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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e Diretor de Comunicação e Informática do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 99 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Cine Dica: Próxima Sessão do Clube de Cinema de Porto Alegre - 'Kobra Auto Retrato'

 Segue a programação do próximo final de semana.

SESSÃO CLUBE DE CINEMA

Local: Sala Norberto Lubisco, Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana

Data: 03/12/2022, sábado, às 10:15 da manhã


"Kobra Auto Retrato"

Brasil, 2021, 85 min, 10 anos


Direção: Lina Chamie

Elenco: Eduardo Kobra

Sinopse: Em uma noite de insônia, Eduardo Kobra revê sua vida desde a infância difícil na periferia até o sucesso mundial como muralista. Nessa trajetória de vida, do grafite ilegal nas ruas de São Paulo até pintar grandes murais em mais de 30 países, Kobra passa a entender a arte de rua como voz política e democrática.


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Cine Dica: Programação Cinemateca Capitólio 1º a 7 de dezembro de 2022

 Cinemateca Capitólio inicia o mês de dezembro com muitas atrações e exibições únicas

O mês de dezembro começa movimentado na Cinemateca Capitólio. No dia 1º, quinta-feira, às 19h, a Capitólio recebe a programação do Dia Sem Arte/Day With(out) Art, evento que ocorre simultaneamente em espaços culturais do mundo inteiro, marcando a passagem do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Em Porto Alegre, a organização do Dia Sem Arte está a cargo do grupo Somos, organização que atua com a população LGBTQIA+ e pessoas vivendo com HIV/AIDS. Esta é a primeira vez que a capital gaúcha sedia o Dia Sem Arte, exibindo uma programação de vídeos que destacam as histórias não contadas de HIV e AIDS a partir da perspectiva de artistas que vivem com HIV em todo o mundo. O tema de 2022 é "Sendo e Pertencendo” e o evento conta com 7 obras de artistas, ativistas e criadores da Argentina, Canadá, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos e México.

No sábado pela manhã, dia 2, às 11h, acontece a última edição do ano do projeto Concertos Capitólio, com a apresentação do Coral da UFRGS, sob a regência do maestro Lucas Alves. Também no sábado, às 17h, a Sessão Plataforma exibe o monumental City Hall (2020), obra-prima do mestre do cinema documental Frederick Wiseman, com quatro horas e meia de duração.

Como ocorre tradicionalmente no primeiro final de semana do mês, sábado e domingo, às 15h, teremos mais uma edição da Sessão Vagalume, que desta vez exibe o premiado longa gaúcho Antes que o Mundo Acabe (2009),  de Ana Luiza Azevedo, recomendado para crianças a partir de 10 anos e adolescentes. O cinema gaúcho também é destaque com a exibição de Disforia, de Lucas Cassales, que encerra a mostra de filmes apoiados pela Porto Alegre Film Commission, e com exibições do recentemente lançado Os Bravos Nunca se Calam, de Marcio Schoenardie.

Já nos dias 2 e 6 de dezembro ocorrem as derradeiras sessões da mostra As Musas do Cinema Italiano, com A Bela Moleira, um dos primeiros sucessos da carreira da atriz Sophia Loren (dia 2), e A Moça com a Valise, obra-prima de Valerio Zurlini, protagonizada por Claudia Cardinale (dia 6).

E finalmente na quarta-feira, dia 7 de dezembro, a Cinemateca Capitólio recebe uma das atrações do festival Porto Alegre em Cena, com duas sessões do espetáculo-filme Ítaca, de Christiane Jatahy. Ítaca dá continuidade à pesquisa de linguagem da diretora (que em janeiro deste ano foi premiada pela Bienal de Veneza, com o Leão de Ouro pela sua trajetória artística), entre o teatro e o cinema, entre o ficcional e o documental, entre o passado e presente. Trazendo, a partir da ficção histórica de Homero, uma lente de aumento sobre os dias de hoje, sobre as guerras, os movimentos de partida e de chegada, a tentativa de chegar em casa concreta e metaforicamente. Para a construção dramatúrgica foram realizadas entrevistas com refugiados, alem de um período de trabalho com os atores para gerar cenas através de improvisos. Em seguida, durante um mês, Christiane Jatahy escreveu a dramaturgia final do texto. No elenco de Itaca estão as atrizes Isabel Teixeira (que ficou nacionalmente conhecida como a Maria Bruaca da novela Pantanal), Julia Bernart e Stella Rabello e os atores Cédric Eeckout, Karim Bel Kacem e Matthieu Sampeur.


