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Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 27 de março de 2019

Cine Dica: CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS RECEBE PROGRAMAÇÃO ESPECIAL NA SEMANA DE PORTO ALEGRE


Como parte da programação comemorativa da Semana de Porto Alegre, a Cinemateca Capitólio Petrobras preparou uma série de atividades especiais. No dia 27 de março, data em que se celebra o Dia do Cinema Gaúcho e também o quarto aniversário de inauguração do espaço, a majestosa sala de cinema localizada no coração do Centro Histórico de Porto Alegre inaugura, às 19h, a mostra Cinemas do Brasil, reunindo filmes sobre diferentes salas de rua do país, em um programa que inclui o curta-metragem Cine Brasília, do diretor gaúcho Boca Migotto; e às 20h30 realiza a sessão de pré-lançamento da série gaúcha Chuteira Preta, de Paulo Nascimento, com a presença do diretor e equipe. Com 13 episódios, esta série de ficção sobre o submundo do futebol terá seus dois primeiros episódios exibidos.
Além dessas atividades, o Centro de Documentação e Memória da Cinemateca Capitólio Petrobras irá promover durante a Semana de Porto Alegre um programa de visitas guiadas ao local. As visitas acontecem nos dias 29 de março, sexta-feira, às 17h30, e 30 de março, sábado, às 16h30. Após as visitas, que são gratuitas, os participantes receberão convites para assistir, com entrada franca, a uma sessão da mostra Cinemas do Brasil. Os agendamentos para as visitas podem ser feitos pelo telefone 3289-7463.
Durante os meses de março a novembro, a Cinemateca Capitólio Petrobras promoverá uma programação especial com 26 atividades com patrocínio master da Petrobras através da Lei Rouanet/Governo Federal e cooperação cultural da Fundacine –Fundação Cinema RS e Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Cultura.

  
Mostra Cinemas do Brasil


Porto Alegre dispõe de um privilégio que poucas cidades no mundo têm: a existência de um grande cinema de rua, com 90 anos de existência, prédio inaugurado no áureo período dos imponentes palácios de cinema – na década de 20 do século passado –, o Cine Theatro Capitólio. O importante espaço cultural, que permaneceu por duas décadas fechado, reabriu suas portas em março de 2015, totalmente restaurado e readaptado, tornando-se, para além de uma sala de exibição, um espaço de guarda, preservação e difusão da memória do cinema gaúcho e brasileiro, agora com o nome de Cinemateca Capitólio Petrobras.

Para sublinhar essa particularidade da capital gaúcha, a programação especial da Cinemateca Capitólio Petrobras para a Semana de Porto Alegre recebe a mostra Cinemas do Brasil, composta por 23 curtas-metragens e um longa-metragem, distribuídos em seis sessões de aproximadamente 60 minutos cada. A mostra inclui filmes que buscam homenagear os cinemas de rua do país e que propõem uma discussão sobre a atual situação desses monumentos arquitetônicos que, em grande parte, estão de portas fechadas e sem nenhum tipo de reparo ou manutenção. A mostra temática tem por objetivo tornar os cinemas de rua protagonistas das histórias na tela. A curadoria é de Christian Jafas (diretor do filme Cine Paissandu: Histórias de uma Geração) e de Eudaldo Monção Jr.(coordenador da mostra Cinemas do Brasil e diretor do filme Cine Rio Branco).


Programas:


SESSÃO O CINEMA VIVE! – 65 minutos (ABERTURA)
Cine S. José, de William Tenório (Afogados da Ingazeira/PE, 12 minutos)
Cine Vaz Lobo, de Luiz Claudio Lima (Rio de Janeiro/RJ, 6 minutos)
Cinema, Onde Você Está?, de Edvaldo Santos (Caruaru/PE, 15 minutos)
Cinema do Meu bairro, Cadê Você?, de Renata Lima (Rio de Janeiro/RJ,  13 minutos)
Cine Brasília, de Boca Migotto (Carazinho/RS, 20 minutos)


