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Sócio e divulgador do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já mais de 100 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento, Cinesofia e Teoria Geek. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 6 de junho de 2022

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre - 'Paris, 13º Distrito'

 Nota: Filme exibido para os associados no último sábado (04/06/2022) 

Sinopse: Paris, 13O arrondissement, bairro de Olympiades. Emilie encontra Camille, que se sente atraído por Nora, que acaba cruzando caminhos com Amber. Três garotas e um garoto. Eles são amigos, às vezes amantes, frequentemente os dois. 

Depois do premiado "Deephan: O refúgio" (2015), o parisiense Jacques Audiard retorna com o seu "Paris, 13º Distrito" (2021). Em Cannes de 2021 levou o prêmio de melhor Trilha Sonora. O título faz referência ao bairro parisiense conhecido pela sua efervescência cultural e multiplicidades de habitantes com origens étnicas diversas.

Adaptado de um conto, a trama nos apresenta ao bairro por três personagens imbricados em suas buscas por algum sentido maior na vida. Mas pode-se dizer que o percurso que o filme traça caminha por três questões caras ao cinema francês: o sexo, a solidão e o amor. "Paris, 13º Distrito" é neste sentido bem representativo com relação ao lado corajoso do cinema francês, ao explorar os dilemas de hoje com relação a razão existencial. Os personagens principais são formados por um professor universitário Camille (Makita Samba), que vai alugar o quarto no apartamento de Émilie (Lucie Zhang) e acaba se envolvendo fisicamente com a mesma. Contudo, tudo é apenas casual, mas não impedindo que ambos tenham um carinho um pelo outro.

Na realidade, Camille irá cair de forma encantada por Nora, interpretada pela atriz Noémie Merlant e vista recentemente no ótimo "Retrato de uma jovem em chamas" (2019). A mesma vem morar em Paris para deixar pra trás relacionamentos amorosos não resolvidos. Porém, há um mal entendido sobre a sua real identidade, já que um grupo de pessoas a confundem com  callgirl Amber Sweet (Jehnny Beth) e que a fazem mudar de planos em meio a uma situação que pode lhe dar um grande prejuízo.

Em resumo, Émilie amava Camille que amava Nora que vai se descobrir amando Amber Sweet. O cineasta monta as feridas sentimentais e ternura da trindade da história através de um roteiro refinado, alinhado com um preto e branco cru, como se a vida daquelas pessoas procura algo mais colorido, mas não tendo coragem de abraça-lo. Tudo isso alinhado com tempos em que o relacionamento digital anda aflorado, mas que fazem dos seres humanos atuais se tornarem mais mesquinhos.

"Paris, 13º distrito" nos coloca a frente de personagens que facilmente podemos nos identificar, já que as situações amorosas dos mesmos se encontram desiquilíbrio e não muito diferente do que todos nós já passamos. Porém, a situação que se dá na virada da vida de Nora, envolvendo-se com Amber Sweet, parece ser a mais promissora, porém, o filme tem Lucie Zhang como uma verdadeira entidade forte em termos de interpretação que enche a tela. A participação da atriz de raízes asiática é a força matriz do filme como um todo e fazendo com que alguns momentos os demais personagens fiquem em segundo plano. Porém, Makita Samba também não fica atrás e protagoniza um dos melhores momentos do filme diga-se de passagem.

Com momentos tocantes em que se explora também a questão da perda contra o tempo que passa sem trégua contra as pessoas de idade avançada, "Paris, 13º distrito" é sobre a humanidade buscando um amor atual cada vez mais desgastado, mas que faz os mesmos se lembrarem sobre o que faz deles serem humanos. 


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