GRADE DE HORÁRIOS

1º a 7 de dezembro de 2022


1º de dezembro (quinta-feira)

17h – Os Bravos Nunca se Calam

19h – Programação Dia Mundial de Luta Contra a AIDS (Dia Sem Arte)


2 de dezembro (sexta-feira)

19h – A Bela Moleira (Mostra As Musas do Cinema Italiano)


3 de dezembro (sábado)

11h – Concertos Capitólio (Coral da UFRGS)

15h – Sessão Vagalume (Antes que o Mundo Acabe)

17h – Sessão Plataforma (City Hall)


4 de dezembro (domingo)

15h – Sessão Vagalume (Antes que o Mundo Acabe)

17h – Os Bravos Nunca se Calam

19h – Disforia (Mostra Porto Alegre Film Commission)


6 de dezembro (terça-feira)

15h – Os Bravos Nunca se Calam

17h – Os Bravos Nunca se Calam

19h – A Moça com a Valise (Mostra As Musas do Cinema Italiano)


7 de dezembro (quarta-feira)

17h – Porto Alegre em Cena (Ítaca, de Christiane Jatahy)

20h – Porto Alegre em Cena (Ítaca, de Christiane Jatahy)

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Cine Dica: 'TUBARÃO - MAR DE SANGUE'

Sinopse: Um grupo de amigos aproveitam um fim de semana e roubam alguns jet skis para ir para o mar, mas acabam em um terrível acidente. 

"Tubarão" (1975) do mestre Steven Spielberg ainda é até hoje o melhor filme sobre um tubarão assassino que se torna uma entidade da natureza fora do comum. De lá pra cá não faltou imitações baratas que pegasse carona com o sucesso, sendo que os únicos que merecem uma conferida é "Mar Aberto" (2003) e "Águas Rasas" (2016), sendo que eu até estou sendo bonzinho com esse último que foi citado. No caso de "Tubarão - Mar de Sangue" (2022) ele até que nos prende graças ao seu suspense nervoso, mas que se perde nas soluções fáceis e fazendo a gente antecipar como a trama termina mais rápido do que se imagina.

Com direção de James Nunn, o filme conta a história de um grupo de amigos que aproveitam um fim de semana e roubam alguns jet skis para ir para o mar, mas acabam em um terrível acidente. Eles lutam para encontrar o caminho de casa carregando um amigo gravemente ferido enquanto terríveis predadores os perseguem no mar.

O filme até que me lembrou do recente "A Queda" (2022), já que em ambos os casos vemos os protagonistas isolados no nada e tendo que lidar com a possibilidade de terem que se virar para não morrer de fome ou sede. Troca o topo de uma grande antena para o meio do mar e teremos o mesmo filme, sendo que as traições amorosas acontecem aqui também e gerando até mesmo um Déjà vu para aqueles que já haviam assistido ao filme de Scott Mann. Porém, a peça central que é um Tubarão branco gigantesco faz com que o filme ganhe um certo tempero.

Contudo, não espere um ser assustador e tão pouco convincente, já que dá a impressão que é um mero tubarão digital em diversos momentos e não chegando aos pés do tubarão de borracha criado pelo mestre Spielberg em 1975. Ele somente está ali para se tornar uma grande ameaça, fazendo com que os protagonistas tenham que enfrentar um novo desafio a cada segundo e tendo que se virarem em situações que jamais imaginavam. É aquela velha história de sempre de um filme de terror, onde já temos uma nítida noção de quem irá morrer e quem irá sobreviver e isso já fica muito claro já no início do filme.

Na reta final é aquela velha história da luta pela sobrevivência, onde as soluções surgem de forma inverossímil, mas que acontecem para que a trama chegue ao seu final previsível. Ao final concluímos que é apenas uma passa tempo, mas que fará somente desejarmos revisitar o clássico dos anos setenta, pois esse sim foi feito para entrar para história. "Tubarão - Mar de Sangue", por outro lado, não passa de um verdadeiro caça-níquel e bem ao estilo cara de pau do cinema atual hollywoodiano.      

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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Cine Dica: Streaming - 'O Milagre'

Sinopse: Em 1862, uma enfermeira inglesa assombrada por seu passado vai até um remoto vilarejo irlandês para investigar o jejum supostamente milagroso de uma jovem. 

Sebastián Lelio é um de muitos diretores latinos que tem chamado atenção ao conseguir dirigir diversos temas, tanto dentro como fora do seu país de origem. Se por um lado ele havia surpreendido em "Glória" (2014) e "Mulher Fantástica" (2017), do outro, ele provou não ter limitações em território estrangeiro ao dirigir o surpreendente "Desobediência" (2018). Em "O Milagre" (2022) ele adentra em um tema espinhoso, cuja a fé das pessoas pode acobertar o lado mais errôneo do ser humano.

No filme, inspirado no fenômeno do século 19 das "garotas em jejum" e adaptado do aclamado romance de Emma Donoghue (Quarto), na Irlanda de 1862, uma jovem para de comer, mas permanece milagrosamente viva e bem. A enfermeira inglesa Lib Wright é levada a essa pequena vila para observar Anna O'Donnell, de onze anos. Turistas e peregrinos se reúnem para testemunhar a menina que teria sobrevivido sem comida por meses. Nesse thriller psicológico, o grande mistério gira em torno dessa aldeia, que pode estar abrigando um santo - ou mistérios mais sinistros do que parecem.

