Quem sou eu

Minha foto
Sapucaia do Sul/Porto Alegre, RS, Brazil
Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 70 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

Pesquisar este blog

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cine Dica: ROAD-MOVIE VANGUARDISTA DO SENEGAL NO PROJETO RAROS

Nesta sexta-feira, 25 de julho, às 20h, acontece mais uma edição do Projeto Raros na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), apresentando o filme A Viagem da Hiena (Touki Bouki, 1973), o primeiro longa-metragem do aclamado cineasta senegalês Djibril Diop Mambéty. Após a sessão, há um debate com o crítico Pedro Henrique Gomes, pesquisador dos cinemas realizados no continente africano. A exibição dialoga com a Sessão Plataforma da semana, que exibe Mil Sóis, obra de Mati Diop, sobrinha de Mambéty, inspirada em A Viagem da Hiena. A entrada é franca. 

Concebido com exatidão e magistralmente realizado, A Viagem da Hiena narra as cômicas desventuras de Mory, um vaqueiro que monta uma motocicleta com um crânio bovino. e Anta, uma estudante universitária. Alienados e descontentes com o Senegal e a África, decidem ir para Paris, buscando para tanto, arrumar dinheiro fácil através de diferentes formas.
Considerado por muitos críticos como seu filme mais ousado e importante, a estreia de Mambéty em um longa-metragem é o que desenvolve de forma plena seus temas anteriores: do hibridismo, do individualismo, da marginalidade e do isolamento. Baseado em sua própria história, Djibril Diop Mambéty fez Touki Bouki com um orçamento de US$30.000,00, obtidos, em parte, do governo senegalês. Embora influenciado pela Nouvelle Vague francesa, Touki Bouki exibe um estilo todo próprio. Sua trilha sonora e jogo de câmera têm um ritmo frenético não-característico da maioria dos filmes africanos. Através de cortes saltados, colisões na montagem, acompanhamento sonoro dissonante, e a justaposição de sons e elementos visuais pastorais, pré-modernos e modernos, Touki Bouki transmite e lida bem com a hibridização do Senegal. O filme ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Moscou e o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes.


 Me sigam no Facebook, twitter e Google+

Nenhum comentário: