Sinopse: Os agentes Jeff e Johnny sofrem preconceito por serem gays e desejam mostrar que conseguem estar na corporação, além de merecerem respeito, ao tentarem prender uma quadrilha, a "Bando da Onça".
“Agentes Muito Especiais”, dirigido por Pedro Antônio, até ensaia algumas ideias criativas, mas abandona cada uma delas na primeira curva da exposição. Por um lado, é interessante que o filme não perca fôlego com aquilo que não interessa diretamente à sua comicidade. O filme é dedicado a Paulo Gustavo e por conta disso sentimos a sua sombra como um todo.
Dito isso, é complicado dizer o quanto há de Pedroca Monteiro, que interpreta Johnny, tentando se inspirar no inesquecível ator, ou em que medida esse olhar já não está condicionado pela própria memória do espectador. De qualquer maneira, desde a sua abertura, onde se prezam a dizer que a ideia inicial era de Paulo Gustavo, o longa se resume com um enorme peso, capaz de tocar os fãs de maneiras diversas, mas dependendo da maneira de como será em uma primeira revisão.
O início é interessante ao preencher ideias básicas da narrativa, ao colocar características de seus personagens, Johnny e Jeff, interpretado por Marcus Majella em evidência. Esse dinamismo se torna um ponto positivo ao tipo de comédia que nos é apresentada, baseado em pequenas sketches que funcionam dentro de um todo em constante movimento. Ainda que tudo seja um tanto previsível, o longa se aceita como uma homenagem ao subgênero das duplas no cinema de ação, principalmente que pipocavam entre o final dos anos oitenta e no início dos anos noventa no cinema norte americano.
Marcus Majella possui o seu carisma em evidência, mas a constante reinterpretação do mesmo tipo de personagem em projetos diferentes começa a se tornar previsível para dizer o mínimo, já faz anos que não vemos o ator buscar papéis do lado de fora de sua bolha. Por outro lado, Pedroca Monteiro tenta procurar equilibrar o outro nível dessa salada, ao inserir alguma funcionalidade para dupla, principalmente dentro dos papéis exercidos dentro da história. Ainda que o entrosamento dos dois funcione, porém, a sombra de Paulo Gustavo fica cada vez mais acentuada na medida em que a história avança e fazendo a gente se perguntar como seria o longa se o intérprete estivesse vivo hoje em dia.
“Agentes Muito Especiais” é o tipo de longa que populariza o cinema brasileiro e que alcança um público que, muitas vezes, prefere apenas relaxar e esquecer dos problemas através de um humor bobinho.
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