Com uma bela reconstituição de época, da qual sintetiza o lado mais belo daqueles tempos da Irlanda, Sebastián Lelio procura não julgar de imediato os seus respectivos personagens, mas sim joga-los na tela para que assim o próprio espectador julgue pelas suas ações no decorrer da trama. Na medida em que ela avança, vamos conhecendo melhor Lib, a enfermeira incumbida de observar e registrar um fato incomum, mas que aos poucos é revelado a sua verdadeira pessoa. Com um passado trágico, a personagem transita entre a fé perdida e a razão e para que então a mesma possa solucionar o possível milagre que está acontecendo naquele local.

Com um tema delicado, a história não é muito diferente de muitas que acontecem atualmente, onde o papel da igreja se torna uma mera cortina de fumaça para ocultar as reais intenções das pessoas e cuja as mesmas procuram a salvação mesmo que se encontre em uma situação perdida. Lib nos transmite a todo momento um ar de ceticismo com relação ao que está acontecendo e não demorando muito para desvendar o fatídico mistério. Sendo uma das melhores revelações dos últimos anos, Florence Pugh novamente dá um verdadeiro show de atuação, pois ela constrói para a sua personagem inúmeras camadas complexas e das quais aos poucos se revelam uma arma a favor para ela se separar da embriaguez provocada pela fé naquele local.

No ato final conhecemos, enfim, a verdadeira razão do possível milagre vindo da menina e cuja a revelação é chocante, porém, não muito surpreendente se compararmos aos inúmeros abusos que o machismo dentro da igreja comete contra a inocência de crianças que mal sabem ainda qual é o seu real papel em vida. Ao final, concluímos que o papel da mulher na trama se divide entre a submissão e na tentativa de reagir perante uma instituição que prega regras, por vezes, absurdas e que as vezes é unicamente para se tornar cada vez mais poderosa. A solução para o conflito pode até soar um pouco forçado, mas não há como negar que se torna um alívio depois de tanto martírio que a menina havia sofrido.

"O Milagre" é uma reconstituição de uma época em que a sociedade buscava a solução através da fé, mas que no final era usada como mera ferramenta para ocultar outras intenções e que até hoje nos soa familiar. 


Onde Assistir: Netflix 

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sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Cine Especial: Revisitando 'A Dama de Shanghai'

Sinopse: Michael O'Hara é um marinheiro que é contratado para trabalhar no iate do marido aleijado da bela Elsa Bannister durante uma viagem que o casal fará. Ele acaba envolvido numa perigosa trama de intriga e crime. 

Orson Welles era um cineasta autoral em um tempo que diretores quase nunca obtinham carta branca para realizar o filme da sua maneira.  Por conta disso, não é de se admirar que o Welles, considerado por muitos como o melhor diretor de todos os tempos, não tenha prevalecido por muito tempo entre as engrenagens de Hollywood, pois a mesma nunca foi interessada em visões pessoais, mas sim somente nos cifrões. "A Dama de Shanghai" (1947) é um desses casos em que diretor e produtores se digladiaram durante a produção, mas que felizmente o tempo fez com que o filme ganhasse um novo olhar através dessa nova geração.

O filme conta a história de Michael O'Hara (Orson Welles), um marinheiro que vê a bela Elsa Bannister (Rita Hayworth) passeando de charrete no parque. Ele a ajuda quando ela é assaltada por três homens, levando-a até seu carro. No dia seguinte Michael recebe a visita de Arthur Bannister (Everet Sloane), marido de Elsa e um advogado criminalista consagrado, que deseja que ele trabalhe em seu iate durante uma viagem que o casal fará. Inicialmente relutante, Michael aceita o trabalho devido à atração que sente por Elsa. Na viagem também está George Grisby (Glenn Anders), sócio de Arthur, que oferece a Michael US$ 5 mil caso ele o mate.

O filme pega carona com a tendência da época, mais precisamente do subgênero “Noir”, onde damas fatais, crimes peculiares e luz e sombras moldavam esses filmes e criando simpatia por aqueles que procuravam algo mais peculiar e menos o padrão habitual que Hollywood tinha a oferecer em tempos de Código Hays. Porém, o filme não foge das regras exigidas pela censura da época, ao ponto de que se alguns pontos que iam contra os bons costumes do cidadão comum daqueles tempos os mesmos seriam julgados de acordo com o desenrolar da trama. Por conta disso, vemos o protagonista de Welles sendo jogado em um redemoinho de tentações, traições, dinheiro e cobiça, mas fazendo dele alguém que irá lutar contra tudo isso, mesmo quando em alguns momentos isso não aparenta ser tão verossímil.

