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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Cine Dica: Câmara de Espelhos estreia com exclusividade, dia 23, no CineBancários


 
Um dos filmes mais comentados de 2016 no circuito de festivais, documentário “Câmera de Espelhos”, da premiada cineasta pernambucana Dea Ferraz, estreia em Porto Alegre na próxima quinta-feira 23/11, no CineBancários, ficando em cartaz até 06 de dezembro. 
Reconhecida no campo da pesquisa documental com os títulos “Sete Corações” (2015) e “Alumia” (2009), a diretora e roteirista apresenta resultado de 15 anos de estudos sobre a abordagem do filme-dispositivo. Construída dentro de uma caixa preta, obra documental – o primeiro longa-metragem da diretora – recorta o discurso masculino banal do dia-a-dia e expõe as violências sutis às quais são submetidas a mulher e sua imagem espelhada pela sociedade.
 Nosso cinema funciona de terça a domingo e os ingressos podem ser adquiridos no local ou no site ingresso.com a R$10,00. Estudantes, idosos, pessoas com deficiência, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados pagam R$5,00. Aceitamos os cartões Banricompras, Visa e Mastercard.


Cotidiano feminino

Como vêem a mulher? O que pensam e como olham para elas? Quem são as mulheres em um mundo de homens? A partir dessas premissas, “Câmara de Espelhos” reposiciona certas questões que passam despercebidas, em especial no cotidiano feminino. O longa documentário da diretora recifense Dea Ferraz é o primeiro após o sucesso de “Sete Corações” (2015) e também a sua obra mais autoral até aqui.


Após os dias de exibição no CineBancários, a obra ganha pré-estréia, dia 25 de novembro, em Natal (RN), no Festival EntreTodos.


Circuito dos festivais

Ao longo de 2016, “Câmara de Espelhos” circulou por vários festivais brasileiros, mobilizando novos olhares e sensibilidades tanto do público quanto da crítica, sobretudo no 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no Distrito Federal, e no 9º Janela Internacional de Cinema do Recife, com sessão marcada pela manifestação de mulheres do audiovisual. Passou, ainda, pelo 12º Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador (BA), 20º Forum.Doc BH, em Belo Horizonte (MG). Este ano, esteve na 13ª Mostra de Cinema do Festival de Inverno de Garanhuns e também no 10º Festival de Cinema de Triunfo, onde levou o prêmio de Melhor Direção.


Violência e poder

Resultado de uma pesquisa de 15 anos sobre os filmes-dispositivo e a tradição da linguagem documental, a obra nasce de um anseio pessoal da realizadora: questionar lugares de violência e invisibilidade nos quais as mulheres vivem diante do consumo de imagens, inclusive delas mesmas. Funcionando por meio de um dispositivo específico, a de uma caixa preta mal acabada com regras e modus operandi constantes, o longa-documentário propõe a reflexão a partir de uma imagem-símbolo que desvela sentidos, falas e microespaços de poder.


“‘Câmara de Espelhos’, para mim, é a possibilidade de jogar luz nesse discurso subliminar, aparentemente banal, que parece invisível e que tantas vezes deixamos passar porque ‘não é tão grave’, como dizem alguns. Com o filme, tento dizer que é gravíssimo”, afirma Dea Ferraz, que divide o roteiro com Joana Collier.


Mesa de bar

Convidados a participar de um “jogo” em que, espontaneamente, emitem suas opiniões e reflexões dentro de uma sala de estar rodeada por uma caixa-preta, ao todo 14 homens, divididos em dois grupos, participam como voluntários de uma conversa informal que remete a uma mesa de bar tipicamente masculina, também com suas regras e formatos discursos pré-estabelecidos.


A partir da relação “personagem-personagem”, sem a participação efetiva da diretora ou de qualquer outra pessoa da produção e mediante apenas a instrução sonora, os homens interagem entre si e comentam a exibição de vídeos sobre os mais diversos temas, desde aborto, passando por sexo e casamento até violência.


Graças ao aspecto aberto do dispositivo, o doc. trouxe nuances e expectativas inesperadas. “Não há nenhum contato dos homens com a direção. E o fato de termos as câmeras “escondidas” – eles não sabiam a posição específica de cada câmera, mas sabiam que estavam sendo filmados – causou um deslocamento de atuação que gosto muito. Eles atuam entre si, uns para os outros, mais do que para as câmeras objetivamente”, antecipa Dea. “Não imaginei que o documentário seria tão violento. Na verdade, imaginava que seria difícil trazer à tona esse discurso naturalizado do machismo para dentro de uma sala cheia de câmeras e com o consentimento dos personagens. Mas o que vi e vivi foi brutal”, conta.


Três elementos

O dispositivo é composto basicamente por três elementos: a caixa em si, os vídeos, e a escolha dos personagens. Os vídeos funcionam não somente como estímulos para o debate interno, como também podem ser vistos como o mundo externo que entra pela sala. A pesquisa das imagens midiáticas exibidas (material de Youtube, novelas, filmes, reportagens jornalísticas, programas evangélicos etc) foi realizada durante dois meses, sob a coordenação e supervisão da professora Tatyane Guimarães Oliveira, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).


