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terça-feira, 21 de junho de 2016

Cine Especial:Nouvelle Vague do Cinema Coreano: Parte 3




Nos dias 25 e 26 de Junho eu estarei me encaminhando para minha 58ª participação nos cursos do Cine Um. Na próxima aula o tema será Nouvelle Vague do Cinema Coreano  que será ministrado pelo Doutor em Ciências da Comunicação Josmar Reyes. Enquanto os dias da atividade não chegam, por aqui eu estarei postando sobre os filmes que eu assisti desse cinema inovador e corajoso que estourou no início do século 21.
 
O HOSPEDEIRO

Sinopse: Na beira do rio Han moram Hie-bong (Byeon Hie-bong) e sua família, donos de uma barraca de comida no parque. Seu filho mais velho, Kang-du (Song Kang-ho), tem 40 anos, mas é um tanto imaturo. A filha do meio é arqueira do time olímpico coreano e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo (Ko Ah-sung), filha de Kang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta de Hie-bong. É quando, em busca da menina, os membros da família decidem enfrentar o monstro. 

Um novo cinema foi descoberto no início do século 21, sendo mais precisamente o cinema Coreano. Isso foi graças ao sucesso da trilogia da vingança comandada por Chan-wook Park, cujo seu filme mais conhecido acabou sendo OldBoy. Premiado em Cannes e tendo tido reconhecimento mundial, o cinema Coreano foi cada vez mais observado e com isso as distribuidoras internacionais não pensaram duas vezes em distribuir esse genial filme de terror. O diretor Bong Joon-ho aqui, dá verdadeira aula de como se faz um verdadeiro filme de monstros, ao começar pela primeira aparição do bicho, que vai de genial, realista e completamente imprevisível. Com toques de humor negro, o filme também aproveita para alfinetar o governo norte americano, que mesmo sem querer, é responsável pela criação da criatura. Ao mesmo tempo a trama aproveita para explorar o tema da segunda chance com os protagonistas, cujos seus destinos são imprevisíveis aos olhos do cinéfilo. Não me admiraria se Hollywood quisesse fazer uma bendita refilmagem devida suas faltas de idéias no gênero.

 
Mother - A Busca pela Verdade

Sinopse: Uma mãe tenta desesperadamente encontrar o homem que incrimou o filho pelo assassinato que cometeu.

O diretor Coreano Bong Joon-ho deu boas aulas aos cineastas japoneses de como se faz um filme de monstros com o seu O HOSPEDEIRO e pelo visto não pretende ficar preso há um único gênero, mas sim tentar fazer diversos. Porém,  se tem algo em comum nos seus filmes até agora, é suspense com toques de humor negro. Em Mother- A Busca pela verdade o diretor cria uma bela historia de filme policial em que nem tudo é o que parece, ao mostrar uma mãe obstinada a todo o custo a livrar o filho da cadeia por um crime que ela acredita friamente que ele não cometeu.
Mas o que leva a protagonista a ir tão longe? Seria por amor ao filho? Culpa por algo do passado? Ou simplesmente não encarar certos fatos? Esses e outros assuntos são explorados de forma exemplar pelo diretor com um roteiro criativo e o uso da medida certa com a sua câmera em momentos de suspense (a cena que a protagonista se esconde num quarto de uma casa é ótimo) e momentos de diálogos fortes como, por exemplo, entre a mãe e o filho na prisão.
Kim Hye da um show de interpretação ao fazer a protagonista mãe insistente e investigativa, onde acaba guardando certas camadas de culpa dentro de si, mas Won Bin não fica atrás ao interpretar um adulto com problemas mentais e passar para nós as incertezas sobre suas ações. 


POESIA

Sinopse: Mija tem mais de 60 anos e vive com o neto adolescente numa pequena cidade do interior. Ela trabalha acompanhando um senhor deficiente e gosta de se vestir com roupas elegantes e coloridos chapéus. Sua atração por coisas simples e belas a leva a se inscrever em um curso de poesia onde se torna uma estudante aplicada. Sua sensibilidade parece estar afiada como nunca e sua visão do mundo não poderia ser mais positiva. Mas quando o neto se envolve no suicídio de uma colega a leveza com que Mija encara a vida entra seriamente em crise. Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2010.

Em um mundo onde o espaço para a comunicação, mais precisamente para o dialogo uns com os outros, esta cada vez em menor grau, uma personagem tenta buscar comunicação através do mundo ao seu redor, através das coisas que passam no decorrer da sua vida e ao longo do percurso tenta acima de tudo não se esquecer de si própria. Assim é Poesia, do diretor coreano. Chang Dong Lee que cria aqui a saga de Mija (Yoon Hee-jeong ótima) que a partir do ponto que sabe que tem o  mal de alzheimer, busca um modo de frear a doença através da poesia, mas ao mesmo tempo que sofre por não conseguir encontrar uma inspiração para escrever um texto, enfrenta um grave problema vindo do seu neto. Esse, aliás, possui ou  tem alguma dificuldade em saber ter afinidade com a sua própria avó.
Colocamo-nos ao lado de Mia em seu trajeto e nos simpatizamos com ela perante um mundo hostil, que por muitas vezes ignora ela, seja pelo fato dela estar velha, seja pelo fato de ela ter um problema grave, isso é o que menos importa. É as pessoas que se esqueceram ou deixaram de ver o que tem de bom no mundo. Já a protagonista, mesmo com os problemas, esta viva e tenta achar algum significado no mundo em que vive, nem que para isso se arrisque em determinados momentos.
Chang Dong Lee cria aqui então o retrato do humano atual, de que ele está morto, ou cego ou sem tato para sentir o lugar ou a pessoa próxima, ou então simplesmente foi o sistema que fizeram nos tornarmos frios com relação a tudo ou a nos mesmo. Um bom exemplo disso é a reunião de pais que junto com Mia tentam de uma forma política e ao mesmo tempo fria sobre o assunto, tentar achar um modo de livrar seus filhos de um crime que eles cometeram e a única pessoa que demonstra uma reação desconcertada com relação à situação e a própria protagonista que por muitas vezes parece ignorar ou esquecer-se da situação que presenciou ou que terá que encarar.
Com o prêmio de melhor roteiro recebido no festival de Cannes, Poesia é uma produção simples, mas cheia de conteúdo que nos faz fazer uma breve reflexão de nós mesmos se estamos ou não cada vez mais nos desligando do mundo. Pelo menos esse filme é um pequeno belo exemplo para se fazer acordar. 

 
 O CAÇADOR

Sinopse: Joong-ho Eom (Kim Yun-seok) é um detetive que se tornou cafetão por problemas financeiros, mas está de volta a ação, quando percebe que suas meninas desaparecem uma após a outra. Uma pista o faz perceber que todas elas estavam com o mesmo cliente, identificado pelos últimos dígitos do celular. Então, o ex-detetive embarca numa caçada feroz ao homem, convencido de que ele ainda possa salvar Kim Mi-jin (Seo Yeong-hie), a última menina desaparecida e acabar com este mistério.
A primeira vista parece um típico filme policial, mas nos não estamos falando de um previsível filme americano e sim de um filme Coreano que de uns tempos para cá, esse mercado tem surpreendido pelas suas qualidades em sempre impressionar com tramas imprevisíveis desde Old Boy. Em sua estreia como diretor, Na Hong-jin impressiona na direção com inúmeros momentos com movimentos e truques de câmera impressionantes. Isso sem falar numa trama que diferente dos filmes policiais americanos, possui uma imprevisibilidade impressionante com relação ao destino dos personagens. Fugindo do clichê e impressionando o publico, o mercado cinematográfico Coreano vai longe.




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