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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 18 de março de 2024

Cine Especial: Clube de Cinema - 'Eu, Capitão'

Nota: Filme exibido para os associados no último Domingo (17/03/24) 

Sinopse: A jornada dos jovens irmãos Seydou e Moussa, que anseiam por um futuro melhor. 

Matteo Garrone já é um nome conhecido vindo do cinema italiano e que, curiosamente, consegue transitar tanto para o cinema realístico como também para o gênero fantástico. É dele, por exemplo, uma de muitas versões de "Pinóquio" (2021) que haviam sido lançados ao longo dos anos, mas cuja fantasia transitava para algo verossímil e fazendo com que os adultos até mesmo se surpreendam. "Eu, Capitão" (2024) é um filme mais cru, mesmo quando o mesmo possui umas pinceladas fantasiosas para deixar tudo menos tenso nesta incrível jornada por um sonho impossível.

O filme conta a história de dois primos, Seydou (Seydou Sarr) e Moussa (Moustapha Fall). Ansiando por um futuro melhor, os dois decidem deixar Dakar, no Senegal, e partir rumo à Europa em uma épica e dramática aventura. O que antes era um sonho se torna em diversos pesadelos para os dois jovens, mesmo quando eles não desistem e e decidem seguir em frente.

Matteo Garrone criou a trama inspirada nas mais diversas histórias sobre imigrantes que cruzaram os países da África para desembarcar na Europa. Se no primeiro ato testemunhamos os dois personagens perseverantes perante o caminho que irão trilhar, por outro lado, nós daqui do outro lado da tela já temos uma noção do que eles irão enfrentar. Uma vez que as adversidades acontecem é então que Matteo Garrone cria o seu cinema na sua maneira.

Com uma belíssima fotografia, o filme nos transmite toda a jornada árdua que os personagens irão passar, fazendo que sintamos até mesmo o cheiro da areia quente do deserto e fazendo a gente já antecipar o que iremos ver. É então que o realizador opta por algo mais fantasioso, afim que tenhamos esperança de que eles irão chegar ao seu tão desejado destino e, portanto, aguardem cenas surreais de determinado personagem até mesmo flutuando. São esses e outros momentos que fazem com que a obra se torne menos penosa ao assisti-la, mas não aliviando o fato que a realidade crua bate mais forte ao longo desta jornada.

O filme vem em um momento que a imigração chegou em um patamar incontrolável, onde diversos países estão caindo devido aos seus conflitos internos e fazendo com que milhares de pessoas sejam obrigadas a entrar em uma cruzada perigosa para atravessar o mundo. Talvez o filme falhe ao fazer de um dos dois personagens alguém que ande através da fé e obtendo assim ajuda até mesmo milagrosa ao longo do percurso. Se por um lado isso soe inverossímil, do outro, o nosso desejo para que ele e seu primo possam se salvar acabe falando mais alto, mesmo quando o ato final nos reserva um caminho aberto com relação ao seu indefinido destino.

Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, "Eu, Capitão" é sobre uma jornada em busca da terra prometida, mas cujo sacrifício pelo próximo se torna algo ainda mais valioso no decorrer do percurso. 



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