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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: ‘Os Pássaros de Massachusetts’ - Porto Alegre em transe

Sinopse: Durante um inverno na cidade de Porto Alegre, Sofia, Fernanda e Bruno se conhecem. 

Nos últimos tempos o cinema gaúcho tem investido em mostrar uma realidade de Porto Alegre pouco vista em seus cartões postais. Se por um lado "Ponto Zero"(2015) explorava pela superfície uma geração gaúcha perdida, por outro lado, "Tinta Bruta" (2018) explicita a mesma em um verdadeiro beco sem saída. "Os Pássaros de Massachusetts", ao menos, tenta amenizar esse teor apreensivo, onde poucos gestos humanos podem ser sim muito bem-vindos.
Dirigido por Bruno de Oliveira, do filme "Circular" (2012), a trama se passa enquanto a cidade de Porto Alegre passa pela estação de inverno. Os personagens principais, Fernanda, Bruno e Sofia se cruzam. O entrelace ocasional na vida dos três o levam a se conhecerem e descobrirem mais sobre cada um.
Com uma trama não cronológica, Bruno de Oliveira apresenta gradualmente os seus personagens principais, onde cada um vive em sua rotina diária enquanto a vida vai passando em volta. Com uma fotografia de cores frias, o cineasta filma diversos cenários conhecidos da capital gaúcha, mas passando para nós uma sensação de vazio, como se aquelas pessoas convivessem em uma realidade sem muita perspectiva para o futuro. Eles somente conseguem adquirir algum ânimo nas suas rotinas quando começam a se conhecer uns aos outros.
É a partir desse cruzamento que Bruno de Oliveira faz um curioso jogo com a câmera em que, em alguns casos, ele foca os gestos dos seus personagens principais e fazendo do toque humano a principal forma para que eles voltem acordar. Mesmo nas entrelinhas, concluímos que é uma história de uma geração "não desperta" com os fatos que acontecem, ao ficarem ocupadas demais com os seus hobbys, sejam eles com os seus jogos eletrônicos ou redes sociais, e pouco se importando com o que virá a seguir. Em tempos em que cada vez mais pessoas vivem em uma espécie de piloto automático, ao menos, o filme vem para nos dizer o quanto é importante o toque humano.
Apesar de ser curto em sua proposta, "Os Pássaros de Massachusetts" é sobre uma geração Porto Alegrense que busca, mesmo de forma indireta, tentar acordar antes que seja tarde demais. 

Nota: O filme fez parte da última mostra Cinema Brasileiro Contemporâneo pela Cinemateca Capitólio Petrobras.  


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