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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 90 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura e atualmente sou colunista da pagina Cinema e Movimento. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: Dias Vazios - Uma Geração Em Risco

Sinopse: Jean e Fabiana são namorados, que cursam o último ano do ensino médio em uma pequena cidade do interior e vivem o típico dilema de deixar a cidade em busca de um novo destino ou ficar e continuar a história dos seus pais. Após passarem o dia juntos, Jean toma uma decisão inesperada e Fabiana desaparece. Dois anos depois Daniel e Alanis tentam entender o que está por trás do que aconteceu.
Quando se é jovem é uma época de emoções a mil. Acontecem mudanças graduais, desde a forma de pensar e tendo planos para o futuro, mesmo quando alguns planos, infelizmente, não acontecem. Com isso, há o nascimento de insegurança com relação ao futuro, se criando um lado precipitado e culminando em decisões, por vezes, irreversíveis.
Baseado no livro "Hoje Está um Dia Morto" de André de Leones, "Dias Vazios", filme de estreia do diretor Robney Bruno Almeida, traz jovens protagonistas nessa fase da vida, sendo que a situação se complica ainda mais pelo fato de viverem uma cidade esquecida por Deus. Isso faz com que aja uma sensação de desesperança, rebeldia, tanto pelo fato de não gostar no lugar onde vive, como também a sempre falta de oportunidades que quase nunca surgem. Se cria, portanto, uma sensação de angustia e que acaba envolvendo os jovens protagonistas com força.
Envolvidos nesse clima mórbido vindo desse cenário, Jean e Daniel acabam possuindo uma ligação, mesmo que indiretamente, e vivendo em tempos diferentes do local. Daniel está escrevendo um livro sobre a história de Jean e sua namorada Fabiana, ao mesmo tempo em que ele próprio precisa lidar com sua conflituosa relação com a namorada Alanis. Curiosamente, a trama nos leva de uma maneira que não saibamos separar ambas as histórias, já que elas são bem parecidas em situações familiares. Isso se fortalece principalmente nas conversas com a freira do colégio onde os jovens estudam, e que, aparentemente, há uma repetição em ambos os casos, principalmente com relação a freira, cujo o seu discurso de alto ajuda, por vezes, se repete em ambos os casos.
Dividido em três arcos, o filme vai revelando a ligação das duas tramas, mesmo que isso não seja o foco principal da obra. Nem mesmo o caso do desaparecimento de Fabiana em suas versões vistas no filme sejam algo indispensável para ser analisado.  O que conduz o filme como um todo é a inevitável sensação de beco sem saída, como se não houvesse lugar para escapar daquele lugar e obtendo um futuro indefinido por assim dizer.
Ainda que não vá ao ponto sobre os sentimentos complexos dos personagens, a trama traz algo verossímil para a tela e que nos envolve por completo. Mesmo em situações, cuja as atitudes são inconsequentes, elas acabam soando verdadeiras e fazendo com que a gente se identifique com elas. Isso faz com que engrandeça os arcos e fazendo com que se tornem bem realizados.
Esse pensamento se fortalece ainda mais na medida que a história de Fabiana e Jean é contada a partir do livro que Daniel está escrevendo.  Isso faz com que se nasça inúmeras possibilidades sobre o que vai acontecer, principalmente pelo fato que tudo que ele escreve pode não ter sido ou tão pouco irá acontecer. Todo esse clima de angústia é elaborado também nas escolhas de imagens, momentos e até mesmo objetos de muito significado.
O fato da freira que conversa com os jovens, por exemplo, culminando dela quase sempre fumar, sintetiza o seu lado fraco e também traz um vel que encobre diversas possibilidades sobre o destino de alguns personagens. "Dias Vazios" é um filme poético e bem construído, crescendo em nossos pensamentos e nos fazendo refletir sobre o nosso mundo. 

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Cine Dica: Diamantino e Alien: 40 anos (20 a 30 de junho)

DIAMANTINO EM CARTAZ
CICLO CELEBRA OS 40 ANOS DE ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO

A partir de quinta-feira, 20 de junho, a produção portuguesa Diamantino, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, entra em cartaz na Cinemateca Capitólio Petrobras, com uma sessão diária às 14h. O valor do ingresso é R$ 16,00, com meia entrada para estudantes e idosos. No sábado, 22 de junho, às 14h, haverá uma sessão acessível do filme com entrada franca.

ALIEN: 40 ANOS
Entre os dias 28 e 30 de junho, a Cinemateca Capitólio Petrobras apresenta o ciclo Alien: 40 Anos. Com cinco filmes, a programação celebra o aniversário da obra-prima de Ridley Scott.
A programação apresenta no sábado, 29 de junho, às 18h, uma sessão especial de Alien, o Oitavo Passageiro comentada por Tainara Fraga, co-organizadora da mostra, e Carina Schröder. As duas pesquisadoras trabalham a representação da mulher no contexto da ficção-científica. O ciclo ainda apresenta uma edição do Projeto Raros com a pérola italiana Alien 2 - Sulla Terra, de Ciro Ippolito e Biagio Proietti, e três obras marcantes do gênero que dialogam com filme de Ridley Scott: Enraivecida na Fúria do Sexo, de David Cronenberg, O Planeta dos Vampiros, de Mario Bava, e A Ameaça que Veio do Espaço, de Jack Arnold.
O valor do ingresso para os filmes do ciclo Alien: 40 Anos é R$ 10,00, com meia entrada para estudantes e idosos. A sessão do Projeto Raros tem entrada franca.

