação de uma fazenda próxima por alguns jovens em busca de diversão chama a atenção maligna de Jason.
Como aqui, a formula seria a mesma (adolescentes + hormônios estourando + Jason = Assassinatos após azarações) o produtores decidiram injetar algo de novo neste capitulo que foi o 3D, que na época, esta ferramenta tentou resgatar o seu prestigio em diversos títulos (como Tubarão 3), mas no saúdo geral, não acrescentou em nada na série. As mortes foram mal organizadas e algumas tiveram sua melhor parte cortada da edição final (caso da morte da personagem Vera (Catherine Parks - flechada no olho).Contudo, é neste capitulo que finalmente Jason ganha sua tão conhecida máscara,a qual exibirá o corte provocado pela machadada dada pela personagem Chris. Curiosamente, a mascara surgiu meio que sem querer na trama, mas combinou tanto com o personagem, que os produtores mantiveram ela  nos capítulos seguintes. Hoje fica realmente difícil imaginar Jason sem aquela mascara sinistra.


Sexta - Feira 13: Capítulo Final
SINOPSE: Após uma série de mortes horríveis na floresta ao redor do Acampamento Crystal Lake,dois irmãos têm de unir forças para matar Jason.
Com o objetivo de encerrar a cine serie de uma forma satisfatória, "O Capítulo Final" foi uma estratégia de marketing que levou muita gente ao cinema para ver como Jason morreria. Mas convenhamos que muitos não caíram neste conto do vigário, pois caso o filme fizesse sucesso (e realmente fez) seria inevitável que surgisse novos capítulos, o que acabou acontecendo. Mas tentarmos imaginar esse filme como realmente o final, faz com que ele funcione muito bem, tanto, que talvez esse seja o melhor filme da série,bem melhor elaborado e com cenas eletrizantes. A cena final denunciava descaradamente que haveria uma continuação e,possivelmente.pela sugestão dada,Tommy (Corey Feldman, o Bocão de Gonnies) seria a reencarnação de Jason. Mas isso não chegou nem perto de ocorrer.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

CINE ESPECIAL: INGMAR BERGMAN: Parte 3

Nos dias 5 e 6 de novembro, estarei participando do curso, “INGMAR BERGMAN – O Cinema da Angústia Existencial”, no Museu da Comunicação (Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vêm, por aqui, estarei postando um pouco sobre cada filme pertencente, a uma filmografia incomum, de um diretor incomum.  

Fanny e Alexandre

Sinopse: No início do século XX, na Suécia, duas crianças acostumadas com a vida farta, Fanny e Alexander, passam a morar com um bispo rigoroso após seu pai morrer e sua mãe casar-se novamente, agora com tal bispo. Agora elas deverão enfrentar uma vida de miséria e dificuldades.
Outra obra notável, da filmografia notável de Bergman. Por mostrar uma ternura pouco vista em seus filmes anteriores e uma linha narrativa mais convencional, para o publico em geral, mesmo com a longa duração. A principio, a trama seria moldada para ser exibida como uma mini serie para a TV, com aproximadamente cinco horas de duração, o filme foi todo repassado pela montagem, supervisionada pelo próprio diretor, para daí então ser exibido no cinema. Com isso, o filme se tornou um dos mais premiados de sua carreira, tendo ganhado o Oscar de melhor filme estrangeiro, fotografia, direção de arte e figurino.


Curiosidade: Há versões com 188 e 197 minutos, além de uma versão do diretor com 312 minutos.


CENAS DE UM CASAMENTO
Sinopse: O casamento de Marianne e Johan parece perfeito. Quando, por causa de outra mulher, Johan abandona Marianne, eles começam a viver um inferno conjugal, revelando os seus verdadeiros sentimentos.
Uma das mais fortes analises feitas pelo cinema, sobre o relacionamento conjugal e suas crises. Mas diferente do que muitos imaginam, o projeto foi a principio, apresentado como uma mini serie para a TV Sueca, mas habilidoso como Bergman era na montagem, editou os seis capítulos para que se tornasse um único filme e se tornasse acessível para o cinema e o publico em geral. A chave do sucesso da produção, esta nas interpretações extraordinárias do casal central (Ullmann e Josephson),e com isso, Bergman conseguiu mais uma perola de sua impecável filmografia.