Em narração off, vemos o mesmo conhecendo a dama fatal da trama, mais precisamente Rita Hayworth que a recém havia conquistado os corações dos homens do mundo todo através do clássico "Gilda" (1946). Logicamente o público que assiste logo é persuadido a não confiar na personagem, pois a mesma surge do nada, como se a sorte tivesse sorrido para o protagonista, porém, tudo que vem fácil sai caro. O protagonista a deseja, ao ponto de querer livra-la do mundo vazio cheio de dinheiro e do qual a está, aparentemente, lhe sugando.

Deste universo de boa fartura está o advogado Arthur Bannister (Everet Sloane), marido da personagem de Rita e o seu sócio George Grisby (Glenn Anders). Ambos se encontram embriagados em meio ao mar de dinheiro que o poder lhes dá, mas não obtendo a merecida felicidade que tanto gostariam de obter. Curiosamente, vemos o protagonista contando uma curiosa história de pescaria, onde um tubarão ferido começa a sangrar e atraindo os demais tubarões. Ao final, todos estavam devorando uns aos outros e fazendo, portanto, uma referência peculiar com relação ao mundo em que a personagem de Rita estava convivendo.

Embora confuso em alguns momentos, principalmente com relação sobre quem quer armar para quem, o filme flui de acordo com a maneira que Welles dirige as cenas, fazendo delas dinâmicas e criando um belo jogo de luz e sombras. Além disso, é preciso destacar os inúmeros planos de fundo de determinadas cenas, fazendo com que determinados objetos ou situações se sobressarem e fazendo com que os personagens quase fiquem em segundo plano. Belo exemplo disso é o diálogo entre o protagonista e a Dama Fatal em um parque aquático e cujo os peixes vistos no vidro ficam enormes na medida em que eles vão caminhando em meio ao cenário.

Curiosamente, o filme é também um interessante estudo sobre os simbolismos dos sonhos, já que parece que o protagonista adentra no começo de um belo sonho de salvador da mocinha, quando na verdade começa a descer em um pesadelo que começará desejar em acordar. O terceiro ato, por exemplo, é impressiona com os seus belos cenários, por vezes, abstratos em que o personagem se envolve, ao ponto de parecer algo construído pelo pintor Salvador Dalí e algo que remete ao que havia sido inserido no clássico "Quando Fala o Coração" (1945) do mestre Alfred Hitchcock. Porém, o ápice do filme se encontra na famosa cena dos espelhos, cuja a edição faz com que o momento se torne claustrofóbico e que não me surpreenderia que tenha servido de inspiração para a cena final do clássico filme de kung fu "Operação Dragão" (1973).

Em termos de bilheteria "A Dama de Shanghai" acabou se tornando um fracasso para época. Muitos questionam até hoje os motivos do fracasso, mas alguns apontam que a obra não é uma visão exata que o diretor queria, já que os produtores mexeram no resultado final, sendo que o próprio Welles queria um longa mais longo num total de 155min. A partir disso o diretor quase nunca obteria total liberdade em seus projetos, sendo que ele voltaria somente a dirigir nos EUA com o filme "A Marca da Maldade" (1958), outra obra Noir que lhe daria uma nova chance em Hollywood, porém, a liberdade da maneira como ele queria nunca conseguiria.

"A Dama de Shanghai" é um exemplo de como Orson Welles poderia ter ido ainda mais longe na carreira se não fosse pela ambição de Hollywood de sempre querer dar a palavra final em suas obras. 

Onde Assistir: Lançado recentemente em DVD pela Classicline. 

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quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Cine Dicas: Estreias do Final de Semana (24/11/2022)

 PINÓQUIO POR GUILLERMO DEL TORO

Sinopse: O diretor vencedor do Oscar Guillermo del Toro juntou forças com Mark Gustafson, uma das lendas da animação em stop-motion, para recriar o conto clássico de Carlo Collodi sobre o famoso menino de madeira. Nesta fantástica obra-prima, Pinóquio embarca em uma aventura encantada que transcende mundos e revela o poder do amor.


ATÉ OS OSSOS

Sinopse: Uma história de primeiro amor entre Maren, uma jovem que aprende a sobreviver à margem da sociedade, e Lee, um andarilho intenso e marginalizado, quando eles se encontram e se unem para uma odisseia de mil milhas que os leva pelas estradas secundárias. passagens escondidas e alçapões da América de Ronald Reagan.



SRA. HARRIS VAI A PARIS

Sinopse: Em Mrs Harris Goes to Paris, na década de 1950, uma empregada doméstica viúva (Lesley Manville) se apaixona por um vestido de alta costura da Dior. Ela decide que precisa desesperamente ter um vestido igual e passa a fazer de tudo para economizar o dinheiro para comprá-lo. Depois de muito sufuco, ela consegue e embarca em uma aventura para Paris. 