FILMES
DIAMANTINO
99′ / Brasil-Portugal-França / 2018 / DCP
Classificação: 16 anos
Direção: Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt
Distribuição: Vitrine Filmes
Diamantino, o maior jogador de futebol do mundo, perde seu talento e encerra sua carreira em desgraça. Em busca de um novo propósito na vida, o ícone internacional embarca numa odisseia delirante, onde ele enfrenta o neofascismo, a crise dos refugiados, mutações genéticas, e a busca pela origem de seu gênio.

ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO
(Alien)
Estados Unidos/Reino Unido, 1979, HD, 116 minutos
Direção: Ridley Scott
Sessão comentada por Tainara Fraga e Carina Schröder
Ao retornar para Terra, uma nave espacial recebe estranhos sinais vindos de um asteróide. Investigando o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. O que parecia ser um ataque isolado se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.

PROJETO RAROS:  ALIEN 2 – SULLA TERRA
Itália, 1980, HD, 92 minutos
Direção: Biagio Proietti e Ciro Ippolito
Um módulo espacial retorna a Terra depois de uma missão desastrosa. Trazem, no lugar dos astronautas, pedras sinistras que contém criaturas que querem acabar com a raça humana. O filme é uma continuação italiana não-oficial e sem vergonha na cara da obra de Ridley Scott. A sessão será comentada pelos pesquisadores Cristian Verardi e Carlos Thomaz Albornoz.

ENRAIVECIDA NA FÚRIA DO SEXO
(Rabid)
Estados Unidos, 1977, HD, 96 minutos
Direção: David Cronenberg
Mulher sofre grave acidente e adquire uma sede de sangue insaciável. Clássico de Cronenberg estrelado pela diva do pornô Marilyn Chambers.

O PLANETA DOS VAMPIROS
(Terrore nello Spazio)
Itália, 1965, digital, 86 minutos
Direção: Mario Bava
Seguindo um sinal de emergência enviado do distante planeta Aura, a tripulação da espaçonave Argos enlouquece durante o processo de aterrissagem. Uma vez que a ordem é restabelecida, descobrem que uma diabólica forma de vida alienígena está dominando o corpo dos tripulantes mortos.

A AMEAÇA QUE VEIO DO ESPAÇO
(It Came From Outer Space)
Estados Unidos, 1953, 81 minutos, HD
Direção: Jack Arnold
John Putnam e sua namorada Ellen vivem em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Certa noite, enquanto espiavam as estrelas através de um telescópio, veem uma grande bola de fogo caindo perto de sua casa. Ao investigar, John acaba se deparando com uma nave alienígena e tenta alertar o povo de sua cidade.

GRADE DE HORÁRIOS
20 a 30 de junho de 2019

20 de junho (quinta-feira)
14h – Diamantino
16h – Operações de Garantia da Lei e da Ordem
18h – 120 Batimentos por Minuto
20h – Uma Juventude Alemã

21 de junho (sexta-feira)
14h – Diamantino
16h – A Segurança Interna
18h – A Assembleia
20h – Secundas + Escolas em Luta

22 de junho (sábado)
14h – Diamantino (Sessão Acessível)
16h – Morrer aos 30 Anos
18h – Os Anos de Chumbo
20h – A Terceira Geração

23 de junho (domingo)
14h – Diamantino
16h – Uma Juventude Alemã
18h – O Teto Sobre Nós + Era o Hotel Cambridge
20h – Alemanha no Outono

25 de junho (terça-feira)
14h – Diamantino
16h – Morrer aos 30 Anos
18h – A Segurança Interna
20h – Secundas + Escolas em Luta

26 de junho (quarta-feira)
14h – Diamantino
16h – Os Anos de Chumbo
18h – A Assembleia
20h – Secundas + Zero de Conduta

27 de junho (quinta-feira)
14h – Inferninho
16h – As Consequências do Crime
18h – Operações de Garantia da Lei e da Ordem
19h30 – Uma Juventude Alemã + debate com a cineasta Liliana Sulzbach e a cientista política Silvana Krause 

28 de junho (sexta-feira)
14h – Inferninho
16h – O Planeta dos Vampiros
18h – A Ameaça que Veio do Espaço
20h – Projeto Raros: Alien 2 - Sulla Terra

29 de junho (sábado)
14h – No Tempo das Diligências – Homenagem a Décio Andriotti
16h – Enraivecida na Fúria do Sexo
18h – Alien, o Oitavo Passageiro + debate

30 de junho (domingo)
14h – Inferninho
16h – A Ameaça que Veio do Espaço
18h – O Planeta dos Vampiros
20h – Zoravia + debate

terça-feira, 18 de junho de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Deslembro' - Memorias Fragmentadas

Sinopse: Joana é uma adolescente que mora em Paris com a família. Quando a anistia é decretada no Brasil, ela volta ao Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e onde seu pai desapareceu nos porões do DOPS. Lá, seu passado ressurge.

