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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Cine Especial: Filmes e Sonhos: Parte 7

Nos dias 16 e 17 de setembro eu estarei na Cinemateca Capitólio de Porto Alegre, participando do curso Filmes e Sonhos, criado pelo Cine Um e ministrado pelo Psicanalista Leonardo Della Pasqua. Enquanto os dias da atividade não chegam, estejam por aqui comigo, para mergulhar nos melhores exemplos cinematográficos e dos quais tentam retratar um pouco esse nosso universo do sonhar.

A Origem (2010)

Sinopse: Don Cobb é um ladrão que invade os sonhos das pessoas e rouba segredos do subconsciente. As habilidades especiais de Cobb fazem com que ele seja procurado pelo mundo da espionagem empresarial, mas lhe custa tudo que ama. Cobb recebe uma missão impossível: plantar uma ideia na mente de uma pessoa. Se for bem-sucedido, será o crime perfeito, mas um amigo prevê todos os passos de Cobb.

Não é de hoje que o cinema explora o mundo dos sonhos. Luis Bunuel, por exemplo, explorou de uma forma única com o seu curta Cão Andaluz de 1929. David Lynn ousou com a mente do cinéfilo para fazê-lo entender que tudo aquilo que ele apresentou em Cidade dos sonhos no primeiro ato era um sonho, mas sempre há meios de explorar mais e mais esse grande mistério que nos segue em nossas vidas enquanto estamos dormindo. Já Christopher Nolan nos convida para viajarmos  em um filme de inúmeras camadas de interpretação onde o cenário principal é o nosso mundo do sonhar.
A trama em si pode soar até compreensível, mas desafia a nossa atenção  já no início do filme, quando presenciamos um sonho dentro do sonho e isso veremos muito mais a seguir. Principalmente pelo fato que a trama explora, não somente os sonhos dentro dos sonhos, como também a duração do sonho com relação ao mundo real, já que não lembramos quando começamos a sonhar, pois sempre muda o sonho ao longo de seu trajeto e quais os perigos durante esse periodo. Essa e outras muitas  teorias e perguntas o diretor cria e joga na frente do cinéfilo, para então fazê-lo não piscar em nenhum momento, mas o filme pode ser muito bem apreciado também para pessoas que buscam somente diversão. 
Há efeitos especiais e cenas de ação fantásticas, mas elas nunca são gratuitas, pois elas sempre aparecem para que a trama flua de modo desejável e que ajude no enredo. O mesmo que vale para a impressionante montagem, da qual foi indicada ao Oscar, assim como a bela e poderosa trilha sonora de Hans Zimmer. Mas mesmo que a trama original seja a principal peça chave do sucesso desse filme, os astros não ficam atrás. 
Leonardo DiCaprio que, curiosamente, atuou no filme A Ilha do Medo, do qual interpretou um personagem similar a esse, mas somente para aqueles que assistiram ao filme de Martin Scorsese sabem do que eu estou falando. Ellen Page segue firme e forte com seu sucesso de carreira desde Juno e não se intimida na frente de grandes atores, o que acaba tornando sua personagem uma grande peça chave. Cillian Murphy, mesmo tendo pouco tempo na tela se comparado aos outros, consegue de seu personagem um grande momento no ato final em meio vários acontecimentos acontecendo ao mesmo tempo.
Marion Cotillard prova que ter ganho o Oscar por Piaf não foi ao acaso e desperta no espectador fascínio e medo devido a sua personagem. Já Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Michael Caine e Tom Berenger completam o time de astros de primeira grandeza. Mas o que faz o filme algo tão bom ao ponto do cinéfilo ter ido aos cinemas para assistir mais de uma vez?
Tudo se deve ao fato que, além de ser uma ótima história, Nolan deixa muitas pistas e teorias ao longo da projeção, para então o espectador tirar suas próprias conclusões. Quando a trama, por exemplo, está prestes a se encerrar e tudo dá entender que o final é bem feliz e previsível, eis que o diretor e roteirista prega uma peça no tabuleiro que faz com que nós fiquemos na dúvida com relação a tudo o que a gente assistiu. Somente esses poucos segundos com essa peça chave que o diretor planta na trama são suficientes para que o filme se torne único e diferente de tantos lançamentos dispensáveis que ocorrem ao longo dos anos  e somente por isso é o que torna um filme obrigatório

