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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sábado, 12 de maio de 2018

Cine Dica: Em Cartaz: GUARNIERI

Sinopse: Gianfrancesco Guarnieri foi um dos nomes mais importantes da história do teatro brasileiro. Além de ter sido um grande ator na televisão, ele foi uma imagem-síntese do artista engajado brasileiro. Porém, seus filhos atores, escolheram por distanciar arte, trabalho e política em suas vidas. Agora, seu neto e diretor Francisco busca compreender o lugar de sua geração na história, nas artes e no mundo.

Embora atualmente eu quase não assista mais tv, ouve um tempo em que eu acompanhava, por exemplo, novelas e de lá conheci o ator Gianfrancesco Guarnieri. Com o tempo, fiquei sabendo que ele tinha um posicionamento politico de esquerda bem definido e sendo realizador da peça “Eles não usam Black-Tie” que, posteriormente, viria a se tornar filme e estrelado pelo mesmo. O documentário Guarnieri busca fazer uma pequena retrospectiva desse grande talento, do qual não descansou e tão pouco mudou ao longo da vida sobre os seus pensamentos. 
Dirigido pelo seu neto Francisco Guarnieri, o prólogo faz um pequeno resumo da carreira do ator, onde granças as cenas de arquivo, ficamos conhecendo um pouco mais sobre Guarnieri e de sua causa em nome da cultura e da política.  Após essa apresentação, ficamos conhecendo os motivos que levaram Francisco a querer investigar mais sobre a vida do seu avô. No decorrer do percurso, o jovem cineasta entrevista os filhos de Guarnieri, os atores Paulo e Flávio, onde ambos falam da relação de altos e baixos que tiveram com o seu pai e os motivos que os levaram a não seguir exatamente os seus mesmos passos.
Dono de opinião forte,  Gianfrancesco Guarnieri  era um esquerdista ferrenho, ao ponto de não se intimidar perante os tempos da ditadura e criando, então, peças de teatro cuja linguagem crítica contra o governo golpista daquele tempo era de forma sugestiva e engenhosa. Sua obra mais conhecida, "Eles não usam Black-Tie”,  é algo que jamais envelhece, pois a sua mensagem soa forte nesses tempos pós-golpe 2016. Se estivesse ainda vivo, os tempos de hoje seriam prato cheio para ele continuar trabalhando e passando para essa nova geração pensamentos libertadores perante os obstáculos.  
Francisco, por sua vez, constrói uma edição em que as imagens de arquivo, seja do teatro, das novelas ou do cinema, passem a pessoa que seu avô foi, independente dele, por exemplo, não ter sido muito participativo em sua vida. O mesmo vale para os seus dois filhos, os atores Paulo e Flávio Guarnieri que, embora tenham trabalho juntos em alguns projetos, a relação, por vezes, era muito mais profissional do que familiar. Com isso, testemunhamos dois atores que reconhecem o gênio que o seu pai foi, mas não escondendo o desconforto que a sombra dele fazia e fazendo com que ambos optassem pela distancia para obter uma luz própria.
Com pouco mais de uma hora de duração, Guarnieri é uma pequena síntese sobre um artista e de sua pessoa, da qual usava a sua arte em defesa daqueles que buscavam conhecimento e  contra aqueles que defendiam  tempos retrocados.   


Onde assistir: Cinebancários: Rua Gêneral da Câmara nº 424, Centro de Porto Alegre. Horários: 15h e 19h.
  


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