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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Cine Especial: Curso DC x MARVEL: Parte 1



Nos dias 26 e 27 de Maio eu estarei na Cinemateca Capitólio de Porto Alegre, onde acontecerá o curso DC x MARVEL, criado pelo Cine Um e ministrado pelo jornalista e crítico de cinema Matheus Bonez. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui, eu irei compartilhar para vocês os principais filmes que deram um passo a frente para que esse gênero sempre continuasse vivo. 

SUPERMAN (1978)

Sinopse:Jor-El (Marlon Brando), um renomado cientista, prevê a destruição do seu planeta e alerta o governo, que não lhe dá credito. Assim, decide salvar seu filho, mandando-o para a Terra, onde terá superpoderes. Na Terra, ele usa o nome de Clark Kent (Christopher Reeve) e já adulto e trabalhando como repórter em um jornal, não demonstra ter superpoderes. Mas quando uma situação inesperada põe em risco a vida de Lois Lane (Margot Kidder), uma colega de trabalho, ele obrigado a se revelar para o público, ficando conhecido popularmente como Superman. Descontente com o surgimento de um super-herói na cidade, Lex Luthor (Gene Hackman), um gênio do mal, o obriga a se desdobrar para evitar a morte de milhões de pessoas.
Filme que arrastou multidões em todo o mundo na época e não é pra menos. Foi na verdade a primeira superprodução baseada numa HQ a ser levada a sério do começo ao fim, e isso graças a Richard Donner (A Profecia), que sempre via no projeto algo para ser feito no modo verossimilhança. É difícil dizer qual a melhor parte: o início em Krypton onde Marlon Brando dá o seu show de interpretação, a chegada do seu filho a terra, a descoberta da fortaleza da solidão, o passeio de voo do casal e o ato final que termina num clímax angustiante e fantástico. Tanto Christopher Reeve (Superman) como Margot Kidder (Lois Lane) ficaram marcados para sempre com seus respectivos personagens e até hoje Christopher se tornou o melhor interprete do ícone dos quadrinhos. Atenção para O ótimo desempenho de Gene Hackman (no auge da carreira) interpretando o vilão Lex Luthor, da magistral trilha sonora de John Williams que dá vida a cada cena do filme e dos impressionantes efeitos visuais que, mesmo de 1978, convencem até hoje e provou que um homem poderia voar.

Curiosidades: Para conseguir uma musculatura convincente para ser nas telas Superman, o ator Christopher Reeve fez um trabalho especial supervisionado por David Prowse, o ator que interpretou Darth Vader em Guerra nas Estrelas; - Para aparecer por apenas 10 minutos em Superman - O Filme, o ator Marlon Brando recebeu um cachê de US$ 4 milhões;- O cabelo de Clark Kent e de Superman são repartidos para lados diferentes.

Superman 2 - A Aventura Continua (1980)

Sinopse: Três perigosos prisioneiros do extinto planeta Krypton, que estavam confinados na Zona Fantasma, se libertam graças à uma explosão. O trio parte então para a Terra, onde passam a ter os mesmos poderes do Super-Homem, mas o objetivo deles é dominar o planeta.
Embora Richard Lester esteja creditado como diretor, muitas cenas desse segundo filme foram rodadas juntas com as do primeiro, mas, infelizmente, devido a divergências criativas com os produtores, Richard Donner acabou sendo afastado e sem poder concluir o trabalho que tinha em mente com relação à segunda aventura. Felizmente boa parte do seu trabalho filmado está lá, sendo que até mesmo podemos diferenciar quando são cenas rodadas do Donner ou de Lester, já que esse último sempre queria criar alguma piada lá ou aqui em determinadas cenas. Bom exemplo disso são algumas situações cômicas quando a trindade do mal sopra contra as pessoas de Metrópoles, onde claramente vemos o dedo de Lester se metendo.
Apesar desses deslizes, o filme chega há ser tão bom quando o primeiro, principalmente em colocar o herói num dilema: querer continuar sua batalha contra o crime, ou viver uma vida normal com Lois Lane. As cenas de Christopher Reeve e Margot Kidder comprovam uma química perfeita de ambos, rendendo cenas bem românticas e com direito até mesmo "cama" na Fortaleza da Solidão. Mas como estamos falando de um filme Superman, sendo que os momentos de romance sedem para os momentos certos para as cenas de ação, principalmente com há vinda do trio vilanesco, liderado pelo General Zod. Para muitos até hoje, Terence Stamp é sem sombra de dúvida a encarnação perfeita do personagem, onde sua presença e falas (ajoelhe-se perante Zod) se tornaram marcantes para os fãs. O ponto alto de toda a produção é quando os três vilões kryptonianos enfrentam o herói nos céus e ruas de Metrópoles.
Por muito tempo (até a chegada de X-men: O filme), a super briga que acontece em Metrópoles era considerada o melhor exemplo de como se fazia uma boa cena de ação em uma adaptação de HQ. E olha que estamos falando de um período que nem existiam efeitos digitais ainda, sendo que tudo visto ali foi feito na raça e com o que tinha de recursos na época. Não tem como não entrar em êxtase quando Superman pega Zod, o rodopia e o joga num cartaz da Coca Cola de um prédio. 
Embora com um final que soluciona alguns pontos da trama de uma maneira forçada (super beijo??), Superman II é ainda um bom exemplo de sequência que não deve nada ao filme original. Uma pena que no terceiro filme, Richard Lester teve total liberdade criativa em transformar o filme numa verdadeira comédia e que muitos fãs até hoje tentam esquecer.   

