Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NOTA: EM BREVE: CINEMA: Retrospectiva 2011

Cine Curiosidade: Saiu a lista dos indicados ao Globo de Ouro 2012


Filme em preto-e-branco e que praticamente não tem falas, "The Artist" lidera a corrida ao Globo de Ouro 2012 com um total de seis indicações, entre elas melhor filme (musical ou comédia), direção, roteiro, ator e atriz coadjuvante. O anúncio dos indicados ao prêmio doi feito nesta quinta-feira (15).
Logo depois de "The Artist", estão "Os Descendentes", de Alexander Payne, e "Histórias Cruzadas", que concorrem a cinco prêmios cada um. Além disso, George Clooney concorre nas categorias de direção, por "Tudo Pelo Poder", e ator em drama, por "Os Descendentes", e Angelina Jolie, cujo primeiro trabalho como diretora, "In the Land of Blood of Honey", disputa o troféu de filme em língua estrangeira.
Organizado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood, o Globo de Ouro é um dos principais prêmios do cinema e da televisão dos EUA. Na última edição do evento, o filme "A Rede Social" foi o grande vencedor, ao ficar com a estatueta de melhor filme de drama. A 69ª edição do Globo de Ouro foi marcada para o dia 15 de janeiro de 2012. A apresentação será feita novamente pelo humorista britânico Ricky Gervais, que sofreu críticas por ter feito piadas com alguns poderosos astros de Hollywood na cerimônia deste ano.


Veja a lista completa de indicados:


Melhor filme - drama
"O Homem que Mudou o Jogo"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Os Descendentes"
"Histórias Cruzadas"
"Cavalo de Guerra"
"Tudo Pelo Poder"


Melhor filme - comédia ou musical
"Meia-Noite em Paris"
"50/50"
"The Artist"
"Missão Madrinha de Casamento"
"My Week With Marilyn"


Melhor animação
"Rango"
"Operação Presente"
"Gato de Botas"
"Carros 2"
*As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne"

Melhor diretor
George Clooney, "Tudo Pelo Poder"
Woody Allen, "Meia-Noite em Paris"
Michel Hazanavicius, "The Artist"
Alexander Payne, "Os Descendentes"
Martin Scorsese, "A Invenção de Hugo Cabret"


Melhor roteiro
"Meia-Noite em Paris"
"The Artist"
"O Homem que Mudou o Jogo"
"Tudo Pelo Poder"
"Os Descendentes"


Melhor ator - drama
Brad Pitt, "O Homem que Mudou o Jogo"
Leonardo DiCaprio, "J. Edgar"
George Clooney, "Os Descendentes"
Michael Fassbender, "Shame"
Ryan Gossling, "Tudo Pelo Poder"


Melhor ator - comédia ou musical
Jean Dujardin, "The Artist"
Brendan Gleeson, "O Guarda"
Joseph Gordon-Levitt, "50/50"
Ryan Gosling, "Amor a Toda Prova"
Owen Wilson, "Meia-Noite em Paris"


Melhor atriz - drama
Meryl Streep, "A Dama de Ferro"
Tilda Swinton, "Precisamos Falar Sobre o Kevin"
Rooney Mara, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
Glenn Close, "Albert Nobbs"
Viola Davis, "Histórias Cruzadas"


Melhor atriz - comédia ou musical
Jodie Foster, "Carnage"
Charlize Theron, "Young Adult"
Kristen Wiig, "Missão Madrinha de Casamento"
Michelle Williams, "My Week With Marilyn"
Kate Winslet, "Carnage"


Melhor ator coadjuvante
Albert Brooks, "Drive"
Kenneth Branagh, "My Week with Marilyn"
nah Hill, "O Homem que Mudou o Jogo"
Viggo Mortensen, "Um Método Perigoso"
Chrispother Plummer, "Beginners"