SESSÃO CINEMA NO INTERIOR – 85 minutos
Cine Rio Branco, de Eudaldo Monção Jr. (Nazaré/BA, 18 minutos)
Cine Centímetro, de Dannon Lacerda (Valença/RJ, 16 minutos)
Extintos Cinemas, de William Tenório (Sertão do Pajeú/PE, 13 minutos)
Uma Balada para Rocky Lane, de Djalma Galindo (Arcoverde/PE, 20 minutos)
Memórias do Cine Argus, de Edivaldo Moura (Castanhal/PA, 20 minutos)



SESSÃO MEMORABILIA – 64 minutos
A Morte do Cinema, de Evandro de Freitas (Cachoeira-BA, 20 minutos)
Cine Rincão, de Fernando Grostein Andrade (São Paulo-SP, 15 minutos)
O que se Memora, de Caio Dornelas e Ernesto Rodrigues (Zona da Mata/PE, 10 minutos)
Cinemas de Rua de Curitiba, de Roberval Machado (Curitiba/PR, 5 minutos)
Cine Paissandu: Histórias de uma Geração, de Christian Jafas (Rio de Janeiro/RJ, 15 minutos)


SESSÃO O NOVO CINEMA DE RUA – 64 minutos
Cosmorama – Relatos dos Cinemas em Caruaru, de Moema França (Caruaru-PE, 14 minutos)
Sessão Entre Amigos, de Cristhine Lucena (João Pessoa/PB, 23 minutos)
Cine Éden, de Edson Bastos e Henrique Filho (Ipiaú/BA, 15 minutos)
Casa sem Janela, de Juliette Yu-Ming, Marcelo Engster,Vitor Kruter-Rio de Janeiro/RJ, 13 minutos)


SESSÃO ESPECTADORES – 62 minutos
Entre Andares, de Aline Van der Linden e Marina Moura Maciel (Recife/PE, 15 minutos)
Cine São Vicente, de Kleber Camelo (São Vicente Férrer/PE, 21 minutos)
Isso Vale um Filme, de Bruna Cabral, Gisele Siqueira, Italo Rodrigues, Suednes Teixeira, Taynah e Wellington Caetano (Maceió/AL, 15 minutos)
Victor Vai ao Cinema, de Albert Tenório (Olinda/PE, 11 minutos)


SESSÃO LONGA ENCERRAMENTO – 77 minutos
Cine São Paulo – O Estado das Coisas, de Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli (Dois Córregos/SP, 77 minutos)
  

Série Chuteira Preta


Muitos jogadores de futebol no Brasil (especialmente), com menos de 30 anos, estão milionários, jogaram em grandes times da Europa, mas perderam completamente o prazer de jogar e passam a ser uma decepção para os torcedores e um prejuízo para os clubes. Nem eles entendem o que acontece. Chuteira Preta, nova série de Paulo Nascimento, é a história de Kadu (Marcio Kieling), um jogador nessa situação que, ao perceber que é quase um ex-atleta, aos 29 anos, decide voltar as suas origens em busca da inspiração que fez com que ele decidisse jogar futebol, Jair (Nuno Leal Maia), seu tio, um craque dos anos 1970, que vive na mesma comunidade pobre onde Kadu cresceu. Ao encerrar a carreira, Jair ficou sem dinheiro, mas guarda com orgulho a paixão e o respeito conquistado.

Começa aí uma história de mentor e pupilo, a busca de um motivo para voltar a ser o que era, o coração em primeiro lugar, sem mais chuteiras de alta performance, sem artifícios, somente o básico, o amor pelo esporte e uma velha chuteira preta nos pés.

Escrita e dirigida por Paulo Nascimento, com colaboração no roteiro de Gilberto Perin e Tailor Diniz, e fotografia de Renato Falcão (A Era do GeloRio), a série foi gravada em Porto Alegre e arredores, com financiamento do FSA – Fundo Setorial do Audiovisual, e apoio da Film Commission de Porto Alegre, ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico – SMDE. Os 13 episódios da série contam com recursos de acessibilidade, coordenados por Marilaine Castro da Costa.