Curiosidade: Segundo Ingmar Bergman, após a exibição de Cenas de um Casamento na TV da Suécia houve um aumento substancial no número de divórcios e também na procura por consultores de casamento;


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CINE MÊS DAS BRUXAS: CINE TRASH: Parte 10

Neste mês das bruxas, vamos relembrar de umas das sessões de filmes que agente assistia na TV que mais deixou saudades, o Cine Trash. O programa comandado pelo saudoso Zé do Caixão exibia filmes de terror de baixo orçamento, mas muitos se tornaram pequenos clássicos do gênero e que muitos se lembram com bastante saudosismo.

Sexta-Feira 13 - Parte II
Sinopse: Cinco anos após o massacre no acampamento Cristal Lake, novos instrutores se instalam num acampamento próximo. Um a um, os jovens do grupo são atacados e brutalmente mortos, revivendo a lenda de Jason.
Nem levou um ano e logo foi lançada essa seqüência do sucesso de 1980, só que desta vez, estrelado por Jason, mas um pouco diferente daquele Jason que nos conhecemos. Aqui, Jason ainda é humano, se fere facilmente e tão pouco usa sua famosa mascara de Hóquei. Foi por causa disso, que quando assisti pela primeira vez a esse filme no cine Trash, achei que fosse uma versão alternativa de Jason, ou simplesmente uma copia barata e descarada. Para vocês verem, como a imagem icônica do Jason posterior marcou as pessoas.
A trama aqui é praticamente a mesma da anterior, ou seja, jovens com os hormônios estourando, somente servindo de vitimas para Jason fazer o que faz de melhor, para dai então, sobrar uma mocinha e acabar (aparentemente) com o vilão no final. Como sempre, há um grande gancho para eventual continuação, e por mais que nos saibamos como termina cada capitulo, sempre queremos saber qual será as próximas vitimas ou como Jason dribla sua própria morte. Esse é o poder dessa famigerada criatura.

Curiosidade: O filme possui uma das mais longas seqüência de créditos da história do cinema, que dura aproximadamente 15 minutos.


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Cine Clássico: Ghost World – Mundo Cão

UM FILME PARA SER REDESCOBERTO E JAMAIS ESQUECIDO
Sinopse: . Depois de terminarem o segundo grau, as adolescentes Enid (uma “opulenta” e “cult” Thora Birch, de “Beleza Americana”) e Rebecca (uma “magrinha” Scarlett Johansson em inicio de carreira), debruçam-se sobre o que vão fazer da vida, considerando arranjar empregos e alugar juntas um apartamento.
Todo mundo sabe que quando o primeiro filme dos X-men fez sucesso, imediatamente se criou inúmeras adaptações de HQ de super heróis. Comendo pelas beiradas, surgiram também adaptações cuja historias não era com os herois uniformizados, e sim, historias que se aproximavam mais do realismo, e com isso, surgiram obras como O Anti-Herói Americano, Marcas da Violência, Sin City, Estrada para a Perdição e dentre outros. Um desses primeiros filmes a ir para esse lado oposto, foi essa ótima produção independente dirigida por Terry Zwigoff, que é uma adaptação do “comic book” underground de Daniel Clowes, dos anos 90.
Abordando as dificuldades da transição da vida adolescente para o mundo dos adulto, que por vezes, chega a ser mais complicado do que se imagina. O filme é uma deliciosa viajem da dupla feminina protagonista em meio ao cotidiano do dia a dia, entre pessoas excêntricas, mas com muito significado e cheio de conteúdo cada uma delas.
A visão do mundo que nos apresenta, tem lá os seus momentos de humor, mas é extremamente irônica, pessimista e consistentemente sombria. Com um colorido “Nerd”, e carregado de referencias ao mundo pop, as protagonistas são coadjuvadas por Steve Buscemi (em um de seus melhores momentos de sua carreira) e sua trilha sonora contagiante. Fotografia a cargo do Brasileiro Affonso Beato.Com uma indicação para Oscar melhor roteiro adaptado, o filme jamais ganhou cartaz na época por aqui,  o que é uma pena, já que é considerado um dos melhores filmes do inicio da primeira decada do século 21. Uma pequena joia que não custa ser redescoberta.


