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Sendo frequentador dos cursos do Cine Um (tendo já 68 certificados),sou uma pessoa fanática pelo cinema, HQ, Livros, música clássica, contemporânea, mas acima de tudo pela 7ª arte. Me acompanhem no meu: Twitter: @cinemaanosluz Facebook: Marcelo Castro Moraes ou me escrevam para beniciodeltoroster@gmail.com

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Cine Especial: O 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos



28. Edifício Master (2002)

Sinopse: O cotidiano dos moradores do Edifício Master, situado em Copacabana, a um quarteirão da praia. O prédio tem 12 andares e 23 apartamentos por andar. Ao todo são 276 conjugados, onde moram cerca de 500 pessoas. Eduardo Coutinho e sua equipe entrevistaram 37 moradores e conseguiram extrair histórias íntimas e reveladoras de suas vidas.

Anos atrás, Edifício Master era conhecido pela sua péssima reputação, onde se acontecia os mais diversos crimes. Curiosamente, o documentário se inicia com o Sindico do prédio chamado Sérgio que, segundo ele,  aos poucos foi reestruturando o lugar e transformando em um bom lugar para se viver. Coutinho então inicia uma jornada por dentro do prédio, onde faz uma visita surpresa para cada morador e começa então a ouvir cada uma de suas histórias.
Cada história é diferente uma das outras, sendo que cada um possui um universo particular, mas que acaba extravasando na frente da câmera. Dos depoimentos, destaco dois que me chamaram muito atenção: uma talentosa garota, mas que não sabia dialogar na frente da câmera e um senhor que diz ter se encontrado com o próprio Frank Sinatra e cantado com ele em cima de um palco. Momentos de grande emoção.  
  
 
 29. Memórias do Cárcere (1984)




Sinopse:Na década de 1930, o escritor Graciliano Ramos (Carlos Vereza) é preso acusado de ligações com o Partido Comunista. Capturado em Alagoas, onde era servidor público e levava uma pacata vida, ele dá entrada no presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, em 3 de março de 1936, sem sequer passar por um julgamento. Em meio a atritos de ordem política e pessoal, crueldade, insalubridade, fome e os mais diversos tipos de criminosos - de ladrões de galinha a guerrilheiros -, ele escreve.

Ao longo da projeção, o filme se aprofunda mais ao período em que o protagonista esteve encarcerado. Após uma ligeira aparição do mesmo em uma repartição pública do Alagoas, que registra a Intentona Comunista de 1935, seguida de uma cena em casa com a mulher (Glória Pires) e filhos, logo ele é encaminhado para o périplo de aproximadamente um ano por cárceres do país. Por meio dos presos que dividem o espaço com o escritor, sejam eles políticos ou comuns, o cineasta Nelson Pereira dos Santos (Vidas Secas) cria um retrato da população brasileira do período, dando destaque nos aspectos determinantes do nosso atraso, próprio dos países subdesenvolvidos. A ignorância funcional salta na tela, sobretudo na terceira parte, quando os companheiros, e não aliados, já reconhecem a fama dos seus escritos. A cena em que Graciliano (Carlos Vereza) faz a correção do texto dos comunistas, contracenando com Tonico Pereira, é cômica. Um tom mais grave é empregado quando uma autoridade lhe solicita um discurso para ser pronunciado na data do aniversário do diretor do presídio, a qual lhe é negada – a argumentação é perfeita, impecável, embora seja involuntariamente humilhante.

 

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2 comentários:

Ozymandias Realista disse...

Gostaria de fazer parceria de blogs? Notei que temos dois parceiros em comum. Além dessa recomendação, que muito apreciei do livro do Graciliano, sou de AL, e é bem raro eu ver esse estado ser mencionado em qualquer lugar, para o resto do Brasil, parece que não existimos.

http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/

Marcelo Castro Moraes disse...

Bom dia

Que tipo de parceria gostaria?
Gostei do seu blog e colocarei na lista dos quais eu sigo.
Qualquer coisa escreva
abraços