A primeira temporada de Chuteira Preta será lançada no Brasil pelo canal Prime Box Brazil em julho deste ano e até o final de 2019 ganha exibição em toda a América Latina através de um serviço de streaming internacional, com o título Dark Soccer.
  
GRADE DE HORÁRIOS

  
27 de março (quarta-feira)
19h – SESSÃO O CINEMA VIVE!
20h30 – Pré-lançamento da série Chuteira Preta
  
28 de março (quinta-feira)
20h – SESSÃO MEMORABILIA
21h – SESSÃO O NOVO CINEMA DE RUA
  
29 de março (sexta-feira)
17h30 – Visita Guiada à Cinemateca Capitólio Petrobras
19h – SESSÃO ESPECTADORES
  
30 de março (sábado)
16h30 – Visita Guiada à Cinemateca Capitólio Petrobras
18h – SESSÃO CINEMA NO INTERIOR
  
31 de março (domingo)
20h – SESSÃO LONGA (Cine São Paulo – O Estado das Coisas)

terça-feira, 26 de março de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: 'Eleições' - Escolas Com Partido

Sinopse: A rotina do ensino médio da Escola Estadual Doutor Alarico da Silveira, localizada no centro de São Paulo, é alterada por conta das eleições do grêmio estudantil que se aproximam.  

O ano de 2018 ficará marcado por nos ter apresentado uma eleição controversa, onde um candidato usou somente todos os meios de comunicação pela internet, para espalhar fake news e se auto promover como a pessoa mais indicada(?) para comandar o país. Em uma democracia de verdade, a eleição funciona quando as propostas dos candidatos de vários partidos são ouvidas em debate perante o olhar do povo, para assim conhecermos melhor as suas ideias, de uma forma mais limpa e coerente. Embora não retrate esse cenário duvidoso do qual ocorreu no ano passado, o filme “Eleições” nos apresenta o dia a dia de uma eleição estudantil, mas que fala muito do nosso país atual.
Dirigido por Alice Riff, diretora do documentário "As Histórias Que o Nosso Cinema (não) Contava" (2018), o filme foca no dia a dia de uma escola nas vésperas das eleições das chapas. A obra foca, ao menos, quatro chapas, onde cada um dos seus integrantes fica contando na frente dos alunos as suas propostas para o melhoramento da escola. Ao mesmo tempo, testemunhamos as reações, as opiniões dos alunos ao longo desse período e as consequências que podem gerar no dia da votação.
Como eu tenho quase quarenta anos de vida é sempre bom ver a cara dessa nova geração de estudantes e da maneira como eles interagem uns com os outros dentro da escola. Percebe-se que há visivelmente uma diversidade de opiniões, comportamento e do modo de se vestir de cada um dos alunos. Em tempos em que o conservadorismo político quer ditar as regras dentro das escolas, testemunharmos esse quadro atual se nota que há uma esperança sendo plantada por detrás dos muros das escolas.
Embora seja um documentário, a cineasta opta em não interagir muito com os alunos, mas sim captar as reações e opiniões reais deles no dia a dia da escola. Temos somente um vislumbre de alguns deles interagindo com a câmera quando determinados alunos fazem pequenos noticiários falando sobre como anda o desenvolvimento da eleição. Esses momentos, aliás, mostram o poder das mídias eletrônicas atuais, de como elas podem influenciar a opinião de eleitores e mudar assim o curso da história.
Curiosamente, a questões LGBT, religião, raça e liberdade de expressão são colocadas em pauta no decorrer da obra. Há por exemplo, tanto momentos em que mostra um aluno gay sofrendo preconceito, como também a inserção de uma determinada religião para uma das chapas. Embora essa passagem da obra possa parecer forçada para colocar o assunto em pauta, nunca é demais a gente se lembrar que vivemos num país laico e que se deve separar política da religião como é bem mostrado nesse documentário.
Ao seu final, as eleições terminam de uma forma democrática, porém, não escondendo os percalços que aquela escola ainda terá que enfrentar ao longo dessa jornada. De uma forma corajosa, o documentário faz uma comparação da escola com o estado que recorre a força policial, do qual ambos acreditam que é o melhor meio para se conter determinada situação. Testemunharmos, por exemplo, diretores responsáveis pela escola em querer apoiar a força policial, se faz assim um paralelo com esses governantes atuais que acreditam que tudo pode ser resolvido com a força bruta de uma polícia despreparada.
Com uma rápida e bela homenagem a Marielle Franco, "Eleições" é um importante documentário para ser visto pelos estudantes do Brasil atual, pois é por eles que será construído o nosso futuro e para que ele não se torne assim tão sombrio.  