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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CINE ESPECIAL: INGMAR BERGMAN: Parte 2

Nos dias 5 e 6 de novembro, estarei participando do curso, “INGMAR BERGMAN – O Cinema da Angústia Existencial”, no Museu da Comunicação (Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando um pouco sobre cada filme pertencente, a uma filmografia incomum, de um diretor incomum.  

A Fonte da Donzela
Sinopse: Na Suécia, século XIV, a população oscilava entre o cristianismo e o paganismo. Herr Töre (Max von Sydow) e Märeta Töre (Birgitta Valberg) formam um casal que tem uma propriedade rural. Eles são cristãos fervorosos e incumbiram Karin Töre (Birgitta Pettersson), sua filha, uma adolescente de quinze anos, de levar velas para a igreja da região e acendê-las para a Virgem Maria. Karin sonha em só se entregar para um homem quando estiver casada e esta posição é reforçada pois Ingeri (Gunnel Lindblom), uma serviçal que mora em sua casa, está grávida. No caminho da igreja Karin é estuprada e assassinada por dois pastores de cabras. Quando a noite chega ironicamente os criminosos vão pedir comida e abrigo para os pais de Karin. São recebidos cordialmente e Herr Töre lhes promete trabalho. Märeta está nervosa, pois a filha não retornou, mas o marido tenta tranqüilizá-la dizendo que em outras ocasiões Karin dormiu na cidade. Porém o temor da mãe se concretiza quando um dos pastores, sem imaginar, quer vender uma peça de roupa de Karin para sua mãe. Ela reconhece a roupa da filha, mas diz que vai pensar e logo que pode tranca a porta e fala ao marido. Eles já têm certeza do triste destino da filha, pois a peça está suja de sangue. O casal agora só pensa em se vingar.
Baseado numa lenda medieval, Bergman constrói aqui um drama poético de profunda ressonância moral, mesmo onde os protagonistas ficam diante da duvida com relação a sua fé em Deus. O filme possui momentos de tensão e angustia, como por exemplo, a cena do destino da protagonista, um verdadeiro terror físico e psicológico, mas muito bem filmado A dramaticidade da situação é muito bem reforçada pela bela fotografia em preto e branco do seu habitual colaborador Sven Nykvist. Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro.
 
Gritos e Sussurros
Sinopse: Em uma casa no campo uma mulher está bastante enferma e recebe cuidados de suas duas irmãs e de uma empregada da família, que precocemente perdeu sua filha e por isso extravaza seu amor de mãe dando o maior carinho possível para aquela moça tão debilitada. Dentro deste contexto lembranças, frustrações e imaginações em um misto de amor e ódio surgem no interior de cada pessoa..
Um retrato de amor e ódio perante a inevitável morte, que é difícil de aceita-la, embora ela tenha acontecer, para o bem ou para o mau. Aqui, Bergman está com a mão mais pesada e sem piedade para aqueles que forem assistir a esse filme, pois a trama possui cenas chocantes e desagradáveis, para pessoas mais sensíveis e que não estejam familiarizadas com o universo de Bergman. Mas o diretor se torna esplêndido ao saber captar os sentimentos humanos, mesmo em situações incomuns, embora realistas. O filme levou o Oscar de melhor fotografia, devido a sua brilhante forma que foi apresenta, com os seus tons vermelhos, criados (novamente) por Sven Nykvist.


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Cine Dica: Em DVD e Blu-Ray: Kung-Fu Panda 2

(Leia minha critica já publicada clicando aqui)


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CINE MÊS DAS BRUXAS: CINE TRASH: Parte 9

Neste mês das bruxas, vamos relembrar de umas das sessões de filmes que agente assistia na TV que mais deixou saudades, o Cine Trash. O programa comandado pelo saudoso Zé do Caixão exibia filmes de terror de baixo orçamento, mas muitos se tornaram pequenos clássicos do gênero e que muitos se lembram com bastante saudosismo.

