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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cine Dica: Em Cartaz: XINGU


Sinopse: Anos 1940. Três jovens irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (Felipe Camargo) 27 anos Cláudio (João Miguel) 25 e Leonardo (Caio Blat) 23 os Irmãos Villas-Bôas alistam-se na Expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.brMais velho dos irmãos Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição Nós somos o antídoto e o veneno diz. O caçula é Leonardo vibrante e corajoso. No entanto suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.
O diretor Cao Hamburger, já havia criado uma história, em que o pano de fundo era os tempos de chumbo do Brasil, pela perspectiva de uma criança, no ótimo filme O Ano em que meus pais saíram de férias. Em Xingu, a trama se passa na mesma época, só que retratada de uma forma mais tímida, concentrando o foco na aventura dos irmãos Vila Lobos Orlando (Felipe Camargo), Cláudio(João Miguel) e Leonardo (Caio Blat), na missão de entrar mata a dentro no Brasil central, com a missão de adquirir um contato pacifico com os índios e fazê-los de uma forma  gradual, interagir com a sociedade dominante, para então, os dominantes dominarem suas terras. Mas como diz o velho ditado: Uma coisa leva a outra, pois essa convivência dos irmãos com os índios acabou se criando uma idéia revolucionaria que dura até hoje, que é o Parque Indígena Xingu, que acolheu inúmeras tribos, para se preservarem e sem terem contato com a ambição do homem branco.
Hamburguer cria assim, uma historia bem fluida, sem se aprofundar muito nas questões políticas e econômicas da época, focando mais nos irmãos, onde cada um possui uma personalidade bem definida e no seu dia a dia com os índios locais. O filme, não é só um retrato das dificuldades dos índios com a aproximação do homem branco em suas terras, mas também é uma historia que nos lembra, sobre os índios do nosso presente. Sendo que, nunca é demais nos lembrar de quem eram realmente os donos da casa por onde agente pisa atualmente.   


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Um comentário:

renatocinema disse...

Assisti Xingu ontem. Gostei, mas, realmente o foco é somente os irmãos e não cutuca, vamos assim dizer, a política que nós, brancos, tivemos.

Bela análise.