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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: ‘Meu Nome é Daniel’ - A Limitação Não é Uma Opção

Sinopse: Daniel Gonçalves nasceu com uma deficiência que nenhum médico foi capaz de diagnosticar. No documentário pessoal “Meu nome é Daniel”, o jovem cineasta residente no Rio de Janeiro traça o caminho de sua vida para tentar compreender sua condição. 

Os anos oitenta e noventa estão sendo revisitados através do cinema e da música atual. No cinema brasileiro recente, por exemplo, a estética da década de noventa é vista através da tecnologia da época, como no caso do recente "Os Jovens Baumann". "Meu Nome é Daniel", por sua vez, procura através de registros de VHS recontar a vida sobre alguém que não se intimidou perante as suas próprias limitações.
Dirigido pelo estreante Daniel Gonçalves, o mesmo decide, através de cenas de arquivos de VHS, recontar um pouco sobre a sua própria vida. Nascido com uma doença que ainda hoje é desconhecida, Daniel tem dificuldades motoras, mas que não o impede de seguir em frente para abraçar os seus objetivos. Ao mesmo tempo, enxergamos um pouco sobre a história do Brasil nessas suas cenas de arquivos.
O primeiro minuto do filme já nos pega desprevenidos, já que Daniel propõe filmar ele próprio dirigindo um carro, mas fazendo a gente temer por um possível acidente durante o percurso. Esse momento é proposital, já que, inconscientemente, tememos que ele se machuque, mas ao mesmo tempo somos pegos desprevenidos pela sua força de vontade ao longo da projeção. Com cenas em primeira pessoa, observamos a sua vida através do seu olhar e assim testemunhamos a sua grande revolução que ele vai trilhar.  
Tecnicamente o filme é um colírio para os cinéfilos que buscam uma estética diferente do convencional e que busca resgatar um pouco sobre como eram feitas as gravações caseiras de antigamente. Do Super8 ao VHS, conhecemos não somente a vida de Daniel, como também os costumes, a moda e sobre o que acontecia com o país em determinada época.  Ao mesmo tempo em que vemos, por exemplo, Daniel se interagir com a sua família, é curioso como a nossa atenção é fisgada sobre o que está passando na tv através do som e fazendo até mesmo nos localizarmos em que período se passa a história naquele momento.
Porém, é a própria figura de Daniel que se torna o coração do filme como um todo. A gente facilmente se identifica com ele, principalmente de acordo com os seus depoimentos sobre partes importantes de sua vida e fazendo a gente imaginar cada detalhe importante vinda através de suas próprias palavras. Não importa quais obstáculos surgiam, ou palavras até mesmo preconceituosas que lhe machucaram, o protagonista seguiu em frente para continuar vivendo e assim abraçar os seus grandes sonhos.
"Meu Nome é Daniel" é sobre persistência, força de vontade e a luta de alguém que não aceita ser excluído pela sociedade. 


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