Sexta-Feira 13
Sinopse: No Lago Cristal, um acampamento de férias, dois adolescentes foram assassinados. Vinte anos após o crime o acampamento reabre, mas uma série de novas mortes acontecem novamente.
Não me lembro se esse primeiro filme, da já clássica cine série de terror dos anos 80, passou no cine trash, mas tenho certeza que o segundo e o terceiro passaram na sessão. Portanto não seria justo falar dos outros capítulos e deixar de fora o primeiro, que muitos consideram insuperável.
Dirigido por Sean Sexton Cunningham, o filme foi criado unicamente na época, para pegar carona com o sucesso do filme Halloween - A Noite do Terror (78) de John Carpenter, portanto formula é a mesma. Jovens, sem nada para fazer, ficam curtindo muito sexo e droga, para então, serem vitimas do assassino em questão e no final, somente sobrar uma mocinha, para dar cabo (aparentemente) do vilão. Pode ter se tornado o maior clichê, mas o filme funcionou como uma beleza, para a época e ainda hoje, pois há momentos de pura tensão e de surpresas, para fazer ficar preso na cadeira, como por exemplo, o ato final que reserva momentos imprevisíveis. Para aqueles que acreditam que essa cine série começou com Jason, fica espantando com o primeiro filme, e acaba se dando conta que não é bem assim, mas é preciso assistir, pois não serei eu aqui que estragarei a surpresa. O que eu posso dizer, é que o filme carrega muitos elementos que já foram usados em filmes como Psicose, só que aqui, numa ordem inversa, e com isso, criou-se algo original, e que fez escola.

Curiosidade: Em inicio de carreira, Kevin Bacon é uma das primeiras vitimas da cine série.


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terça-feira, 25 de outubro de 2011

CINE ESPECIAL: INGMAR BERGMAN: Parte 1

Nos dias 5 e 6 de novembro, estarei participando do curso, “INGMAR BERGMAN – O Cinema da Angústia Existencial”, no Museu da Comunicação (Rua dos Andradas, 959 – Porto Alegre / RS). Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando um pouco sobre cada filme pertencente, a uma filmografia incomum, de um diretor incomum.  

O SÉTIMO SELO

Sinopse: Após dez anos, um cavaleiro (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Tudo depende da sua vitória no jogo e a Morte concorda com o desafio, já que não perde nunca.
Sombria parábola sobre o mundo existencial e religiosa sobre a relação incerta que o homem tem  algumas vezes sobre determinados assuntos, que por vezes, aflige sua mente, como a existência de Deus ou o que há após a morte. Bergman passa todo esse desconforto, do inicio ao fim, de uma forma original e até hoje insuperável. Com um preto e branco belíssimo, onde cada cena parece um quadro pintado, de uma forma rica e lírica. Praticamente contemporâneo a Morangos Silvestres, outra grande obra prima do diretor (veja abaixo), o filme é fruto de uma das poucas concepções não realistas de sua carreira.

Curiosidade: O Sétimo Selo é uma referência ao capítulo 8 do Livro das Revelações.


MORANGOS SILVESTRES
Sinopse: O velho professor Isak Borg viaja de carro para uma universidade para receber uma homenagem. No caminho, depara-se com estranhos e parentes, o que faz ele reviver velhos momentos de sua vida e tentar descobrir o significado de estranhos sonhos que vinha tendo.
Um belo retrato sobre os significados da velhice e o vicio do ser humano pelas suas recordações de momentos que não voltam mais. Por ser uma obra séria, o filme é um tanto que dificil na primeira vista, mas numa segunda e terceira revisão, se torna um filme maravilhoso de se assistir, para então, observar os seus inúmeros símbolos, com seus significados ao longo da projeção. O grande destaque vai para os momentos de flashback, devido a sua ótima iluminação, graças a uma estupenda fotografia (de Gunnar Fischer), pela criativa direção de Bergman e pela incrível interpretação do antigo diretor Sjostrom, como o velho professor.

