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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Cine Especial: Fritz Lang: O Arquiteto das Sombras: Parte 2


Nos dias 14 e 15 de outubro eu estarei na Cinemateca Capitólio de Porto Alegre, participando do curso Fritz Lang: O Arquiteto das Sombras, criado pelo Cine Um e ministrado pela Mestra e Doutoranda em Comunicação Social Janaina Gamba. Enquanto os dias da atividade não chegam, eu estarei por aqui relembrando dos principais clássicos desse pai do expressionismo cinematográfico.            
    

O homem que quis matar Hitler (1941)

Sinopse: Um atirador inglês planeja matar Hitler, e quando está prestes a atirar no líder nazista, é capturado pela Gestapo, que o obriga a assinar um termo responsabilizando o governo inglês pelo atentado.
Desde o magnífico plano de abertura, em que a câmera desce na paisagem até captar pegadas de um homem, tudo em O Homem que Quis Matar Hitler fascina um fã de cinema. A maneira como mostra um homem torturado (o caçador que, por esporte, arma uma situação em que poderia ter matado Hitler), sem mostrar um segundo de tortura, podia servir de lição a cineastas de hoje.A forma como encadeia os planos, como consegue partir do detalhe para o quadro amplo, ou vice-versa, é até hoje inimitável. O filme é rico de detalhes e sutilezas em todos os aspectos. A forma como Lang trabalhou o roteiro faz com que não tenha envelhecido nada.



Um retrato de mulher (1944)



Sinopse: O professor universitário Richard Wanley tem a chance de conhecer a modelo de uma foto que muito admira. Os dois saem juntos e acabam no apartamento da moça, mas são surpreendidos pelo namorado dela, sendo todos envolvidos em uma tragédia.
 
Com um final destoante da forma como toda a história estava sendo conduzida mas o que importa, de fato, é todas as características que fazem de Um Retrato de Mulher um dos filmes responsáveis pelo surgimento do cinema noir, principalmente a questão da mulher fatal ou femme fatale: a mulher misteriosa, entre a sagrada mãe, esposa e dona-de-casa e a mulher “vulgar”, ou seja, aquela que não ligava para as regras da sociedade da época e fazia o que queria.



 Quando Desceram as Trevas (1944)



Sinopse: Acusado de um assassinato que não cometeu, perseguido por espiões e pela polícia, Neale foge e tenta resolver o intrincado caso, mas sem saber em quem pode confiar.

Produção aparentemente modesta, que nem mesmo busca apresentar cenas em locações londrinas como era então habitual ou fazendo uso de back shots, que não deixam de se encontrar presentes aqui, mas por motivos outros. Vale mais para aqueles que são verdadeiros fãs do cineasta. 


Os corruptos (1953)



Sinopse: Um policial parece ter cometido suicídio, mas o detetive Dave Bannion (Glenn Ford) acha que há mais nesta história. Depois de conversar com a amante do homem que é conectada a máfia, Bannion descobre que a corrupção vai da delegacia até o chefão Mike Lagana (Alexander Scourby). Mas quando a amante do policial é morta, torna-se claro que ir contra Lagana é perigoso. Logo, Bannion e sua família estão em perigo.

Com roteiro escrito por Sydney Boehm, Os Corruptos é um ótimo filme “noir” produzido pela Columbia Pictures Corporation em 1953. Sua trama, baseada num livro de William P. McGivern, mostra-se bem estruturada e acompanha o esforço de um detetive para desmantelar uma rede criminosa e vingar a morte de sua esposa.Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Lang nos brinda com um belo trabalho de direção, marcado por uma boa dose de ação, notadamente na segunda parte do filme.


Desejo Humano (1954)



Sinopse: De volta da Guerra da Coréia, o engenheiro e ex-militar Jeff é seduzido pela mulher de seu patrão, envolvendo-se posteriormente em um assassinato.


Baseado no romance A Besta Humana, de Émile Zola. Temos aqui, como em outros filmes de Lang, o tema do homem normal, quase um modelo de integridade, que subitamente experimenta um princípio de autodestruição, geralmente por conta de uma dama fatal. Fritz Lang não estava muito disposto a fazer este filme, mas foi contratualmente obrigado a fazê-lo pela Columbia, que esperava se aproveitar do sucesso de Os Corruptos, um ano antes.

Mais informações sobre atividade cliquem aqui.


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