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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Cine Dica: Em Blu-Ray - DVD – VOD: 'Utøya - 22 de julho' - Terrorismo na Noruega

Sinopse: Kaja se diverte com sua irmã mais nova Emilie, doze minutos antes da primeira bomba chegar ao acampamento de verão na ilha Utøya.  

O cineasta Paul Greengrass, da "trilogia Bourn", dirigiu uma impressionante reconstituição sobre ataque terrorista contra os jovens que estavam acampando na ilha de Utoya, Noruega em 2011. Produzido pela Netflix, o filme é perturbador pelo seu realismo, principalmente pelo fato de o ataque ter sido orquestrado por um único homem, um fanático da extrema direita. Porém, "Utøya 22 de julho - Terrorismo na Noruega" se torna ainda muito mais cruel, pois o filme começa e termina justamente no cenário dos terríveis acontecimentos e dos quais poderiam ser impedidos.   
Dirigido por Erik Poppe, do filme “Águas Turbulentas” (2008), o filme se concentra na personagem Kaka, interpretada pela estreante Andrea Berntzen, que viajou com sua irmã mais nova Emillie e demais estudantes para ilha de Utøya para acamparem. Após saberem de uma explosão na zona de edifícios governamentais da capital, Oslo, os jovens começam a ficar preocupados e tentam ligar para os seus familiares. Quando um ataque começa acontecer dentro da ilha, Kaja tenta desesperadamente reencontrar a sua irmã, pois ela havia ficado para trás em uma das tendas do acampamento.    
O filme já começa de uma forma bem pouco convencional, já que Kaja, mesmo de uma forma indireta, quebra a quarta parede e nos avisa que iremos testemunhar algo pouco usual para nós. A câmera de Erik Poppe, por sua vez, se torna o nosso olhar perante os eventos que Kaja daqui em diante irá testemunhar e fazendo com que fiquemos ao seu lado até o derradeiro final. Em um plano-sequência direto, o filme nos passa a mesma sensação de outros filmes como, por exemplo, "O filho de Saul" (2015), mas com resultados distintos, porém, igualmente perturbadores.  
Embora sendo nova na área de atuação, Andrea Berntzen surpreende em sua atuação sufocante, onde a sua personagem transita entre a razão e a loucura de uma situação sem sentido algum. Em sua cruzada pela busca de sua irmã, ela testemunha o medo, o horror e a morte no olhar de cada um que ela cruza pelo seu caminho. Não deixa de ser sufocante, por exemplo, quando ela tenta reanimar, em vão, uma jovem que havia levado um tiro e que estava tentando ligar pela última vez para a sua mãe.  
Curiosamente, não há nenhum vislumbre do terrorista em si, já que o que conta aqui não é saber qual é o rosto do monstro, mas sim testemunharmos os horrores provocados pelo mesmo. Esse fato verídico ocorrido em 2011 na Noruega seria uma espécie de prenúncio da insanidade e da intolerância que a extrema direita começaria alastrar, não somente na Europa, como também pelo resto do mundo.  
Com um final perturbador, "Utøya 22 de julho: Terrorismo na Noruega" reconstitui os horrores criados pelo monstro do fascismo e do qual precisa a todo custo a ser combatido. 

Onde assistir: Now. 


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