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Cine Dica: Em Cartaz: ‘Pastor Cláudio’ - Passado Opressor

Sinopse: Um encontro histórico entre duas figuras pessoalmente antagônicas: o bispo evangélico Cláudio Guerra, responsável por assassinar e incinerar os opositores à ditadura militar brasileira, e Eduardo Passos, um psicólogo e ativista dos Direitos Humanos. 

Num primeiro momento não é fácil simplificar o peso que esse documentário nos passa quando estamos assistindo. Por explorar tempos sombrios que foram a Ditadura Militar, com direito a inúmeras passagens históricas daquele período sendo vistas na tela, o documentário possui uma frieza sem precedentes, onde as perguntas polêmicas surgem sem freio e tornando importante todo o seu conteúdo que nos é apresentado.
Dirigido por Beth Formagini, o documentário não possui nenhuma inovação dentro do gênero, mas usando ingredientes de sucesso para torna-lo um filme denúncia contra um passado opressor. Aqui existe apenas o entrevistado e o entrevistador, em uma sala escura, onde se destaca uma tela da qual mostra imagens desumanas de um passado que persiste ainda hoje em não morrer.
No caso do entrevistador é o psicólogo e defensor dos direitos humanos Eduardo Passos, e o entrevistado é Cláudio Guerra, ex-delegado do DOPS que matou, incinerou inúmeras pessoas durante a época repressiva e que hoje se autodenomina Pastor Cláudio, membro da igreja evangélica. As perguntas de Eduardo Passos sintetizam como um todo o que foi aquele período e todo sangue que ela deixou no passado. Porém, Pastor Cláudio responde com respostas que vão crescendo na medida do tempo, mesmo elas sendo explicitas, porém, duramente verdadeiras.
É arrepiante quando percebemos que ele não transmite nenhum arrependimento pelos seus atos. Ele observa as fotos que são lançadas na tela, onde ele relembra cada uma de suas vítimas, além de explicar detalhadamente como ele executava elas. Curiosamente, ele fica carregando uma bíblia durante toda obra, como se fosse uma salvação, mas que não lhe faz esquecer dos seus atos. 
Talvez, sem muito exagerar, “Pastor Cláudio” obtém o seu maior trunfo através dessas duas figuras contracenando uma com a outra. Frieza de um e a expressão de assombro vinda do outro faz com que nos identifiquemos facilmente com esse último. Basicamente ele representa nós em cena e sintetizando o nosso lado perplexo perante os fatos vistos na tela.  
Essa complexidade perante o horror dos fatos faz parecer que o pastor Cláudio não seja real em alguns momentos. O que o filme nos transmite em pouco mais de uma hora e meia é o lado surreal, porém, verdadeiro os fatos sendo narrados. Por mais doloroso que seja revisitar um passado tenebroso do nosso país, “Pastor Cláudio” existe como filme denuncia, além de nos dizer que aquelas vozes silenciadas estão hoje mais vivas do que nunca e pedindo justiça. 


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segunda-feira, 25 de março de 2019

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: ‘Normandia Nua’ - Rir e não se envergonhar

Sinopse: Um prefeito tenta convencer seus moradores a posarem nus para uma propaganda.