Melhor atriz coadjuvante
Janet McTeer, "Albert Nobbs"
Jessica Chastain, "Coriolanus"
Octaca Spencer, "Histórias Cruzadas"
Shailene Woodley, "Os Descendentes"
Berenice Bejo, "The Artist"


Melhor filme em língua estrangeira
"A Pele que Habito", Pedro Amodóvar (Espanha)
"The Flowers of War", Zhang Yimo (China)
"In the Land of Blood of Honey", de Angelina Jolie (EUA)
"O Garoto da Bicicleta", Jean-Pierre e Luc Dardenne (Bélgica)
"A Separation", Asghar Farhadi (irã)


Melhor canção original
"Hello Hello", "Gnomeo e Julieta"
"The Keeper", "Redenção"
"Lay My Head Down", "Albert Nobbs"
"The Living Proof", "Histórias Cruzadas"
"Masterpiece", "W.E."


Melhor trilha sonora
Ludovic Bource, "The Artist"
Abel Korzeniowski, "W.E."
Trent Reznor e Atticus Ross, "Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
Howard Shore, "A Invenção de Hugo Cabret"
John Williams, "Cavalo de Guerra"


Melhor série de televisão - drama
"Boardwalk Empire"
"American Horror Story"
"Game of Thrones"
"Homeland"
"Boss"


Melhor série de televisão - comédia ou musical
"New Girl"
"Modern Family"
"Enightened"
"Glee"
"Episodes"


Melhor minissérie ou filme feito para a televisão
"The Hour"
"Downton Abbey"
"Cinema Verite"
"Mildred Pierce"
"Too Big to Fail"


Melhor ator em minissérie ou filme feito para TV
Hugh Bonneville, "Downtown Abbey"
William Hurt, "Too Big Too Fail"
Idris Elba, "Luther"
Bill Nighy, "Page Eight"
Dominc West, "The Hour"


Melhor atriz em minissérie ou filme feito para TV
Romola Garai, "The Hour"
Emily Watson, "Appropriate Adult"
Elizabeth McGovern, "Downtown Abbey"
Kate Winslet, "Mildret Pierce"
Diane Lane, "Cinema Verite"


Melhor ator em série - comédia ou musical
Alec Baldwin, "30 Rock"
David Duchovny, "Californication"
Johnny Galecki, "The Big Bang Theory"
Thomas Jane, "Hung"
Matt LeBlanc, "Episodes"


Melhor atriz em série - comédia ou musical
Laura Dern, "Enlightened"
Zooey Deschanel, "New Girl"
Laura Linney, "The Big C"
Tina Fey, "30 Rock"
Amy Poehler, "Parks and Recreation"


Melhor ator em série - drama
Steve Buscemi, "Boardwalk Empire"
Bryan Cranston, "Breaking Bad"
Kelsey Grammer, "Boss"
Jeremy Irons, "The Borgias"
Damian Lewis, "Homeland"


Melhor atriz em série - drama
Claire Danes, "Homeland"
Mireille Enos, "The Killing"
Julianna Margulies, "The Good Wife"
Madeleine Stowe, "Revenge"
Callie Thorne, "Necessary Roughness"


Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Peter Dinklage, "Game of Thrones"
Paul Giamatti, "Too Big Too Fail"
Guy Pearce, "Mildred Pierce"
Tim Robbins, "Cinema Verite"
Eric Stonestreet, "Modern Family"


Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Jessica Lange, "American Horror Story"
Kelly Macdonald, "Boardwalk Empire"
Maggie Smith, "Downton Abbey"
Sofia Vergara, "Modern Family"
Evan Rachel Wood, "Mildred Pierce"


FONTE: ULTIMO SEGUNDO CULTURA.

