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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: A Sereia: Lago dos Mortos - O Déjà vu de um Subgênero

Sinopse: Um espirito maligno se apaixona por Roman, noivo de Marina, e tenta mantê-lo longe da amada em seu reino submerso.  

Filmes como O "chamado" (2002) e "O Grito" (2004), sucessos de público e de crítica nos primeiros anos do século 21, foram suficientes para alavancar a onda dos vultos fantasmagóricos, com os seus cabelos negros, compridos e molhados. O problema é que espremeram tanta essa laranja de sucesso que chegamos ao ápice da mediocridade com filmes dispensáveis desse subgênero de horror e que facilmente cai no esquecimento. "A Sereia: Lago dos Mortos" é o típico filme dispensável, onde não se esforçam em nos apresentar algo criativo, realmente assustador e nos brindado com um verdadeiro Déjà vu a todo momento.
O título, aliás, é uma verdadeira enganação, já que de sereia fantasmagórica o filme não tem nada, mas sim somente o lago onde acontece os principais eventos da trama. Quando o filme começa  já nos primeiros minutos fisgamos sobre o que está acontecendo, pois quando se revela a real natureza da entidade não há surpresa alguma, mas somente aquela sensação frustrante de ter perdido uma hora de sua vida. Para piorar, a distribuidora comete a gafe de trazer o filme dublado em inglês, sendo que o filme é de origem russa e fazendo com que a sincronia labial se torne uma piada.
Para piorar, os mocinhos da trama são tão sem sal que fica até mesmo difícil de torcemos para alguns deles. Somente a mocinha, que sofre que nem numa novela mexicana por não saber nadar, é que consegue a proeza de despertar um pouco de nossa simpatia, já que ela terá que enfrentar os seus próprios medos para não perder o amado que corre o sério risco de ser levado pela fantasminha sedutora. Falando nela, a figura parece um derivado dos filmes citados no início desse texto e cometendo os velhos erros de outros filmes como, por exemplo, do recente "A Freira"(2018).
Com um roteiro criado a toque de caixa, "A Sereia: Lago dos Mortos" é uma piada pronta, da qual não nos faz rir e tão pouco nos amedrontar.  



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