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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: ‘Um Dia de Chuva em Nova York’ – Voltando as raízes

Sinopse: Gatsby decide passar um fim de semana em Nova York  ao lado de Ashleigh, sua namorada. Aspirante a jornalista, Ashleigh conhece o diretor de cinema Roland Pollard, que a convida para a exibição de seu mais recente trabalho. Gatsby, por sua vez, encontra Chan, a irmã mais nova de sua ex-namorada.  

Woody Allen criou ao longo de sua carreira uma filmografia que nada mais é do que uma retrato de sua pessoa. Entre humor, neuroses e polêmicas, colecionou fãs, detratores, mas nunca se desvencilhando de sua real essência. Após anos rodando filmes ao redor do mundo, o cineasta retorna no coração de Nova York para realizar uma típica comédia romântica com a sua marca registrada no filme "Um Dia de Chuva em Nova York”. 
O filme conta a história dos jovens Ashleigh (Elle Fanning) e Gatsby, interpretado pelo ator Timothée Chalamet do filme "Me Chame Pelo Seu Nome" (2017), que formam um casal que planeja uma viagem romântica a Nova York. Porém, quando chegam no local, os planos mudam, pois  Ashleigh descobre a possibilidade de fazer uma entrevista com o famoso diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber), e Gatsby acaba encontrando a irmã de uma antiga namorada, interpretada pela atriz Selena Gomez do filme "Vizinhos 2" (2016) . Ao longo do passeio, Ashleigh e Gatsby descobrem novas paixões e oportunidades incomuns.  
Embora em um primeiro momento a gente sinta uma espécie de déjà vu na trama, é bom ver Woody Allen livre, leve e solto no cenário em que ele construiu a sua carreira como um todo. A trama, por vezes, se torna um mero pretexto para revisitarmos os pontos turísticos da cidade e fazendo a gente se relembrar de seus grandes clássicos que foram como, por exemplo, "Manhattan" (1979). Ao mesmo tempo, ao longo da projeção, testemunhamos inúmeros personagens surgindo em cena e que nada mais são do que alter ego do cineasta.  
A partir do momento que Gatsby  e Ashleigh pisam na cidade, testemunhamos figuras não interpretadas por Woody Allen, mas cujas as palavras desses personagens falam por ele. Aliás, são por eles que testemunhamos os dilemas que o cineasta sempre enfrentou na carreira, desde a neuroses com os relacionamentos complexos, crises criativas e alguns casos não correspondidos. Se por um lado Liev Schreiber nos apresenta um Woody Allen somente em sua superfície, por outro, Jude Law se diverte ao encarnar um Woody Allen digno e dos velhos tempos.  
Mas são através dos personagens Timothée Chalamet e Elle Fanning que o filme se envereda por situações que se tornam uma verdadeira montanha russa. Caminhando pelo universo do sucesso das celebridades, ambos os personagens terão que encarar os seus próprios sentimentos e cuja as suas escolhas podem leva-los a um caminho sem volta. O resultado são situações pra lá de hilárias, onde o cineasta consegue nos passar uma crítica até mesmo ácida sobre o universo dos famosos, onde alguns casos se tornam celebridades instantâneas devido a corrida pelo lucro.  
Curiosamente, constatamos que Woody Allen possui uma total afinidade na direção desses jovens atores e provando que eles têm muito ainda a nos oferecer futuramente. Porém, isso não significa que a velha guarda fique de fora e o cineasta nos brinda com uma cena digna de nota, protagonizada pela atriz cherry jones e que havia sido vista recentemente no filme "A Festa" (2017). Atriz pode até não ser indicada ao Oscar por essa cena, mas saímos da sessão com o seu momento na cabeça.  
"Um Dia de Chuva em Nova York" é Woody Allen dos velhos tempos, mesmo quando os detratores irão dizer ao contrário.  


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