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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Cine Clássico: O Estigma de Satanás (1971)


Sinopse: Num vilarejo na Inglaterra do século 17, as crianças locais lentamente são convertidas em adoradores do diabo.


No final dos anos 60, o cinema de horror inglês, sendo esse comandado por estúdios como Hammer e Amicus, estavam entrando em decadência. Vampiros e lobisomens não assustavam tanto como antigamente. Era preciso então inovar, mas que ao mesmo tempo se comunicasse com o mundo real daquele tempo.
Porém, eis que o clássico O Bebê de Rosemary (1968) deu a ideia para o surgimento de um novo tipo de horror, onde o foco eram seitas demoníacas, sejam elas comandadas por fanáticos ou até mesmo por bruxas. O Estigma de Satanás é um título curioso dessa leva que, embora tenha envelhecido em alguns aspectos, surpreende pela ousadia em alguns momentos chaves da trama. O Estigma de Satanás é um dos expoentes da onda de horror pastoral que afluiu no cinema britânico dos anos 70 e que fez surgir títulos indispensáveis como O Homem de Palha (1973).
Criado pela produtora inglesa Tigo, e dirigido por Piers Haggard (O Diabólico Dr. Fu Manchu, 1980), o filme é interessante pelo seu olhar sobre o tema confuso que é o satanismo quando examinado sob uma ótica reducionista: em uma pequena comunidade rural da Inglaterra do século XVII, pessoas começam a desaparecer e cadáveres a surgir na mesma proporção. Enquanto isso, uma espécie de culto toma forma no interior das florestas que cercam o vilarejo.
O Estigma de Satanás é ligeiramente atmosférico em seu início, mas um tanto que frustrante ao se entregar em algumas soluções ligeiramente fáceis. Localizado em uma época profusa em obras parecidas, talvez tenha envelhecido um pouco mal por conta de seu flagrante conservadorismo e da falta de lidar com exatidão sobre o oculto. Contudo, o filme tem a sua importância histórica mais do que justificável, já que colaborou para aumentar esse subgênero que ainda hoje resiste em filmes indispensável como A Bruxa. Trata-se afinal de uma pequena obra que acabou sendo esquecida e que, ironicamente, colaborou para o surgimento dessa leva de filmes satânicos.  


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