Conan: O Bárbaro (1982)

Sinopse: Conan (Arnold Schwarzenegger), ainda jovem, vê sua aldeia ser aniquilada por um demoníaco feiticeiro chamado Thulsa Doom (James Earl Jones) e seus pais serem assassinados na sua frente por ele. Disposto a vingar-se, desenvolve uma incrível força física e parte em busca da liga de aço, que fará com que sua espada se torne lendária.

Talvez o único filme de uma HQ da Marvel nos anos 80 a ter sobrevivido com o tempo. Primeiro grande sucesso da carreira de Arnold Schwarzenegger e sem duvida um dos melhores trabalhos de John Milius. Conan foi o primeiro filme baseado em HQ com teor mais adulto e explicito, sendo que não faltam cenas de violência e de sexo, o que acabou causando o afastamento do público mais jovem e isso graças ao roteiro mais adulto feito por Oliver Stone. 
Mas o filme é sem sombra de dúvida uma grande aventura épica na fictícia era Nórdica. Momentos sublimes como o massacre de uma vila no início do filme e os primeiros minutos de Arnold como Conan são apresentados de forma fantástica e inesquecível, aliado a uma poderosa trilha sonora. Destaque para o extraordinário desempenho de James Earl Jones como o vilão Thulsa Doom, que simplesmente rouba a cena a cada momento que surge e de pontas curiosas como de Max von Sydow (O Exorcista). Teve uma continuação inferior, mas nada que tire o brilho desse grande filme.

Curiosidades: A empresa Mattel era a responsável por produzir brinquedos em torno de Conan, mas após assistir ao filme seus executivos acharam melhor não associar a empresa a um filme com tanta violência e apelo sexual. Deste modo, a Mattel resolveu criar um personagem próprio baseado em Conan, He-Man, criando também uma série de desenhos animados baseado no personagem. Apesar de Conan e Valeria serem vistos juntos durante grande parte de Conan, o Bárbaro, ele apenas fala a ela 5 palavras em todo o filme, sendo que isto ocorre logo nos 30 primeiros segundos em que se encontram pela primeira vez.

  BATMAN (1989)

Sinopse: Em Gotham City, um milionário (Michael Keaton), que quando jovem teve os pais assassinados por bandidos, resolve combater o crime como Batman, o Homem-Morcego. Mas o vilão Coringa (Jack Nicholson) decide dominar a cidade e se torna um grande desafio para o super-herói.
 
Um dos maiores sucessos da Warner na época. Quando o filme foi lançado, o estúdio lançou uma propaganda de proporções épicas que não se via desde Star Wars e com isso arrastou mais e mais pessoas ao cinema. O filme foi a primeira superprodução de Tim Burton que por sua vez, não teve 100% de sua liberdade criativa, contudo, sua escolha de Michael Keaton para o protagonista foi preservada, apesar das criticas que recebeu. Jack Nicholson brilha com sua versão de Coringa, apesar de que é o próprio ator brincando de Coringa em alguns momentos. Visual e trilha sonora arrebatadores que marcaram época, o filme gerou mais três sequências e serviu de inspiração para a criação de um desenho animado de muito sucesso pelo canal Warner.
 
Curiosidades: A atriz Sean Young era quem inicialmente interpretaria a personagem Vicki Vale. Entretanto, Young fraturou a clavícula durante as filmagens, em uma cena em que precisava montar um cavalo juntamente com Michael Keaton. Ela terminou sendo substituída por Kim Basinger no filme e a cena em questão foi excluída do roteiro.
Ao idealizar os cenários que viriam a compor a cidade de Gotham City, a intenção do diretor Tim Burton e sua equipe era dar cidade o clima mais gótico e desolado possível que uma metrópole poderia ter.
 
BATMAN: O RETORNO (1992)

Sinopse: Com o objetivo de manipular Gotham City, um milionário (Christopher Walken) tenta transformar o Pinguim (Danny DeVito), um ser deformado que tinha sido abandonado ainda bebê nos esgotos, em prefeito da cidade. Como se isto não bastasse, surge a Mulher-Gato (Michelle Pfeiffer) que, apesar de ser linda e sedutora, também tem dupla personalidade, em razão de problemas no passado. Ambos se tornam verdadeiros pesadelos para Batman no presente.
Mais ação, mais sombrio e mais com cara de Tim Burton. Após o sucesso do filme anterior, o diretor teve total liberdade criativa e com isso criou um filme mais com sua cara do que o próprio universo do Batman em si. Assim como anterior, os vilões fazem a festa e Danny DeVito e, principalmente, Michelle Pfeiffer  roubam a cena a cada aparição (Pheiffer numa atuação digna de Oscar) como os vilões Pinguim e Mulher Gato. Edição de arte primorosa, além da trilha sonora de Danny Hellman espetacular, faz desse filme uma sequência indispensável, sendo que é uma pena quando a cine série se perdeu nos fiascos Batman Eternamente e Batman e Robin.
 Curiosidades: A atriz Sean Young tentou de todas as formas convencer o diretor Tim Burton e os produtores do filme de que seria a atriz ideal para interpretar a Mulher-Gato em Batman - O Retorno. Young chegou ao ponto de, por conta própria, aparecer no estúdio de filmagens com a roupa da personagem, em mais uma tentativa de convencê-los a ganhar o papel.- Durante as filmagens, Danny DeVito foi proibido por contrato de contar a qualquer pessoa, inclusive sua própria família, detalhes sobre a maquiagem utilizada na caracterização de seu personagem.

Mais informações sobre atividade clique aqui.



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