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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz: Extraordinário



Sinopse: Nascido com uma deformidade facial que o impediu de ir a escola por muito tempo, um garoto vira o herói da quinta série.

No meu tempo de escola, entre os anos 80 e 90, não existia o temo “bullying”, mas sim alguns chamavam de “síndrome do Caratê Kid” quando um aluno sofria preconceito e até mesmo perseguição. Em maior ou menor grau muitos sofriam disso das mais diversas maneiras e provando que naquele tempo, ou você enfrentava isso de frente, ou isso lhe marcaria para sempre. Vivemos em tempos diferentes, onde o “politicamente correto” é a ordem universal, mas mesmo com toda a orientação vinda daquele que possui uma boa sintonia com o mundo real, sempre existem aqueles que descarregam o seu desejo de por para fora sua intolerância descomunal.
Seja na escola, política, religião, internet, ou vindo do mais insignificante programa sensacionalista da tv, o preconceito estará sempre lá nas entrelinhas aja o que houver. Cabe então a verdadeira cultura, seja ela vinda da arte, do cinema, da música, ou de uma boa leitura, orientar as pessoas a cometer a prática do bem e sempre se defender contra as intolerâncias que impregnam nossa sociedade. Extraordinário pode até ser um filme moldado para emocionar o espectador da forma mais previsível possível, mas é na sua mensagem universal que se encontra o seu bem mais precioso e para então ser compartilhado por todos. 
Dirigido por Stephen Chbosky (As Vantagens de ser Invisível) e baseado na obra de R.J. Palacio, acompanhamos a vida do pequeno Auggie (Jacob Tremblay, do filme Quarto do Jack), que vive isolado do mundo por possuir uma deformidade facial desde que nasceu. Mesmo sendo educado pelos seus pais (Julia Robert e Owen Wilson) e pela sua irmã Via (Izabela Vidovic) chegou a hora do jovem ter que ir para escola. O problema é que os primeiros dias não são nada bons para ele, mas que, gradualmente, vai fazendo com que os outros alunos enxerguem o seu lado especial escondido dentro dele.
Sendo contado em narração off pelo próprio protagonista mirim, acompanhamos o olhar de uma criança em ter que enfrentar uma dura realidade, mas sendo sempre escoltado pela sua imaginação do gênero fantástico e pelo qual ele tenta sempre se fortalecer. As referencias da cultura pop, vide Star Wars, são um deleite para qualquer um, pois a gente se identifica facilmente com o personagem e reconhecendo situações ali das quais soam semelhantes. Em menos de meia hora de filme já somos conquistados pelo dia a dia do personagem e fazendo com que a gente torça pelo melhor para ele. 
Se no Quarto do Jack Jacob Tremblay já havia surpreendido em sua atuação, aqui ele fica ainda mais a vontade para se expressar em seu olhar todos os sentimentos que o personagem sente, seja eles na alegria como também na tristeza. Já Julia Robert e Owen Wilson cumprem bem os seus respectivos papeis como pais do jovem talento, mesmo quando em alguns momentos a interpretações de ambos deixam a desejar. Atuação de Owen Wilson, aliás, nos lembrará e muito uma passagem do filme Marley e eu e, portanto, mesmo sendo a situação das mais previsíveis do mundo preparem os seus lenços.
A grande surpresa fica por conta da personagem Via, irmã do pequeno protagonista e interpretada com intensidade pela jovem atriz Izabela Vidovic. É por ela, aliás, que o filme explora as dificuldades que os jovens têm a deixar para trás uma época mais inocente e abraçar o tão complicado principio da vida de um adolescente. Não importa de que aparência então a pessoa seja, os problemas serão sempre um obstáculo do qual interfere na vida de cada um de nós, mas que basta ultrapassá-los e seguirmos adiante para que então quebrarmos novas barreiras a nossa frente.
Embora moldado plasticamente para nos emocionarmos facilmente, Extraordinário é um filme muito bem vindo em tempos em que o preconceito persiste em bater a nossa porta e nos lembrarmos que nunca é demais reforçarmos a fechadura.   


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