Poderosa Afrodite (1995)

Sinopse: Em Nova York, um casal adota um menino e com o tempo o pai adotivo (Woody Allen) decide saber quem é a sua mãe biológica do seu filho. Ele descobre que ela é uma prostituta chamada Linda (Mira Sorvino), que em filmes pornográficos usa o nome Judy Cum e que nem sabe quem é o pai do garoto. O pai adotivo decide então aconselhá-la a abandonar este tipo de vida.

O que esperar de um filme de Woody Allen? Roteiro magnífico, diálogos afiados e divertidos, um belo cenário e ótimas atuações. Um diferencial fantástico que esse filme traz é sua narração. Ele é narrado por um coro grego que se compõe, entre outros, de Jocasta e Édipo. Personagens marcantes nas fantásticas tragédias gregas. As cenas de Allen e Sorvino são incríveis e provoca muitas risadas. A ingenuidade da prostituta e a forma como encara as situações é hilária. Mira foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante por esse papel e levou a estatueta. Com todo merecimento deixo claro, pois sua composição do papel é impecável. Sem dúvida é seu melhor papel já feito.

O Homem Duplicado (2014)

Sinopse: Um professor de história depressivo descobre acidentalmente a existência de um sósia seu quando assiste a um filme. Ele passa a seguir este homem transformando a vida de ambos.

Infelizmente não li praticamente nada do escritor José Saramago, sendo que já ouvi falar muito de que suas obras seriam praticamente impossíveis de serem adaptadas para o cinema, devido as suas inquietantes e complicadas tramas. Porém, Fernando Meirelles provou que, sim seria possível levar uma de suas obras para o cinema e o resultado foi à adaptação de Ensaio sobre a Cegueira. Antes de morrer, Saramago havia vendido os direitos para adaptação de Homem de Duplicado para ser levado para a tela grande e coube ao mais novo cineasta do momento  Denis Villeneuve tomar conta dessa difícil tarefa. Leia minha crítica completa clicando aqui.

FALE COM ELA (2002)

Sinopse: Benigno e Marco são dois desconhecidos que acabam virando amigos em decorrência do destino. Enquanto esperam com toda a esperança possível as mulheres por quem são apaixonados, – Alicia e Lydia –, saírem do estado de coma do hospital, acabam tendo uma afinidade muito grande. Benigno possui uma espécie de amor platônico por Alicia, pois apaixonou-se sem ter tido tempo de ser correspondido, antes do acidente dela. Marco, em contrapartida, após o acidente, não consegue definir muito bem seus sentimentos com relação a Lydia, e tem dificuldades de lidar com ela na cama do hospital. Ambos só podem fazer uma coisa enquanto esperam: falar com elas.

Almodóvar prima pela originalidade ao contar uma historia no mínimo bizarra na relação  obsessiva de Benigno (Grandionetti) pela bailarina Alicia (Watling) e no enfoque do estado de coma. Ao mesmo tempo, são notáveis os rumos dados ás situações de Benigno e do jornalista (Câmara), bem como a inserção do filme mudo dentro do filme. Neste melodrama com alguns lances de humor, participações especiais da bailarina e coreógrafa Pina Baush em seqüências que se interligam com os conflitos, e do cantor Caetano Veloso, além da voz de Elis Regina na trilha sonora. Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro.e Oscar de melhor roteiro original.      

Mais informações sobre o curso Filmes e Sonhos você confere clicando aqui.

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