Um filme que possui um clima até mesmo leve, esquecível e bobo. O filme não comete muitos atos falhos em seu percurso, só não possui um lado pretensioso para ir muito além do que isso. O tema aqui é simples: fotografo famoso, especialista em fotografias com inúmeras pessoas nuas, acaba parando em uma pequena cidade da Normandia e propõe para que as pessoas que moram lá participem de um grande evento. Como o local vive uma crise financeira, decidem topar a empreitada para se exporem na fotografia que irá ser tirada, mas o problema está no fato de todos terem que ficar nus durante a sessão de fotos.     
Com diversos assuntos para serem discutidos, temos um vislumbre de diversos personagens que moram no local, onde cada um possui uma personalidade distinta e seus dramas pessoais para serem explorados. Curiosamente, não são arcos que tiram foco do mote principal, mas sim somente acrescenta um mosaico cheio de informações e que expande aquele universo particular. Se por um lado alguns arcos soam dispensáveis, do outro, ficamos na curiosidade sobre o destino de alguns personagens.  
O problema é que o primeiro ato da trama demora para nos conquistar de forma imediata, devido alguns elementos que poderiam ser facilmente descartados. Quando se acha que uma determinada situação irá ser logo mais descartada, para assim melhorar o desenvolvimento da trama, ela logo retorna e gerando um certo desiquilibro na história. Os minutos finais, aliás, nos traz apenas o óbvio, como se a solução precisasse ser logo apresentada de uma forma imediata.  
Contudo, devido pelo fato de haver algumas personalidades exageradas, o riso vem de forma fácil. A própria situação pouco comum também permite algumas piadas certeiras. Porém, nada é memorável, mas somente dá um gosto pelos tempos em que as comédias estavam em alta em vários países, mas que hoje o gênero se encontra em certo declínio.  
Apesar dos nus frontais, o filme é quase para a família, daqueles que passariam em uma sessão da tarde. Não há grandes arroubos técnicos. "Normandia Nua" pode render uma sessão dispensável, porém, divertida e que não nos cobra nenhum compromisso. 


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Cine Dica: Cristiano Burlan, Shirley Clarke, Ornette Coleman e Projeto Raros (26 de março a 3 de abril)

DOCUMENTÁRIO SOBRE MÚSICA GOSPEL E FILME DE SHIRLEY CLARKE SOBRE ORNETTE COLEMAN SÃO ATRAÇÕES DA SEMANA DOS ESTADOS UNIDOS CRISTIANO BURLAN DEBATE ELEGIA DE UM CRIME
PESADELO EM SALA DE CINEMA NO PROJETO RAROS
AS FILHAS DO FOGO ENTRAM EM CARTAZ

Na terça-feira, 26 de março, às 19h30, a Cinemateca Capitólio Petrobras e a Vitrine Filmes apresentam a sessão de pré-estreia do documentário Elegia de um Crime, com a presença do diretor Cristiano Burlan. Antes do longa, será exibido o curta-metragem Imaginário, também realizado pro Burlan. A mediação é do crítico Marcus Mello.

Nos dias 30 e 31 de março, a Cinemateca Capitólio Petrobras e o Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegreapresentam a sessão dupla Variações sobre um tema, com a exibição das cópias restauradas de Diga Amém, Alguém, deGeorge T. Nierenberg, e Ornette: Made in America, de Shirley ClarkeCom curadoria e produção de Aaron Cutler e Mariana Shellard, da Mutual Films, sessão faz parte da programação da Semana dos Estados Unidos em Porto Alegre.Entrada franca.

Na sexta-feira, 29 de março, às 20h, o Projeto Raros apresenta Popcorn – O Pesadelo Está de Volta, de Mark Herrier, um clássico da era de ouro do VHS. Com projeção em HD e legendas em português, o filme será comentado pelo crítico e pesquisador Carlos Thomaz Albornoz. Entrada franca.

A partir de 26 de março, o filme As Filhas do Fogo, de Albertina Carri, sucesso na mostra Cinema da América Latina, entra em cartaz na Cinemateca Capitólio Petrobras. O valor do ingresso é R$ 16,00, com meia entrada para estudantes e idosos.

