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Sócio do Clube de Cinema de Porto Alegre, frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 98 certificados) e ministrante do curso Christopher Nolan - A Representação da Realidade. Já fui colaborador de sites como A Hora do Cinema, Cinema Sem Frescura, Cinema e Movimento e Cinesofia. Sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para marcelojs1@outlook.com ou beniciodeltoroster@gmail.com

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cine Dica: Em Cartaz: MOSTRA DE CINEMA VENEZUELANO: BLOQUES

Sinopse: No edifício Bloque 1, vive Manuel, um homem solitário e taciturno cujo comportamento afasta todos à sua volta, incluindo seu próprio filho. Em meio à rotina e ao álcool, surge para ele a esperança de um novo amor: Norma, cozinheira de um bar, que entra em sua vida sem se dar conta. Para o edifício Bloque 2, mudam-se os Aristigueta, família venezuelana de classe alta, empobrecida por conta das más decisões financeiras do pai. Alejandra, a filha mais velha, vive em Nova York há alguns anos, ignorando a realidade em que vivem sua família e seu país.
Bloques (ou vida em bloco) é um retrato de indivíduos que se entregam e outros que não se entregam ao mundo que vive. Dirigido por Alfredo Hueck e Carlos Caridad, acompanhamos a primeira historia de Manuel (qualquer semelhança desse personagem com o do filme O Grande Lebowski é mera coincidência) que não se importa nem um pouco com o seu jeito perante as pessoas ou muito menos com a situação em que vive, simplesmente, deixa as coisas acontecerem. Quando surge a personagem de Norma, vê nela uma chance de dar a volta por cima na vida, mesmo numa situação que já parece ser tarde demais. Um dos grandes destaques desse segmento, fica por conta da montagem engenhosa em que agiliza a trama, além de vários planos seqüências sem cortes (como a cena do banheiro), ao mesmo tempo em que faz um belo casamento com uma fotografia pálida e cinzenta, onde representa o aspecto interior de cada um dos personagens. Com um final em aberto, o primeiro seguimento do longa, é o melhor desde já.
Bloque 2, ao retratar a vida de uma mãe, com seus dois filhos, depois de perderem seus bens após o patriarca ser preso, o tom da produção muda completamente, mesmo que a trama se passe no mesmo prédio da trama anterior. O filme retrata personagens que simplesmente não querem pertencer aquele mundo e tentam de todas as formas desvencilharem dele, mesmo que a trama retrate o ambiente com uma fotografia colorida e reconfortante. Talvez por isso, esse segmento se torne um tanto deslocado e muito mais lento, principalmente com as situações que são resolvidas com soluções um tanto que fáceis demais, mas felizmente, é compensado pelo jovem elenco desse seguimento, principalmente pela atriz que faz Alejandra.
Apesar dos passos em falsos, o filme é um ótimo pequeno retrato do individuo comum da Venezuela, onde uns aceitam e outros não, viverem em determinada situação, sendo que, às vezes o mundo não é cruel e miserável com agente acha, mas às vezes, somos-nos mesmos que não tomamos jeito. Sendo que, basta um empurrão para ajeitar as coisas.


Em Cartaz: :CineBancários
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