Curiosidade: Grande vencedor do urso de Ouro no festival de Berlim.


PERSONA
Sinopse: Atriz emudece e é internada por isso. Na verdade, apenas se nega a falar e passa a ser cuidada por uma enfermeira. As duas, isoladas, vão estabelecendo uma relação de intimidade e simbiose de personalidades.
Talvez, o melhor filme ao explorar o lado psicológico do ser humano. Um ensaio rápido e certeiro de Bergman, onde ele cria um verdadeiro tour de force para as duas grandes atrizes centrais, pois a câmera jamais as abandona de forma alguma, e com isso, conhecemos cada expressão das duas, e tendo uma ligeira idéia do que elas estão pensando. Eu digo ligeira, pois são múltiplas possibilidades do que elas estão pensando em cada cena.
Uma verdadeira tensão em cada seqüência, pois o que vemos, são duas mulheres de uma fortíssima personalidade cada uma, sendo que, ao se chocarem essas duas personalidades, há de surgir momentos inquietantes para o espectador que assistir. Um texto poético e perturbador, um dos melhores de Bergman.


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CINE MÊS DAS BRUXAS: CINE TRASH: Parte 8

Neste mês das bruxas, vamos relembrar de umas das sessões de filmes que agente assistia na TV que mais deixou saudades, o Cine Trash. O programa comandado pelo saudoso Zé do Caixão exibia filmes de terror de baixo orçamento, mas muitos se tornaram pequenos clássicos do gênero e que muitos se lembram com bastante saudosismo.

A BOLHA ASSASSINA
Sinopse:Arborville, EUA. Um velho passeia entre os arbustos da periferia quando encontra uma bolha gelatinosa que veio do espaço. Logo a bolha gruda em seu corpo, devorando-o em seguida. Uma amostra dela é levada a um médico, que não consegue identificar sua formação. A bolha cada vez necessita mais de nutrientes, o que faz com que ataque um teatro, um depósito de carnes e enfrente a população da cidade em campo aberto, devorando centenas de pessoas.
Momento de confissão. Não tenho certeza se esse filme passou no Cine Trash. Lembro-me que assisti numa tarde longínqua dos anos 90, só não me lembro se foi no Cine Trash ou no Cinema em Casa, pois a sessão de filmes do SBT gostava de passar filme de terror na época, como Carnossauros e Re-animator 2. Contudo, A Bolha Assassina possui todas as características dos filmes que passava na Band, portanto ta valendo.
Dirigido por Chuck Russell (O Maskara), o diretor conseguiu o inesperado. Essa refilmagem é considerada por muitos como muito superior ao clássico do cinema B (A Bolha) dos anos 50. Talvez isso se deva aos engenhosos efeitos visuais da época, bem eficazes, além de manter todas as características dos filmes de terror dos anos 80, como jovens sendo protagonistas, ligados ao sexo e a cultura pop, em meio ao terror explicito.

Curiosidade: Mais de uma centena de modelos da bolha foram usados nas filmagens, todos compostos por seda, látex, silicone e Methocil, um agente químico usado para tornar fast foods mais consistentes. - O diretor Chuck Russell aparece em uma pequena ponta, como o patrono do teatro. - Todas as cenas externas foram rodadas na cidade de Abbeville, na Louisiana. Estas cenas não foram rodadas na verdadeira Arbeville porque, na época das filmagens, a cidade estava coberta de neve.


