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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Cine Especial: O 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos



26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965)



Sinopse: Augusto Matraga é um violento fazendeiro. Traído pela esposa, ele é emboscado por seus inimigos e dado como morto. Mas, ele é salvo e volta-se para a religiosidade. Augusto conhece Joãozinho Bem Bem, jagunço que o faz viver um conflito interno, instigando os instintos violentos de sua personalidade. Matraga começa então a oscilar entre seu temperamento agressivo e o misticismo que não consegue mais abandonar.


Baseado em A hora e vez de Augusto Matraga, última novela de Sagarana, obra de estreia de João Guimarães Rosa.vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 1966.O filme se situa na aurora do Cinema Novo, no qual as câmeras miravam para um outro lado do Brasil, buscando a essência e a verdadeira identidade do brasileiro. Mas, diferente de obras que buscavam o sertanejo nordestino como em Vidas Secas do seu amigo Nelson Pereira dos Santos e Os Fuzis de Ruy Guerra, ou mesmo, o brasileiro na selva de pedras de São Paulo, S/A de Luiz Sergio Person, Roberto Santos aponta sua câmera para o interior de Minas Gerais, onde se passam as histórias de Guimarães Rosa.
Descobrimos neste interior de Guimarães o imaginário do “capiau”, misturado a um cotidiano mesclado de violência e misticismo. Eis que encontramos a figura de Matraga, um homem rude que conhece o topo, o fundo do poço e a redenção em forma de uma morte só sua, única para o homem que ele era. Trilhando por esse caminho fabular nos deparamos não apenas com a imagem de uma região, ou um povo, e sim, com uma história universal de um Homem em busca do seu Eu. Essa busca é feita ”nem que seja à porrete”. E nessa Poética desesperançada temos a violência como transcendência social, que deixa nas entrelinhas o contexto político implícito.

 

27. Rio, 40 Graus (1955)



Sinopse:O filme é um semidocumentário sobre pessoas do Rio de Janeiro e acompanha um dia na vida de cinco garotos de uma favela que, num domingo tipicamente carioca e de sol escaldante, vendem amendoim em Copacabana, no Pão de Açúcar e no Maracanã.


Dirigido por Nelson Pereira do Santos. O filme é um marco do Cinema Novo. A mistura de ficção e realidade trouxe às telas os contrastes sociais que incomodavam muitos setores da classe média, cuja cultura rejeitava a pobreza como tema de cinema. A 1° análise da censura, em 1955, liberou o filme para maiores de 10 anos. Mas, 1 mês depois, entrou em cena o chefe de polícia, coronel Geraldo de Menezes Cortes, que proibiu a exibição da obra em todo o país. No dia 29 de setembro, ele deu uma entrevista coletiva para justificar sua decisão: “O filme Rio, 40 graus tem como fim a desagregação do país. Só apresenta os aspectos negativos da capital brasileira, e foi feito com tal habilidade que serve aos interesses políticos do extinto PCB (Partido Comunista Brasileiro)”. 
Apenas em março de 1956 Rio, 40 graus estreou nos cinemas, explorando o episódio de sua proibição com o slogan “O filme que abalou o país”.



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