Cine Dica: Em DVD: PARIS

Sinopse: O parisiense Pierre está doente e se pergunta se irá morrer em breve. O fato de contemplar a morte lhe faz dar mais valor à vida, seja a sua, a dos outros ou a da própria cidade. E seu estado faz com que olhe de forma diferente para as pessoas com quem cruza. Um dançarino, um arquiteto, uma agente social, um sem-teto, um imigrante africano, vendedores de frutas e legumes... todos parecem pessoas comuns, mas todos são, cada um à sua maneira, seres singulares. E, para cada um, seus próprios problemas são o que há de mais importante no mundo.
Coisas de distribuidora! Digo isso, porque é só um ator ou uma atriz ficar bastante em evidencia, que imediatamente eles tiram do baú um filme que passou em branco em nossos cinemas, e por vezes injusto, pois merecia ser visto nas telonas em grande circuito. Quando Copia Fiel foi lançado por aqui em março, e ter se tornado em um dos filmes mais elogiados pela critica e pelo publico desse ano que está passando, não me surpreenderia se surgisse em seguida um filme ou dois estrelado pela Juliette Binoche, e foi exatamente o que aconteceu. Mês passado foi Aproximação, ótimo filme, mas de 2007 e agora esse Paris, de 2008. Como eu disse coisas de distribuidora, mas antes tarde do que nunca, pois Paris, dirigido por Cedric Kaplisch (Bonecas Russas) apresenta uma verdadeira torre de Babel, sobre a vida de pessoas (meio que sem querer) interligadas uma com a outra, onde essa interligação, parte a partir da doença do coração de um dos protagonistas, vivido pelo ator Romain Duris, que faz o irmão da personagem de Binoche (otima como sempre) no filme.
As muitas sub-tramas são bem interessantes, mas serve também para cada personagem se deslocar, para nas principais ruas de Paris, e com isso, o espectador tem o prazer de assistir a cidade da luz como uma espécie de personagem secundário em destaque, devido a sua beleza e magia, assim como Wood Allen fez em Meia Noite em Paris, além de claro, explorar um pouco o cotidiano dessa cidade. Se muitos adorarão o filme de Allen, com certeza irão apreciar bastante esse.


Me Sigam no Facebook e Twitter

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Cine Especial: STANLEY KUBRICK

Desde o primeiro curso de cinema que eu participei pelo CENA UM, faço sempre especiais com relacionado ao curso que irei participar, sendo na maioria dos casos, a filmografia de determinado diretor. O primeiro curso que eu participei com eles, foi sobre Stanley Kubrick e imediatamente, comecei a escrever sobre todos os filmes que ele dirigiu. Mas uma idéia que eu tive, somente nos cursos seguintes, era sempre encerrar os especiais, com uma postagem que pudesse ter acesso a todos os links, das postagens que eu escrevi do determinado assunto, sendo que eu comecei a fazer isso, somente com Os Irmãos Coen. Mas antes tarde do que nunca, portanto, deixo aqui todos os links de acesso às matérias que eu fiz a respeito de cada filme desse grande diretor. Cliquem nos títulos de cada filme e boa leitura.

Me Sigam no Facebook e Twitter

Cine Dica: Em Cartaz: MOSTRA DE CINEMA VENEZUELANO: FINAL

Por fim, termino hoje minha jornada, para o primeiro contato com o cinema Venezuelano, graças a essa mostra feita pelo Cinebancários.
O que eu posso dizer sobre o cinema Venezuelano, é que são filmes quem tem suas qualidades, mas que da a sensação de não estarem totalmente livres para se fazer uma produção com determinado assunto. Talvez muito se deva ao governo atual de Hugo Chavez, mas vai saber o que o futuro reserva para o cinema de lá. O importante é continuarem rodando e ver o que acontece, porque quanto mais se faz filmes, mais tende a melhorar em termos de historia e produção, seja ela de alto ou baixo orçamento.
Confiram o ultimo filme que eu assisti ontem:

Miranda Regressa
Sinopse: Um repórter entra clandestinamente na cela de Miranda, na Carraca, em 10 de julho de 1816. O jovem jornalista pediu ao General que lhe concedera uma entrevista, a fim de propagar seu pensamento anticolonial em um importante jornal que é publicado furtivamente em Cádiz. Miranda, já um macaco velho da geopolítica internacional, desde o século passado, desconfia do impetuoso repórter que, aos poucos, ganha a sua confiança, até que o prisioneiro se compromete a conceder-lhe a entrevista. Aqui começa uma retrospectiva, uma jornada da vida do general onde o retorno ao passado, os momentos mais significativos na construção de formação do jovem general, o sedutor, o soldado espanhol, o iluminado, o desertor, o independentista, a política, o guerreiro, o contrabandista, o espião, o herege, o conspirador e o precursor, é narrado para revelar a magnitude de Francisco Miranda, para sempre, talvez, o mais universal de todos os venezuelanos.
“Não há revolução sem cultura se não retomamos nossos valores, se não dizemos basta aos antivalores, ao veneno imperial. Começamos a resgatar esses valores, usando a mina interminável de nossa história”, afirmou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na estréia de ‘Miranda Regressa’, primeira realização cinematográfica da produtora nacional, Vila do Cinema, que estreou em 2007, atraindo mais de 30 mil pessoas no inicio. A produção é o primeiro fruto do investimento do Estado venezuelano no incentivo à cultura nacional, o resgate histórico de seu povo e da construção de seu país.
Porém, assim como Zamora, o filme peca em seguir a risca o fato histórico a tal ponto, que nos já temos uma vaga idéia do que acontecera no final. Entretanto, o protagonista foi até bem interpretado pelo ator Jorge Reyes, mesmo limitado na sua forma de interpretar. E se por um lado as cenas de conflito são pra lá de tímidas, por outro, a edição de arte e figurino foram criados de uma forma muito bem caprichada, não devendo em nada a produções de maior orçamento.
Outro fator importante é que o filme é ágil nos acontecimento, colocando sempre o protagonista em ação, nunca lhe dando sossego, nem mesmo nas partes onde ele se encontra em seu refugio. Mas essa agilidade na trama possui um curioso erro de montagem, onde alguns fatos pularam, ou simplesmente é algum erro de copia na qual eu assisti, o que acabou prejudicando determinado entendimento em fatos importantes da trama.
Dirigido por Luis Alberto Lamata (mais conhecido por trabalhadores na TV por lá), Miranda Regressa é um filme que é bom, mas poderia ser muito melhor. Talvez o cinema Venezuelano esteja apenas engatinhando, para quem sabe para algo melhor.
Curiosamente, o filme tem a participação do velho maquina mortífera Danny Glover.

Leia também:
Zamora      

Me Sigam no Facebook e Twitter

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cine Dica: Em DVD: UM CONTO CHINÊS

