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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cine Dica: ROAD-MOVIE VANGUARDISTA DO SENEGAL NO PROJETO RAROS

Nesta sexta-feira, 25 de julho, às 20h, acontece mais uma edição do Projeto Raros na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro (3º andar), apresentando o filme A Viagem da Hiena (Touki Bouki, 1973), o primeiro longa-metragem do aclamado cineasta senegalês Djibril Diop Mambéty. Após a sessão, há um debate com o crítico Pedro Henrique Gomes, pesquisador dos cinemas realizados no continente africano. A exibição dialoga com a Sessão Plataforma da semana, que exibe Mil Sóis, obra de Mati Diop, sobrinha de Mambéty, inspirada em A Viagem da Hiena. A entrada é franca. 

Concebido com exatidão e magistralmente realizado, A Viagem da Hiena narra as cômicas desventuras de Mory, um vaqueiro que monta uma motocicleta com um crânio bovino. e Anta, uma estudante universitária. Alienados e descontentes com o Senegal e a África, decidem ir para Paris, buscando para tanto, arrumar dinheiro fácil através de diferentes formas.
Considerado por muitos críticos como seu filme mais ousado e importante, a estreia de Mambéty em um longa-metragem é o que desenvolve de forma plena seus temas anteriores: do hibridismo, do individualismo, da marginalidade e do isolamento. Baseado em sua própria história, Djibril Diop Mambéty fez Touki Bouki com um orçamento de US$30.000,00, obtidos, em parte, do governo senegalês. Embora influenciado pela Nouvelle Vague francesa, Touki Bouki exibe um estilo todo próprio. Sua trilha sonora e jogo de câmera têm um ritmo frenético não-característico da maioria dos filmes africanos. Através de cortes saltados, colisões na montagem, acompanhamento sonoro dissonante, e a justaposição de sons e elementos visuais pastorais, pré-modernos e modernos, Touki Bouki transmite e lida bem com a hibridização do Senegal. O filme ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Moscou e o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes.


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