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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Cine Dica: mostra Sylvio Back 8.0: Filmes noutra margem



  Sylvio Back

Caros (as) Jornalistas:

Segue abaixo todas as informações sobre a mostra Sylvio Back 8.0: Filmes noutra margem, que acontecerá de 25 a 29 de setembro. Sylvio Back virá a Porto Alegre para a abertura da mostra e estará presente nas sessões das 19h do dia 25 e 26 de setembro (segunda e terça-feira). Com está confirmação, houve alteração de dois horários na programação (marcados em amarelo).

O cineasta pode conversar com a imprensa, caso seja possível.

Agradeço desde já pela divulgação.



Tânia Cardoso de Cardoso

Coordenadora e curadora

Sala Redenção – Cinema Universitário


(51) 3308-4081


 Mostra SYLVIO BACK 8.0 – FILMES NOUTRA MARGEM

A Sala Redenção – Cinema Universitário se associa às comemorações nacionais pelos oitenta anos de vida do cineasta Sylvio Back, autor de 38 filmes e detentor de 76 prêmios nacionais e internacionais, exibindo entre os dias 25 e 29 de setembro, em dois horários, nove longas-metragens, a maioria tematizando a magnífica história remota e recente do Rio Grande do Sul.

 Chamado de “Cacique do sul” por Glauber Rocha, justamente por ter uma obra conectada à civilização do Extremo-Sul, o público assistirá desde aos clássicos, “Aleluia, Gretchen” (premiado em Gramado) e “A Guerra dos Pelados”, a “Revolução de 30”, “República  Guarani”, “Guerra do Brasil”, “Rádio Auriverde” e “O Contestado – Restos Mortais”, além dos existenciais, “Lance Maior” (seu filme de estreia) e “Lost Zweig” (premiado em Brasília).

Referindo-se à mostra, que leva o curioso e original título de “Sylvio Back 8.0 – Filmes Noutra Margem”, Back, também poeta e escritor (tem 24 livros publicados), sublinha que “nesse embalo de garimpo existencial é que topei dar passagem a esta inestimável retrospectiva fílmica aí em Porto Alegre para cravar minha nova idade. Que os filmes falem por mim, eles sempre foram melhores do que eu! Que o digam as dezenas de colaboradores com quem, prazerosamente, compartilho a honra e a obra que, se subsiste, é graças ao estro e à expertise deles”.

Obra aberta



Neste relato exclusivo, Sylvio Back confessa que guarda “... ralas e rasas glórias do passado a festejar. Pelo contrário. Em quantas meu cinema foi omitido, esquecido, desqualificado, ridicularizado, vitima de incompreensões, ou surdamente, patrulhado à direita e à esquerda, só porque caminho com os próprios pés e não alimento espírito de horda. Jamais flertei com o público, a crítica ou a mídia”.

 E conclui: “São seis décadas circunavegando pela cultura brasileira a bordo de uma obra aberta, que não procura apascentar almas ou fundar verdades unívocas, nem levar o espectador pelas mãos. Adoro deixá-lo na maior orfandade, apenas com suas idiossincrasias, literalmente, consigo próprio. Ele cá e os filmes piscando incólumes nas telinhas e telonas pelos anos afora”.



Filmes da mostra



A Guerra dos Pelados (1971 | cor | 93 min.), adaptação do romance “Geração do Deserto”, de Guido Wilmar Sassi; roteiro com Oscar Milton Volpini; produção e direção.

25 de setembro | segunda-feira | 16h

Outono de 1913, interior de Santa Catarina. A con­cessão de terras a uma companhia da estrada de ferro es­trangeira para explorar suas riquezas através de uma serraria subsidiária, e a ameaça de redutos mes­siânicos de posseiros expropriados, geram um sangrento conflito na região. Por exigência dos “coronéis”, forças militares regionais e o Exército nacional intervêm. Mas, os “pela­dos” (assim chamados por rasparem a cabeça) se revoltam, protagonizando uma resistência à semelhança de Canu­dos.

