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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: Atômica



Sinopse: Charlize Theron interpreta Lorraine Broughton, uma agente disposta a enfrentar qualquer desafio e a usar todas as suas habilidades para sobreviver à uma missão impossível. Na véspera da queda do muro de Berlim, a assassina mais brutal do MI6 é enviada a cidade para recuperar um dossiê de valor inestimável. Ela se une ao chefe da estação local, David Percival (James McAvoy) e se envolve em um jogo letal de espiões.

O clima de nostalgia pelos anos 80 está se alastrando em todos os gêneros, seja ação, comédia ou até mesmo drama. Esse ano, por exemplo, será lembrado como ano que mais tivemos títulos dessa leva, que vai desde Guardiões da Galáxia: Volume 2, como também Em Ritmo de Fuga. Agora chega Atômica, filme que segue esse ritmo do momento e nos brinda com um belo filme de ação feito na medida certa.
Dirigido por David Leitch (De Volta ao Jogo), o filme se passa na véspera em que o muro de Berlim está prestes a cair após mais de vinte oito anos em que a cidade ficou dividida. Nesse cenário do qual se encerrará a Guerra Fria, a espiã inglesa Lorraine Broughton (Charlize Theron) tem a missão de encontrar uma importante lista, da qual contém inúmeros nomes importantes dessa guerra silenciosa e da qual não pode cair em mãos erradas. Porém, Lorraine não pode confiar em ninguém nessa missão, nem mesmo naqueles que se dizem seus aliados.
Para começo de conversa não estamos diante de um filme de ação convencional, mas sim com algo que usa os velhos ingredientes de sucesso do gênero e fundi-los com uma dose de ousadia e criatividade. A primeira cena da protagonista, por exemplo, ela está saindo de uma banheira cheia de gelo e testemunhamos o seu corpo cheio de hematomas. Um pequeno exemplo do que estará por vir em seguida, muito embora não estejamos preparados para tamanha montanha russa da qual a personagem irá embarcar.
Aliás, o filme nos pega desprevenido pelo seu perfeccionismo por meio da reconstituição de época precisa, como se realmente voltássemos no tempo e embarcássemos numa subtrama em meio aos eventos que antecederam aquele momento histórico na Alemanha. Ao mesmo tempo, as melhores cenas são sempre embaladas por grandes sucessos da música daquele período e fazendo com que cada uma delas se torne empolgantes. Não irei dizer quais os cantores e suas musicas embalam o filme, mas garanto que todas elas são familiares para os nossos ouvidos e fazendo com que a gente salte em nosso rosto um grande sorriso.
Embora a trama em si não seja um primor de originalidade, é graças ao empenho do seu elenco e as mirabolantes cenas de ação que faz com que não tiremos os olhos da tela. Sendo um dublê do ramo da ação, David Leitch usa tudo o que aprendeu nos anos anteriores e elaborou cenas de ação primorosas, onde exige um grande esforço físico, tanto de sua protagonista, como também do restante do elenco. Charlize Theron realmente luta se machuca e bate em cena de uma maneira assustadora e empolgante. 
Em meio a essa salada pop, o filme ainda nos brinda com uma sensual cena de sexo entre a personagem de Theron com a espiã francesa Delphine (Sofia Boutella, do recente A Múmia), num momento de puro êxtase e que fará qualquer um se empolgar. Do restante do elenco, destaque para James McAvoy, que surge como aliado para a protagonista, mas não escondendo uma aura de ambiguidade e que nos faz duvidar de suas ações. Já John Goodman e Toby Jones (O Nevoeiro) pouco faz em cena, muito embora sejam peões importantes desse jogo de espionagem.
Mas tudo isso nada se compara à surpreendente sequência de ação dentro de um prédio, onde a protagonista encara inúmeros agentes. Apresentado num plano sequência de vários minutos sem cortes, testemunhamos de tudo um pouco, desde a presença de muito sangue, mortes, ossos quebrados e uma Charlize Theron não dando mole em nenhum momento. Desde já, me arrisco a dizer que essa é uma das melhores cenas de ação do ano.
Com toda a pinta para o nascimento de uma franquia de sucesso, Atômica é cinema de entretenimento com estilo, ousadia e sem medo de represálias.  



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