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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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segunda-feira, 18 de março de 2019

Cine Especial: Clube de Cinema de Porto Alegre: 'O Rei de Roma' - A Piada do Capitalismo

Sinopse: Tempesta é um focado e carismático homem de negócios. Depois de uma negociação dar errado, ele é pego pela polícia e condenado a um ano de prisão domiciliar. Agora, precisa fazer qualquer coisa para voltar a trabalhar normalmente.

Após o filme "Meu irmão é filho único" (2007) o cineasta Daniele Luchetti decide desacelerar, adotando mais sarcasmo em situações, por vezes, absurdas em "O rei de Roma". Tragado numa realidade consumida pelo capitalismo desenfreado, Numa Tempesta (Marco Giallini) vive à parte, numa espécie de realidade paralela que lhe isola de todo e qualquer contato com o mundo em sua volta.
Indo por esse pensamento, é como se fosse o Arthur ( Dudley Moore, no cinema), só que, em nada, inocente. Ambicioso, ao ser colocado em xeque pela justiça, por tributos sonegados, ele é capaz de deixar os advogados, no meio do Cazaquistão, onde busca implantar uma cidade. O ator Marco Giallini acerta no alvo, em repassar uma empáfia distante de qualquer empatia. E é justo esta qualidade requisitada quando, no lugar da prisão, ele é acionado para cumprir uma pena alternativa junto a serviços sociais da cidade.
Colocado em meio à turma que traz o exemplar pai de família Bruno (Elio Germano), o idoso Boccuccia (Franco Boccuccia) e o safo Grego (Marcello Fonte, de Dogman), Tempesta terá que se ajustar como um operário de um abrigo com gente que, a princípio, ele sempre ignorou. Eleonora Danco (Angela), responsável pelos desvalidos, será o ponto de equilíbrio para as insanidades praticadas pelo magnata.
Um dos maiores achados do filme está na pesquisa das estudantes de psicologia, dispostas à prostituição para se aproximarem do objeto de estudo. Mandos e desmandos insanos, à base do capital, e uma justiça bastante volúvel (e corruptível) trazem maior familiaridade com o público brasileiro. Divertido e com um humor nonsense, o filme não tem grandes voos, mas nos diverti na medida do possível. 


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