AS COISAS ACONTECEM E PRONTO, OU NÃO?
Sinopse: Um veterano da Guerra das Malvinas chamado Roberto (Ricardo Darín) vive recluso em sua casa há quase vinte anos por causa de um sofrimento do passado. A sua rotina é alterada pela chegada a Buenos Aires do chinês Jun (Ignácio Huang). O homem veio à capital argentina para procurar um parente perdido e começa uma inusitada amizade com Roberto. Os dois homens mal conseguem se comunicar por conta das diferenças culturais e de idiomas.
Às vezes, á historia mais absurda não é ficção, mas sim a realidade, mas pensamos que é ficção, porque ouvimos ela, ou lemos sobre ela, mas não a vemos, portanto é difícil de acreditar em tais fatos. O caso que a vida prega-nos uma peça sejam por qual motivo, talvez por nos ajudarmos, ou simplesmente elas acontecem e temos que administrá-la com naturalidade. Ao assistir Um Conto Chinês, não tem como não pensar sobre isso tudo e não ter como não se identificar com o protagonista (Ricardo Darín, ótimo como sempre) ao ver sua vida cheia de regras e toda certinha, ser quebrada pela aparição do chinês Jun (Ignacio Huang) que surge do nada, não falando nenhuma palavra em Espanhol e unicamente com uma tatuagem de um endereço no braço, onde se encontra possivelmente o seu tio. Até ai tudo bem, pois já vimos encontros de personagens diferentes um do outro, mas que devido a circunstancias, acabam tendo que ficar juntos, mas antes desse encontro, o prólogo do filme é que amarra o espectador de tal forma, que ficamos nos perguntando como aconteceu aquilo. O inicio mostra Jun, com sua namorada dentro de um barco, numa lagoa na China, e quando ele vai pedir ela em casamento, uma vaca cai do céu e cai justamente em cima dela. Mas daí a pessoa se pergunta: O que esse inicio inusitado tem haver com o encontro dos protagonistas? Como Jun saiu da China e foi parar justamente na Argentina? E o que isso tudo tem haver com Ignácio?
Surpreendentemente, o filme possui pequenas respostas, mas difíceis de acreditar, mas não será por isso, que deixaremos de apreciar o filme que nos conquista de uma forma absurdamente contagiante. Talvez isso se deva a dupla central, pela forma como eles terão que se lidar um com o outro, em meio aos obstáculos que irão aparecer, durante os dias que passaram juntos, e de alguma forma, a união de ambos irá mudar vida de cada um deles, pelo menos de Ignácio e com seu passado obscuro. Dirigido pelo ainda desconhecido Sebastián Borensztein, Um Conto Chinês atraiu mais de um milhão de Argentinos no cinema e ficando mais de 14 semanas em cartaz aqui na capital gaucha, e mesmo já chegando em DVD, o filme ainda se encontra em exibição na sala GNC Moinhos, provando que tem potencial para ir mais longe, não só por aqui, mas também no mercado internacional. O cinema Argentino ainda vai longe.


Me Sigam no Facebook e Twitter

Cine Clássico: JOVEM E INOCENTE

BÁSICO, MAS NÃO MENOS GENIAL!
Sinopse: Homem acusado de assassinato foge e recebe, por acaso, ajuda de uma moça jovem e inocente. Ela se sente atraída por ele e dá continuidade à fuga, mesmo sem saber se ele é mesmo culpado.
Ainda em sua fase inglesa, Hitchcock fazia como ninguém um bom filme de suspense, mesmo quando a historia em si não apresentava grandes desafios, mas nem por isso, o torna dispensável, como no caso desse filme. Com uma trama simples, Hitchcock, cria a velha historia do homem errado, que vai a busca de pistas que o discrimine do crime que não cometeu, ao mesmo tempo, o diretor aproveita, para injetar bons momentos de humor e até mesmo uma espécie de comédia romântica involuntária.
Conheci mais a respeito desse filme, quando participei do curso, com relação ao diretor, pelo  CENA UM (administrado por Carlos Primati), onde ele serviu de exemplo que, mesmo ainda nos anos 30, Hitchcock já tinha o maior domínio por seqüências abertas sem cortes com a câmera. Bom exemplo disso é no ato final, onde esta acontecendo uma festa, em que os protagonistas estão atrás do verdadeiro assassino, mas como o diretor sempre gostou de fazer o espectador sempre ficar a um passo dos personagens principais, ele então afasta a câmera deles, sobe ela num ângulo, para aqueles que estão assistindo, ver tudo que esta acontecendo na festa, com um olhar de cima. A câmera começa a se mover para frente, numa cena, aparentemente, sem corte (mas tem, é só prestar bem atenção) e ela vai até chegar num palco, onde uma banda está tocando. De repente, a câmera começa a focar no baterista da banda (que está maquiado), a tal ponto, que da um zoom, até então inédito naquela época, e com isso, descobrimos que ele é o assassino, devido tíquete nervoso nos olhos, o mesmo que ele havia demonstrado nos primeiros minutos do filme.
Como eu disse no inicio do texto, uma trama de suspense simples, mas tecnicamente impecável.


Me Sigam no Facebook e Twitter