  

Prêmios: “Prêmio de Qualidade”, do Ins­tituto Nacional do Cinema-INC/71; “Melhor filme brasileiro exibido em São Paulo/71 (“Folha de S.Paulo”); Prêmio “Governador de São

 Lance Maior (1968 | PB | 100 min.), roteiro com Oscar Milton Vol­pini; diálogos de Nelson Padrella; produção e direção.

25 de setembro | segunda-feira | 19h

Mário, estudante universitário e bancário, através de uma ligação amorosa com Cristina, jovem rica, orgulhosa e emancipada, tenta ascender social­mente. Entre os dois coloca-se a sensual comerciária Neusa, inexperiente e revoltada com a condição humilde de sua família. Cada um buscando um lugar ao sol, enredam-se num diabólico jogo de sexo e amor.



Prêmios: “Melhor Atriz” (Irene Stefânia) e “Melhor Cartaz” no 4º. Festival de Brasília.

 Paulo”/71; três prêmios para o elenco no I Festival de Cinema de Guarujá-SP/71; Men­ção es­pecial na II Semana Internacional do Filme de Autor em Málaga  (Espanha); selecio­nado para o Festival de Berlim (Al. Ociden­tal)/71.

 Revolução de 30 (1980 | PB | 120 min.), pesquisa, roteiro, produção e direção.

26 de setembro | terça-feira | 16h

Filme-colagem de uma trintena de documentários e filmes de ficção dos anos 1920, culminando com cenas inéditas da Revolução de 1930. Todo em preto-e-branco, o principal tônus é a excelência restauração fotográfica de suas imagens, emoldurada por uma trilha sonora autêntica, de rara beleza e qualidade de emissão. Duas horas de estupefação, gargalhadas, esgares inesperados, achados anedóticos e ironias sorrateiras.


Aleluia, Gretchen (1976 | cor | 115 min.), argumento, ro­teiro com Manoel Carlos Karam e Oscar Milton Volpini; produção e direção.

26 de setembro | terça-feira | 19h

Saga de uma família de imigrantes alemães que, fugindo ao nazismo, vem se radicar numa cidade do Sul do Brasil, por volta de 1937. Às vésperas e durante a II Grande Guerra, membros da família se envolvem com a Quinta Coluna e o Integralismo. Na década de 50, graças a ligações perigosas com o rescaldo da guerra, os Kranz são visitados por ex-oficiais da SS em trân­sito para o Cone Sul. A trama se estende aos dias de hoje.

Prêmios: Em dois anos, 15 premiações nacionais (“Air France”, “Gol­finho de Ouro”, “Governador de São Paulo”, “Coruja de Ouro”, Associação dos Críticos de Arte-APCA/SP); selecionado para os fes­tivais de Brasília, Gramado, Chi­cago (EUA), Mannheim e Berlim (Alemanha).


República Guarani (1982 | cor | 100 min.), pesquisa e ro­teiro com Deonísio da Silva; produção e direção. 

27 de setembro | quarta-feira | 16h

Entre 1610 e 1767, ano da expulsão dos jesuítas das Américas, numa vasta área dominada por índios Guarani e parcialidades linguísticas afins, e dre­nada pelos rios Uruguai, Paraná e Paraguai, vingou um discutido projeto religioso, social, econômico, político e arquitetônico, sem equivalência na história das relações

conquistador-índio. Trezentos e cinquenta anos depois é possível identificar uma nostalgia daqueles tempos. Ante as similitudes com o passado, este filme é a retomada do debate.



Prêmios: “Melhor Ro­teiro” e “Melhor Trilha Sonora”, no XV Festival de Bra­sília/82; prêmio “São Sa­ruê”/82 (Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro); “Melhor Documentá­rio”/84 (Associa­ção de Críticos Cine­matográficos/MG); “Men­ção Honrosa” no II Festival Latinoameri­cano de Cinema dos Povos Indígenas/87 (RJ).


Guerra do Brasil (1987 | cor | 83 min.), pesquisa, roteiro, texto, pro­dução e direção.

