Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Cine Especial: Cine Iberê: A Bela da Tarde (1967)

Sinopse: Frustrada por não conseguir se satisfazer com seu marido, uma jovem bela e rica procura realizar suas ftasias em um bordel e passa a levar uma vida dupla.



A Bela da Tarde nos faz mergulhar na mente da protagonista principal, que foi levada pelo feitiço do sexo vendido por conta de sua atração pela mão do homem e sua passividade (nos seus pensamentos cheios de erotismo, ela sempre se encontra ao sexo forçado com desconhecidos). É uma atitude que, apesar de extrema, se torna seu meio de prazer e satisfação imediata. Em algumas cópias, as legendas do filme chegaram a ser formatadas em itálico para diferenciar o que era realidade e o que era a consciência da personagem (um erro hediondo daqueles que subestimam os que prestigiam um bom filme).
O diretor Luis Buñuel (desde o filme o Cão Andaluz) é um mestre sobre os inúmeros segredos escondidos nas mentes das pessoas. Só ele poderia passear pelo interior feminino de maneira tão elegante e hipnotizante. Sua característica mais marcante nesse filme é definitivamente os takes de pés femininos, funcionando como agrado para evidenciar a beleza de Catherine Deneuve que, desde então, foi um dos melhores papeis de sua carreira e que se encontra deslumbrante. O filme tem um quê de Nelson Rodrigues. Aliás, A Bela da Tarde é uma obra que certamente está ligada no processo criativo do dramaturgo brasileiro, mesmo que indiretamente. É daqueles filmes que, mesmo tendo sido realizado há décadas, ainda é capaz de enaltecer a sexualidade de forma muito atraente.



Nota: o filme será exibido no próximo domingo (18/11/18) no Cine Iberê Camargo as 16horas. Fundação Iberê Camargo: Av. Padre Cacique, 2000 - Cristal, Porto Alegre. Sessões de cinema sempre aos Domingos às 16h.


Nenhum comentário: