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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Brinquedo Assassino' - Conectividade Assassina

Sinopse: Karen presenteia seu filho pequeno, Andy, com um boneco muito especial. Porém, crimes estranhos começam a acontecer pela vizinhança e revelando a natureza sombria do brinquedo. 

Na falta de boas ideias o cinemão americano se vende cada vez mais para refilmagens, pois nunca é demais para eles revitalizar algo que já havia dado lucro em seus bolsos. O problema é como agradar, tanto as novas plateias, como também os fãs de uma época passada. Felizmente ambas as partes irão se divertir, já que a nova versão de "Brinquedo Assassino" respeita a sua essência, mas também caminha de mãos dadas com que rola em tempos atuais em assuntos capitalistas e tecnológicos. 
Dirigido por Lars Klevberg, do filme "Morte Instantânea" o filme conta a história de Andy (Gabriel Bateman) e sua mãe Karen (Aubrey Plaza) que mudam para uma nova cidade em busca de um novo começo. Percebendo o desinteresse do filho em fazer novos amigos, Karen decide dar a ele de presente um boneco tecnológico que, além de ser o companheiro ideal, ele executa funções da casa sob comandos de voz. Os problemas começam a surgir quando o boneco se torna possessivo em relação a Andy e está disposto a fazer qualquer coisa para afastar o garoto das demais pessoas.  
Se formos colocar o clássico de 1988 com o novo lado a lado se percebe que são filmes completamente diferentes um do outro, sendo que a única semelhança é a presença do boneco Chuck, porém, com visual bem mais medonho e correspondendo com os tempos contemporâneos. Aliás, a troca pelo lado sobrenatural pela questão da inteligência artificial é mais do que proposital, pois roteiristas foram criativos ao explorar essa onda de conectividade tudo em volta da internet e da qual influência, mesmo que indiretamente,  a vida das pessoas. Fora isso, o filme possui uma crítica ácida contra as grandes corporações, pois para elas não importa o que aconteça, desde que o seu produto seja ainda vendido para a massa.  
Sem isso o filme cairia no óbvio, porém, teria ainda alguns ingredientes que seduzem os fãs do horror, como no caso de possuir um humor sombrio, daqueles que fazem a gente rir de uma situação grotesca, pois ela acaba sendo incrivelmente absurda. Mas assim como na última versão de "IT - A Coisa" (2017), o filme também pega carona do sucesso da série "Stranger Things" e fazendo você que for assistir ter uma certa sensação de déjà vu. Além disso, o filme possui uma violência bastante "gore", da qual lembra muito os filmes de horror dos anos oitenta e despertando uma certa nostalgia macabra.
Com a voz do eterno Luke Mark Hamill que dubla o boneco assassino Chucky, "Brinquedo Assassino" surpreende pela nova roupagem e que irá agradar em cheio os fãs do brinquedo macabro e possessivo.  


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2 comentários:

Leo Rib disse...

A gente só estranha a aparência do boneco, né?
Se era uma coisa pra ser consumida pelas massas, ele tem uma aparência bem pouco atraente.

Marcelo Castro Moraes disse...

Mas o próprio Fofão tinha um visual pouco atraente e mesmo assim era vendido para a massa.