O documentário "Diário de Uma Busca" (2010), da diretora Flávia Castro, buscava pelas suas próprias memorias tentar compreender a morte do seu pai, Celso Castro, que ocorreu em circunstancias misteriosas em 1984. A obra sintetizava as lembranças da profissional como um todo, sobre tempos em que a sua família ficava passando de país em país, numa época em que boa parte dos países Sul Americanos vivia em conflitos e golpes políticos. É aí que chegamos a "Deslembro", um filme ficcional, mas que fala muito de sua vida pessoal.
Com produção de Walter Salles, o longa metragem aborda os desafios de uma família exilada e que prepara a sua volta para o Brasil, após a entrada em vigor da Lei da Anistia, em 1979. Portanto, A cidade carioca não é nada familiar para Joana (Jeanne Boudier), adolescente que teve o pai refém como prisioneiro político durante os anos de ditadura no Brasil. A menina agora está, a contragosto, de volta a sua cidade natal e memórias amargas de tempos difíceis vêm à tona, causando um forte desconforto e aos poucos revelando verdades amargas.
Embora seja uma trama que mantenha certa distância de fatos verídicos, é notório que estamos diante de uma obra em que Flávia Castro coloca na tela um pouco sobre o que foi a sua juventude. Portanto, vemos uma jovem protagonista tentando se encaixar em uma nova realidade, da qual se vê diante de um novo país, mas cuja as suas raízes se encontram lá. A questão dela, gradualmente, é tentar compreender o seu passado, aflorar as suas lembranças e compreender o posicionamento dos seus pais em tempos de repressão política.
Embora seja o seu primeiro longa-metragem de ficção, Flávia Castro ainda faz questão de trazer para o seu novo longa tudo o que aprendeu na área documental. Em muitos casos, por exemplo, ela nos brinda com planos-sequências, onde a sua câmera, por vezes, se encontra tremida, como se ela quisesse passar a sensação de estar presenciando imagens de um passado longínquo. Falando nisso, é sempre curioso observarmos certos detalhes que sintetizam aqueles tempos, desde o que as pessoas ouviam, como também da maneira que as crianças brincavam.
Jeanne Boudier se sai bem interpretando a jovem Joana, sendo que ela praticamente carrega o filme como um todo nas costas. Facilmente nos identificamos com ela, já que pelo seu olhar de observadora, enxergamos não somente aquela realidade, como também o seu próprio amadurecimento e transição para o mundo adulto. Curiosamente, as cenas ao lado da veterana atriz Eliane Giardini, sintetizam o entrosamento de duas gerações, mas que tem muito o que aprender uma com a outra.
Em sua reta final, Flávia Castro não procura dar respostas sobre o real paradeiro do pai da protagonista, já que muitos como ele naquela época, infelizmente, ainda continuam desaparecidos. A bela fotografia de Heloísa Passos, por exemplo, procura representar a transição de tempos obscuros para um futuro mais iluminado, mesmo quando a realidade lhe diz ao contrário. "Deslembro" é sobre memorias fragmentadas, mas que em dias atuais precisam ser destrinchadas mais do que nunca.  



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Cine Dica: Curso Crítica de Cinema - Inscrições abertas

                             INSCRIÇÕES ABERTAS
 
 
                                               Curso
  
 
                                               Apresentação
 

No ambiente contemporâneo, em que o jornalismo passa por reformulações de discursos e práticas, em grande parte motivados pela mudança de suportes e mídias, essas particularidades parecem se acentuar. Contudo, paradoxalmente, surgem novos pontos de convergência: o crescimento exponencial da produção provoca uma necessidade de seleção prévia de filmes, tendências e movimentos escolhidos para serem objetos da crítica, o que resulta em olhares de perspectiva semelhantes, necessariamente distanciados, seja na crítica de imprensa ou na academia.

 
 

Objetivos
 

O Curso A CRÍTICA DE CINEMA HOJE, ministrado por Daniel Feix, a partir da análise de trechos de artigos publicados, pretende observar como a crítica se estrutura na contemporaneidade, tendo como referenciais, ainda, os estudos do norte-americano David Bordwell (teórico e historiador do cinema), particularmente a “anatomia da interpretação”, e o pensamento do crítico francês Jaen-Michel Frodon. Em sua recente passagem por Porto Alegre, no seminário “O Estado da Crítica” (realizado pela ACCIRS e Unisinos) Frondon defendeu que o texto crítico possui um estatuto próprio, cuja potência advém da sua própria forma.

