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domingo, 28 de abril de 2013

Cine Especial: Zé do Caixão: 50 anos de terror: FINAL


Como amanhã começa o curso sobre José Mojica Marins,  encerro por aqui minhas postagens sobre o universo desse cineasta, que fala por si e que não se intimidou em criar filmes chocantes, mesmo numa época que infelizmente foi muito conservadora devido a ditadura militar. Lembrando, que a atividade será ministrada por Carlos Primati, maior especialista do gênero de terror aqui no Brasil e que melhor sabe explicar o legado que Mojica  nos deixou para o nosso cinema brasileiro. Sendo que até mesmo houve uma época que seus filmes faziam mais sucesso lá fora do que aqui.
Por fim, quem acompanhou aqui, espero que tenham gostado e quem for participar comigo amanhã da atividade, adianto que será imperdível.   


Exorcismo Negro 

Sinopse: O cineasta José Mojica Marins vai passar uns tempos no interior, na casa de uma família de amigos. Repentinamente, começam a ocorrer fenômenos paranormais com os familiares. Os acontecimentos estão ligados a um pacto ocorrido no passado e que se relaciona de forma obscura ao personagem Zé do Caixão.

Numa época (anos 70) em que no gênero de terror estava proliferando com os temas como possessão, exorcismo e rituais satânicos, era uma questão de lógica que José Mojica não ficaria muito atrás desse embalo e eis então que ele lança esse filme dentro dessa safra. Curiosamente, Mojica  interpreta ele próprio, buscando inspiração para o seu próximo filme, numa casa de família que são os seus amigos. Mas ao mesmo tempo, coisas sinistras acontecem, fazendo ele mesmo se perguntar se não é ele próprio que esta provocando isso. Claro que as situações que ocorrem durante a trama não são novidades nenhuma dentro do gênero e para aqueles que sempre assistiram. Filmes como O Bebê de Rosemary (filme favorito do diretor), O Exorcista e A Profecia ecoam na nossa cabeça quando assistimos a obra.
Contudo, Mojica foi sabido ao inserir (novamente) sua maior cria: quando chegamos ao ápice da trama, Mojica nos brinda com um duelo do criador com a criatura, que é ninguém mesmo que o próprio Zé do Caixão, que aqui, mais parece um ser do próprio demônio do que uma pessoa sem crença nenhuma. O que da a entender, é que talvez isso fosse uma espécie representação do subconsciente do cineasta, em querer se desvencilhar da sua criatura que lhe marcou para sempre em sua carreira. Mas os segundos finais dão entender que isso dificilmente aconteceria, mas duvido muito que hoje em dia ele reclame disso.

Leia também: Partes 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

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