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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cine Dicas: Em DVD e Blu-Ray (28/06/12)


Neste mês eu andei tão ocupado indo ao cinema, eventos e cursos, que eu simplesmente não tive muito tempo, em assistir filmes em casa. Mas antes tarde do que nunca, portanto solto aqui umas dicas em DVD e Blu-Ray, para ser assistido no conforto da casa.      

O Artista

Sinopse: Na Hollywood de 1927, o astro do cinema mudo George Valentin (Jean Dujardin) começa a temer se a chegada do cinema falado fará com que ele perca espaço e acabe caindo no esquecimento. Enquanto isso, a bela Peppy Miller (Bérénice Bejo), jovem dançarina por quem ele se sente atraído, recebe uma oportunidade e tanto para traballhar no segmento. Será o fim de sua carreira e de uma paixão?

Em tempos em que o cinema cada vez mais se rende as mais avançadas tecnologias (vide 3D e Imax), para atrair cada vez mais o publico as salas, O Artista surpreende por ir contra a corrente dessa onda, apresentando uma trama muda e em preto e branco. Por mais bizarro que possa ser para o publico em geral atualmente, para os fãs cinéfilos de carteirinha, o filme dirigido por Michel Hazanavicius (Os Infiéis) é um verdadeiro prato quente, em que retrata um dos períodos mais importantes da 7ª arte, que foi a transição do cinema mudo para o falado. Mas assim como foi mostrado no clássico Cantando na Chuva, nem tudo foi flores com relação a essa mudança.                
Quem sente o peso dessa virada é George Valentin (Jean Dujardin, ótimo), que diferente do personagem de Gene Kelly naquele clássico, George sofre o diabo, perdendo emprego, prestigio e o dinheiro, unicamente por não conseguir se adequar nesta nova forma de atuar nas telas. Mas somente com o laço de esperança, representados pela atriz aspirante Peppy Miller (Berennice Bejo) e pelo simpático cão Uggie, é que acaba havendo luz no final do túnel. Um filme sobre perseverança e empenho em si próprio, sendo que basta acreditar, para conseguir os seus objetivos, mesmo com todas as adversidades. Vencedor do Oscar de melhor filme mais que merecido.
  
Curiosidade: A dupla Jean Dujardin e Bérénice Bejo ensaiaram suas cenas de dança no mesmo estúdio de Debbie Reynolds e Gene Kelly.
  
Shame

Sinopse: Brandon (Michael Fassbender) é um cara bem sucedido e mora sozinho em Nova York. Seus problemas de relacionamento, aparentemente, são resolvidos durante a prática do sexo, tendo em vista que é um amante incontrolável. Contudo, sua rotina de viciado em sexo acaba sendo profundamente abalada quando sua irmã Sissy (Carey Mulligan) aparece de surpresa e pretende morar com ele.

A quem diga que Michael Fassbender (X-men: Primeira Classe) só não foi indicado ao Oscar de melhor ator neste ano, unicamente porque ele surgiu com um nu frontal no inicio desse filme. Polemicas à parte, o filme de Steven McQueen (Hunger) nos brinda com umas das interpretações mais fascinantes do cinema recente, que é justamente de Fassbender, onde ele não se intimida em dar tudo de si, em cenas fortes de sexo, porém, indispensáveis para trama. Quase durante todo filme, vemos a personalidade e o dia a dia do seu personagem Brandon se descascar a tal ponto, que ele se torna indefeso, tanto perante aos outros, como consigo próprio e encarando o fato de estar caindo num buraco sem fim devido ao seu vicio carnal. Sendo que ele se entrega ao seu vicio, unicamente para satisfazer os seus desejos, ou para fugir da responsabilidade de cuidar da sua problemática irmã Sissy (a ótima Carey Mulligan de Drive).
Um filme corajoso, inquietante e que permanece nas nossas mentes após a sessão.

Curiosidade: A companhia Fox Searchlight Pictures investiu apenas US$ 400 mil para distribuir o filme nos Estados Unidos.
  
O Abrigo

Sinopse: Atormentado por uma série de visões apocalípticas, um homem não sabe se deve proteger sua família da tempestade que se aproxima ou dele mesmo.

Infelizmente, esse fascinante filme passou em branco em nossas salas de cinema, mas que agora chega em DVD. Uma verdadeira bola fora da distribuidora em ter excluído esse filme nas telonas, pois a trama é uma extraordinária metáfora escancarada da paranóia pós “11 de Setembro”, muito embora toda a paranóia tenha sua razão, mesmo que ela soe às vezes inverossímil. Michael Shannon (Foi Apenas um Sonho) apresenta aqui uma de suas melhores interpretações de sua carreira, ao construir a personalidade de seu personagem Curtis, de uma forma na qual não temos nenhuma certeza, se o que ele vê e sonha ao longo do filme, seja tudo fruto de uma mente perturbada ou se são realmente sinais de algo muito ruim que está por vir. A cena em que ele desabafa em um restaurante, na frente da maioria das pessoas da pequena cidade aonde vive, é digna de uma indicação ao Oscar, pois sentimos ali, um ser dividido em acreditar no que o assombra, mas que também está ciente que possa estar muito doente.
Todas as duvidas que atormentam o protagonista e a sua família, é somente esclarecido nos últimos minutos da projeção, que mesmo assim, nos deixa com a sensação de fazer agente não acreditar exatamente no que nos foi apresentado.


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