VARIAÇÕES SOBRE UM TEMA

Diga amém, alguém e Ornette: Made in America
Semana dos Estados Unidos na Cinemateca Capitólio Petrobras

A sessão dupla “Variações sobre um tema” traz para a Cinemateca Capitólio Petrobras duas grandes obras do cinema documental que apresentam o melhor da música e cultura norte-americanas. Diga amém, alguém (1982), dirigido por George T. Nierenberg, é um comovente retrato da vida de cantores gospel, protagonizado por Thomas A. Dorsey e Willie Mae Ford Smith, o primeiro, responsável por levar a palavra de Deus para o blues e este para dentro das igrejas, e, a segunda, a voz que popularizou a recém criada música gospel nos anos de 1930. Ornette: Made in America (1985), dirigido por Shirley Clarke, mimetiza o estilo ousado e único do criador do free jazz, Ornette Coleman, através de cenas de concertos realizados em diferentes momentos de sua carreira, entrevistas e dramatizações esporádicas de sua infância.
Os dois filmes passarão em cópias digitais recém-restauradas da distribuidora norte-americana Milestone Film & Video. A sessão dupla tem curadoria e produção de Aaron Cutler e Mariana Shellard, e conta com o patrocínio do Consulado dos Estados Unidos no Brasil em Porto Alegre.

Diga amém, alguém
(Say Amen, Somebody)
dir. George T. Nierenberg, 1982, EUA, 101min, 35 mm para DCP
30/03 - 19h30
31/03 - 18h

Diga amém, alguém é um comovente retrato da vida de cantores gospel protagonizado por Thomas A. Dorsey (1899-1993) e Willie Mae Ford Smith (1904-94), o primeiro, responsável por levar a palavra de Deus para o blues e este para dentro das igrejas protestantes dos Estados Unidos e a segunda, a voz que popularizou a recém criada música gospel nos anos de 1930. Emocionantes apresentações musicais, durante as quais ouvimos as boas novas nas vozes de grandes cantores como Willie Mae, Zella Jackson Price, as irmãs Barrett e os gêmeos O’Neal, são intercaladas por vislumbres de suas vidas cotidianas, seus conflitos familiares, o sucesso material, o chamado divino e as contradições do machismo perante um dom predominantemente feminino.
O filme foi restaurado em 4K a partir do negativo óptico em 35 mm pela Metropolis Post, com o áudio restaurado pela Audio Mechanics. A restauração foi produzida pelo Academy Film Archive, Smithsonian National Museum of African American History and Culture e pela Milestone Film & Video e estreou no Festival de Berlim em 2019. 

Ornette: Made in America
dir. Shirley Clarke, 1985, EUA, 77min, 35 mm para DCP
30/03 - 21h30
31/03 - 16h

O último filme concluído de Shirley Clarke, uma importante cineasta experimental nova-iorquina, se estrutura de forma não linear, mimetizando o estilo ousado e único do criador do free jazz, Ornette Coleman (1930-2015). Ele intercala depoimentos de músicos, teóricos, amigos e parentes, trechos de apresentações musicais e dramatizações da infância do músico, sugerindo uma narrativa do pobre garoto que de sua cidade natal e retorna como herói. O fio condutor é a performance de uma nova composição sinfônica de Coleman, “Skies of America”, realizada na sua cidade de Fort Worth, Texas, a partir da qual alternam-se outras peças musicais, como uma homenagem ao arquiteto visionário Buckminster Fuller – um dos heróis do jazzista – o encontro com os músicos marroquinos de Joujouka, do qual também participam William S. Burroughs e o músico e crítico Bob Palmer, e uma experiência midiática de comunicação via satélite com músicos tocando juntos, a quilômetros de distância, no Harlem e no World Trade Center.
O filme Ornette: Made in America foi preservado a partir do negativo original em 35 mm pelo restaurador Ross Lipman do UCLA Film & Television Archive, com o áudio restaurado pela Auto Mechanics. A restauração digital foi feita em parceria de Lipman com Ed Lachman (o cinegrafista do filme) e Dennis Doros, da distribuidora Milestone Films.

