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Sócio e Diretor de Comunicação e Informática do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 99 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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terça-feira, 20 de setembro de 2022

Cine Dica: Em Cartaz - 'Eike - Tudo ou Nada'

Sinopse: Eike Batista já foi um dos sete homens mais ricos do mundo. Hoje, a sua ruína é uma marca de um escândalo que estampou as manchetes de todo o país.  

Em meio a tantas crises, corrupções e retrocessos que o Brasil de hoje enfrenta fica até mesmo difícil de nos lembrarmos atualmente sobre quem foi Eike Batista. Dono do grupo EBX, o empresário acabou se tornando em pouco tempo um dos homens mais ricos do país, mas cujo o seu declínio acabou provocando rachaduras que repercutem até nos dias de hoje. "Eike - Tudo ou Nada" (2021) procura retratar esse curto, porém, importante período de sua vida, mesmo com algumas partes importantes terem sido suprimidas.

Dirigido por Andradina Azevedo, Dida Andrade, o filme é baseado no livro homônimo de Malu Gaspar sobre a vida do ex-bilionário Eike Batista. A história começa em 2006, quando a economia brasileira estava um caos por conta do pré-sal. Batista decide criar então a OGX, uma petroleira, que o faz ser o sétimo homem mais rico do mundo, mas depois o leva a falência, tanto em dinheiro quanto poder e prestígio.

É curioso observar que quando o filme começa a gente já tem uma noção de como será o seu enredo, ao mostrar o início da infância de Eike Batista, mas cuja a sua inocência logo é partida ao meio devido aos pensamentos ambiciosos de sua mãe com relação ao seu próprio futuro. Não demora muito para vermos aquele menino crescido, sendo ambicioso e logo se tornando um poderoso empresário. Logicamente os realizadores, ou autor do livro do qual os mesmos buscaram se basear, se inspiraram no clássico "Cidadão Kane" (1941) que por sua vez serviu de modelo de inspiração para outros filmes como o genial "A Rede Social" (2010).

Porém, Andradina Azevedo e Dida Andrade procuram fugir de comparações, principalmente na forma como contam a história, seja em narração off, ou visualmente de uma forma mais circense. Neste último caso, por exemplo, isso é muito bem sentido na passagem em que mostra a relação do protagonista com a modelo Luma de Oliveira, interpretada aqui pela atriz Carol Castro. Curiosamente, essa passagem é rápida, como se os realizadores não quisessem perder tempo com essa história, quando na verdade poderia gerar um filme inteiro somente com relação a toda aquela polêmica e cuja a mídia sensacionalista se alimentou da imagem de Luma de Oliveira naquela época até a última gota.

Com esse ritmo circense, cuja a edição torna o filme quase dinâmico, diga-se de passagem, o filme esconde o lado mais técnico e complexo com relação ao mundo dos negócios dessas empresas que se alimentam através das privatizações principalmente em tempos de crise. A proposta do filme não está em querer nos passar passo a passo o que foi o império de Eike Batista, mas sim retratar o mesmo em seu auge e decadência. Surpreendentemente, Nelson Freitas está muito bem caracterizado, ao ponto de nos surpreendemos com a sua semelhança quando durante os créditos finais mostram fotos verdadeiras do empresário.

Vale salientar que o interprete carrega boa parte do filme nas costas, já que os demais coadjuvantes somente se tornam peças principais de um grande tabuleiro na reconstituição dos fatos daqueles tempos. Um deles, por exemplo, representa um dos inúmeros brasileiros que inventaram em investir na bolsa de valores quando Eike Batista estava por cima, para logo se dar conta que acabou sendo precipitado demais ao querer agilizar para obter a sua maior ambição. Ao final todos pulam do barco e deixando o protagonista à deriva para responder pelos seus pecados.

Mas como eu disse acima, é um filme que já sabemos como ele começa e como ele termina, o que não significa que já devemos risca-lo do mapa. O filme somente sofre um pouco por ser um tanto que conservador, seja na passagem com relação a Luma de Oliveira, como também em sua reta final em que se tenta resumir a queda do protagonista até no momento em que aparece os famosos letreiros sobre os desdobramentos da história. Curiosamente, a participação da Lava Jato no caso é levada as telas, mas de uma forma quase desapercebida, pois eu acredito que em tempos de eleição ninguém quer voltar a tocar neste assunto que foi comandado por certo Juiz suspeito.

"Eike - Tudo ou Nada" é o retrato de um homem que fez parte de um jogo de um grande tabuleiro, mas cujo o rápido xeque-mate retratado aqui nos faz pensar que ficou algo pelo caminho. 

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