 


Curso


A CRÍTICA DE CINEMA HOJE
de Daniel Feix
 
 
Datas: 29 e 30 / Junho (sábado e domingo)
Horário: 14h às 17h
Local: Cinemateca Capitólio Petrobras
(Rua Demétrio Ribeiro, 1085 - Centro Histórico - Porto Alegre - RS)

Material: Certificado de participação e Apostila
 

Investimento
Pagamento p/ Cartão de crédito: R$ 95,00
- Pagamento p/ Depósito: R$ 90,00
***
Promoção: R$ 80,00
(Válido para as primeiras 10 inscrições p/ depósito)
 

Informações
cineum@cineum.com.br / Fone: (51) 99320-2714
 

Inscrições on line
www.cinemacineum.blogspot.com.br
 
 

Realização
Cine UM Produtora Cultural - 10 Anos
 

Apoio
Cinemateca Capitólio Petrobras

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Turma da Mônica - Laços' - Obrigado Senhor Mauricio

Sinopse: O Floquinho desapareceu. Para encontrar seu cachorro de estimação, Cebolinha conta com os amigos Cascão, Mônica e Magali e, claro, um plano infalível. 
 
No início do filme "Coraline" (2009) vemos a pequena jovem protagonista pegar um graveto e começar a procurar um possível poço de água por perto. É uma cena que facilmente nos identificamos, já que ela remete tempos mais coloridos da infância e que pequenas situações rendiam uma grande aventura. "Turma da Mônica - Laços" segue esse meu raciocino, onde vemos pequenos conhecidos nossos se aventurar em uma perigosa aventura, mas da qual nos soa familiar do começo ao fim dela.  
Dirigido por Daniel Rezende, do filme “Bingo - O Rei das Manhãs” (2017), o filme conta a história da vila Limoeiro, onde Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali vivem o seu dia a dia entre brincadeiras, imaginações e travessuras. Certo dia, Floquinho, o cachorro verde de Cebolinha, desaparece e lançando um mistério por todo o bairro. Cabe a união das quatro jovens crianças partirem para uma imprevisível cruzada em busca do seu amigo.  
Em tempos em que inúmeras HQ americanas são adaptadas para o cinema, era inevitável que o próprio Brasil não ficasse de fora e sendo uma questão de lógica que uma das suas adaptações teria uma das suas mais conhecidas marcas nacionais. Não há criança no Brasil que não tenha conhecido as HQ da “Turma da Mônica” um dia e ao testemunharmos aquele universo criado por Mauricio de Sousa ser transportado para o cinema nos dá aquela deliciosa sensação de nostalgia. Embora seja uma adaptação de uma releitura daquele universo, criado pelos escritores e desenhistas e irmãos Vitor e Lu Cafaggi, o filme possui todos os elementos dos quais nós víamos quando liamos os nossos gibis, seja da Mônica ou do Cebolinha, em tempos longínquos.   
Falando no Cebolinha, é notório que o pequeno personagem é o que mais se destaca entre os quatro, principalmente nas situações em que ele terá que saber lidar contra a sua própria prepotência e saber agir em equipe. Kevin Vechiatto surpreende numa atuação que nos emociona e nos brindando com as melhores partes do filme. Giulia Benite (Mônica), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) estão todos ótimos em cena, sendo que esse último nos rende os melhores momentos de humor da trama.  
Em termos técnicos, Daniel Rezende se sobressai novamente. Se em "Bingo - O Rei das Manhãs" ele já criava um bom ritmo graças a uma edição criativa, aqui não é diferente, já que os jogos de câmera, principalmente no ato final da trama, nos rendam momentos de pura adrenalina e olha que estamos falando de um filme para todas as idades. Visualmente, o filme parece uma HQ em movimento, não se distanciando de nossa realidade, mas moldado com cores quentes para que, talvez, remeta tempos mais inocentes.  
Só acho uma pena que o elenco adulto não possua o mesmo pique da trupe mirim, sendo que eles estão lá unicamente para complementar a trama. Porém, é preciso tirar o chapéu para curta, porém, importante participação de Rodrigo Santoro em cena. É pelo seu personagem, aliás, que o Cebolinha toma decisões importantes e que fará com que ele e os demais possam alcançar o final de sua aventura. 
"Mônica - Laços", não é somente uma deliciosa adaptação da famosa HQ, como também consegue nos enlaçar emocionalmente e nos lembrar de épocas mais inocentes.    


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Cine Dica: Mostra Insurreição

CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS RECEBE MOSTRA INSURREIÇÃO
 
A partir de terça-feira, 18 de junho, a Cinemateca Capitólio Petrobas recebe a mostra Insurreição. Com curadoria deMarcus Mello e realização do Goethe-Institut e da Aliança Francesa de Porto Alegre, a mostra apresenta 17 filmes até o dia 28 de junho. O valor do ingresso é R$ 10,00, com meia entrada para estudantes e idosos. 

INSURREIÇÃO

Insurreição. Substantivo feminino. 1. ato ou efeito de insurgir(-se), de sublevar(-se) contra a ordem estabelecida. 2. Oposição forte e veemente; rebeldia.

