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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'A Noite Amarela' - Garotos Perdidos

Sinopse: Um grupo de adolescentes viaja para uma remota ilha do nordeste para comemorar a formatura do ensino médio. As brincadeiras e festas são gradativamente interrompidas pela sensação de que o lugar abriga um horror insondável. 

Não importa se um filme possua um orçamento limitado, pois basta ter uma boa ideia para que saia dali um grande conteúdo. Pegamos, por exemplo, o recente "Os Jovens Baumann" que, não só remete filmes clássicos como "A Bruxa de Blair" (1999) como também sintetiza o que foi um pouco dos anos noventa. "A Noite Amarela" segue uma linha parecida, moldada com poucos recursos, mas criando um criativo filme de terror psicológico e que fala da geração perdida do nosso tempo.  
Dirigido por Ramon Porto Mota, do filme "O Nó Do Diabo" (2017), o filme conta a história de uma turma de jovens amigos que param em uma ilha para comemorar a formatura do ensino médio. Porém, eles começam a andar em círculos pelo local, como se não conseguissem sair dali por algum motivo. Ao mesmo tempo, a trama vem e volta no tempo e revelando novas pistas sobre o que pode estar acontecendo.  

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Assistir ao filme "A Noite Amarela" requer um pouco de paciência, principalmente para aqueles que buscam pelo terror convencional, mas que irão encontrar algo fora do normal. Para começar, a sua fotografia é quase sempre escura, como se aqueles personagens estivessem em um pesadelo continuo e que buscam uma chance de acordar daquele cenário. Aliás, a trama nos força a prestar atenção no filme do começo ao fim, principalmente pelo fato de passado e presente transitarem a todo momento e fazendo a gente se perguntar o que realmente está acontecendo.
Mesmo com poucos recursos, Ramon Porto Mota cria um verdadeiro clima de tensão, pois ficamos nos perguntando se há algum mal que está à espreita para dar bote nos protagonistas. O mal, aliás, não surge na figura de um monstro, mas talvez nas atitudes duvidosas, seja dos protagonistas centrais, ou das figuras ambíguas que surgem na tela. Nesse último caso, essa sensação acontece justamente quando a história vem e volta no tempo e que explora as escolhas e atitudes dos protagonistas que são, por vezes, errôneas.
Do terceiro ato até o seu final, testemunhamos situações que fogem por completo do convencional, onde vemos os personagens se encaminhando em um turbilhão de situações que transitam entre o real e situações que beiram a um pesadelo extra-sensorial. Qualquer semelhança com alguma obra de David Lynch não deve ser vista como mera coincidência, pois a intenção, talvez, seja justamente essa. Em alguns momentos, por exemplo, o filme fez me lembrar de algumas obras do cineasta, como no caso de  "Eraserhead" (1977) e, principalmente, "Império Dos Sonhos" (2006). 
Com um final que levanta mais perguntas do que respostas, "A Noite Amarela" é um filme que incomoda por não ser um filme convencional dentro do gênero de terror e nos levando para um território até mesmo incomum. 

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