Mundo Estranho 

Sinopse: Mundo Estranho, a aventura original repleta de ação do Walt Disney Animation Studios, apresenta uma lendária família de exploradores, os Clades, em sua tentativa de navegar por uma terra inexplorada e traiçoeira ao lado de uma equipe eclética que inclui uma bolha travessa, um cachorro de três patas e um monte de criaturas famintas. Classificação Livre contém violência fantasiosa.


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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO DE 24 A 30 DE NOVEMBRO DE 2022 na Cinemateca Paulo Amorim

 SEGUNDAS-FEIRAS NÃO HÁ SESSÕES

Contratempos. 


AVISO DA SEMANA

A SALA PAULO AMORIM ESTÁ FECHADA PARA REFORMA.


SALA 2 / EDUARDO HIRTZ


15h – OS BRAVOS NUNCA SE CALAM (A PARTIR DE SÁBADO, DIA 26) Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2021, 115min). Direção de Marcio Schoenardie, com Duda Meneghetti, Edu Mendas, José Rubens Chachá. Lança Filmes, 12 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Dias antes de lançar seu novo livro sobre um grande esquema de corrupção, o autor é encontrado morto. Durante a despedida, os filhos se reencontram e o que parecia ser uma morte acidental se transforma em um possível caso de assassinato. Seguindo rastros e pistas, os atrapalhados “detetives" se veem cercados por inimigos, ameaças e falsos relatos, descobrindo que nem tudo é o que parece.

*Sessão com o jogo interativo baseado nas pistas do roteiro do filme.*


17h15 – CONTRATEMPOS (NÃO HAVERÁ SESSÃO DOMINGO, DIA 27) Assista o trailer aqui.

(A Plein Temps – França, 2022, 90min). Direção de Eric Gravel, com Laure Calamy, Anne Suarez, Geneviève Mnich. Bonfilm, 14 anos. Drama.

Sinopse: Julie luta sozinha para criar seus dois filhos no subúrbio e manter seu emprego em Paris. Quando ela finalmente consegue uma entrevista para um cargo que corresponde às suas expectativas, uma greve geral paralisa todo o transporte. Ela embarca, então, em uma corrida frenética para salvar seu emprego e sua família. Vencedor dos prêmios de melhor direção e atriz no Festival de Veneza.


19h – A ACUSAÇÃO *ESTREIA* Assista o trailer aqui.

(Les Choses Humaines - França, 2022, 138min). Direção de Yvan Attal, com Ben Attal, Suzanne Jouannet, Charlotte Gainsbourg, Mathieu Kassovitz, Pierre Arditi. Imovision, 14 anos. Drama.

Sinopse: Alexandre é um jovem educado e inteligente que estuda em uma concorrida universidade americana. Quando vai a Paris, por motivos familiares, Alexandre conhece Mila, a filha do novo namorado de sua mãe. Os dois jovens vão juntos a uma festa e, no dia seguinte, Mila denuncia Alexandre por estupro. Toda a aparente harmonia familiar desaparece e tem início um complexo julgamento que apresenta verdades opostas. O filme é adaptado do romance homônimo da francesa Karine Tuil.

*No domingo, dia 27, exibição a partir das 19h30min.*


SESSÕES ESPECIAIS DA SEMANA


FESTIVAL CINEMA NEGRO EM AÇÃO

DIAS 24 E 25, QUINTA E SEXTA    ENTRADA FRANCA

13h30 – 17h - Mostra de curtas, videoclipes, videoarte e longas-metragens de realizadores negros selecionados para o festival.


DIA 27, DOMINGO    ENTRADA FRANCA

17h15 – Exibição do longa MARTE UM, de Gabriel Martins, indicado pelo Brasil ao Oscar de filme internacional.


SALA 3 / NORBERTO LUBISCO


14h – KEVIN Assista o trailer aqui.

(Brasil, 2021, 85min). Documentário de Joana Oliveira. Embaúba Filmes, 12 anos.

Sinopse: É a primeira vez que Joana, uma brasileira, visita sua amiga Kevin na Uganda. Elas se tornaram amigas há 20 anos quando estudaram juntas na Alemanha e faz muito tempo que não se veem. A partir desse encontro, o filme tece a fina trama que é uma conversa entre duas amigas: as histórias do passado, os desejos, os caminhos trilhados, os diferentes modos de encarar a matéria do vivido e um elo de amor e sororidade que resiste à distância e ao tempo.


15h40 – O CLUBE DOS ANJOS Assista o trailer aqui.

(Brasil/Portugal, 2022, 100min). Direção de Angelo Defanti, com Otávio Müller, Matheus Nachtergaele, Paulo Miklos, Marco Ricca, Augusto Madeira, André Abujamra. Vitrine Filmes, 16 anos.

Sinopse: Sete amigos mantêm, há anos, o Clube do Picadinho, com encontros mensais regados a bom vinho e boa comida. Quando acham que a confraria já não faz mais sentido, surge um cozinheiro misterioso que começa a preparar banquetes inesquecíveis. O filme é baseado na novela homônima obra de Luis Fernando Verissimo.


