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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: ED WOOD (1994)



Nota: filme será exibido para associados e não associados do Clube de cinema de Porto Alegre hoje, as 19h na Sala Redenção da Ufrgs.


Sinopse:Um retrato da vida de Ed Wood (Johnny Depp) concentrado nos anos 50, quando se envolveu com um bando de atores desajustados, incluindo um Bela Lugosi (Martin Landau) em fim de carreira, e fez filmes de péssima qualidade, que o fizeram passar para a história como o pior diretor de todos os tempos.



Tim Burton faz aqui (ao lado de Peixe Grande) o seu trabalho mais pessoal, sua maior obra prima e um dos melhores filmes da década de 90. Ele apresenta, com carinho e grande respeito, a ascensão de um cineasta que ficou notório por filmes fantásticos vagabundos ou sobre travestidos (Glen or Glenda), uma de suas maiores obsessões e práticas. Em belíssimo preto e branco, o filme é por fim uma homenagem aos loucos que fazem cinema, de ontem e hoje. Para completar, Martin Landau levou o Oscar de melhor ator coadjuvante pela personificação perfeita de Bela Lugosi. O filme também ficou com o Oscar de melhor maquiagem, sendo que a estatueta foi para o maquiador Rick Baker, fã de carteirinha dos filmes de terror clássico da Universal e que, segundo suas próprias palavras, faria até mesmo de graça a maquiagem em Landau que daria vida a Lugosi.



Curiosidade: Durante a cena entre Orson Welles e Ed Wood, Welles comentava que estava fazendo um filme com Charlton Heston, que seria rodado no México. Trata-se de uma referência a a Marca da Maldade, de 1958;



Martin Landau (1928 – 2017)


Nunca foi um ator charmoso, mas possuía um talento enigmático e um ar de ambiguidade irresistível. Esses talvez tenham sido os ingredientes por ter feito uma carreira discreta, mas ao mesmo tempo em que conseguia chamar atenção. Seu papel como vilão no clássico Intriga Internacional (1959) talvez seja um pequeno exemplo de que, os seus personagem, não fugiam muito de sua pessoa misteriosa e de inúmeras camadas.
Nos anos 60, por três anos, foi mestre dos disfarces na clássica série Missão Impossível e do qual lhe deu fama internacional. Porém, caiu no esquecimento entre os anos 70 e 80, mas sendo resgatado por Frances Ford Coppola em 1988 em Tucker – Um Homem e um Sonho e por Wood Allen em Crimes e Pecados de 1989. Foram papeis que lhe deram um novo ar, prestigio e indicações aos prêmios como o Oscar.
Contudo, sempre lembrarei com carinho desse ator por ter dado vida, carne e sangue ao interpretar Bela Lugosi no já clássico Ed Wood de Tim Burton. No filme, Landau interpreta a fase decadente do ator húngaro, do qual não tinha mais nenhum tostão no bolso, vivia viciado em morfina e tentava suas últimas cartadas nas produções baratas de Wood na época. Landau desapareceu por completo em cena, sendo que víamos era Lugosi novamente em vida e ganhando de forma merecida o seu Oscar de Melhor ator coadjuvante. 
Graças a essa atuação de Landau que me fez nascer o interesse pelos filmes de horror da Universal dos anos 30 e 40 e compreendendo então o legado que eles deixaram e do porque de serem tão bem lembrados pelos amantes do cinema até hoje. Martin Landau partiu, mas sua contribuição para o cinema sempre será lembrada com amor e respeito.


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