Os 50 anos das revoltas estudantis de Maio de 1968, celebrados em 2018, e a passagem do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim, a ser comemorado em novembro deste ano, são dois acontecimentos que, por sua proximidade e repercussão, estimulam uma reflexão profunda sobre a história contemporânea. Entre a crença nas utopias e na capacidade da ação coletiva como forma de construção de uma sociedade mais justa e igualitária, representada por Maio de 68, e a derrocada dos países da Cortina de Ferro, simbolizada pela destruição do muro que dividiu Berlim durante quase três décadas, se misturam os sonhos e as desilusões de várias gerações. E é justamente nesse contexto que, contra o surgimento de um discurso cada vez mais conservador e a ideia de impossibilidade de construção de uma sociedade utópica, vemos ressurgir com força movimentos de insurreição protagonizados por estudantes, mulheres e representantes de diferentes grupos excluídos de um estado de bem estar social.
A fim de promover um amplo debate em torno do tema, o Goethe-Institut e a Aliança Francesa de Porto Alegre reuniram esforços para realizar o evento Insurreição, que inclui uma mostra de filmes e mesas de discussão sobre as relações entre os movimentos sociais protagonizados por estudantes nas décadas de 1960 e 1970, em particular na Alemanha e na França, e as atuais formas de insurreição popular, com uma atenção especial aos acontecimentos recentes ocorridos no Brasil após as gigantescas manifestações populares de junho de 2013, que iriam culminar na destituição da presidente Dilma Rousseff em 2016.

 A curadoria elegeu como ponto de partida o filme Uma Juventude Alemã, de Jean-Gabriel Périot, uma co-produção entre Alemanha e França que estreou na seção Panorama do Festival de Cinema de Berlim em 2015 e permanece inédita no Brasil. Neste documentário, o diretor resgata, através de um riquíssimo material de arquivo, as origens estudantis do grupo Baader-Meinhof e suas relações com o movimento dos estudantes franceses que tomaram as ruas em maio de 1968, refletindo sobre os seus distintos desdobramentos históricos e sua repercussão internacional. Através de uma seleção de filmes clássicos e outros de produção recente, a mostra Insurreição busca relacionar esses movimentos de revolta iniciados na Europa no final da década de 60 e ver como eles ainda reverberam nos dias de hoje, em particular com as ocupações de escolas por estudantes secundaristas no Brasil, reconhecido como um dos mais relevantes e inspiradores gestos de desobediência civil no cenário político atual. Junte-se a isso outras manifestações recentes, como as ocupações urbanas protagonizadas pelo MTST, ou de grupos feministas radicais, como o ucraniano Femen, e teremos um atestado revelador de que os tempos atuais estão longe de poderem ser classificados como conformistas, existindo uma chama persistente de insatisfação e revolta na sociedade civil.

Na tentativa de dar conta de questões tão complexas, além da exibição do documentário Uma Juventude Alemã, a mostra Insurreição apresenta várias outras produções inéditas, entre as quais se destaca a pré-estreia no Rio Grande do Sul deEspero Tua (Re)Volta, de Eliza Capai, documentário brasileiro sobre o movimento de ocupação das escolas premiado no último Festival de Cinema de Berlim. A controversa atuação do grupo terrorista Baader-Meinhof e suas repercussões na história recente da Alemanha está representada por um bloco de cinco filmes que trazem a visão de diretores alemães de diferentes gerações sobre as ações do grupo, também conhecido como Fração do Exército Vermelho: A Terceira Geração(1979), de Rainer Werner Fassbinder, Os Anos de Chumbo (1981), de Margarethe von Trotta, A Segurança Interna (2000), de Christian Petzold, e As Consequências do Crime (2015), de Julia Albrecht, além de Alemanha no Outono (1978), produção coletiva que envolveu dez diretores (Rainer Werner Fassbinder, Alf Brustellin, Hans Peter Cloos, Alexander Kluge, Maximiliane Mainka, Edgar Reitz, Katja Rupé, Volker Schlöndorff, Peter Schubert e Bernhard Sinkel) na sua realização e é considerado um dos clássicos do cinema político alemão.

Já a resistência dos movimentos em prol dos direitos homossexuais, que em junho de 2019 comemoram os 50 anos do célebre episódio do levante dos frequentadores do bar Stonewall contra a repressão policial dirigida à comunidade gay em Nova York (o marco inicial do ativismo LGBT), está representada pela exibição de 120 Batimentos por Minuto, emocionante drama de ficção que resgata a história dos ativistas do Act Up na França, à época da eclosão da epidemia da Aids. Também da França vem a obra-prima Zero de Conduta (1933), de Jean Vigo, que mostra o ocupação de uma escola por alunos revoltados com a tirania de seus professores, e os documentários Morrer aos 30 Anos, de Romain Goupil (sobre Maio de 68 e suas consequências), e A Assembleia, de Mariana Otero (sobre o movimento de organização social Nuit Debout, que eclodiu na França em 2016).

Ao lado do inédito Espero Tua (Re)Volta, os recentes movimentos de resistência e desobediência civil no Brasil estão representados por uma seleção de títulos que retratam desde as revoltas dos estudantes secundaristas em 2016 (Secundas, de Cacá Nazário, Escolas em Luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli, e Rasga Coração, de Jorge Furtado) e a mobilização dos trabalhadores sem teto (O Teto Sobre Nós, de Bruno Carboni, e Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé), até as manifestações de junho de 2013 (Operações de Garantia da Lei e da Ordem, de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos). Uma programação urgente e necessária, para mostrar que, embora os tempos sejam sombrios, a luta continua.