A exibição dos vídeos nas filmagens foi dividida em temas: sexualidade e corpo; religião, casamento e domesticidade; humor; violência. Ao todo, foram seis sessões com cada grupo de homens. Cada sessão durou cerca de 1h40.


Vozes femininas

O papel das vozes femininas, que “atuam” dentro do dispositivo sem presença corpórea, é outro aspecto importante dentro do longa. Uma das que conduzem os participantes rumo à caixa preta e ao dispositivo, sem aparecer ou revelar o rosto, é a atriz e bailarina Bella Maia. “Pensar minha presença na caixa foi a tentativa de encontro comigo mesma e com o que quero falar. Perceber-me em fendas, rasgos, invisível mas não ausente, é perceber-me como muitas. Como o próprio feminino que está sempre à margem da sociedade, nas fendas do mundo, longe dos olhos do machismo”, justifica a diretora. Primeiro longa-documentário autoral de Dea Ferraz, a película é produzida pela Parêa Filmes, Ateliê Produções e Alumia Conteúdo, em associação com a Janela Projetos e distribuída pela Inquieta por meio de incentivo do Funcultura/Governo de Pernambuco e recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Ancine e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).


Sobre a diretora Dea Ferraz

Dea Ferraz é diretora e roteirista, formada em jornalismo e com especialização em documentários na Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), de San Antonio de los Baños – Cuba. Há mais de 15 anos, pesquisa a linguagem documental, focando seu estudo atualmente nos chamados filmes-dispositivos. É dessa prospecção que nasce “Câmara de Espelhos”e é a partir dela que novas buscas e inquietações se estabelecem. Realizadora de curtas, médias e um longa-metragem (“Sete Corações”), Dea acumula prêmios em vários festivais no Brasil e no exterior, incluindo México, Argentina, Cuba, entre outros.”Alumia”,seu primeiro média metragem (2009), percorreu a América Latina e sagrou-se vencedor nos festivais de Santiago Alvarez, em Santiago de Cuba (Cuba); e no Contra el Silencio todas las Voces, encontro hispano-americano de cinema e vídeo-documentários durante a 5ª edição do DOCSDF (México). Em 2013, a diretora recebeu o convite para dirigir “Sete Corações”, longa-metragem documental sobre os mestres de frevo vivos. Depois de participar do Janela Internacional de Cinema, MIMO e In-Edit, entrou em cartaz no Recife dois anos depois. O doc musical também foi exibido na Rede Globo Nordeste, atingindo a marca de 820 mil espectadores. Em 2017, Dea também circula por festivais com seu segundo longa-metragem autoral, Modo de Produção, selecionado para o 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no Distrito Federal, e na 10a Janela Internacional de Cinema de Recife.



Câmara de Espelhos

Direção Dea Ferraz

documentário, 76min, 2016, PE

Produtores: Carol Vergolino, Cesar Maia, Daiane Dultra, Dea Ferraz, Marcelo Barreto e Neusa Rodrigues

Produção executiva: Carol Vergolino

Roteiro: Dea Ferraz e Joana Collier

Direção de Fotografia: Roberto Iuri

Câmeras: Felipe Lima, Leo Crivellare, Marcelo Lacerda e Marco Duarte

Montagem: Joana Collier

Som: Ariel Maia, Rafa Travassos, Justino Passos e Gera Vieira

Direção de arte: Lara Mafra, Nathália Gomes e Elizabete Ferraz

Cenografia: Hemerson de Souza

Produtora: Alumia Produção e Conteúdo, Ateliê Produções e Parêa Filmes

Produtora Associada: Janela Projetos

Assessoria de comunicação: Trago Boa Notícia

Identidade Visual: A Firma

 

Grade de horários:

*Não abrimos segundas-feiras

22 de novembro (quarta-feira)

15h - El amparo, de Rober Calzadilla

17h - Invisível, de Pablo Giorgelli

19h - Invisível, de Pablo Giorgelli

 

23 de novembro (quinta-feira)

15h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

17h - Invisível, de Pablo Giorgelli

19h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

 

24 de novembro (sexta-feira)

15h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

17h - Invisível, de Pablo Giorgelli

19h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

 

25 de novembro (sábado)

15h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

17h - Invisível, de Pablo Giorgelli

19h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

 

26 de novembro (domimngo)

15h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

17h - Invisível, de Pablo Giorgelli

19h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

 

28 de novembro (terça-feira)

15h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

17h - Invisível, de Pablo Giorgelli

19h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

 

29 de novembro (quarta-feira)

15h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

17h - Invisível, de Pablo Giorgelli

19h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

 

30 de novembro (quinta-feira)

15h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

17h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

19h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

 

1 de dezembro (sexta-feira)

15h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

17h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

19h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

 

2 de dezembro (sábado)

15h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

17h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

19h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

 

3 de dezembro (domingo)

15h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

17h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

19h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

 

5 de dezembro (terça-feira)

15h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

17h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

19h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

 

6 de dezembro (quarta-feira)

15h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

17h - Câmara de Espelhos, de Dea Ferraz

19h - Meu Corpo é Político, de Alice Riff

 

C i n e B a n c á r i o s



Fone: (51) 34331204

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