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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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domingo, 31 de março de 2019

Cine Dica: Em Cartaz: "SHAZAM" - O Raio que Caiu no Lugar Certo

Sinopse: Billy Batson (Asher Angel) tem apenas 14 anos de idade, mas recebeu de um antigo mago o dom de se transformar num super-herói adulto chamado Shazam (Zachary Levi).  

O tempo passa e logo se percebe que o maior erro da DC/Warner foi realmente se apressarem em reunir os seus personagens e elaborar um universo conectado dentro do cinema. Porém, “Aquaman” (2018) provou que não é preciso possuir essa interligação, mas sim ter sua identidade própria e se preocupando mais em nos apresentar uma boa história. "SHAZAM" veio para fortalecer esse pensamento, ao apresentar uma trama divertida, nostálgica e muito humana.
Dirigido por David F. Sadberg (Annabelle 2), o filme conta a história de Billy Batson (Asher Angel), rapaz órfão e que é adotado por um casal que cuida de crianças abandonadas. Em certa ocasião, ele conhece um mago, que lhe dá um poder sobre humano toda vez que ele pronunciar a palavra SHAZAM. Billy se torna um super-herói, mas inconsequente em suas ações e terá que se virar contra o vilão Dr Thadeus Sivana (Mak Strong) que deseja os seus poderes.
Os realizadores foram muito bem cuidadosos na apresentação dos seus personagens principais, principalmente pelo fato de destacar o lado mais humano e do qual nós facilmente nos identificamos. Billy Batson é uma jovem gente como a gente, cheio de sonhos e que leva consigo o desejo de reencontrar a sua mãe que ele havia perdido no passado. Aliás, é preciso dar palmas para os realizadores pela coragem em ousar com relação ao verdadeiro significado da palavra "família", pois o filme se envereda por um caminho poucas vezes visto para um filme de entretenimento e só por isso já ganha o meu respeito.
Mas o filme possui também outros grandes atrativos, principalmente pelo fato de ter sido pensando desde o princípio para ser um filme leve, divertido e com ares nostálgicos. Ao invés de ser um super espetáculo, a obra tem cara daquelas aventuras dos anos 80, principalmente daquelas que passavam numa "Sessão da Tarde" da vida. Portanto, caso você se lembre, por exemplo, do clássico " Quero ser Grande" (1988) não se surpreenda, já que a intenção é exatamente essa.
Outro atrativo é sintonia entre os atores mirins, principalmente com relação a dupla sher Angel e Jack Dylan Grazer, que interpreta o personagem Freddy e que se torna o melhor amigo do protagonista. Em tempos em que filmes e séries protagonizados por crianças andam fazendo um grande sucesso, o filme segue o embalo com maestria, pois cada um dos jovens talentos possui muito carisma e nos conquista de forma imediata. É graças também essa sintonia mirim que faz o filme ser muito gostoso de ser assistido e que conquistará as pessoas de todas as idades de uma maneira bem fácil.
Mas se o elenco mirim é alma da produção, Zachary Levi como o herói SHAZAM é o corpo e a cereja do bolo do filme como um todo. Interpretando uma criança num corpo de um adulto com superpoderes, Zachary surpreende ao não criar algo muito caricato, mas sim engraçado, divertido e fazendo com que nos simpatizemos com ele de imediato. Nada mal para alguém que só vivia de figurante no estúdio concorrente.
Em termos vilanescos, Dr. Thadeus Silvana tinha todos os motivos para se tornar um vilão caricato, mas felizmente os roteiristas foram cuidadosos na elaboração do personagem, ao apresentar tanto a sua origem como também as suas motivações de uma forma coerente. Mark Strong se encaixa perfeitamente nesse tipo de personagem, pois mesmo sendo limitado na atuação, o seu desempenho se casa com o personagem com perfeição. Não é nenhum Coringa da vida, mas também não quer dizer que atrapalha no desenvolvimento da trama.
Em termos de ação o filme não exagera, principalmente que esse não é o foco principal, mas sim ser uma aventura leve e descontraída. Quando ação rola ela não é exagerada, fazendo com que acompanhemos tudo o que acontece na tela e escapando de um emaranhado de efeitos visuais que poderiam poluir o filme como um todo. A grande ação do filme, aliás, acontece somente no ato final em um parque de diversões e reservando elementos surpresas que irão agradar em cheio todos os fãs.
Com referências muito divertidas com relação ao universo DC no cinema, "SHAZAM" é uma bela aventura inocente, humana e que irá agradar em cheio o público de todas as idades. 


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