Marcus Mello – Curador

PROGRAMAÇÃO

Uma Juventude Alemã (Une Jeunesse Allemande), de Jean-Gabriel Périot (França/Suíça/Alemanha, 2015, documentário, 93 minutos).
No final da década de 1960, a geração do pós-guerra alemão, desiludida pelo capitalismo anticomunista, se revoltava. O protesto contra o Estado levou à fundação da Fração do Exército Vermelho (RAF). O documentário de Jean-Gabriel Périot descreve, sem comentários, a transformação gradual e a crescente politização da era RAF, das suas origens estudantis até chegar à resistência armada, comparando o movimento dos estudantes alemães e seus desdobramentos com o movimento de Maio de 1968 na França. Exibição em HD.

Espero Tua (Re)Volta, de Eliza Capai (Brasil, 2019, documentário, 90 minutos).
Quando a crise se aprofundou no Brasil, os estudantes saíram às ruas e ocuparam escolas protestando por um ensino público de qualidade e uma cidade mais inclusiva. O documentário de Eliza Capai acompanha as lutas estudantis desde as marchas de 2013 até a vitória do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Inspirada pela linguagem do próprio movimento, o filme é conduzido pela locução de três estudantes, representantes de eixos centrais da luta, que disputam a narrativa, explicitando conflitos do movimento e evidenciando sua complexidade. Ainda inédito nos cinemas, o filme de Eliza Capai ganha sua primeira exibiçãoem Porto Alegre. Prêmio da Anistia Internacional no último Festival de Berlim. Exibição em DCP.

Alemanha no Outono (Deutschland im Herbst), de Rainer Werner Fassbinder, Alf Brustellin, Hans Peter Cloos, Alexander Kluge, Maximiliane Mainka, Edgar Reitz, Katja Rupé, Volker Schlöndorff , Peter Schubert e Bernhard Sinkel (Alemanha, 1978, 123 minutos).
Filme formado por diferentes episódios, assinados por um grupo de diretores que inclui alguns dos nomes mais importantes do cinema alemão do pós-guerra, como Alexander Kluge, Rainer Wener Fassbinder, Edgar Reitz, Volker Schlöndorff e Hans Peter Cloos. O filme cobre o período de dois meses no ano de 1977, quando um empresário foi raptado e posteriormente morto pela Fração do Exército Vermelho, grupo terrorista de esquerda cujas ações convulsionaram a opinião pública alemã na década de 1970. Após essa operação frustrada, três líderes do movimento, Andreas Baader, Gudrun Ersslin e Jean-Carl Rasper, teriam cometido suicídio na prisão de Stammheim. O filme inclui raras imagens do funeral de Baader, Ersslin e Rasper, e a participação de intelectuais como os escritores Heinrich Böll e Max Frisch e dos cineastas Margarethe von Trotta, Rainer Werner Fassbinder e Volker Schlöndorff. Exibição em HD.

A Terceira Geração (Die Dritte Generation), de Rainer Werner Fassbinder. Com Margit Carstensen, HannaSchygulla, Eddie Constantine, Bulle Ogier, Udo Kier e Hark Bohm (Alemanha, 1979, 111 minutos).
Uma comédia de humor negro sobre as atrapalhadas ações de um grupo de terroristas clandestinos. Polêmica visão de Fassbinder em relação à atuação da Fração do Exército Vermelho na Alemanha, o filme provocou reações extremas na época de seu lançamento, incluindo o espancamento de um projecionista em Hamburgo e a invasão de um grupo de jovens a um cinema em Frankfurt, que tentaram destruir a sua cópia com ácido. Condenado a um longo período de invisibilidade, e ofuscado pelo sucesso de outras produções do prolífico diretor Fassbinder, este filme debochado e anárquico somente seria redescoberto em meados dos anos 2000, quando reestreou nos cinemas alemães e pode ter suas virtudes finalmente reconhecidas. Exibição em HD.

Os Anos de Chumbo (Die Bleierne Zeit), de Margarethe von Trotta. Com Jutta Lampe, Barbara Sukowa, Rüdiger Vogler e Luc Bondy (Alemanha, 1981, 106 minutos).
Filhas de um rígido pastor protestante, as irmãs Juliane (Jutta Lampe) e Marianne (Barbara Sukowa) se afastam da severidade religiosa de seu ambiente familiar para militarem na luta pelos direitos das mulheres. Enquanto Juliane se torna uma jornalista engajada, sua irmã passa a integrar uma organização terrorista. Quando Marianne é presa, Juliane decide ajudar a irmã, apesar das diferenças de opinião que ambas têm em relação aos limites de seu comprometimento político. Vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, onde conquistou também o prêmio de melhor atriz para Jutta Lampe e Barbara Sukowa, este impactante drama de Margarethe von Trotta foi incluído pelo diretor sueco Ingmar Bergman na lista de seus filmes favoritos. Exibição em HD.

