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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Histórias Assustadoras para Contar no Escuro'

Sinopse: A cidade de Mill Valley é assombrada há décadas pelos mistérios envolvendo o casarão da família Bellows.  

Em tempos de nostalgia, principalmente com relação aos anos oitenta, era questão de tempo que alguém fosse resgatar um material literário daqueles anos e para serem então adaptados para o cinema atual. Mesmo correndo o risco de déjà vu, ao menos, os realizadores possuem um público garantido e ganhando assim uma bela fatia do bolo. Porém, é preciso destacar que "Histórias Assustadoras para Contar no Escuro" possui as suas qualidades, mesmo que a intenção ali seja para se criar uma nova franquia em meio a tantas hoje em dia.
Dirigido por André Øvredal, do filme "A Autópsia" (2017) e produzido pelo mestre Guilherme Del Toro, o filme conta a história da cidade de Mill Valley, que é assombrada por vários anos pelos mistérios envolvendo a casa da família Bellows. No final do século 19, a jovem Sarah Bellows, uma garota que mantinha um mau relacionamento com os pais, foi ao porão para escrever um livro repleto de histórias aterrorizantes. Vários anos depois, mais precisamente em 1968, um grupo de adolescentes descobre o livro e começa a investigar o passado de Sarah, mas as histórias do livro começam a se tornar  verdadeiras.


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O filme adapta um contemporâneo de Stephen King, Alvin Schwartz, cuja série de "terror de acampamento" se estendeu por três coleções de contos, publicadas entre 1981 e 1991. Schwartz e King pegaram a época áurea do horror juvenil, pois só no ano de 1981 foram lançados "Um Lobisomem Americano em Londres", "Grito de Horror", "A Morte do Demônio", o segundo "Sexta-Feira 13" e o segundo "Halloween", além de "Pague para Entrar, Reze para Sair". Agora no cinema, "Histórias Assustadoras" inevitavelmente levanta comparações, em meio ao revival do horror teen.
Porém, é preciso destacar que o filme possui as suas qualidades, pois o roteiro usa eventos de 1968 como pano de fundo e sintetizando os temores daqueles tempos longínquos. Logo de cara o filme presta uma homenagem ao clássico "A Noite dos Mortos Vivos" (1968), que por sua vez era uma crítica social dentro do seu argumento proposto. Vale destacar que foi o ano que Richard Nixon foi eleito presidente, o Vietnã estava explodindo e com ele elevando o número de corpos de soldados norte-americanos.
Portanto, o horror do mundo real fica em volta dos jovens protagonistas da trama, sendo que, talvez, as raízes desse horror em solo norte americano tenham criado um monstro e do qual não descansa devido a tanto ódio. É aí que a fórmula de horror teeen entra em cena e fazendo com que essa nova geração atual se lembre da série "Stranger Things". Porém, são duas histórias distintas se formos compara-las uma com a outra, mesmo usando fórmulas de sucesso um tanto que parecidas.
Aliás, é preciso destacar que, tecnicamente, o filme é certeiro ao não exagerar nos efeitos visuais, mas sim usando velhos recursos, principalmente com alguns vistos nos anos oitenta. Em tempos em que os efeitos visuais não impressionam mais, as técnicas de maquiagem, alinhadas com bonecos animatrónicos, trazem, portanto, um novo frescor aos olhos. Não há como não se assustar com a sequência do corredor vermelho, desde já o momento mais assustador do longa como um todo.
Infelizmente, ou não, o filme fica em aberto para uma eventual sequência. Logicamente é uma forma para se adaptar outras histórias do livro de Alvin Schwartz, mas que nos vem também aquela sensação de que tudo é uma forma para nascer uma nova franquia e fazendo assim o estúdio ganhar um grande lucro através dela. Polêmicas à parte, "Histórias Assustadoras para Contar no Escuro" é um ótimo entretenimento para os fãs do horror, mesmo quando alguns sentirem uma pequena sensação de déjà vu. 



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