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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cine Dica: Em DVD: O HOMEM AO LADO

UMA HISTORIA VISTA EM CADA ESQUINA
Sinopse: Leonardo (Rafael Spreguelburd) é um designer industrial que vive com a esposa Anne, a filha Lola e a empregada Elba. Eles moram na única casa da América feita pelo famoso arquiteto Le Corbusier, na cidade de La Plata. A vida da família era tranqüila até o início das obras em uma casa adjacente, onde o vizinho (Daniel Aráoz) resolveu ilegalmente fazer uma janela que dava pra sua casa.
O cinema Argentino esta provando que é versátil em vários gêneros de filme, e foi apartir de O Segredo dos seus Olhos, que o mercado estrangeiro começou a enxergar o cinema dos nossos hermanos com outros olhos. O homem ao lado é uma prova dessa onda de qualidade cinematográfica Argentina, ao mostrar uma situação corriqueira (vista em qualquer esquina) numa situação incomum. Isso graças a direção eficaz dos irmãos Mariano Cohn e Gastón Duprat, onde injetam momentos realistas, mas com doses de humor negro e umas pitadas de um pequeno suspense, já que não temos uma idéia precisa sobre o que rola exatamente nas cabeças de ambos vizinhos protagonistas. De um lado, temos designer industrial bem sucedido (Rafael Spreguelburd), mas que não esconde os seus defeitos, e do outro lado, um vizinho com o grande desejo de pegar luzes do sol dentro da sua casa, (interpretado de forma incrível pelo ator Daniel Araoz) e com isso, acaba abrindo uma janela bem em frente do primeiro.
O que temos aqui é um retrato do cotidiano de ontem e hoje, mas mostrado na tela, soa de uma forma original, principalmente por mostrar personagens ambíguos e estranhos. E a palavra ambígua está escrito na testa do personagem Araoz, que por vezes, parece assustador e por vezes simpático, mas com segundas intenções, nas quais, não deixa exatamente claras em (quase) em nenhum momento.
Uma pequena análise do comportamento humano, perante uma situação que poderia facilmente ser resolvida, mas que acaba ganhando contornos inesperados. Bem que poderia que outras situações corriqueiras da vida fossem levadas a tela dessa forma tão boa.


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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

NOTA: NA PROXIMA SEMANA...

Cine Especial: Steven Spielberg: FINAL

REVEJA AS PARTES: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8.

Cine Dicas: Estréias no final de semana (21-10-11)

Final de semana cheia de opções para cinéfilos. No meu caso estarei ocupado participando do curso sobre Steven Spielberg. Os especiais que eu fiz aqui (e que se encerra hoje) são um aquecimento para esses dois dias que ficarei envolvido dentro do universo mágico do diretor de ET. Mas isso é só o começo, já que inicio de novembro, estarei participando de um novo curso sobre Ingmar Bergman. Portanto, apartir de segunda, estejam prontos para entrar no universo incomum desse diretor incomum.

Confiram as estréias:


Gigantes de Aço
Sinopse: Num futuro não muito distante, as lutas de boxe já não são mais travadas entre seres humanos e sim através de robôs enormes, capazes de desferir golpes ultrapotentes e impactantes no oponente e para o espectador. Neste ambiente, Charlie (Hugh Jackman) é um ex-boxeador falido, que se vira com máquinas obsoletas e, quase sempre, perdedoras. Morando de favor com Bailey (Evangeline Lilly), filha de seu falecido treinador, ele acaba sendo chamado pela Justiça por causa da morte da ex-mulher e a futura guarda do filho deles. O problema é que Max (Dakota Goyo) tem 11 anos, Charlie nunca teve o menor contato com ele e, por isso, prefere que ele fique com a cunhada, mediante o pagamento de uma polpuda "recompensa". Mas o garoto é muito esperto e aos poucos vai conquistando o coração do lutador. Para completar, o menino é uma fera nos videos games e tem chances reais de ajudá-lo a treinar uma nova máquina de combate e mudar para sempre o destino deles. Agora, tudo que eles precisam é começar do zero e ir subindo no ranking para enfrentar o campeão dos campeões.