A Segurança Interna (Die Innere Sicherheit), de Christian Petzold. Com Julia Hummer, Barbara Auer, Richy Müller, Bilge Bingül e Bernd Tauber (Alemanha, 2000, 106 minutos).
Um casal de ex-terroristas alemães vive na clandestinidade em Portugal, na companhia de sua rebelde filha adolescente. Com roteiro co-assinado por Harun Farocki, foi o filme que revelou o cineasta Christian Petzold, um dos grandes nomes do cinema alemão contemporâneo, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros com Em Trânsito. Vencedor do troféu de melhor filme do ano no Deutscher Filmpreis, a principal premiação do cinema alemão. Exibição em HD.

As Consequências do Crime (Die Folgen der Tat), de Julia Albrecht (Alemanha, 2015, documentário, 80 minutos).
Após 37 anos do assassinato de Jürgen Ponto, diretor do Dresdner Bank, por um grupo terrorista, a diretora Julia Albrecht investiga o envolvimento de sua irmã Susanne Albrecht neste crime, que provocou traumas profundos tanto entre os familiares de Ponto quanto na sua própria família. Um documentário corajoso e altamente pessoal, que investiga os efeitos de fatos históricos recentes na vida de indivíduos comuns.
Exibição em HD.

Era o Hotel Cambridge, de Eliane Caffé. Com Carmen Silva, Isam Ahmad Issa, Suely Franco, José Dumont e Gabriel Tonin (Brasil, 2016, 93 minutos).
No centro de São Paulo, o prédio do antigo Hotel Cambridge é ocupado por trabalhadores sem moradia. Através de uma hábil combinação entre documentário e ficção, a diretora Eliane Caffé produz um contundente retrato sobre os movimentos de ocupação dos trabalhadores sem-teto, o MTST, no Brasil, descrevendo sua organização e seus embates contra o Estado. Exibição em DCP.

Operações de Garantia da Lei e da Ordem, de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos (Brasil, 2017, documentário, 83 minutos).
As manifestações que ocorreram no Brasil entre junho de 2013 e julho de 2014 estão no centro do documentário de Julia Murat e Miguel Antunes Ramos, que trabalha exclusivamente com material de arquivo. A abordagem tradicionalista dos grandes meios de comunicação e a cobertura alternativa das mídias independentes são comparadas e exploradas, evidenciando as suas diferenças e a posição do observador e do observado em cada uma delas. Ao propor um olhar sobre reportagens de televisão, materiais gravados por jornalistas e cineastas que acompanharam as manifestações e mídias alternativas (como a cobertura do coletivo Mídia Ninja), a dupla de diretores busca encontrar as relações internas às imagens, apresentando esses documentos produzidos no calor da hora sem hierarquização entre as diferentes fontes. Um filme de arquivo tenso e urgente, no qual a edição provoca novas relações entre imagem e discurso. Exibição em DCP.

Escolas em Luta, de Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli (Brasil, 2017, documentário, 77 minutos).
Em São Paulo, alunos secundaristas reagem ao decreto oficial que determina o fechamento de 94 escolas da rede pública e a realocação dos alunos. A resposta estudantil surpreende. Em poucos dias, por meio de redes sociais e aplicativos, eles organizam uma reação em uma verdadeira Primavera Secundarista – algo completamente inédito no país –, ocupando 241 escolas e saindo às ruas para protestar. O estado decreta guerra aos estudantes. Exibição em DCP.

Zero de Conduta (Zéro de Conduite), de Jean Vigo. Com Jean Dasté, Robert le Flon, Louis Lefebvre, Delphin e Gilbert Prouchon (França, 1933, 47 minutos).
Um grupo de estudantes ocupa sua escola para protestar contra a tirania de seus professores. Clássico de Jean Vigo realizado na década de 30, este média-metragem é considerado uma autêntica celebração da revolta e da insubordinação, e durante anos esteve proibido na França. Um filme maldito, de um diretor maldito, que somente teria seu talento reconhecido após a sua morte. Exibição em HD.

Morrer aos 30 Anos (Mourir à 30 Ans), de Romain Goupil (França, 1982, documentário, 95 minutos).
Após o suicídio de seu amigo Michel Récanati, o cineasta Romain Goupil se interroga a respeito de seu passando militante na extrema esquerda da CAL (Comités d'Action Lycéens). Ele insere em meio a imagens de assembleias gerais e manifestações em torno de 1968, documentos íntimos e depoimentos de antigos companheiros que partilharam desse momento. Através de um documentário de tom comovedoramente pessoal, Goupil traça o retrato de uma geração. Vencedor da Caméra d’Or no Festival de Cannes em 1982. Exibição em HD.

A Assembleia (L’Assemblée), de Mariana Otero. França, 2017, documentário, 99 minutos.
Em 31 de março de 2016, na Praça da República em Paris, nasce o movimento Nuit Debout. Durante mais de três meses, pessoas de todos os horizontes experimentaram a invenção de uma nova forma de democracia. Como falar juntos sem falar de uma só voz? Eis a pergunta colocada pelo movimento, ao qual a diretora Mariana Otero procura dar voz, neste documentário inédito nos cinemas brasileiros. Exibição em HD.