17h30 – MEU FILHO É UM CRAQUE *ESTREIA* Assista o trailer aqui.

(Fourmi - França/Bélgica, 2022, 105min). Direção de Julien Rappeneau, com François Damiens, Maleaume Paquin, André Dussollier. Pandora Filmes, 12 anos. Comédia dramática.

Sinopse: Théo tem doze anos e é um talento no futebol. O garoto está bastante preocupado com Laurent, seu pai, porque ele está se afundando no alcoolismo após se divorciar. Quando um recrutador do clube inglês Arsenal F.C. se interessa por ele, o garoto vê uma oportunidade de devolver alguma esperança ao pai.


19h30 – NOITES DE PARIS (SESSÕES SOMENTE ATÉ DOMINGO, DIA 27) Assista o trailer aqui.

(Les Passagers de la Nuit - França, 2022, 110min). Direção de Mikhaël Hers, com Charlotte Gainsbourg, Quito Rayon Richter, Noée Abita. Vitrine Filmes, 16 anos. Drama.

Sinopse: No início dos anos 1980, a eleição do socialista François Mitterrand é festejada com esperança pelos franceses - mas Elizabeth acaba de se separar do marido e precisa cuidar sozinha dos dois filhos adolescentes. O emprego noturno em uma rádio surge como fonte de renda alternativa e também como uma possibilidade de recomeçar, principalmente depois que a protagonista decide levar para casa uma jovem problemática chamada Talulah. O filme faz várias citações à obra do cineasta francês Jacques Rivette (1928 - 2016), que Hers considera seu grande mestre.


SESSÃO ESPECIAL DA SEMANA

DIA 29, TERÇA    ENTRADA FRANCA


19h30 – SESSÃO ESCOLA DE CINÉFILOS

Exibição de Raia 4 (2019), de Emiliano Cunha, na abordagem do Cinema de Fluxo.


ESPECIAL: QUATRO FILMES COM RAFA SIEG

Ator homenageado no Festival Santa Maria Vídeo e Cinema


DIA 30, QUARTA

19h30 – DISFORIA, longa de Lucas Cassales.


DIA 01, QUINTA

19h30 – CORTEJO NEGRO, curta de Diego Muller;

ESPELHO HEXAGONAL, curta de Mauricio Canterle.

Sessão com a presença do ator para uma conversa com o público.


DIA 02, SEXTA

19h30 – A ÚLTIMA ESTRADA DA PRAIA, de Fabiano de Souza.


PREÇOS DOS INGRESSOS:

TERÇAS, QUARTAS e QUINTAS-FEIRAS: R$ 12,00 (R$ 6,00 – ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). SEXTAS, SÁBADOS, DOMINGOS, FERIADOS: R$ 14,00 (R$ 7,00 - ESTUDANTES E MAIORES DE 60 ANOS). CLIENTES DO BANRISUL: 50% DE DESCONTO EM TODAS AS SESSÕES. 

Professores têm direito a meia-entrada mediante apresentação de identificação profissional. Estudantes devem apresentar carteira de identidade estudantil. Outros casos: conforme Lei Federal nº 12.933/2013. Brigadianos e Policiais Civis Estaduais tem direito a entrada franca mediante apresentação de carteirinha de identificação profissional.

*Quantidades estão limitadas à disponibilidade de vagas na sala.

A meia-entrada não é válida em festivais, mostras e projetos que tenham ingresso promocional. Os descontos não são cumulativos. Tenha vantagens nos preços dos ingressos ao se tornar sócio da Cinemateca Paulo Amorim. Entre em contato por este e-mail ou pelos telefones: (51) 3136-5233, (51) 3226-5787.


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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Cine Especial: Próxima Sessão do Clube de Cinema de Porto Alegre - 'Contratempos'

Segue a programação do Clube de Cinema no próximo final de semana.

SESSÃO CLUBE DE CINEMA 

Local: Sala Norberto Lubisco, Cinemateca Paulo Amorim, Casa de Cultura Mario Quintana. Data: 26/11/2022, sábado, às 10:15 da manhã


"Contratempos" (A Plein Temps)

França, 2022, 90 min, 14 anos

Direção: Eric Gravel

Elenco: Laure Calamy, Anne Suarez, Geneviève Mnich

Sinopse: Julie luta sozinha para criar seus dois filhos no subúrbio e manter seu emprego em Paris. Quando ela finalmente consegue uma entrevista para um cargo que corresponde às suas expectativas, uma greve geral paralisa todo o transporte. Ela embarca, então, em uma corrida frenética para salvar seu emprego e sua família. Vencedor dos prêmios de melhor direção e atriz no Festival de Veneza.