Atividade Paranormal 3
Sinopse: Dennis (Christopher Nicholas Smith) adora filmar e possuí até uma ilha edição em casa, montada na garagem. Casado com Julie (Lauren Bittner), com quem tem duas lindas filhas Katie (Chloe Csengery) e Kristi (Jessica Tyler Brown), ele resolve propor a ela que seja feita uma filmagem de uma transa dos dois. O que ele não contava é que um terremoto iria atrapalhar o momento de fetiche, mas também revelaria uma estranha imagem em sua gravação. Curioso com o fato, ele mostra para a esposa que não liga e também para um amigo (Dustin Ingram), que fica igualmente intrigado. Os dois acabam instalando mais de uma câmera na casa e o que eles passam a ver marcará para sempre o futuro de todos.




Um Gato em Paris
Sinopse: Dino é um gato que divide a vida entre duas casas. Durante o dia ele fica ao lado de Zoé (Oriane Zani), a filha de Jeanne (Dominique Blanc), que é delegada de polícia. À noite ele acompanha Nico (Bruno Salomone), um ladrão de grande habilidade que perambula pelos tetos de Paris em busca de novos roubos. Jeanne investiga vários roubos de joias e ainda precisa proteger o Colosso de Nairóbi, um monumento famoso cobiçado por Victor Costa (Jean Benguigui). Dino é testemunha de tudo o que acontece com seus dois donos e, por causa disto, vive várias aventuras.


Entre Segredos e Mentiras
Sinopse: 1971. David Marks (Ryan Gosling) é filho de um influente empresário, Sanford Marks (Frank Langella), mas nada quer com as empresas da família. Ele conhece e posteriormente se casa com Katie Mars (Kirsten Dunst), com quem abre uma loja de produtos orgânicos em uma cidade no interior dos Estados Unidos. O problema é que David não se sustenta e ainda depende da mesada da família. Um dia, ao receber a visita do pai, David recebe uma nova proposta para trabalhar em Nova York. Desta vez acompanhada com uma ameaça velada, de que Katie pode abandoná-lo caso mantenha o atual nível de vida. Temendo perdê-la, ele aceita o emprego e ambos se mudam mais uma vez. É o início dos problemas de relacionamento entre David e Katie, já que ele passa a querer agradá-la de todas as formas, mesmo que isto o torne infeliz.


180º
Sinopse: Anna (Malu Galli) e Russell (Eduardo Moscovis) são jornalistas e vivem juntos. Bernardo (Felipe Abib) começou a trabalhar há pouco tempo na redação, mas logo se torna amigo da dupla. Quando Anna e Russell decidem se separar, ele abandona a carreira e decide tocar o negócio do pai, envolvendo a plantação de laranjas, enquanto que ela resolve abrir uma editora. Um dia, após uma noite de bebedeira, Bernardo encontra uma caderneta que o inspira a escrever um livro. Ele o apresenta a Anna, que decide publicá-lo. Logo o livro torna-se um best seller, fazendo com que Bernardo vire uma estrela da literatura nacional. Só que, repentinamente, ele passa a receber ameaças do dono da caderneta.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cine Especial: Steven Spielberg: Parte 8

Nos dias 22 e 23 de outubro, estarei participando do curso O FANTASTICO CINEMA DE STEVEN SPIELBERG, na Rua General da Câmera 424 – Porto Alegre/RS. Enquanto os dois dias não vem, por aqui, estarei postando um pouco sobre cada filme que esse fantástico diretor criou e que foi um dos primeiros que fez nascer o conceito “blockbuster”.

Prenda-me Se For Capaz
Sinopse: Baseado na história de Frank Abagnale, ladrão mestre na arte do disfarce e um dos criminosos mais procurados na história dos Estados Unidos. Aqui o agente do FBI, Carl Hanratty, está em seu encalço e faz de tudo para capturá-lo.
Poderia ser mais uma aventura de um vigarista se Steven Spielberg com uma genialidade quase imperceptível não tivesse dado o calor humano e uma diferente empatia a essa história verídica. Com uma forma narrativa que remete aos filmes feitos nos anos 60 e 70 e neste sentido atendem para os letreiros da apresentação, o cineasta expõe esse jogo de gato e rato com mais ênfase na personalidade de Frank Abagnagle Jr (Dicaprio extraordinário) e nos seus conflitos familiares que se entrelaçam a perfeição com a trajetória das vigarices. Produção notável de recriação de época e um sugestivo toque de gênio do mago de trilhas Jhon Willians.

