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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 15 de março de 2024

Cine Especial: Revisitando 'Meus Vizinhos São Um Terror'

Existem vários motivos dos quais me levaram a me tornar um cinéfilo e a "Sessão da Tarde" foi uma delas. Em tempos em que a tv aberta possuía uma programação realmente boa a sessão de filmes do horário da tarde da Rede Globo foi palco de tardes inesquecíveis e das quais jamais me esqueço. Filmes como "Curtindo a Vida Adoidado" (1986), "O Clube dos Cinco"(1985), "Te Pego Lá Fora"(1987) e tantos outros serviram para fazer da minha infância mais colorida, mesmo em tardes de chuva naquela época. Desses tempos longínquos um que nunca me esqueço é do filme "Meus Vizinhos São Um Terror" (1989) e que tive a chance de revisitá-lo graças ao lançamento de uma edição especial em Blu-Ray pela Star Vídeo.

O filme conta a história de Ray Peterson (Tom Hanks), um cidadão comum que deseja passar as suas férias de forma tranquila ao lado de sua esposa (Carrie Fisher]) e seu filho em sua casa. Porém, os Klopek, uma família um tanto que estranha, se muda para a casa ao lado e fazendo o protagonista e os demais vizinhos desconfiarem deles. A situação piora quando outro vizinho desaparece e dando início a uma verdadeira paranoia latente.

O filme foi dirigido por Joe Dante, que fez dentre outras coisas clássicos como "Piranha" (1978), "Gremlins" (1984) e "Viagem Insólita" (1987), sendo, portanto, um diretor que seguia a cartilha da época, ao fazer aventuras juvenis que atraísse o público e pegando carona com a maioria dos filmes de aventura, seja eles produzidos ou dirigidos por Steven Spielberg da época. Vale destacar que Tom Hanks naquele período era um ator voltado mais para as comédias e que vinha de sucessos como "Quero ser Grande" (1988) e, portanto, era uma escolha mais do que óbvia. Vale destacar que o longa ainda tinha a participação do até então jovem ator Corey Feldman, carinha carimbada daqueles tempos e que havia participado do já citado "O Clube dos Cinco", "Conta Comigo" (1986), "Garotos Perdidos" (1987) e "Goonies" (1985).

Com todos esses ingredientes daquele período não é à toa que o filme fez um certo sucesso no cinema na época, mas se tornando um verdadeiro clássico Sessão da Tarde. O longa em si fala sobre o cidadão comum norte americano, que vive em um bairro aparentemente perfeito demais e que uns conhecem os outros. Uma espécie de cartão de visita que o governo norte americano sempre vendia para época no mundo a fora, sendo algo vendido desde os tempos do fim da Segunda Guerra, mas que vistos hoje soam extremamente hipócritas. Revisto hoje, se percebe que o filme é uma sátira camuflada com relação a essa mensagem, onde percebemos determinados personagens estereotipados, seja aquele defensor da lei e da ordem, ou aquele vizinho paranoico que qualquer coisa estranha acharia que é coisa de comuna.

O filme começa extremamente colorido, sendo que o bairro onde se passa os principais eventos parecem que foram tirados de filmes como "ET" (1982), tudo muito colorido e sintetizando o sonho americano. Porém, de forma gradual, as cores dão lugar tons mais escuros, principalmente quando o personagem de Hanks e seus amigos começam adentrar a casa dos estranhos vizinhos. Vale destacar que o cenário interior desta casa, principalmente que dá ligação ao porão, é mais pura homenagem que os realizadores fazem ao clássico "Psicose" (1960) do mestre Alfred Hitchcock.

Revisto hoje se percebe que o filme foi todo construído para acharmos que os protagonistas estão paranoicos e que os vizinhos estranhos do lado não eram isso tudo. O final é recheado de inúmeras reviravoltas e todas orquestradas de uma forma para que nos pegue desprevenido e nos rendendo boas risadas. Pode ter envelhecido mal em alguns pontos, mas os motivos que levaram a não me esquecer do filme ainda se encontram lá intactos e que merece ser revisitados.

"Meu Vizinho São Um Terror" é uma comédia puramente oitentista, da qual fez muita criança parar na frente da tv em uma tarde qualquer e se deliciar com as inúmeras referências dos filmes de horror de tempos longínquos. 



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