120 Batimentos por Minuto (120 Battements par Minute), de Robin Campillo. Com Nahuel Pérez Biscayart, Arnaud Valois, Adèle Haenel e Antoine Reinartz (França, 2017, 143 minutos).
A organização dos movimentos LGBT na França no começo da década de 80, a fim de garantir aos portadores do vírus da Aids tratamento de saúde digno e recursos para as pesquisas na área médica. Grande Prêmio do Júri e vencedor da Queer Palm no Festival de Cannes de 2017. Exibição em DCP.

Rasga Coração, de Jorge Furtado. Com Marco Ricca, Drica Moraes, Chay Suede, George Sauma, João Pedro Zappa e Luisa Arraes (Brasil, 2018, 113 minutos).
Após 40 anos de militância, Manguary Pistolão (Marco Ricca) vê o filho (Chay Suede) acusá-lo de ser um conservador, revivendo o mesmo conflito que teve com seu pai (Nelson Diniz) na juventude. Elogiada adaptação de Jorge Furtado para o texto de Oduvaldo Vianna Filho, um clássico da dramaturgia brasileira. Sessão única no Auditório do Goethe-Institut, seguida de debate com o diretor Jorge Furtado e a professora e cientista política Céli Pinto. Exibição em HD.

Secundas, de Cacá Nazário (Brasil, 2017, documentário, 20 minutos).
Uma fagulha pode incendiar uma pradaria”. O conhecido provérbio chinês ilustra a dimensão tomada pelo movimento de ocupação das escolas brasileiras pelos estudantes secundaristas, que se alastrou pelo Brasil em 2016. O empolgante documentário de Cacá Nazário acompanha as repercussões e desdobramentos da ação política desses jovens estudantes nasescolas de Porto Alegre. Prêmio de melhor curta-metragem gaúcho no Festival de Gramado em 2017. Exibição em DCP.

O Teto Sobre Nós, de Bruno Carboni. Com Cosme Rodrigues, Francisco Gick e Silvana Rodrigues (Brasil, 2015, 22 minutos).
Ocupantes de um prédio abandonado recebem a notícia de que podem ser despejados a qualquer momento. Enquanto Anna tenta lidar com a notícia, ela se depara com um misterioso homem deitado em sua cama. Prêmio de melhor direção no Festival de Gramado em 2015. Exibição em DCP.


GRADE DE HORÁRIOS
13 a 27 de junho de 2019

13 de junho (quinta-feira)
14h – Kinoclube: Migração Alada
18h – A Solidão do Corredor de Fundo
20h – Mr. Shome

14 de junho (sexta-feira)
14h – A Parte do Mundo que Me Pertence
15h30 – Suspíria – A Dança do Medo
18h – A Cor da Romã
20h – Projeto Raros Especial: Diário de um Ladrão de Shinjuku

15 de junho (sábado)
14h – A Parte do Mundo que Me Pertence
15h30 – Suspíria – A Dança do Medo
18h – O Evangelho Segundo São Mateus
21h – Natal na Terra

16 de junho (domingo)
14h – A Parte do Mundo que Me Pertence
15h30 – Suspíria – A Dança do Medo
18h – O Demônio das Onze Horas + debate com Enéas de Souza

18 de junho (terça-feira)
13h30 – Suspíria – A Dança do Medo
16:00 – O Teto Sobre Nós + Era o Hotel Cambridge
18:00 – Zero de Conduta
19:00 – Secundas + Espero Tua (Re)Volta, sessão seguida de debate com os diretores Cacá Nazário e Eliza Capai e a ativista Marcela Jesus

19 de junho (quarta-feira)
13h30 – Suspíria – A Dança do Medo
16:00 – As Consequências do Crime
18:00 – Os Anos de Chumbo
20:00 – Morrer aos 30 Anos

20 de junho (quinta-feira)
14h – Divulgação em breve
16:00 – Operações de Garantia da Lei e da Ordem
18:00 – 120 Batimentos por Minuto
20:30 – Uma Juventude Alemã

21 de junho (sexta-feira)
14h – Divulgação em breve
16:00 – A Segurança Interna
18:00 – A Assembleia
20:00 – Secundas + Escolas em Luta

22 de junho (sábado)
14h – Diamantino (Sessão Acessível)
16:00 – Morrer aos 30 Anos
18:00 – Os Anos de Chumbo
20:00 – A Terceira Geração

23 de junho (domingo)
14h – Divulgação em breve
16:00 – Uma Juventude Alemã
18:00 – O Teto Sobre Nós + Era o Hotel Cambridge
20:00 – Alemanha no Outono

25 de junho (terça-feira)
14h – Divulgação em breve
16:00 – Morrer aos 30 Anos
18:00 – A Segurança Interna
20:00 – Secundas + Escolas em Luta

26 de junho (quarta-feira)
14h – Divulgação em breve
16:00 – Os Anos de Chumbo
18:00 – A Assembleia
20:00 – Secundas + Zero de Conduta

27 de junho (quinta-feira)
14h – Divulgação em breve
16:00 – As Consequências do Crime
18:00 – Operações de Garantia da Lei e da Ordem
19:30 – Uma Juventude Alemã, sessão seguida de debate com a cineasta Liliana Sulzbach e a cientista políticaSilvana Krause