Curiosidade: O sistema de alarme de incêndio do hospital foi desenvolvido no final da década de 80/início da década de 90, bem depois da época em que o filme se passa (década de 60).


Guerra dos Mundos(2005)
Sinopse: Ray (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.
Apesar da versão clássica do conto ter se tornado bastante conhecida pela narração de Orson Welles na rádio e pela adaptação para o cinema nos anos 50, esse filme tem seus méritos, principalmente pelo fato de Spielberg ser fã, tanto do livro como também suas adaptações anteriores, e com isso, não fez feio. Nos, acostumados a nos vermos Spielberg dirigindo filmes em que os ETs eram sempre bonzinhos (vide ET e Contatos Imediatos de 3º grau), esse filme fecha a trilogia espacial do diretor, onde os aliens não têm nada de bom, e ao mesmo tempo, um retrato “pós 11 de setembro”, já que alguns momentos, o filme faz referencias aquele fatídico dia.
O filme já vale pelo primeiro ato, onde acontece o primeiro ataque. Poderia o diretor simplesmente mostrar os ETs atacando direto, mas em vez disso, ele cria uma verdadeira seqüência de suspense, efeitos especiais, truques de montagem e som, para criar um clima de verdadeira expectativa, para só então, a primeira nave dos seres alienígenas, surgir de uma maneira inusitada e muito bem engenhosa. Muitos na época reclamaram do final, que a trama foi resolvida de uma forma simples demais, mas o caso que essa solução estava no livro desde o principio e Spielberg se tornou fiel a ela, mesmo colocando a trama no dias atuais. O que, da minha parte realmente me incomodou, foi o fato de Spielberg não ter sido corajoso o suficiente com relação ao destino de um dos personagens principais, sendo que na ultima vez que nos vimos ele, era impossível ele ter sobrevivido. Assim como em AI, Spielberg mostrou sinais que perdeu a coragem de ser um pouco mais ousado depois de ter ficado mais velho.
Criticas a parte, eu gosto de me lembrar desse filme, mais pelo fato de ter conhecido pela primeira vez Dakota Fanning e ter tido a certeza que ela iria mais longe, o que realmente aconteceu.

Curiosidade: Steven Spielberg possui uma das poucas cópias do manuscrito usado por Orson Welles em sua transmissão pelo rádio do livro "Guerra dos Mundos", a qual leu em uma audição juntamente com o elenco do filme;


Munique
Sinopse: Apos atentado de 11 atletas nas Olimpíadas de Munique, em 1972, o governo israelense convoca um jovem patriota e sua equipe para matar os acusados pelo planejamento do massacre.
Assistir a Munique é como se voltasse no tempo e chegássemos em pleno inicio dos anos 70, pois Spielberg faz uma fantástica reconstituição da época, dando a ligeira sensação que o filme foi feito realmente em 1972. O filme também serve como alivio para o critico mais exigente, já que foi uma prova, de que Spielberg não perdeu sua ousadia, em tentar se superar, e novamente ele cria um filme adulto ousado e que pode muito bem se equiparar a outras obras primas adultas dele, como A Lista de Schindler. Aqui, o mundo da espionagem e terrorismo são postos na mesma mesa, elevando a um novo grau de ambos os lados, e ao mesmo tempo, é um assustador retrato de ontem e hoje sobre esse delicado assunto que é o terrorismo, que sempre existiu e sempre existira enquanto não houver uma solução definitiva. Os segundos finais enlaçam o que foi o terrorismo daquele tempo e do mundo "pós 11 de setembro". Uma imagem simples, mas que diz tudo. Destaco o incrível desempenho de Eric Bana, que provou que não viveria apenas sendo conhecido por ter sido um dos interpretes do Hulk no cinema.

Curiosidade: Bem Kingsley faria parte do elenco de Munique mas teve que deixar o papel devido a conflitos de agenda. Em seu lugar foi contratado Geoffrey Rush. - Guri Weinberg interpreta o próprio pai em Munique.


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