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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Cine Dica: Em Blu-Ray - DVD – VOD: 1922



Sinopse: O fazendeiro Wilfred James (Thomas Jane) entra em conflito com a esposa quando ela decide que quer morar na cidade. James é um homem muito tradicional e não quer deixar sua fazenda para trás. É quando ele tem a ideia de assassiná-la e tenta convencer seu filho a lhe ajudar.


Após o sucesso estrondoso de It – A Coisa, era mais do que lógico de que os estúdios iriam enxergar novamente nos livros do escritor Stephen King uma fonte de grande lucro. Mas o caso que, não adianta ter ambição quando não se tem a criatividade como aliada, como no caso da dispensável adaptação de Torre Negra. Contudo, 1922 é uma prova que há ainda luz no fim do túnel, sendo que essa adaptação faz jus à obra original e da qual irá agradar em cheio os fãs do escritor.
Produzido pela Netflix e dirigido por Zak Hilditch (As Horas Finais), acompanhamos a história do fazendeiro Wilfred James (Thomas Jane), que começa a entrar em conflito com a sua própria esposa (Molly Parker) quando essa decide vender a sua parte da fazenda e mudar para a cidade grande. Com uma obsessão quase doentia em manter a fazenda para ele, para que posteriormente seja passada para o seu filho (Dylan Schmid), ele convence esse último em ajudá-lo para então assassiná-la. O peso do crime aos poucos começa a se tornar pesado demais para ambos e gerando então um verdadeiro terror psicológico.
Aqui não há, aparentemente, fantasmas ou algo do gênero que provoque medo, mas sim o horror vindo do homem comum, do qual cria situações irreversíveis e gerando então consequências sem fim. As consequências, aliás, acabam não sendo somente contra o protagonista, como também contra aqueles que ele ama e fazendo com que suas ações se tornem uma bola de neve da qual nunca chega ao seu fim. O filme é uma verdadeira descida ao inferno, onde situações comuns começam a se tornar um verdadeiro pesadelo e da qual cada uma delas poderia ser minimizada através de um bom senso.
Sem optar muito por recursos visuais, Zak Hilditch usa e abusa de luzes e sombras, gerando então um clima claustrofóbico e perturbador. A reconstituição de época sintetiza também um mundo meio que opressor, onde o poder pela posse acaba se tornando muito mais valioso do que a própria vida. Embora o filme se enverede até menos pelas velhas fórmulas de horror, a trama se encaminha por situações das quais os fãs do gênero talvez não estejam muito acostumados, mas que servirá de frescor para os olhos de todos. 
Thomas Jane tem aqui o seu melhor desempenho da carreira. Ao criar um fazendeiro típico do interior, Jane nos passa a todo o momento um ar de explosão reprimida, da qual se revela nos piores momentos, mas ao mesmo tempo não escondendo a dor e arrependimento dos quais vão gradualmente o afligindo. Curiosamente essa já é a terceira adaptação das obras que o ator participa Stephen King, já que ele havia trabalhado no inesquecível O Nevoeiro e nos dispensável O Apanhador de Sonhos. 
Assim como It – A Coisa, 1922 é mais uma boa adaptação de uma das obras do escritor Stephen King e da qual terá longa vida ao longo da história.  


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