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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: David Lynch: A Vida de um Artista



Sinopse: Em uma íntima jornada, o documentário narra sobre os anos que formaram a vida do cineasta David Lynch. Desde sua criação idílica em uma pequena cidade até as ruas escuras de Filadélfia, acompanhamos Lynch à medida que ele traça os eventos principais para a sua formação, assim como para o seu estilo cinematográfico enigmático.

Muitas vezes nos perguntamos por que determinados cineastas possuem uma forma tão distinta no modo de filmar se formos compará-los a outros do ramo. Se assistirmos a um filme de David Lynch como, por exemplo, Estrada Perdida, perceberemos que seus métodos com a câmera, ou até mesmo com o conteúdo de sua trama, irão ser revistos posteriormente em suas obras seguintes, como Cidade dos Sonhos e Império dos Sonhos. David Lynch: A Vida de um Artista procura investigar o universo abstrato vindo da mente desse cineasta autoral e do qual não se envergonha de revelar o seu lado mais obscuro do seu ser.
Dirigido por Jon Nguyen, Rick Barnes e Olivia Neergaard-Holm, os cineastas convidam Lynch a ficar em seu estúdio pessoal enquanto testemunhamos ele criar as suas pinturas. No decorrer do percurso, Lynch começa a contar sua infância, sonhos e pesadelos mais profundos. Testemunhamos então alguns fatos marcantes de sua vida e dos quais ele usaria até mesmo na elaboração de seus primeiros curtas e longas metragens.
Para os desavisados, não esperem por um filme do qual fica se debruçando nas obras cinematográficas das quais o cineasta viria a criar no decorrer dos anos, mas sim em suas origens. Além da narração off da qual ouvimos a sua voz o tempo todo, testemunhamos imagens raras de Lynch em super 8, quando ele era criança, de sua relação com os seus pais e irmãos e de sua adolescência meio que conturbada.
Embora não seja mostrado de uma forma explicita, está claro que Lynch enfrentou por algum tempo os seus demônios interiores na adolescência e do qual fazia com ele lutasse para manter algo que ele não queria liberar como um todo. Mas com arte da criação, principalmente com ajuda do seu pai, foi o que fez com que ele se enveredasse para caminhos não muito obscuros e conseguisse então uma luz para suas criações autorais vindas de sua mente cheia de imaginação. Quando testemunhamos isso, vêm em nossas mentes os títulos citados no começo desse texto, pois personagens “duplos”, por exemplo, é algo que o cineasta muito explora em seus projetos e assistindo o seu relato chegamos há compreender um pouco, mesmo que seja só pela superfície.
Como não poderia ser diferente, Lynch também explica os inúmeros sonhos dos quais ele ainda se lembra até hoje. São através deles, além de suas sessões de meditação, é que vêm ideias das quais ele coloca em pratica através de pinceladas e muita tinta. Em uma dessas imagens das quais ele testemunhou, por exemplo, ela parecia uma pintura em movimento e da qual fez com que ficasse obsessivo por isso. É daí então que esse estranho jovem artista começa a dar os seus primeiros passos na área cinematográfica.
Começando com curtas, dos quais os seus desenhos se moviam através do stop motion, Lynch começou a convidar amigos e familiares na elaboração de seus trabalhos e começando então os seus primeiros passos no ramo da direção. Contudo, devido ao seu perfeccionismo, Lynch enfrentou tudo e a todos em seu primeiro longa metragem chamado Eraserhead, cujo projeto foi rodado na Filadélfia, levando ao todo cinco anos de produção, lhe custando o seu casamento e quase a sua sanidade. O preço foi alto, mas foi graças a essa persistência que fez com que o filme fosse lançado e o resto é história que todos nós fãs conhecemos.
Embora curto, David Lynch: A Vida de um Artista é um grande presente para os fãs em conhecerem melhor o lado mais intimo e enigmático do cineasta, mesmo quando o longa não chegue ao fundo do seu verdadeiro ser.



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