Sobre o Filme: 

A corrida contra o relógio é tema recorrente em diversos momentos nos dias atuais, pois nos dá aquela sensação que está cada vez tendo menos tempo e chegando ao ponto de nos esquecermos de respirarmos. O sistema capitalista, por sua vez, é um dos alicerces que nos dá essa sensação, onde o cidadão comum está cada vez mais preso as engrenagens desse controle e fazendo com que o mesmo busque novas alternativas antes que seja tarde. "Contratempos" (2022) fala sobre a corrida por um sonho, mas em meio as turbulências políticas e que nos deixam cada vez mais em frangalhos.
Dirigido por Eric Gravel, o filme conta a história de Julie (Laure Calamy), que faz de tudo para criar seus dois filhos no campo, enquanto mantém seu emprego em um hotel de luxo parisiense. Quando ela finalmente consegue uma entrevista de emprego para uma posição que ela esperava há muito tempo, uma greve nacional inicia, paralisando o sistema de transporte público.
Vencedor dos prêmios de melhor direção e atriz no Festival de Veneza, o diretor Eric Gravel surpreende ao nos apresentar um filme com uma edição frenética, alinhada com uma trilha sonora contagiante e que faz sintetizar a corrida do dia a dia da protagonista. Do começo ao final da obra nós não desgrudamos da tela, pois é surpreendente o que ela põe em prática para colocar em ordem a sua agenda, mesmo quando parece ser impossível de cumprir cada etapa. A situação piora quando começa a greve do transporte e fazendo com que ela acabe tendo um desgaste gradual na medida em que a trama avança.
Vista recentemente no filme "Sibyl" (2021), atriz Laure Calamy nos brinda com uma das grandes atuações do ano, onde ela consegue criar para sua personagem uma mulher destemida, que lida em tentar driblar o sistema do qual trabalha para obter a sua tão sonhada entrevista de emprego, mesmo que para isso lhe custe muito. A trama avança, muitos obstáculos surgem e fazem com que ela comece a se desconstruir emocionalmente, ao ponto que o filme ganha até mesmo contornos de suspense, pois nunca sabemos ao certo como ela terminará o seu dia após o serviço. Quando ela chega na casa da babá para pegar os seus filhos é como se ela tivesse passado por um verdadeiro inferno, mas o pior sempre ocorre mais adiante para se dizer o mínimo.
O filme por si só é um retrato viciado sobre o mundo atual cada vez mais sendo afogado pelo sistema capitalista, do qual fazem trabalhadores exigirem por melhores salários, mas ao mesmo tempo prejudicando aqueles que buscam ir e vir em mais um dia turbulento. Curiosamente, ouvimos ao fundo os protestos através da rádio e televisão, porém, a protagonista mal tem tempo para administrar mentalmente sobre isso, pois o seu foco está em cumprir os seus objetivos. A reta final acaba sendo ainda mais desesperadora, principalmente pelo fato que nos dá a sensação que o seu sacrífico foi em vão e fazendo até mesmo a gente temer pela sua vida.
O ato final, aliás, me fez lembrar muito do clássico "A Última Gargalhada" (1924), do mestre F.W. Murnau, já que ambas as obras retratam os seus protagonistas a beira do precipício, mas cujos os minutos finais nos dão um certo alívio. Porém, o final deste filme pode ser interpretado em diversas formas, tanto pelo fato dele realmente terminar de uma forma que nos alivie, como também da possibilidade dele ter se encerrado de uma forma trágica, porém, realista. Ao meu ver, o realizador optou por nos dar um fio de esperança para encararmos o mundo real, pois a realidade da protagonista é o que já testemunhamos em nosso dia a dia.
"Contratempos" fala sobre a corrida contra o tempo em nosso mundo real, onde a busca pela realização de um sonho nos cobra um grande esforço e nos colocando a beira da loucura para dizer o mínimo. 



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Cine Dica: PROGRAMAÇÃO CINEBANCÁRIOS DE 24 a 30 DE NOVEMBRO

 ESTRÉIA:

SERIAL KELLY

SERIAL KELLY

Direção:René Guerra

Brasil/ Comédia, musical/ 2022/ 85min

Sinopse: Ao cumprir uma agenda de shows nas casas noturnas do sertão, Kelly, cantora de forró eletrônico, também deixará um rastro de mortes pelo caminho. Em sua trajetória de consumo compulsivo e violência, ela passa por um novo Nordeste, espiral de um desenvolvimento apocalíptico. Quando passa a ser investigada pelo assassinato de três homens, sua viagem instável também se torna uma estratégia de fuga. E de uma estrela em ascensão ela se torna uma heroína marginal, temida e procurada por Serial Kelly, a primeira mulher serial killer do Brasil.

Elenco: Gaby Amarantos (Kelly) Igor de Araújo (Tempero) Paula Cohen. (Fabíola) ; Aline Marta Maia (Faisca) Márcio Fecher .(Pastor Josias).

