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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sábado, 5 de outubro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Ad Astra' - Rumo Às Estrelas

Sinopse: Roy McBride é um astronauta que sempre viveu à sombra do pai. Este também se aventurava pelas estrelas e ficou conhecido por desaparecer após uma viagem espacial. Quando um colapso de energia na Terra indica possíveis sobrecargas vindas de outro planeta, Roy é convocado para retraçar os passos do pai. 

Nos últimos anos tem estreado, ao menos, um ou dois filmes de viagem espacial por ano. Tanto "Gravidade" (2013) como "Interestelar" (2014), são filmes que exploram a jornada do homem em busca por respostas sobre o seu papel neste universo infinito. "Ad Astra - Rumo Às Estelas" vem novamente para explorar esses conceitos e alimentar ainda mais o lado verossímil dentro desse gênero. Dirigido por James Gray, do filme "Z - A Cidade Perdida" (2016), o filme conta a história de Roy (Brad Pitt), astronauta bem-sucedido, mas que vive pela sombra do pai (Tommy Lee Jones) que foi pioneiro nas viagens espaciais.  Quando o planeta terra sofre um colapso de energia vindo de uma sobrecarga de outro planeta, Ray recebe a missão de descobrir o que está acontecendo. Para a sua surpresa, ele não só descobre que o seu pai está vivo, como também ele está diretamente ligado ao evento.  

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Diferente de outros filmes do gênero, James Gray nos apresenta um filme fora do convencional, onde se destaca mais o lado do enfrentamento que o protagonista tem consigo mesmo. Durante boa parte do filme, acompanhamos o protagonista em sua cruzada, mas, ao mesmo tempo, ouvindo em narração off os seus pensamentos e dos quais sintetiza o seu laço que tem com o seu parentesco. Brad Pitt novamente nos brinda com um papel forte, onde mostra um homem em uma luta interna, tanto no desejo de rever o seu pai, como também na possibilidade de cortar finalmente o cordão umbilical e assim prosseguir na vida independente do que aconteça.    
Em termos de ritmo, é interessante como o filme nos prende do seu começo ao fim, mesmo quando ele vai contra as expectativas daqueles que esperam um show de efeitos visuais. É graças ao seu visual, por exemplo, que a produção nos fisga de imediato, principalmente em momentos em que as situações realmente soam verossímeis aos nossos olhos. Aliás, a cena de ação em que ocorre na lua expande a ideia do real visual do que seria a superfície do satélite natural da terra e que já havia impressionado no ano passado com o filme "O Primeiro Homem".  
Curiosamente, o personagem fictício Roy tem muito em comum com o personagem histórico visto no filme de Damien CHazeelle. Em ambos os casos, são protagonistas que partem para essa missão, não para adquirir sucesso, mas sim para obter respostas sobre nós mesmos. O espaço infinito é um terreno fértil para diversos questionamentos que o homem enfrenta ao longo dos anos e é justamente por isso que a fórmula não tem, por enquanto, se desgastado nestes últimos tempos.    
Acima de tudo, é um filme que fala sobre a jornada do homem por respostas, mas que das quais não são fáceis de serem encontradas. A figura do pai, por exemplo, é vista como algo que precisa ser superada, para assim o protagonista obter a chance de prosseguir com a sua jornada e em busca de sua identidade própria. O filme, portanto, dialoga com essa crise existencial atual que alguns convivem atualmente, mas que é preciso se livrar dela e assim seguir em frente.  
"Ad Astra - Rumo Às Estelas" é uma ótima superprodução com conteúdo e que tanto faz falta no cinema atual Hollywoodiano.    

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