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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Cine Dica: Em Cartaz:Ninguém está olhando

Snopse: Nico, um ator de 30 anos, tomou uma decisão que pode mudar sua vida para sempre: após romper o relacionamento que tinha com seu produtor de maneira abrupta, decidiu abandonar sua carreira promissora na Argentina para começar do zero em Nova York. O problema é que, em meio aos problemas em sua nova realidade, um fantasma do passado insiste em reaparecer.

A união entre o cinema argentino e brasileiro atingiu o seu ápice nesse ano que está terminando, com títulos como Invisível, Vergel e agora Ninguém Está olhando, sendo talvez a obra mais complexa, mas tendo um teor convidativo e que deve ser visto por todos. Dirigido pela cineasta Julia Solomonoff, Ninguém está olhando acompanha a cruzada do astro Nico, interpretado com uma energia e delicadeza fora do comum pelo ator Guillermo Pfening, cujo seu personagem, após o termino de uma relação conflituosa, decide morar por uns tempos em Nova York em busca de novas oportunidades e para sim ter um reconhecimento mundialmente. Embora muito conhecido na Argentina, Nico larga de mão de uma série de sucesso que atuava por lá e que, ao lado de um amigo cineasta, tenta abraçar a todo custo um novo projeto.
Contudo, a terra das oportunidades, por vezes, possui uma realidade mais amarga, mesmo com todo aquele visual colorido de uma grande cidade tem a oferecer, mas com promessas que ficam somente na superfície. Como o futuro projeto fica emperrado, Nico precisa se virar no seu dia a dia, desde a trabalhar em restaurantes, como também sendo baba de crianças, cujo ás mães são amigas que moram por lá. É nesses momentos que sentimos total carinho pelo personagem que, embora esteja passando por tempos difíceis, nunca deixa de lado o seu ar carinhoso com as crianças que ele cuida.
Julia Solomonoff nos brinda então com um conto sobre solidões, sobre a realidade dura em ter que encarar o fracasso profissional de uma forma intima e individual. Quando Nico decide tentar a sorte num teste de elenco, por exemplo, ele acaba encarando todo um lado preconceituoso do qual os latinos vivem sofrendo, onde são somente sucumbidos a papeis cujo estereótipo latino é muito notório. Com isso, o protagonista vive na corda bamba, entre os sonhos fraturados, mas ao mesmo tempo mantendo em seu intimo uma resistência, mas da qual enfrenta uma desorientação emocional ao longo do percurso e do qual ele terá que enfrentá-lo.
Tanto a cineasta, como também a roteirista Christina Lazaridi faz da fragilidade emocional, do qual protagonista tenta esconder, uma espécie de catalisador de muitas ações e reações que vemos ao longo do seu percurso. O filme chega aos nossos cinemas após ter passado por festivais de Tribeca, onde ganhou o prêmio de melhor ator, Rio de Janeiro e com prêmio máximo conquistado no Cine Ceará. Embora retrate o universo de altos e baixos do mundo das celebridades Ninguém Está Olhando possui uma aura universal, da qual todos se identificam facilmente com o personagem e fazendo a gente desejar caminhar ao lado dele em meio aos percalços de uma realidade sem muito brilho.     



Onde assistir: Cinebancários: Rua General da Câmara 424, centro de Porto Alegre. Horário: 15horas.  


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