EM CARTAZ:


A MÃE

Brasil/ drama/ 80min

Direção: Cristiano Burlan

Sinopse: Maria, uma mãe solo que vive na periferia de São Paulo, volta para casa à noite e não encontra seu filho adolescente. Depois de uma busca ininterrupta pela vizinhança, ela começa a ameaçar a tranquilidade dos traficantes locais que decidem contar que Valdo foi assassinado pela Polícia. Incrédula ela começa uma busca vertiginosa pela verdade.

Elenco: Marcelia Cartaxo, Mawusi Tulani, Helena Ignêz


P ALOMA

Brasil/ Drama/ 104 min.

Direção: Marcelo Gomes

Sinopse: Paloma é uma agricultora que sonha com um casamento tradicional na igreja. Ao procurar o padre local para realizar a cerimônia com seu namorado Zé, tem seu pedido recusado. Mas Paloma, que é uma mulher trans, vai lutar para realizar seu sonho.

Elenco: Suzy Lopes Kika Sena Anita de Souza Macedo Samya De Lavor


HORÁRIOS DE 24 A 30 DE NOVEMBRO

(não há sessões nas segundas-feiras)


15h: PALOMA

17h: SERIAL KELLY

19h: A MÃE


Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 12,00 na bilheteria do cinema . Idosos, estudantes, bancários sindicalizados, jornalistas sindicalizados, portadores de ID Jovem, trabalhadores associados em sindicatos filiados a CUT-RS e pessoas com deficiência pagam R$ 6,00.Aceitamos Banricompras, Visa, MasterCard e Elo.

CINEBANCÁRIOS :Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre -Fone: 30309405/Email: cinebancarios@sindbancarios.org.br

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Cine Dica: Em Cartaz - 'Meu Tio José'

Sinopse: Meu Tio José é uma animação que conta história de José Sebastião Rio de Moura, membro do movimento de esquerda "Dissidência da Guanabara". Ele participou do sequestro do embaixador estadunidense Charles Elbrick em 1969 e ficou exilado no exterior por 10 anos. 

Em tempos atuais em que uma boa parte da população brasileira conservadora deseja um golpe militar após as eleições presidenciais desse ano é preciso, acima de tudo, olhar para trás e constar que esse desejo pelo golpismo já existe há bastante tempo. Nos tempos de chumbo, por exemplo, diversas pessoas caíram na clandestinidade para enfrentar um governo comandado por milicos e dos quais estes últimos jamais deveriam ter entrado. "Meu Tio José" (2021) fala sobre a vida de um militante e que serviu de inspiração para o seu sobrinho e dar a ele um novo passo em meio a redemocratização do país.

Dirigido por Ducca Rios, o filme é uma animação que conta história de José Sebastião Rio de Moura, membro do movimento de esquerda "Dissidência da Guanabara". Ele participou do sequestro do embaixador estadunidense Charles Elbrick em 1969 e ficou exilado no exterior por 10 anos. Quando retorna ao Brasil, ele é vítima de um atentado que culmina em sua morte. No mesmo dia de seu assassinato, seu sobrinho Adonias precisa escrever uma redação na escola. O menino precisa lidar com o luto de perder o tio e decide transformar a tristeza em homenagem a José através de seu trabalho.

O grande charme do filme está no fato da trama ser apresentada pela perspectiva do jovem sobrinho, do qual desconhece sobre a vida do Tio, mas que aos poucos vai se revelando para ele de um modo surpreendente. Dividida em capítulos, o filme é todo pincelado por um traço simples, porém, rico nos detalhes e dos quais são orquestrados pela forma como o jovem sobrinho enxerga o passado do seu tio e do qual ainda ecoa em seu presente. Pelo fato de tanto o sobrinho como o tio terem aptidão para desenhar, o filme é uma bela homenagem a essa arte e cujo os chargistas de ontem e hoje exprimem através do seu traço os rumos que o país vem percorrendo.

Curiosamente, o filme me lembrou bastante do ótimo "Persépolis"(2007), já que ambas as obras retratam a estabilidade de um país, para logo depois cair nas mãos do poder ditatorial e cujo o discurso sobre os bons costumes e Deus acima de tudo não passam de uma verdadeira cortina de fumaça para encobrir os horrores dos porões destes períodos. Dublado por Wagner Moura, José transita entre os sonhos com a realidade crua, o que faz dele um militante quase radical, mas cuja as suas ações são justificáveis perante a barbárie que os tempos de chumbo haviam cometido. Ao final, o sobrinho aprende o verdadeiro significado sobre o que é liberdade, da qual é preciso lutar pela ideia de um país livre, mesmo que haja dor e sacrifício ao longo deste percurso.

"Meu Tio José" retrata tempos de um Brasil que transitava entre a Democracia e a perseguição política e da qual ecoa até nos dias de hoje e que precisa ser ouvida.  


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