28 de setembro | quinta-feira | 16h

En­tre 1864 e 1870, a América do Sul é palco do maior e mais sangrento con­flito armado do século, conhecido como a “Guerra do Paraguai”, envolvendo Brasil, Argentina, Uruguai e Pa­raguai, e que vitimou um milhão de pessoas. No filme entrelaçam-se a história oficial, o imaginário popular e a crítica de militares, cronistas e his­toriadores, articulado a um complexo painel iconográfico e musical, e a um resgate visual do teatro de operações no Paraguai.


Prêmios: “Prêmio Especial do Júri” no III Rio-Cine Festival/87 “Melhor Ro­teiro” no I Festival de Cinema de Natal (RN)/87; “Melhor Cartaz” (João Câmara e Dulce  Lobo) no IX Festi­val Internacional del Nuevo Cine Latino Americano de Havana (Cuba)/87.                    


Rádio Auriverde (1991 | PB | 70 min.), pesquisa, roteiro, textos, produção e direção.

28 de setembro | quinta-feira | 19h

Com imagens e sons inéditos de Carmen Miranda e do Brasil na II Guerra Mundial, o filme penetra no desconhecido universo da guerra psicológica que conturbou a presença da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália (1944-45). Através das musicalmente alegres e debochadas transmissões de uma rádio clandestina, tema-tabu entre os pracinhas, o filme acaba também revelando as tragicômicas relações entre os Estados Unidos e o Brasil durante o conflito – cujas consequências jamais se esgotaram.

 Prêmio: “Pesquisa” no IV Festival de Cinema de Natal (RN)/91.



Lost Zweig (2003 | cor | 114 min.). Argumento original e roteiro, baseado no livro, “Morte no Paraíso”, de Alberto Dines, com Nicholas O’Neill, produção e direção.

29 de setembro | sexta-feira | 16h

Última semana de vida do escritor judeu austríaco Stefan Zweig, autor do livro "Brasil, País do Futuro" e de sua jo­vem mulher, Lotte que, num pacto cercado de mistério, se suicidam em Petrópolis (RJ) após o Carnaval de 1942, ao qual haviam as­sistido. Um gesto que ainda hoje, sessenta anos depois, des­perta incóg­ni­tas e assombro pela sua pre­meditação e caráter emblemático.

Prêmios: “Melhor Atriz” (Ruth Rieser), “Melhor Roteiro”

(Sylvio Back e Nicholas O´Neill) e “Melhor Direção de Arte” (Bárbara Quadros) no 36º Festival de Brasí­lia/2003; “Melhor Fotografia” (Antonio Luiz Mendes) no 11º Festival de Cuiabá (MT)/2004; “Melhor Filme”, “Melhor Diretor” (Sylvio Back), “Melhor Fotografia” (Antonio Luiz Mendes) e “Melhor Trilha Sonora” (Raul de Souza e Guilherme Vergueiro) no 14º. Cine-Ceará (CE)/2004; “Melhor Diretor” (Sylvio Back) no 14º.Festival de Cinema e Vídeo de Natal (RN)/2004; selecionado para o XXII Festival Internacional de Cinema do Uru­guai/2004; Festival do Rio 2004; e 28º. Mostra Internacional de São Paulo/2004; eleito entre os “50 melhores filmes da década” pelo jornal “O Globo” (2009).



O Contestado – Restos Mortais (2010 | cor/PB | 118 min.). Pesquisa histórica, iconográfica, musical, produção e direção.

29 de setembro | sexta-feira | 19h

Com o testemunho de trinta médiuns em transe, articulado ao memorial sobrevivente e à polêmica com especialistas, “O Contestado – Restos Mortais”, é o resgate mítico da chamada Guerra do Contestado (1912-1916). Envolvendo milhares de civis e militares, o sangrento episódio conflagrou Paraná e Santa Catarina por questões de fronteira e disputa de terras, mesclado à eclosão de um surto mes­siânico de grandes proporções.


Tânia Cardoso de Cardoso

Coordenadora e curadora

Sala Redenção – Cinema Universitário

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