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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 31 de março de 2020

Cine Dica: Durante a Quarentena Assista: ‘Link Perdido’

Sinopse: Cansado de viver uma vida solitária, o gigante e peludo Sr. Link recruta o destemido explorador Sir Lionel Frost para guiá-lo em uma jornada para encontrar seus parentes há muito tempo perdidos 

O estúdio Laika tem se destacado nestes últimos anos por animações criativas, mas cuja a temática vai muito mais além do mero entretenimento. Tanto "Coraline e o Mundo Secreto” (2009), como também “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016), são filmes de várias camadas profundas e que acabam agradando as pessoas de todas as idades dentro do cinema. Porém, "Link Perdido" talvez seja o primeiro filme do estúdio com o intuito de somente entreter, mas também de forma positiva e muito bem vinda para o nosso olhar.
Dirigido por Chris Butler, do filme "ParaNorman" (2012), o filme conta a história de Sir Lionel Frost (Hugh Jackman), que se considera o melhor investigador de mitos e monstros do mundo. O problema é que nenhum dos seus colegas o leva a sério. Sua última chance para ganhar seu respeito é provar a existência de um ancestral primitivo do homem, conhecido como o link perdido.
Assim como suas produções anteriores, o estúdio Laika apresenta aqui um visual cartunesco, colorido, cujo a sua animação em stop motion é de um requinte tão lírico que não deve nada as demais animações digitais que tomam conta dos cinemas em tempos contemporâneos. Ao mesmo tempo, o filme é uma bela aventura encabeçada por personagens carismáticos, ao começar Lionel Frost, cujo o seu visual e personalidade pretenciosa parecem uma espécie de mistura de Sherlock Rolmes com Allan Quatermain. Porém, é o personagem Link que se torna o verdadeiro coração pulsante do filme.
Aliás, apresentação do personagem na trama é digna de nota, principalmente pelo fato que vai contra as nossas expectativas e fazendo do momento uma das situações mais engraçadas do filme. Mas isso não para por aí, pois além do fato do personagem já nos conquistar de imediato, os realizadores foram ainda corajosos ao inserir um ingrediente para o personagem que fará qualquer um que defenda e represente a diversidade vibrar em determinado momento da história. É um momento simples, porém, de grande significado em tempos em que muitos lutam contra o preconceito.
Em termos de ritmo o filme não descamba e nos brindando com boas cenas de aventura que remetem até mesmo aos bons e velhos filmes de antigamente. O ato final, aliás, é cheio de tensão, ao ponto de temermos até mesmo pelos destinos dos personagens. Nada mal para uma aventura descompromissada, mas que nos deixa presos ao máximo na cadeira.
Com um final que dá uma pista para uma eventual sequência, "Link Perdido" é uma animação de primeira e que transita entre a qualidade, perfeccionismo e ótimo entretenimento. 


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