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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Cine Especial: Curso FILME-ENSAIO: A Experiência do Cinema: Parte 1



Nos dias 09 e 10 de Julho eu estarei participando do FILME-ENSAIO: A experiência do cinema, criado pelo Cine Um e ministrado pelo documentarista, pesquisador, curador e docente Rafael Valles. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui eu irei fazer uma analise dos principais filmes que serão debatidos durante o curso.



A CHINESA



Sinopse: Enquanto discute sobre temas como Mao, Revolução Chinesa e o Socialismo, um grupo de estudantes franceses planeja ações terroristas.


Talvez, o filme mais profético de Gobard. Isso deve ao fato desse filme ter sido lançado em 1967, um ano antes da juventude pré-revolucionária que protagonizaria os episódios de desobediência civil na França. Visto hoje, é um claro protesto em forma de filme que o diretor criou contra o que achava errado com o que estava acontecendo com o seu país na época.
O primeiro ato do filme já mostra o que irá vir a seguir, como no caso as palavras “Um filme em construção” que se lê em azul depois do prólogo onde várias coisas são ditas e faz um breve resumo do que virá a seguir. Assim como “Uma ou duas coisas que eu sei Dela” em que Gobard surpreende ao criar uma espécie de falso documentário, aqui ele não separa ficção e realidade, e com isso, sua voz aparece com entrevistador no primeiro ato da trama, e para a surpresa de todos, á câmera que estava filmando Jean Pierre Leaud aparece sem mais nem menos. Vendo esse momento acontecer, dá entender que o diretor queria desconcertar o espectador, os fazendoeles pensarem que estavam vendo mais que um filme, mas algo que precisava ser dito, de uma forma até então inédita e fora do convencional.
Atualmente, o filme não é o dos mais populares do diretor, talvez pelo fato da obra ter ficado muito presa ao que estava acontecendo naquele ano e visto hoje, soa um tanto que pretensiosa e ambiciosa demais, mas ao mesmo tempo representa o que ele sempre foi quando ainda era jovem, um diretor ousado e sem limites e que não dava a mínima por onde pisava. 


 

O Demônio das Onze Horas



Sinopse: Casado com uma italiana e entediado com sua vida na alta sociedade, o professor espanhol Ferdinand foge em direção ao sul com Marianne, após um cadáver ser encontrado na casa dela. Eles caem na estrada e deixa um rastro de roubos por onde passam.

O argumento foi escrito pelo próprio cineasta, adaptando a obra Obsession, de Lionel White. Assim como na maioria de sua filmografia, a história não é muito linear e ao mesmo tempo questiona sempre a história do cinema e a evolução da sua linguagem. Mistura diversos gêneros como o thriller, comédia, drama romântico e uma pitada de Bonnie Clyde.
O tom da narrativa é um tanto que misturado, desde números musicais, inúmeras referências pictóricas e cinematográficas, assim como citações literárias. Assim como Viver a Vida, é relevante o trabalho de fotografia do filme, que novamente é autoria de Raoul Coutard, que destaca em cores primárias e que reinventa caminhos num incessante experimentalismo único.
A historia de um casal em fuga é muito conveniente, pois a partir do momento que eles pegam a estrada, tudo pode acontecer, muito embora o espectador tenha uma certa noção do que poderá acontecer no final, mas Godard não cai no óbvio. A trama se torna ideal para elaboração de inúmeras idéias sobre os gêneros de Hollywood e de suas mensagens que sempre passaram para o público. Entre as muitas sequências inesquecíveis do filme, não há como esquecer uma que envolve o famoso realizador norte-americano Samuel Fuller (que  interpreta a si próprio, assim como foi com Fritz Lang em Desprezo). A sua presença e diálogo curiosamente se tornam os mais reais se comparada as outras pessoas em cena. Para destacar isso, o realizador é filmado com cores vivas enquanto os outros surgem esbatidos. 
Assim como em seus filmes anteriores, é um filme estranho, inusitado e inesquecível de Godard.


 Mais informações sobre o curso e interessados em se inscrever cliquem aqui.


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