ELEGIA DE UM CRIME
Brasil, 2018, DCP, 92 minutos
Direção: Cristiano Burlan
Distribuição: Vitrine Filmes

Uberlândia, Minas Gerais, 24 de fevereiro de 2011. Isabel Burlan da Silva, mãe do diretor, é assassinada pelo parceiro. “Elegia de um crime” encerra a “Trilogia do luto”, que aborda a trágica história da família. Diante da impunidade, o filme mergulha numa viagem vertiginosa para reconstruir a imagem e a vida de Isabel.

PESADELO EM SALA DE CINEMA NO PROJETO RAROS

Em sintonia com a mostra Cinemas do Brasil, que resgata histórias e experiências nos cinemas de rua brasileiros, o Projeto Raros apresenta na sexta-feira, 29 de março, às 20h, o terror Popcorn – O Pesadelo Está de Volta (Popcorn, Estados Unidos, 1991, 90 minutos), de Mark Herrier, um clássico da era de ouro do VHS. Com projeção em HD e legendas em português, o filme será comentado pelo pesquisador Carlos Thomaz Albornoz. Entrada franca.

Em Popcorn, Maggie é uma estudante de cinema que tem pesadelos recorrentes com imagens absurdas de horror e violência. Quando seus colegas resolvem promover um festival de filmes de terror e ficção científica de baixo orçamento, reabrindo uma velha sala de cinema, encontram a única cópia de uma produção maldita chamada "The Possessor".
O filme de Herrier, mais conhecido por sua atuação na série de filmes Porky’s, é uma espécie de prenúncio para o horror auto-reflexivo e metalinguístico de O Novo Pesadelo e Pânico, dirigidos por Wes Craven. A obra foi rodada em Kingstom, na Jamaica.

GRADE DE HORÁRIOS
26 de março a 3 de abril de 2019

26 de março (terça-feira)
14h – Semana dos Estados Unidos
17h – As Filhas do Fogo
19h30 – Elegia de um Crime + debate com Cristiano Burlan

27 de março (quarta-feira)
14h – Semana dos Estados Unidos
17h – As Filhas do Fogo
19h – Cinemas do Brasil: O Cinema Vive!
20h30 – Pré-lançamento da série Chuteira Preta

28 de março (quinta-feira)
14h – Semana dos Estados Unidos
17h – As Filhas do Fogo
20h – Cinemas do Brasil: Memorabilia
21h – Cinemas do Brasil: O Novo Cinema de Rua

29 de março (sexta-feira)
14h – Semana dos Estados Unidos
17h – As Filhas do Fogo
19h – Cinemas do Brasil: Espectadores
20h – Projeto Raros (Popcorn - O Pesadelo Está de Volta)

30 de março (sábado)
14h – Ser Criança
16h – As Filhas do Fogo
18h – Cinemas do Brasil: Cinema no Interior
19h30 - Diga Amém, Alguém
21h30 - Ornette: Made in America

31 de março (domingo)
14h – As Filhas do Fogo
16h - Ornette: Made in America
18h – Diga Amém, Alguém
20h – Cinemas do Brasil: Cine São Paulo – O Estado das Coisas 

2 de abril (terça)
14h – Semana dos Estados Unidos
16h – As Filhas do Fogo
18h – Divulgação em breve
20h – Divulgação em breve

3 de abril (quarta)
14h - Divulgação em breve
16h – As Filhas do Fogo
18h - Divulgação em breve
20h – Divulgação em breve

sexta-feira, 22 de março de 2019

Cine Especial: DAVID CRONENBERG: Extra


Nos dias 23 e 24 de Março, eu estarei participando novamente do curso “David Cronenberg: Seu Cinema e suas Obsessões”, criado pelo Cine Um e ministrado pela Prof.ª Dr.ª Rosângela Fachel de Medeiros. E enquanto esses dois dias não vêm confira abaixo as minhas analises sobre os dois últimos filmes do cineasta e que não haviam sido analisados no curso anterior.     

"Cosmopolis" (2012)
Leia a minha matéria já publicada clicando aqui. 

"Mapa para as Estrelas" (2014) 
Leia a minha matéria já publicada clicando aqui. 


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